3. MATERYAL VE YÖNTEM
3.1. Materyal
3.1.4. Rassal görev süreli u-tipi montaj hattı yeniden dengeleme problemi
Em uma recomendação ergonômica no processo clássico de desenvolvimento de produto, baseada em uma metodologia de projeto, Paschoarelli (2007), em uma equipe do Product Safety and Testing Group, da Universidade de Nottingham (Nottingham, UK), organizada por B. Norris e J. R. Wilson em 1997, denominou-se como “metodologia de produtos ergonômicos/seguros”. Destacando a aplicação das recomendações ergonômicas no
processo clássico de desenvolvimento de um produto (metodologia do projeto)- Definição dos objetivos: conhecendo o mercado e as necessidades dos usuários; Requisitos e restrições, avaliando custos, restrições técnicas, regulamentações e o impacto social; Concepção do design, com base nas informações ergonômicas; Detalhamento do design, a partir das avaliações ergonômicas com a nova proposta de produto; e Produção, mercado e aperfeiçoamento, com o monitoramento e avaliação do produto.
A Ergonomia e o Design estão direcionados ao mesmo objetivo: proporcionar a satisfação do usuário e a produção de produtos de sucesso. Indubitavelmente, a relação entre ergonomia e design deverá ser intensificada, pois apenas desta maneira, as informações provenientes de outras áreas, como por exemplo, a fisioterapia, serão informações tratadas com maior eficiência na busca de projetos de produtos que ofereçam maior qualidade ao seu usuário (SPERB E ARENHART, 2006).
No processo de criação de design torna-se fundamental os conhecimentos da ergonomia, pois o design sem um prévio estudo ergonômico, pode causar problemas na usabilidade e na qualidade do produto, sendo que, o design visa a melhoria dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais do produto, com um intuito de atender às necessidades do consumidor e melhorar o conforto, a segurança e a satisfação dos usuários.
A Ergonomia objetiva sempre a melhor adequação ou adaptação possível do objeto aos seres vivos em geral. Sobretudo no que diz respeito à segurança, ao conforto e à eficácia de uso ou de operacionalidade dos objetos, mais particularmente, nas atividades e tarefas humanas (GOMES, FILHO 2003).
A Ergonomia contribui para melhorar a eficiência, a confiabilidade e a qualidade das operações industriais. Isso pode ser feito basicamente por três vias: aperfeiçoamento do sistema homem- máquina- ambiente, organização do trabalho e melhoria das condições do trabalho (IIDA, 2005).
A usabilidade poderá interagir entre o usuário e o produto ou sistema, e somente poderá ser medida através da avaliação do desempenho, satisfação e aceitabilidade do usuário (BEVAN, 2003).
A usabilidade não depende apenas das características do produto. Depende também do usuário, dos objetivos pretendidos e do ambiente em que o produto é usado. Portanto, a usabilidade depende da interação entre o produto, o usuário, a tarefa e o ambiente. Assim, o
mesmo produto pode ser considerado adequado por uns e insatisfatório por outros. Ou, adequado em certas situações e inadequado em outras (IIDA, 2005).
Segundo Larica (2003), a Ergonomia se propõe a modificar os ambientes e os objetos, adaptando-os de modo a satisfazer as exigências humanas. Isso pressupõe uma atuação dinâmica que se traduz num processo destinado a efetivar mudanças constantes nos objetos. Mas, para que isso seja factível, é preciso estar atento á lógica e a viabilidade técnica e econômica das mudanças.
A Ergonomia estimula a uma demanda por novas pesquisas e desenvolvimentos em diversos segmentos, uma vez que os consumidores, a população mundial, em geral, está se tornando cada vez mais exigente e sofisticada, exigindo produtos diversificados, adaptados às suas necessidades com qualidade e segurança.
Portanto, percebemos que a Ergonomia associada ao Design tem contribuído para melhorar a vida cotidiana, tornando os meios de transportes mais cômodos e seguros, o mobiliário doméstico mais confortável e os aparelhos eletrodomésticos mais eficientes e seguros.
2.3.1 Antropometria como ferramenta da Ergonomia
De acordo com Larica (2003), a antropometria, conforme lembram Alvin R. Tilley e Henry Dreyfuss, no clássico “The measure of man and woman- Human factors in design”, é o estudo das medidas físicas do corpo humano, agrupadas de acordo com o sexo, idade e raça, para constituir uma base de dados para o projeto ergonômico dos postos de trabalho e de condução de veículos de todos os tipos. A Antropometria Estática está relacionada com dimensões físicas do corpo humano parado, a Antropometria Dinâmica estuda os limites de movimento de cada parte do corpo, para evitar esforços físicos além dos necessários, operar com a maior segurança e preservar a saúde através de posturas e movimentos adequados.
A indústria moderna precisa de medidas antropométricas cada vez mais detalhadas e confiáveis. De um lado, isso é exigido pelas necessidades da produção em massa de produtos como vestuários e calçados. No projeto de um carro, o dimensionamento de alguns centímetros a mais, sem necessidade, pode significar um aumento considerável dos custos de produção, se considerar a série de centenas de milhares de carros produzidos. Outro exemplo ainda mais dramático é o da indústria aeroespacial, onde cada centímetro ou quilograma tem uma influência significativa no desempenho e na economia da aeronave (IIDA, 2005).
A antropometria possui o objetivo de conhecer as diversas dimensões dos segmentos corporais (SANTOS, 1997). No final do século XIX e início do século XX observou-se o desenvolvimento e a ampliação do interesse por estudos detalhados do homem.
Para Larica (2003), os equipamentos específicos destinados a uma determinada classe de usuários, devem considerar os dados característicos desta classe, para não ampliar desnecessariamente a faixa de utilização da curva de distribuição (frequency distribution curves), dificultando o projeto e aumentando os custos de produção.
O homem médio ou padrão é uma abstração, pois poucas pessoas podem ser consideradas como padrão, todavia uma cadeira construída para uma pessoa mediana vai provocar menos incômodo para os muito grandes e para os muito pequenos do que se fosse desenvolvida para um gigante ou para um anão. Como também, causará menos desconforto do que se fosse desenvolvida para pessoas maiores ou menores em relação à média da população.
No entanto, projetos para o indivíduo, são produtos projetados especificamente para um indivíduo, e são raros no meio industrial, como exemplo temos, os aparelhos ortopédicos, roupas feitas sob medida. Proporciona melhor adaptação entre o produto e o usuário, mas aumentam o custo e só são justificáveis em casos onde a possibilidade de falha teria conseqüências que deixariam o custo muito maior.
No entanto, sempre que possível e justificável, deve-se realizar as medidas antropométricas da população para a qual está sendo projetado um produto ou equipamento, pois equipamentos fora das características dos usuários podem levar o estresse desnecessário e até provocar acidentes graves. Normalmente as medidas antropométricas são representadas pela média e o desvio padrão, porém a utilidade dessas medidas depende do tipo de projeto em que vão ser aplicadas (IIDA, 2005).
As medidas antropométricas adotadas nesta pesquisa de mestrado terão como base o peso e as dimensões estruturais do corpo de crianças de 6 a 11 anos. Segundo Malina et al (1965), em um projeto de mobiliário, uma cadeira, as medidas serão relacionadas em percentil de 5 a 95, em ambos os sexos(masculino e feminino), considerado alguns itens tais como: peso, estatura, altura sentado ereto, largura cotovelo a cotovelo, largura do quadril, espaço livre para as coxas, altura do joelho, altura do sulco poplíteo, comprimento nádega-sulco poplíteo e comprimento nádega-joelho.
Os designers enfrentam problemas em relação à grande diversidade antropométrica entre as pessoas. O autor sugere três categorias que expressam estas diversidades, denominadas de variações características (human variations) (LARICA, 2003):
Quadro 2-5: Três categorias que expressam as características das variações humanas. Categorias que expressam as variações humanas
Intra-individual: tamanhos que mudam ao longo da vida, devido à idade ou tipo de alimentação, mas devido também a mudanças socioambientais.
Inter-individual: diferenças devido ao sexo e fatores raciais (tamanhos e proporções de partes do corpo).
Variação secular: mudanças lentas e graduais ao longo de gerações. Fonte: (LARICA, 2003).
Uma das grandes aplicabilidades das medidas antropométricas na ergonomia está relacionada no dimensionamento do espaço de trabalho. Iida (2005) define o espaço do trabalho como sendo o espaço imaginário necessário para realização dos movimentos requeridos pelo trabalho, no primeiro exemplo: um jogador de futebol é o próprio campo de futebol e até uma altura de 2,5 m (que é a altura de cabeceio), no segundo exemplo, de um espaço de trabalho de um carteiro seria um sólido sinuoso que acompanha a sua trajetória de entregas e tem uma seção retangular de 60 cm de largura por 170 de altura. Porém a maioria das ocupações da vida moderna desenvolve-se em espaços relativamente pequenos com o trabalhador em pé ou sentado, realizando movimentos relativamente maiores com os membros do que com o corpo e onde devem ser considerados vários fatores como: postura, tipo de atividade manual e o vestuário.
O assento é provavelmente, uma das invenções que mais contribuiu para modificar o comportamento humano. Muitas pessoas chegam a passar mais de 20 horas por dia na posição sentada e deitada, principalmente as pessoas com algum tipo de deficiência física e mental (GILSDORF et al., 1990)
Portanto, existe um grande interesse dos pesquisadores da ergonomia em relação a pesquisas e trabalhos em relação ao assento. Na posição sentada, o corpo entra em contato com o assento através da sua estrutura óssea. Esse contato é feito através das tuberosidades isquiáticas que são recobertas por uma fina camada de tecido muscular e uma pele grossa, adequada para suportar grandes pressões. Em apenas 25 cm de superfície concentra-se 75% do peso total do corpo (IIDA, 2005).
Em especial a necessidade do estabelecimento das relações espaciais com coordenadas tridimensionais foi desenvolvida como aplicação da antropometria na engenharia. A antropometria possui importância no planejamento do posto de trabalho, no desenvolvimento de projetos de ferramentas na elaboração de equipamentos (BAXTER, 1998).
Portanto, na antropometria o estabelecimento de relações espaciais em coordenadas tridimensionais pode fornecer descrições detalhadas das superfícies corporais e uma variedade de novos fenômenos pode ser investigada como a localização de ossos, órgãos vitais e outras estruturas para a confecção de próteses, reconstrução de órgãos ou então para a aplicação de procedimentos diagnósticos à distância ou por controle remoto.