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Portekiz Bağlamında Bakire Meryem ve Katolik Kültürü

BÖLÜM 2: HIRĐSTĐYANLIKTA MERYEM GÖRÜNÜMLERĐ:

2.1. Meryem Görünümleri

2.1.2. Portekiz Bağlamında Bakire Meryem ve Katolik Kültürü

Os substratos sobre os quais os filmes finos foram depositados são lâminas de vidro para microscópio de 1 mm de espessura por 15 mm de largura e 26 mm de comprimento, de fabricação da Perfecta, código 200, do tipo lisa e lapidada. A figura 11 apresenta o espectro de transmissão de uma amostra desse vidro, medido por espectrofotometria (técnica que será apresentada na seção 3.3). O vidro é transparente para o espectro visível e infravermelho (até  ~ 1000 nm), mas é absorvente para a radiação ultravioleta com  < 350 nm.

Figura 11 – Espectro de transmissão da lâmina de vidro utilizada como substrato. O vidro é transparente na região do espectro entre 350 e 1000 nm.

Para a deposição dos filmes finos de silício amorfo hidrogenado, foi utilizado o reator PECVD do Laboratório de Microeletrônica (LME) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

O princípio de funcionamento do reator foi dividido, neste trabalho, em cinco etapas básicas, para que pudesse ser melhor explicado:

a) Preparativos pré-deposição;

b) Controle da temperatura do substrato;

c) Injeção dos gases precursores na câmara de deposição; d) Ejeção dos gases da câmara de deposição;

e) Formação do plasma e deposição dos filmes.

A figura 12 apresenta imagens do reator, enquanto a figura 13 apresenta um diagrama esquemático para o mesmo (RIBEIRO, 2009). Cada sistema em particular foi identificado com a mesma letra na figura 12 e na figura 13, para que os sistemas representados no diagrama possam ser localizados nas imagens. Além disso, os fabricantes dos sistemas e seus respectivos modelos estão listados no quadro 3.1.

Figura 12 – Imagens do reator PECVD do LME utilizado para a deposição dos filmes finos. Está destacada, na parte direita superior, a janela da câmara de deposição com o plasma e na parte direita inferior, o interior da câmara.

Figura 13 – Diagrama esquemático do reator PECVD utilizado para a deposição dos filmes finos. As letras em vermelho identificam os sistemas indicados pelas mesmas letras na figura 12 (RIBEIRO, 2009).

Quadro 3.1 – Principais sistemas que compõem o reator PECVD do LME.

Equipamento / Sistema Modelo Fabricante Identificação

Bomba Termonuclear V-450 Varian c

Bomba Mecânica SD-300 Varian d

Controlador de Temperatura 91 Eurotherm e Controlador de Fluxo de Gases Mass Flow Meter 2258 MKS h Bomba Mecânica TRIVAC D 65 B Leybold-Heraeus i Bomba Mecânica RUVAC WAU 251 US Leybold-Heraeus j Fonte de RF RFX-600 Advanced Energy Corp -

Na etapa dos preparativos pré-deposição, a câmara de 89 litros de volume (figura 12a) é aberta através de sua porta frontal, e os substratos são fixados na base de cobre de seu interior (figura 12b). Para evitar contaminação de partículas sob efeito gravitacional, a base de cobre é posicionada na parte superior da câmara e a superfície dos substratos fica voltada para baixo. A porta é então fechada e inicia-se a evacuação da câmara até o estabelecimento do regime de alto vácuo (pressão de cerca de 10-6 torr), por meio da bomba termonuclear em série com a bomba mecânica (figura 12, posicionada atrás da câmara e figura 12d, respectivamente). O regime de alto vácuo é importante para a minimização dos

gases anteriormente presentes na câmara e, principalmente, vapor de água, evitando, desse modo, contaminações durante o processo de deposição (NARDES, 2002).

O controle de temperatura do substrato é iniciado juntamente com a evacuação da câmara e permanece durante todo o processo. As características estruturais dos filmes e a ocorrência das reações químicas que os formarão dependem do valor da temperatura do substrato (OHRING, 2001). Há, portanto, um controlador de temperatura (figura 12e) acoplado a um termômetro (termopar de cromel-alumel) e uma resistência elétrica de 1500 W em contato com a base de cobre para aquecimento do substrato (figura 12f).

Após o estabelecimento do regime de alto vácuo e a estabilização da temperatura do substrato no valor desejado, inicia-se a injeção dos gases

precursores na câmara de deposição pelas linhas de fluxo (figura 12g). A

quantidade correta do fluxo de cada gás é um fator determinante para a composição do filme depositado. Por isso, o sistema que controla os fluxos (figura 12h) é de grande importância para a reprodutibilidade dos resultados (NARDES, 2002). Além disso, o controlador também funciona como um dispositivo de segurança, pois, no caso de falta de alimentação elétrica, o sistema opera em modo “normalmente fechado”, impedindo a circulação dos gases.

A pressão interna da câmara foi mantida em 100 mtorr durante todo o processo de deposição, através do equilíbrio dos fluxos de entrada e de saída dos gases. O sistema de ejeção dos gases da câmara de deposição tem a função da manutenção desse equilíbrio, e para isso utiliza duas bombas mecânicas ligadas em série (figura 12i,j), denominadas de “bombas de processo”.Algo que requer atenção durante o projeto de construção do reator é o sistema de descarte de gases: geralmente, os gases precursores utilizados na microeletrônica são tóxicos, cancerígenos e inflamáveis, e um descarte seguro dos mesmos deve ser feito. Existem diferentes sistemas de descarte, como, por exemplo, a diluição dos gases expurgados da câmara com gás argônio ou gás nitrogênio e a utilização de filtros próprios para essa finalidade.

Com a formação do plasma se inicia a deposição dos filmes. As quebras, causadas pelo plasma, das moléculas dos gases geram espécies reativas que possibilitam a ocorrência de reações químicas, formadoras dos filmes, a

temperaturas menores do que em outros processos (RIBEIRO, 2009). A figura 12k traz uma imagem do plasma visível através da janela da câmera, que é obtido por meio de uma fonte alternada de RF (13,56 MHz) de 25 W de potência (não aparente na figura 12) ligada aos eletrodos do tipo grade (figura 12l). Foi utilizada a configuração triodo para os eletrodos, para que os gases fossem decompostos numa região afastada do substrato, evitando, desse modo, o bombardeamento de íons e elétrons sobre o filme.

Os gases precursores utilizados para a obtenção do Si-a:H foram o hidrogênio (H2), a silana (SiH4) e a fosfina (PH3), que sofrem reações químicas para

a formação do filme fino. A dopagem do silício é realizada com átomos de fósforo provenientes da fosfina, ao mesmo tempo em que ele é depositado. O quadro 3.2 traz informações sobre a composição dos gases utilizados e seus fabricantes. Nota- se que a fosfina é diluída em H2. Neste trabalho, chama-se simplesmente de

“fosfina” a fosfina diluída em hidrogênio na concentração especificada no quadro 3.2.

Quadro 3.2 – Características dos gases utilizados nas deposições.

Gás

Fórmula

Composição

Fabricante

Pureza

Hidrogênio

H

2

100%

White Martins

99,995%

Silana

SiH

4

100%

Scott

99,999%

Fosfina

PH

3

4,94% em H

2

Linde Gas

99,98%

Foram realizados nove processos PECVD, alterando-se um dos seguintes parâmetros em cada processo: a temperatura de deposição ou o fluxo de volume da fosfina (ou seja, a vazão da fosfina). A tabela 3.1 apresenta os valores do fluxo de fosfina em sccm (standard cubic centimeter per minute – centímetro cúbico padrão por minuto) e da temperatura, para cada deposição. Cada processo foi identificado com um código composto de uma letra e um número. A letra traz informações sobre a sequência em que as deposição foram feitas: primeiro a série A, depois a série B e assim por diante. Os números trazem informações sobre algum parâmetro utilizado naquela deposição, de modo a facilitar sua identificação. Em cada processo de deposição, foram produzidas três amostras, que foram identificadas de acordo com o código do processo. Por exemplo, com o processo A-2.5 foram feitas as amostras

A1-2.5, A2-2.5 e A3-2.5, e essa mesma metodologia de identificação foi adotada para os demais processos.

Tabela 3.1 – Parâmetros utilizados em cada deposição.

Código do Processo Temperatura de Deposição (oC) Fluxo de Fosfina (sccm)

A-2.5 50 2,5 A-10 50 10 A-20 50 20 A-40 50 40 B-70 70 10 B-90 90 10 D-150 150 10 D-200 200 10 C-200 200 0

A tabela 3.2 apresenta os demais parâmetros utilizados, que foram iguais para todas as deposições.

Tabela 3.2 – Parâmetros fixos utilizados em todas as deposições.

Parâmetro Valor Unidade

Fluxo de H2 250 sccm

Fluxo de SiH4 10 sccm

Duração da Deposição 120 minutos

Pressão da Câmara 100 mtorr

Potência do RF 25 W