2.3. Probleme Dayalı Öğrenme (PDÖ)
2.3.5. Probleme Dayalı Öğrenmenin Uygulanması
2.3.5.6. Probleme Dayalı Öğrenmenin Uygulanmasında Karşılaşılabilecek
O IBGE, desde a sua criação, tem a atribuição de organizar e incrementar o fluxo de informações socioeconômicas do país, devendo articular-se com os diversos órgãos da Administração Pública Brasileira, em todos os seus níveis. Em função das “dificuldades de organização da produção de informações estatísticas, geográficas e cartográficas no País, (a
legislação) atribuiu-lhe o papel de articulador do Governo na produção de informações no âmbito de gestão do Território Nacional” (OLIVEIRA, 2006, p. 78). Esta função foi formalizada através do Decreto-lei n. 161/1967 e seu regimento foi estabelecido na Lei n. 5878/1973.
Esta informação vai ao encontro da fala de Takiguchi (2009) e da determinação legal que diz que a produção de informações estatísticas e geográficas em âmbito nacional para diferentes unidades territoriais é coordenada pela Fundação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Art. 1º, Decreto-lei 161/196742.
O IBGE tem atribuições definidas em lei, um papel importante no desenvolvimento do país e competências reconhecidas, que o legitimam perante a sociedade como o principal coordenador e produtor de informações de natureza estatística e geocientífica (TAKIGUCHI, 2009, p. 7).
Na década seguinte à publicação do Decreto-lei, foi implantado no IBGE o Sistema Integrado de Informações para atender às seguintes demandas:
a) a missão institucional do IBGE, expressa em diversos textos legais e consolidada na experiência de trabalho e na trajetória da Instituição;
b) práticas e recomendações internacionais; c) as demandas do Estado e da Sociedade; e
d) a avaliação dos limites e possibilidades do Sistema Estatístico Nacional (OLIVEIRA, 2003, p. 79).
A legislação nacional também definiu como responsabilidade do IBGE executar o Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas. Segundo a Lei que define o regimento do órgão, visando cumprir o estabelecido no Plano, o IBGE deve:
(...) assegurar informações e estudos de natureza estatística, geográfica, cartográfica e demográfica necessários ao conhecimento da realidade física, econômica e social do País, visando especificamente ao planejamento econômico e social e à segurança nacional43 (BRASIL, 1973).
Para cumprir esse objetivo, o IBGE realiza a coleta de dados primários sobre diversas temáticas através de cobertura censitária ou amostral de todo o território nacional. Além das pesquisas censitárias decenais, das pesquisas esporádicas e índices econômicos, o IBGE
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(...) a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Fundação IBGE), a qual, na condição de órgão central, coordenará as atividades do sistema estatístico nacional, bem como as de natureza geográfica e cartográfica, realizando levantamentos e estudos naqueles campos, na forma da presente lei.
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coleta dados primários e divulga gratuitamente para a sociedade os principais, senão todos, os resultados de suas principais pesquisas permanentes (Quadro 5).
A análise comparativa do Quadro 5 com os Quadros 3 e 4 permite concluir que o IBGE é, de fato, o órgão que mais pesquisa e divulga dados estatísticos no país. Esta afirmação também pode ser confirmada pelo levantamento do panorama nacional de estatísticas oficiais apresentadas para cada um dos órgãos e institutos de pesquisa. Essa abrangência atribuída ao IBGE é tanto relativa à diversidade de temas quanto às de recortes espaciais, sempre tendo o território nacional como base espacial de coleta de dados.
QUADRO 5 PRINCIPAIS PESQUISAS PERMANENTES DO IBGE
Pesquisa Tema Dados Recorte mínimo Periodicidade
Produção Agrícola Municipal (PAM)
Produção Agrícola das principais culturas
permanentes e temporárias
Áreas (plantada/colhida),
produção, rendimento Municipal (amostral) Anual
Pesquisa Pecuária Municipal (PPM)
Produção pecuária dos principais tipo de
rebanho
Efetivo dos rebanhos, Produção de origem animal,
Valor da produção
Municipal (amostral) Anual
Pesquisa Extração Vegetal e Silvicultura
(PEVS)
Extração Vegetal e
Silvicultura Produção: quantidade e valor Municipal (amostral) Anual
Pesquisa Anual da
Indústria (PIA) Produção Industrial
Quantitativo de empresas e pessoal ocupado, custos e
receitas
Nacional (amostral) Anual
Pesquisa Anual do
Comércio (PAC) Comércio
Estoque, receita, custo, Total de Empresas, pessoal
ocupado, salários
Nacional (amostral) Anual
Pesquisa Anual dos
Serviços (PAS) Prestação de serviços
Consumo, receita, custo, Total de Empresas, pessoal
ocupado, salários
Nacional (amostral) Anual
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) População: características socioeconômicas Características gerais da população, educação, trabalho, rendimento e habitação Estados (amostral), regiões metropolitanas (9). Anual Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) Orçamento Familiar
Caracterização básica de: pessoa, família e domicílio. Investigação do orçamento familiar (receitas e despesas).
Estadual (todos), Regiões Metropolitanas (9) e municipal (capitais). Eventual, frequência de 8 a 5 anos. Há previsão de tornar a pesquisa contínua.
PIB Municipal Produto Interno Bruto dos Municípios
PIB segundo setor da economia (agrícola, industrial, serviço, comércio,
etc.) Municipal Anual Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) Gestão e Finanças Municipais
Prefeitura: pessoal ocupado, recursos, estrutura organizacional (saúde, educação, meio ambiente,
etc.) Municipal (pesquisa censitária, já que realizada com o universos de todas as prefeituras).
Anual, exceto anos de Censo e Contagem
FONTE: Adaptado de CES e IBGE (2012).
A Fundap/SP (São Paulo, 2006) elencou como principais pesquisas que compõem o Subsistema de Estatísticas Sociais brasileiro (SES)44, o Censo Demográfico e a PNAD, ambos
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O conjunto de pesquisas e fontes de dados para produção de indicadores sociais e econômicos compõe o que se denomina Sistema Estatístico Nacional (SEN). Comparativamente a outros da América Latina e Ásia, o SEN
realizadas pelo IBGE com periodicidade definida e abrangência nacional. O primeiro é realizado a cada década desde 1940 e a segunda pesquisa é realizada anualmente há mais de três décadas.
A importância do Censo Demográfico decorre, sobretudo, em função de contabilizar toda a população brasileira em seus diferentes recortes: divisões político-administrativas, áreas urbanas e rurais, setores normais e subnormais (favelas) entre outras categorias. Dessa pesquisa também derivam as caracterizações básicas da população e de todos os domicílios visitados, feita através de aplicação de questionário básico junto ao universo brasileiro. Ou seja, sua aplicação objetiva cobrir todas as pessoas e os domicílios do território nacional.
Além de atualizar o quantitativo populacional do país, Estados e municípios, o Censo Demográfico constitui-se em uma fonte muito rica de indicadores de diagnóstico da realidade social, pelo escopo temático, desagregabilidade territorial e populacional e comparabilidade inter-regional. Tal fato decorre do uso de um questionário adicional mais detalhado, aplicado em uma amostra dos domicílios particulares, além do questionário básico empregado de forma exaustiva pelo território (SÃO PAULO, 2006, p. 14).
Segundo informações do IBGE (2012), o Censo Demográfico é a principal fonte de informação sobre as condições de vida dos municípios e localidades brasileiros, servindo principalmente para a elaboração de políticas das três escalas de atuação do poder público (nacional, estadual e municipal). Essas políticas encontram no Censo Demográfico informações que podem embasar o planejamento de ações e investimentos em diversas áreas temáticas, tais como: saúde, educação, habitação, saneamento básico, transporte, energia, programas de assistência à infância e à velhice.
Pela abrangência temática e possibilidades de desagregação espacial, a principal fonte de informação para construção de indicadores municipais no país é o Censo Demográfico, realizado a cada dez anos (HAKKERT, 1996 apud JANNUZZI, 2002, p. 6).
O questionário da amostra investiga muitos aspectos socioeconômicos da população brasileira: características dos domicílios, idade, sexo, migração, renda, escolaridade, entre outros. Em função dessa variabilidade temática, esse questionário é considerado o maior levantamento de dados socioeconômicos que permite caracterizar a população e os domicílios
brasileiro é reputado como relativamente abrangente e confiável. Em grandes linhas, esse sistema subdivide-se em Subsistema de Estatísticas Sociais (SES) e Subsistema de Estatísticas Econômicas (SEE), cada qual com suas pesquisas, registros e fontes de dados (FUNDAP/SP, 2006, p. 16).
brasileiros. A amostra é selecionada e calculada de modo a permitir a representatividade das áreas investigadas (áreas de divulgação, apuração e ponderação45) previamente definidas e mapeadas.
No Censo 2000, foram levantados na amostra mais de 70 quesitos de informação, cobrindo características domiciliares, infraestrutura urbana, características demográficas e educacionais dos indivíduos, inserção da mão de obra, rendimentos, acesso a alguns programas públicos etc. Os indicadores dessas dimensões analíticas podem ser computados para diversos grupos sociodemográficos (por sexo, raça/cor, estratos de renda etc.) e escalas territoriais que chegam ao nível de agregações de bairros de municípios (áreas de [apuração e] ponderação) (SÃO PAULO, 2006, p. 15).
Enquanto o Censo Demográfico tem como foco a investigação da população e caracterização dos domicílios, que atualmente concentram-se nas áreas urbanas, o Censo Agropecuário busca retratar o Brasil rural.
O Censo Agropecuário tem o objetivo de fornecer dados que permitam conhecer dinâmica do espaço rural a partir do levantamento de informações diversas, tais como: estrutura agrária, atividades produtivas, volume da produção, produtividade dos estabelecimentos (área colhida X área plantada), relações de trabalho, rendimento, entre outros dados relevantes. Segundo o IBGE:
O Censo Agropecuário 2006, no elenco de suas variáveis, investigou, em todo universo visitado, os estabelecimentos agropecuários, as atividades agropecuárias desenvolvidas, abrangendo informações detalhadas sobre as características do produtor, características do estabelecimento, economia e emprego no meio rural, pecuária, lavoura e agroindústria (IBGE, 2007, n.p.).
O Censo Agropecuário possui importante papel para as estatísticas socioeconômicas do Brasil, em que pese à importância do setor no uso e ocupação de quase 40% do solo e na maior da demanda hídrica entre os setores da economia. O setor primário da economia, segundo diversos estudos, é o maior consumidor de recurso hídrico, seja para a irrigação, seja para dessedentação animal. Somadas essas atividades, retiram cerca de 60% da vazão e, desta, cerca de 70% do recurso hídrico é consumido e, portanto, não retorna aos cursos-d’água (ANA, 2012, p. 52).
Além de importantes informações ambientais46 que foram incorporadas ao Censo Agropecuário 2006, é com base nelas deste Censo e demais pesquisas agropecuárias amostrais
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realizadas pelo IBGE que são calculadas as demandas e consumos de água do setor primário da economia. Entretanto, tais dados são fornecidos para recortes que divergem das unidades territoriais do planejamento e gestão dos recursos hídricos. Os diversos recortes espaciais de disponibilização de informações estatísticas são apresentados no subcapítulo seguinte.