3. MATERYAL VE YÖNTEM
3.2. Yöntem
3.2.3. Açıklayıcı örnek
O direito a acessibilidade faz parte do processo de inclusão social da pessoa com deficiência, a legislação brasileira conjetura a adequação do meio físico, do acesso à informação e à comunicação e dos meios de transporte. Esse direito está previsto nas Leis 10.048/00 e 10.098/00. Em relação ao meio físico, é possível gerar a inclusão construindo rampas de acesso e banheiros adaptados, instalando piso tátil e adequando o meio urbano e demais espaços (MINISTÉRIO DA SAÚDE-MS, online, 2008).
Na linhagem dessa abordagem está à perspectiva da inclusão social, entendida “como o processo pelo qual a sociedade se adapta para incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. A inclusão social estabelece, então, um processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos” (SASSAKI, 1997).
O exercício da inclusão social vem aos poucos substituindo a prática da integração social, que parte do princípio de inserir todas as pessoas, a sociedade deve ser modificada de modo a atender às necessidades de todos os seus membros: uma sociedade inclusiva não admite preconceitos, discriminações, barreiras sociais, culturais ou pessoais (MANUAL DE LEGISLAÇÃO EM SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, 2006).
De acordo com o Manual de legislação em saúde da pessoa com deficiência, (2006), “a inclusão social das pessoas com deficiência o acesso aos serviços públicos, aos bens culturais e aos produtos decorrentes do avanço social, político, econômico e tecnológico da sociedade, respeitando as suas limitações. Em alguns países, como os Estados Unidos e o Canadá, são consideradas pessoas com incapacidades todas aquelas que têm alguma desvantagem e/ ou dificuldade de desempenho funcional, o que engloba a população de idosos e de portadores de doenças crônicas potencialmente incapacitantes. No Brasil, a cultura vigente e a definição legal consideram pessoas com deficiência aquelas pertencentes aos segmentos com déficit mental, motor, sensorial e múltiplo”.
Os órgãos de saúde pretendem adotar medidas destinadas a garantir a qualidade e o suprimento de ajudas técnicas compreendidas na tecnologia assistiva, de modo a estimular a independência e a dignidade na inclusão social desse segmento (MANUAL DE LEGISLAÇÃO EM SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, 2006).
Segundo Araújo (1997), (...) “Não se pode imaginar o direito à integração das pessoas portadoras de deficiência sem qualquer desses direitos instrumentais. Sem uma vida familiar sadia e sem preconceitos, o indivíduo portador de deficiência não poderá sentir-se seguro e respeitado para integrar-se socialmente. Sem obter o tratamento de habilitação e/ou reabilitação, não poderá ocupar um cargo em uma empresa. Sem educação especial, não poderá desenvolver suas potencialidades, dentro de seus limites pessoais. Sem transporte adaptado, não poderá comparecer ao local de trabalho, à escola e ao seu local de lazer. Sem direito à aposentadoria, não poderá prover seu sustento” (ARAÚJO, 1997 apud CUNHA, 2002).
O governo pretende possibilitar medidas de inclusão para pessoas com deficiência, com isso prevêem um total R$ 2,4 bilhões a serem investidos até 2010 na ampliação de programas em áreas como educação, saúde, habitação e transporte acessível. Na área de transportes, por exemplo, o governo quer adaptar 150 terminais de integração de transportes urbanos, 101 estações metroferroviárias e transformar também as paradas de ônibus bem como os caminhos até os pontos perto de 6.500 escolas. Os municípios priorizados serão aqueles que têm mais de 60 mil habitantes. Ainda para assegurar a acessibilidade das pessoas com deficiência, a meta do governo é adaptar por volta de 33 mil ônibus urbanos até 2010 (AQUINO, 2007).
2.4.3.1 Um caminho para inclusão social: A reabilitação
No Brasil, segundo dados da Organização da rede Estadual de assistência à pessoa com deficiência, os centros de reabilitação no país estão distribuídos por região, de acordo com as Portarias 818/2001 e 185/2001; na região Centro Oeste existem 8 unidades, na região Sudeste 74 unidades, na região Norte 10 unidades, na região Sul 28 unidades e na região nordeste 24 unidades, é importante ressaltar que o documentos não especificam os tipos de reabilitação, por isso não podemos afirmar quantas destes centros estão relacionados com o deficiente físico (MINISTÉRIO DA SAÚDE-MS, online, 2008).
Segundo Maior (1995), originalmente, a reabilitação no Brasil surge em “instituições filantrópicas, sem proposta de participação comunitária, sem ouvir os próprios reabilitados e conduzidas à margem do Estado.”
Para a reabilitação se faz necessário uma avaliação da situação e da dinâmica familiar onde envolverá também as condições emocionais e as situações socioeconômicas, culturais e educacionais dos indivíduos, bem como as suas expectativas frente ao processo de reabilitação, educação e profissionalização.
O primeiro passo começa com o diagnóstico global deverá ser realizado em conjunto com o portador de deficiência e servirá de base para a definição de seu programa de reabilitação. O diagnóstico da deficiência incluirá a doença e suas causas, bem como o grau de extensão da lesão. A mensuração da incapacidade e do comprometimento físico-funcional, real ou potencial, também deverá ser diagnosticada com precisão (MANUAL DE LEGISLAÇÃO EM SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, 2006).
A assistência à saúde e as ações de reabilitação visam ao desenvolvimento de capacidades, habilidades, recursos pessoais e comunitários para promover a independência e a participação social das pessoas com deficiência frente à diversidade de condições e necessidades (MANUAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA E O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, 2006).
Como parte integrante do processo de reabilitação a concessão de órtese e prótese, dado que tais equipamentos complementam o atendimento, aumentando as possibilidades de independência e inclusão da pessoa com deficiência.
“A busca por assistência à saúde compreende não só o acompanhamento e a manutenção dos ganhos adquiridos com a reabilitação e a prevenção de deformidades, como com a aquisição e adequação de órteses e próteses (cadeiras de rodas, bolsas de colostomia, próteses auditivas, visuais e ortopédicas, etc.)” (MANUAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA E O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, 2006).
Um bom exemplo de centro de reabilitação no país é o Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação de Deficiências – CEPRED, “É uma Unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de Referência Estadual que tem como objetivo desenvolver ações de prevenção secundária, reabilitação e assistência às pessoas com deficiência física, auditiva, mental e com ostomias, de forma integral, com equipe multiprofissional, num enfoque interdisciplinar, através de ações de média e alta complexidade”. Tem como finalidade prestar atendimento de alta complexidade em reabilitação motora e sensório-motora a pessoas com deficiência física. Promove a concessão de órtese, prótese e meios auxiliares de locomoção (SECRETÁRIA DE SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA, 2008).
De acordo com o artigo: “Investimento em pessoas com deficiência previne gastos no futuro”, a jornalista Yara Aquino, menciona comentários feitos pela coordenadora da Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos, Roseane Cavalcanti, "a pessoa não consegue sequer chegar a um centro de reabilitação, a um hospital que necessário ao tratamento. Se ela não consegue a reabilitação inicial, nunca conseguirá se incluir na sociedade, porque ela vai ficar em casa por falta de uma cadeira, de uma perna. Assim, não terá condições de chegar a uma escola, de se capacitar para o mercado de trabalho” (AQUINO, 2007).
De acordo com Cunha (2002), a Lei 8213, de 24 de julho de 1991, traça o Plano de Benefícios da Previdência Social, afirma, ao tratar da habilitação e reabilitação profissional, que:
“Art. 89 - A habilitação e a reabilitação profissional e social deverão proporcionar ao beneficiário incapacitado parcial ou totalmente para o trabalho, e às pessoas portadoras de deficiência, os meios para a (re) educação e de (re) adaptação profissional e social indicados para participar do mercado de trabalho e do contexto em que vive”.
Quadro 2-8: A reabilitação profissional.
A reabilitação profissional segundo o artigo (art. 89).
a) o fornecimento de aparelho de prótese, órtese e instrumentos de auxílio para locomoção quando a perda ou redução da capacidade funcional puder ser atenuada por seu uso e dos equipamentos necessários à habilitação e reabilitação social e profissional;
b) a reparação ou a substituição dos aparelhos mencionados no inciso anterior, desgastados pelo uso normal ou por ocorrência estranha à vontade do beneficiário; c) o transporte do acidentado do trabalho, quando necessário.
Fonte: Adaptado de (CUNHA, 2002).
“Art. 90 - A prestação de que trata o artigo anterior é devida em caráter obrigatório aos segurados, inclusive aposentados e, na medida das possibilidades do órgão da Previdência Social, aos seus dependentes”.
“Art. 91 - Será concedido, no caso de habilitação e reabilitação profissional, auxílio para tratamento ou exame fora do domicílio do beneficiário, conforme dispuser o Regulamento”. “Art. 92 - Concluído o processo de habilitação ou reabilitação social e profissional, a Previdência Social emitirá certificado individual, indicando as atividades que poderão ser exercidas pelo beneficiário, nada impedindo que este exerça outra atividade para a qual se capacitar”.