• Sonuç bulunamadı

2.4. Probleme Dayalı Öğrenme Yöntemi

2.4.18. Probleme Dayalı Öğrenme YaklaĢımının Avantajları

Na primeira semana de observação participante a equipa da sala já tinha introduzido a cor amarela e durante duas semanas as atividades desenrolaram-se em torno desta cor. Foi na sequência desta que surgiram as atividades aqui expostas, tais como: a digitinta amarela, a música do pintainho amarelinho e o circuito da cidade amarela.

Todas as atividades devem ser significativas, assim a pintura com a cor amarela, com recurso à técnica de expressão plástica, a digitinta, que apela aos sentidos na medida em que permite explorar livremente com as mãos formas, desenvolvendo a motricidade fina, a imaginação e a exploração de uma textura diferente, serviram para decorar um painel da sala. Esta é ainda uma atividade onde as crianças podem usar o sentido do tato, pois com os seus pequenos dedinhos realizam garatujas e exploram de igual modo o sentido da visão quando observam a sua estampagem na folha branca. Tal como todas as atividades realizadas em grupo, há que respeitar as regras de trabalho e neste caso estas crianças já as tinham bem

interiorizado, pois já sabiam que não podiam mexer todas ao mesmo tempo, que era necessário um avental e depois de pintar era necessário lavar as mãos.

Com esta atividade, foi possível observar que as crianças gostavam de mexer em tinta, e de acordo com as OCEPE (1997), “o desenho é uma forma de expressão plástica que não pode ser banalizada (…) depende do educador torna-la uma atividade educativa” (p.61).

Esta foi uma atividade que correu muito bem, sendo possível observar que as crianças estavam motivadas e sorridentes com os seus resultados.

Figura 37. Exploração da digitinta amarela

Mas todas as atividades devem ter um propósito e como já referido anteriormente, a pintura amarela iria tomar outras dimensões. Assim com ajuda de um molde foi transformado numa cabeça de pintainho. Depois de montado e colado todas as partes, as crianças, com ajuda de carimbos, fizeram flores num fundo verde pintando com o auxílio de uma esponja. Os resultados foram surpreendentes para as crianças que não se cansaram de mostrar aos pais onde estava o seu desenho (ver figura 37). As crianças gostam de colaborar e de observar os seus resultados e de com orgulho dizerem aos pais: “Olha mamã aquele é o meu”.

Mas antes foi necessário explorar a música do “Pintainho amarelinho”:

(…) na sequência do ensino da cor amarela, apresentei a primeira atividade ao grande grupo, a música do “Pintinho Amarelinho”, sendo que algumas crianças já conheciam a música. Utilizei o computador para projetar a música e para visualizar a coreografia. Depois, em conjunto, solicitei a todos a coreografia e a música, pois as crianças pequenas têm facilidade em adquirir os sons musicais e esta era uma música muito simples em que todos conseguiram cantar e efetuar a sua coreografia. Ainda como forma de incentivo levei um pequeno pintainho amarelo de peluche, pois queria levar um verdadeiro mas não foi possível. O objetivo foi bem sucedido pois as crianças gostaram muito desta atividade e no dia seguinte quiseram repeti-la outra vez. (D.B.2.º Semana de estágio de 24 a 26 de março de 2014, Apêndice D).

Na Teoria da Aprendizagem Musical de Gordon (2008), o fundamental não é como se deve ensinar a música às crianças, mas sim, saber como estas aprendem-na. Ao longo da sua obra aborda alguns conceitos que explicam a sua teoria de aprendizagem musical, desconhecidos para o comum dos leitores. Desta forma, a aptidão musical “é a medida do potencial de uma criança para aprender música (…), enquanto que o desempenho musical (…) é o resultado do que a criança aprendeu relativamente à sua aptidão musical ” (Gordon, 2008, p. 17). Este autor refere que a música é aprendida da mesma forma que a nossa língua materna, ou seja, é fundamental que a criança esteja exposta a um ambiente linguístico rico e variado em música, onde promova o desenvolvimento da linguagem e a consequente comunicação. E é com este intuito de promover a comunicação e desinibição inicial do grupo, que surgiu esta atividade ainda na semana de observação participante. Todas as crianças têm potencial para fortalecer as suas capacidades musicais, mesmo as mais pequenas são competentes de desenvolver o pensamento crítico através da música. Pelo seu poder criador e libertador, a música torna-se um influente recurso pedagógico a ser utilizada na EPE.

Ainda importa referir que este grupo também utilizava a poesia em simultâneo com a música. Assim, na sequência das atividades era sempre usual recorrer a um pequeno poema e no caso da cor amarela foi o seguinte:

Amarelo é um pinto amarelo é um limão, amarelo é a cor do sol

que brilha no verão (autor desconhecido, s.d).

Este pequeno poema foi ensaiado de várias formas, a rir, a bater palmas de forma ritmada, em forma musical, pois como já referi anteriormente e de acordo com Gordon (2008), a música é facilmente apreendida pelas crianças e esta era usada recorrentemente na aprendizagem.

Uma outra atividade realizada com a cor amarela foi o circuito da cidade amarela (ver figura 38):

Era necessário realizar jogos de acordo com o PEE e foi nesse seguimento que foi pensado este circuito, ou seja, teve como objetivo fazer com que as crianças identificassem vários objetos de cor amarela e desenvolvessem a motricidade grossa. Este jogo foi realizado no polivalente da instituição dado ser necessário muito espaço para as crianças saltarem e correrem. Numa primeira fase este jogo tinha como objetivo fazer com que as crianças identificassem os vários objetos e as suas respetivas formas. Este circuito consistia em efetuar um percurso após o conto de uma pequena história, ou seja, era uma cidade onde só existiam elementos amarelos, tais como, o sol, as nuvens, um coelho, as flores, um pássaro, um menino e uma menina. Estas imagens tinham fugido para conhecer outras cores e estavam dentro de uma casa ao fundo polivalente e cada

criança tinha de fazer o circuito e colocar de volta todos os elementos em falta. Esta foi uma semana com muitas emoções e de descoberta do grupo e dos seus interesses e motivações. (D.B.2.º Semana de estágio de 24 a 26 de março de 2014, Apêndice D).

Figura 38. Circuito da cidade amarela

6.4.1.2. Páscoa

A aproximação da época festiva da Páscoa era esperada com ansiedade, pois sabiam que era uma época de guloseimas, principalmente do ovo de chocolate. Por isso começou-se com a visualização de um vídeo do youtube sobre uma história, Coelhinhos Engraçadinhos,

da Walt Disney, era uma história que mostrava como os coelhinhos decoravam os ovos de chocolate.

Devo salientar ainda que antes de iniciar a confeção do cestinho e do postal para a Páscoa, foi necessário fazer o protótipo:

(…) pois é fundamental testar as atividades antes de sugerir às crianças, atendendo à minha pouca de experiência na área. Em reflexão com a minha educadora cooperante e após a observação de dois protótipos, ficou decidido que ficaria o coelho em prato de papel, uma vez que no ano passado já tinham construído um pintainho (D.B.3.º Semana de estágio de 31 de março a 02 de abril de 2014, Apêndice D).

Figura 39. Protótipo do cestinho da Páscoa

Assim, iniciou-se a atividade da confeção da cestinha para a Páscoa, mas em vez da cor branca foi usada a cor amarela, realçando desta forma o prato de papel. As crianças

usaram a técnica do esponjado e com a ajuda de uma pequena esponja, sobre a tinta amarela, pintaram o prato de papel. Para as orelhas foi utilizado material eva branco e cartolina laranja, sendo sobre esta que as crianças realizaram, com os seus dedos, pequenas pintas com tinta laranja.

Figura 40. Pintura do prato de papel e orelhas do coelho para o cestinho da Páscoa

Depois de tudo pintado e recortado iniciou-se o processo de montagem da cesta da Páscoa, onde o resultado pode ser observado na figura 41. Foi ainda usado olhos de plástico de cor vermelha, tal como refere a música. Para a asa foi colocada rafia vermelha, no nariz um pequeno pompom vermelho e no rabinho algodão branco. Para a realização do postal foi utlizado o molde de uma cenoura.

Figura 41. Cestinho da Páscoa