1.3. ÖRGÜT KÜLTÜRÜ MODEL VE YAKLAŞIMLARI
1.3.6. Quinn ve Cameron Modeli
1.2.1. Os sujeitos
A constituição dos grupos
Com o propósito de compreender os actores no terreno a partir das conclusões emergentes da primeira fase desta investigação, foram constituídos dois grupos de discussão. Um grupo foi formado exclusivamente por professores do 1º ciclo do ensino básico e o outro grupo por peritos/especialistas em educação, essencialmente relacionados com o ensino básico (doravante designados por Grupo I e Grupo II, respectivamente). A segmentação dos grupos em categorias
específicas de participantes, peritos e professores, justifica-se pelo nosso interesse e, compreender qual a visão que os professores têm de si próprios e do seu trabalho e qual a visão que os outros têm deles.). Esta segmentação cria uma dimensão comparativa entre os grupos e facilita também a discussão ao tornar os grupos mais homogéneos (Morgan, 1996).
Tendo em conta a aplicação dos mesmos procedimentos e questões a ambos os grupos, o que nos dá um elevado grau de estandardização, optou-se por trabalhar somente com dois grupos. Este número seria eventualmente alargado se da discussão dos grupos não surgisse informação que respondesse às nossas questões. A grande vantagem da estandardização é a possibilidade de comparação entre os grupos, que se torna importante quando o objectivo da investigação é a comparação de respostas de diferentes categorias de participantes (Morgan, 1966).
Em qualquer dos casos foi realizada uma amostragem não probabilística, intencional (Almeida & Freire, 2000, 2007) como é usual neste tipo de investigação, e procurou-se à partida que cada grupo tivesse entre 6 a 8 participantes (Brotherson, 1994; Morgan, 1996, 1997), tendo sempre presente que “a composição do grupo deve assegurar que os participantes em cada grupo tenham algo a dizer sobre o tópico e se sintam confortáveis dizendo-o entre si” (Morgan, 1997, p. 36).
No primeiro contacto com as pessoas, sempre feito pessoalmente, apresentaram-se os objectivos da entrevista e fez-se uma sumária contextualização do pedido. No caso de aceitação, foi aferida a disponibilidade em relação à duração do encontro e ao local. Por fim, procurou-se uma data específica para cada grupo que fosse conveniente para todos.
Os participantes
O Grupo I ficou composto por 8 professores do 1º ciclo do ensino básico cuja selecção (para a qual foram utilizadas várias fontes) foi baseada em critérios descritivos dos professores como a leccionação em escolas do Concelho do Funchal, sexo feminino e diferentes tempos de serviço. O objectivo foi constituir um grupo que de algum modo reflectisse algumas das características comuns a todos os inquiridos, mas também a característica (tempo de serviço) que mais consistentemente surgiu como diferenciadora dos sujeitos quanto às respostas dadas no Estudo 1, e que, por conseguinte, poderia contribuir para a diversificação de opiniões aquando da discussão.
Neste grupo, todo do sexo feminino e a leccionar no 1º ciclo do ensino básico em escolas do Funchal, as idades situaram-se entre os 28 anos e os 52 anos e o tempo de serviço entre os 5 e os 30 anos. Algumas das convidadas (3) encontravam-se neste momento exclusivamente a desempenhar funções enquanto directoras de escolas. À excepção de uma, todas as participantes tinham 1 ou mais filhos, cujas idades, na sua globalidade, se situavam entre os 3 meses e os 25
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Quanto ao Grupo II, sendo pessoas que têm ou tiveram num passado muito recente ocupações profissionais e/ou que desenvolveram investigações relacionadas com o nível do 1º ciclo do ensino básico e/ou directamente com os professores do ensino básico, pareceu-nos pertinente ouvi-las sobre os mesmos temas de modo a que depois pudéssemos comparar os relatos obtidos. Não tendo efectivamente ou obrigatoriamente experiência profissional na área, pelo menos na actualidade, a sua reflexão pode ser vista ao nível da metacomunicação: o que pensam acerca do que pensam os professores? A discussão entre peritos ou profissionais pode situar-se a nível de uma meta-análise das práticas efectuadas.
Num primeiro momento eram esperados 7 participantes, mas só compareceram 6, sendo 4 mulheres e 2 homens. As idades situavam-se entre os 37 anos e os 62 anos, e 4 dos sujeitos tinham filhos cujas idades se situavam na sua globalidade entre os 10 e os 26 anos. Quanto à formação todos os sujeitos eram licenciados, dois eram doutorados e um era mestre, estando todos eles a desempenhar ou tendo desempenhado funções de docência, em diferentes níveis/ciclo de estudos. De realçar que três dos participantes tiveram formação de base como professores do 1º ciclo do ensino básico e exerceram a profissão durante alguns anos.
Quanto às áreas de intervenção e funções desempenhadas, quatro elementos têm funções de docência e/ou investigação na Universidade da Madeira na área da psicologia da educação, da sociologia da educação e/ou da formação de professores do ensino básico. Um dos participantes é inspector escolar, outro exerce funções directivas na Secretaria Regional da Educação, outro é dirigente sindical do Sindicato de Professores da Madeira e outro é presentemente docente no ensino secundário.
Um dos factores que se deve ter em conta na planificação dos focus groups é o factor ético especificamente no que diz respeito à invasão da privacidade (Morgan, 1997). Esta questão é particularmente relevante devido ao facto de a recolha dos dados ter sido feita por gravação áudio, o que torna fundamental garantir o acesso limitado aos dados recolhidos e a sua utilização privada, mas também pelo facto daquilo que os participantes dizem ser partilhado por todos os outros. Daí que tenha havido preocupação em que as pessoas se sentissem confortáveis umas com as outras, especialmente no Grupo II devido aos cargos ocupados e/ou às funções desempenhadas (ou a serem mais conhecidas no contexto social), o que conduziu a um cuidado acrescido com a selecção das pessoas de forma a poder assegurar a não existência de conflitos ou incompatibilidades.
De acordo com Morgan (1997), “muitas vezes é basicamente impossível recrutar um grupo de participantes que se conheçam e outras vezes é praticamente impossível evitá-lo”. (p. 38). Tendo em conta as características da comunidade onde decorreu este estudo, era praticamente inevitável que não houvesse um conhecimento mútuo entre os participantes, particularmente no Grupo II. No Grupo I as pessoas conheciam-se, embora algumas delas só o soubessem quando chegaram para a entrevista. De qualquer modo, e no decorrer da entrevista esse não nos pareceu um factor perturbador, mas antes facilitador da interacção entre as pessoas. Também no Grupo II quase todas as pessoas já se conheciam, mas para algumas delas pareceu