4. BULGULAR VE YORUM
4.4 Refiye İsimli Öğrencinin Tam Sayılar Bilgisini Oluşturma ve Pekiştirme Sürec
4.4.1 Refiye İsimli Öğrenci ile Yapılan Örnek Olay Etkinliğine Ait Görüşme Bulguları
Brasil Argentina
Na véspera, o meu amigo uruguaio confessou que viera torcer pelos argentinos. Arroubadamente, com excesso de boa-educação, fui afirmando logo que isso não fazia mal, que diabo! etc... Ficou desagradável foi quando ele se imaginou no direito de explicar porque torcia pelos argentinos:
_ Você compreende, amigo, nós, uruguaios, temos muito mais afinidade com os argentinos, apesar de já termos feito parte do Brasil. Até por isso mesmo!... Por mais que se explique historicamente o que levou um tempo o Uruguai a participar do Brasil, nós não sentimos (repare que emprego o verbo "sentir"), não sentimos a coisa como se tivéssemos participado do Brasil, e sim como tendo pertencido a ele. A modos de colônia... E isso, por mais esforços que a gente faça, irrita bem. Quanto a afinidade com os argentinos, há muitas... muitas...
Aqui meu amigo uruguaio parou de sopetão. Percebi que não queria me machucar. Mas nesse terreno de boa-educação ninguém ganha de brasileiro, não insisti. Não ousei dar uma liçãozinha de humanidade no meu hóspede, falando na minha simpatia igual por argentinos, turcos e australianos, e outras invencionices maliciosas. Me preocupei apenas em disfarçar a ansiedade que me enforcava por causa do jogo.
No campo me acalmei com segurança. Estávamos em pleno domínio do “nacioná”, com algumas bandeiras argentinas por delicadeza. Mas na verdade, por causa daquele jogo, estávamos todos odiando os argentinos e a Argentina ali. E dizem que futebol estreita relações, estreita nada! Brilhavam na certeza da vitória. Desconfio que em casa ou ilhados nos bondes, também tinham sentido a mesma inquietação que eu disfarçava, mas a unanimidade é um estupefaciente como qualquer outro. De forma que nem bem cada brasileiro se arranjava em seu lugar, olhava em torno, tudo era nacional! E a certeza vinha: vamos ganhar na maciota.
E foi nessa atmosfera de vitória que brincipiou o famoso jogo Brasil – Argentina, de que certamente não tiraremos nenhuma mora. Os nacionais escolheram o lado pior do campo, com uma ventania dos diabos contra, varrendo tudo, calor, bola e argentino contra o nosso gol. Principiou o jogo. Os argentinos pegaram com os pés na bla e ... Mas positivamente não estou aqui para descrever jogo de futebol. Só quero é comentar. Ora o que é que se via desde aquele início? O que se viu, se me permitirem a imagem, foi assim como uma raspadeira mecânica, perfeitamente azeitada, avançando para o lado de onze beija-flores. Fiquei horrorizado. Procurei disfarçar, vendo se lembrava a que família da História Natural pertencem os beija-blôres, não consegui!Nem sequer conseguia me lembrar de alguma citação latina que me consolasse filosoficamente! Enquanto isso, a raspadeira elétrica ia assustando quanto beija-flor topava no caminho e juque! Fazia um gol. Era doloroso, rapazes.
Mas era também admirável. Quem já terá visto uma força surda, feia mas provinda duma vontade organizada, que não hesita mais, e ditante de um trabalho começado
não há transtorno político, financeiro, o diabo! Que faça parar!.... Eram assim os argentinos, naquela tarde filosófica. Não que eles alardeassem professores de ordem, de energia ou de coisíssima nenhuma. Se alguém deseja saber exatamente o que eu senti, eu senti a Grécia, a Grécia arcaica, no tempo em que se fazia a futura grande Grécia. Dezenas de tribus diferentes se organizando, se entrosando, recebendo mil e uma influências estranhas, mas aceitando dos outros apenas o que era realmente assimilável e imediatamente conformad o elemento importado em fibra nacional. Quem quiser me compreender, compreenda, mas no fim do quarto gol eu tinha me naturalizado argentino, e estava francamente torcendo pra que ... nós fizéssemos pelos menos trinta gols. Mas logo bem brasileiramente desanimei, lembrando que seria inútil uma lavada exemplar. Não serviria de exemplo nem de lição a ninguém. Ao menos meu amigo uruguaio foi generoso comigo, não teve o menor esto de piedade. Comentava navalhantemente:
- Era natural que vocês perdessem ....Os brasileiros “almejaram” vencer, mas os argentinos “quiseram” vencer, e uma coisa é almejar, outra é querer. Vocês ... é um eterno iludir-se sem fazer o menor gesto para ao menos se aproximar da ilusão. Sim, os argentinos escalaram o quadro e este se preparou para o jogo; mas o que a gente percebe é que, na verdade, há trinta anos que os argentinos vêm se preparando para o jogo das suas iniciativas ou tendências em norma cotidiana de viver. Vocês? .... nem isso .... Os argentinos, desculpe lhe dizer com franqueza, mas os argentinos são tradicionais.
Eu é que já estava longe, me refugiando na arte. Que coisa lindíssima, que bailado mirífico um jogo de futebol! Asiaticamete, cheguei até a desejar que os beija-flores sempre continuassem assim como estavam naquele campo, desorganizados mas brilhantíssimos, para que pudessem eternamente se rpetir, para gozo dos meus olhos, aqueles hugoanos contrastes. Era Minerva dando palmada em Dionísio adolescente e já completamente embriagado. Mas que razões admiráveis Dionísio inventava para justificar sua bebedice, ninguém pode imaginar! Que saltos, que corridas elásticas! Havia umas raspadeiras sutis uns jeitos sambísticos de enganar, tantas esperanças davam aqueles volteios rapidíssimos, uma coisa radiosa, pânica, cheia das mais sublimes promessas! E até o fim, não parou um segundo de prometer .... Minerva porém ia chegando com jeito, com uma seguranã infalível, baça, vulgar, sem oratória nem lirismo, e juque! Fazia gol.
ANEXO B