3. LĠTERATÜR ARAġTIRMASI
3.6 Ġtme-Çekme Melez Sistemleri
3.6.1 POLCA kontrol sistemi
0 100 200 300 400 C o u n t 0% 20% 40% 60% 80% 100% P e rc e n t 103 89 86 63 16 8 5 2 2
Trabalho em equipe
Gráfico 2(4)- Trabalho em equipe - Item 2D04 - Modelo de Competências para o ensino Fonte: Dados da pesquisa ( extraído do sistema SPSS) , elaborado pela autora
To talm ente re levan te 9 8 7 5 6 To talm en te irre levan te 3 2 1 4
Ética 3K item25
0 100 200 300 400 C o u n t 0% 20% 40% 60% 80% 100% P e r c e n t 166 56 53 38 21 17 8 5 4 3 3Ética
Gráfico 3(4) - Ética - Item 3K25 – Modelo de Competências para o ensino Fonte: Dados da pesquisa ( extraído do sistema SPSS) , elaborado pela autora
Com esse resultado é percebido que na perspectiva discente, a comunicação, o trabalho em equipe e a ética foram as variáveis que representaram as relações encontradas no Modelo de Pereira (2007). Onde a competência de ensino “comunicação”, se destaca
respondendo pela maior carga fatorial. Esse achado confirma o argumento de (Le Boterf ,1994; Fleury e Fleury, 2000; Ruas,1999; Abreu,1998; Boog,1991; Dutra,1999), quando os autores ressaltam que a competência é um conjunto de aprendizagens sociais comunicacionais, ou seja, para o aluno o conhecimento do professor por si só não é relevante, pois para o processo de aprendizagem é necessário que o mesmo saiba comunicá- lo, expressá-lo, daí a colocação também do autor da caracterização da competência como o “saber-mobilizar”.
Para a continuação das análises é necessário frisar que os resultados apresentados até o momento demonstraram um imbricamento dos constructos estudados. Ou seja, sugere-se que há uma confusão conceitual, por parte dos pesquisados, entre a caracterização das variáveis do Modelo de Pereira (2007). Pelos resultados os alunos relacionaram as variáveis em três dimensões, e essas diferentes das propostas no modelo conceitual. Por exemplo, no componente 1, o item 2G18 (Comunicação) foi o mais relevante e foi associado aos itens 1A03 (Domínio da área do conhecimento), 2G16 (Comunicação), 2I17 (Planejamento), 3K11 (Ética), 1A08 (Domínio da área do conhecimento), 2F12 (Visão), 2C07 (Relacionamento Interpessoal), 3M22 (Empatia), 2H02 (Liderança), 1B14 (Domínio didático-pedagógico), 3M10 (Empatia), 2I13(Planejamento) e 3N15 (Flexibilidade).
Todas as associações resultantes do componente 1 com as variáveis da dimensão habilidade (relacionamento interpessoal, planejamento, visão sistêmica e liderança) são aceitáveis, visto que a variável relevante desse componente (comunicação) é dessa dimensão. Porém houve também uma associação com variáveis de outras dimensões. Ou seja, o aluno fez relação entre comunicação (habilidade) e domínio da área do conhecimento
e didático-pedagógica (conhecimento), além de relacionar comunicação (habilidade) também com empatia, ética e flexibilidade (atitude).
Mais uma vez o argumento de Le Boterf (1994) se apresenta como fundamental para essa análise, visto que a variável de comunicação (relevante ao componente 1) é segundo a teoria, fundamental para o processo de ensino – aprendizagem. Comunicar é estabelecer relações, estabelecer cognição (GRAMIGNA, 2001). No caso do docente, que possui o papel ativo de agente na transmissão de conhecimentos para seus alunos, a capacidade de comunicação é importante (MARCOVITCH, 2001, p. 42). Afinal num contexto de uma aula, seja esta ministrada da forma que for, o pressuposto base é um agente emissor (o professor), cujo principal meio de comunicação, normalmente, é o oral, e um destinatário receptor (o aluno), que pode ser ativo ou passivo, dependendo da forma como a aula é ministrada. Como a relação de sala de aula pressupõe o processo de aprendizagem (TARDIF, 2000), essa capacidade de se fazer entender (comunicação), determina o fechamento do ciclo desse processo sendo, portanto, essa competência justificada como relevante na perspectiva dos alunos.
A relação da variável comunicação (habilidade), com domínio do conhecimento e domínio didático-pedagógico (conhecimento), é coerente com o entendimento de Ruas (1999), quando o autor afirma que a competência não se reduz ao saber, nem tampouco ao saber-fazer, mas sim à sua capacidade de mobilizar e aplicar esses conhecimentos e capacidades numa condição particular. Ou seja, é pertinente a confusão e inter-relação entre comunicação e conhecimentos, visto que a maneira que o aluno percebe o grau de conhecimento, é através do processo de comunicação.
Em relação à associação dessa variável (comunicação) com competências como empatia, ética e flexibilidade, por exemplo, gera a discussão do que o aluno percebe sobre a dimensão da atitude influenciado no bom desempenho do professor, afinal essas competências de ensino fazem parte dessa dimensão.
No tocante a empatia, Lazzaroto (2001) aborda que empatia significa “criar uma relação de confiança e harmonia na qual a pessoa fica mais aberta a trocar informações e a aceitar sugestões”. Com base nesse entendimento, percebe-se que o aluno pode relacionar a comunicação com empatia quando se sente confortável em perguntar, abordar, sugerir sem se sentir ameaçado, avaliado, ou seja, a comunicação (troca) flui com maior tranqüilidade.
O imbricamento comunicação x ética, resultante da percepção dos discentes, sugere um entendimento de que o comportamento do professor em sala de aula, seus posicionamentos, posturas, atitudes com relação às questões sociais, humanas, relacionais, políticas, culturais podem interferir no comportamento do aluno. Ou seja, conforme afirma Pinto (2003, p. 109) “ética é um conjunto de valores, de princípios universais que regula as relações das pessoas”. Dessa forma, expressar esse conjunto de valores e princípios de entendimentos, afeta e, é percebido pelo aluno como uma “troca de informações”, “troca de percepções”, “troca de posicionamentos”, refletindo o construto comunicacional em questão.
A outra relação resultante dessa primeira análise, foi à associação da competência de ensino comunicação com flexibilidade. A literatura, através dos estudos de Moraes (2007)
apontam que o professor universitário necessita ter flexibilidade para acompanhar as mudanças na educação e na ciência e, conseqüentemente, no ensino superior. Carvalho e Scalabrin (2007) afirmam que no campo do ensino superior, as faculdades estão se defrontando a cada dia com novas exigências. Pois hoje, o que é mais valorizado é a capacidade de saber improvisar, de atuar com resiliência. Ou seja, ser flexível parece ser percebido pelos alunos como a capacidade de tomar decisões de improviso, de saber conduzir problemas em várias circunstâncias, de se colocar também como sujeito e assim, pensar com ele. E quando o professor se coloca como agente flexível ele comunica, expressa, deixa claro que possui essa atitude de se dobrar para entender, para compreender.
Uma segunda análise da relação percebida aparece no componente 2, ainda com base no quadro 10, onde houve uma associação entre trabalho em equipe x liderança, e trabalho em equipe x criatividade.
A literatura apresenta que trabalho em equipe é um dos alicerces das organizações de alto desempenho (BOYETT; BOYETT apud TOMELIN, 2001), pois equipes bem afinadas conduzem a um aumento de produtividade em suas atividades, são mais criativas e eficientes na resolução de problemas e estão sempre atuando de forma contínua na melhoria de processos (ROBBINS; FINLEY, 1997). Além de segundo Hardingham (1995) liberar a energia das pessoas e aguçar sua criatividade, pois existe uma nova descoberta de possibilidades, de conhecimentos, isso através do outro, da fala do outro, da experiência, enfim.
Fazendo uma analogia da sala de aula com as organizações, onde existem as relações de líderes e liderados, chefes e subordinados, percebe-se que o aluno enxerga essa relação, pois responde a associação de maneira coerente, deixando claro que sente que realmente o trabalho em equipe mantém vínculo com a criatividade e a liderança. Afinal enquanto está atuando de forma integrativa com os outros colegas (Freire, 1996), está aprendendo a falar, a ouvir, a trocar. Além de aprofundar seu universo com as experiências do outro e com isso alargar seu pensamento, ousar se colocar frente aos demais, aperfeiçoar suas idéias e principalmente não limitar o possível (ser criativo).
A última relação percebida pelos alunos foi no entendimento entre ética x planejamento e ética x comprometimento. Essa relação foi evidenciada no terceiro componente, o quadro 10, continua sendo a referência para essa análise.
Como já discutido ética é um conjunto de valores e princípios que norteiam as ações do ser humano. Enquanto planejamento é a habilidade de traçar ações que estejam vinculadas umas as outras, gerando resultados (OLIVEIRA, 2000). Por sua vez comprometimento pode ser equiparado com sentimentos de auto-responsabilidade por um determinado ato (Kiesler; Sakamura, 1996) e está relacionado a uma atitude comportamental, relacionada ao processo psicológico que gera embasamento entre indivíduo e organização (MEYER; ALLEN, 1984). Fleury e Fleury (2001), complementam através do quadro de análise das competências do profissional, que o “saber comprometer- se”, significa, saber engajar-se com os objetivos organizacionais. No caso os objetivos aqui são os objetivos de sala de aula, que permeiam a relação de ensino-aprendizagem.
Com base nesses argumentos foi percebido que na percepção dos alunos da FACIG, a postura ética apresentada pelo professor em sala de aula, ressalta a forma como o mesmo traça a sua atuação profissional (como faz) e conseqüente comprometimento com o que faz.
As questões associadas às relações encontradas clarificam o entendimento. O quadro 12, faz referência às mesmas:
Competências Ensino Atributos Carga
Fatorial Ética (3K25) Utilizar um critério único de avaliação para
todos os seus alunos.
0,760
Planejamento (2I21) Organizar seqüência lógica das atividades de cada aula lecionada.
0,624
Comprometimento (3J23) Comprometer-se com a obtenção de resultados positivos nas atividades de ensino sob a sua responsabilidade
0,569
Quadro 12 (4) – Descrição dos atributos das variáveis relevantes ao componente 3 Fonte: Dados da pesquisa , elaborado pela autora
Foi percebido que a postura ética de avaliar os alunos com os mesmos critérios é muito relevante, afinal a equidade é um princípio ético. E isso está associado ao como fazer para que todos tenham a mesma chance de sucesso, o que se evidencia na questão sobre organizar de forma lógica atividades e com isso facilitar, buscar o entendimento, a aprendizagem. No caso, comprometer-se em fazer o que for possível para que todos aprendam.
E essas análises corroboram com os autores (Oliveira, 2000; Kiesler e Sakamura, 1996; Meyer e Allen,1984; Fleury e Fleury, 2001), onde os mesmos sinalizam que a ética
sinaliza para um comportamento e este está vinculado à ação (planejamento), mas não uma ação qualquer, porém uma ação voltada para a consecução dos objetivos, (no caso da sala de aula, a aprendizagem) de forma a acreditar neles, comprometer-se com a sua realização.
Após a análise fatorial exploratória de todos os dados, foi realizada a análise confirmatória das competências de ensino presentes no Modelo. A intenção é verificar se, na perspectiva discente, as variáveis presentes no modelo se adequam a cada competência de ensino relacionada. Para referência dessa análise, os quadros 13 e 14 serão os parâmetros.
O quadro 13 apresenta o resultado da análise confirmatória. Nele é visualizado a carga fatorial e variância dos quatorze componentes, sendo esses representados pelas competências de ensino. Percebe-se que estes componentes foram contemplados por 85,28% dos alunos.
Component
Total % of Variance Cumulative % Total % of Variance Cumulative % Total % of Variance Cumulative %
1 11,42 45,69 45,69 11,42 45,69 45,69 2,90 11,61 11,61 2 1,31 5,25 50,95 1,31 5,25 50,95 1,98 7,92 19,53 3 1,08 4,32 55,27 1,08 4,32 55,27 1,79 7,17 26,70 4 0,94 3,74 59,01 0,94 3,74 59,01 1,76 7,04 33,75 5 0,91 3,65 62,66 0,91 3,65 62,66 1,74 6,95 40,69 6 0,81 3,26 65,91 0,81 3,26 65,91 1,60 6,40 47,09 7 0,77 3,07 68,99 0,77 3,07 68,99 1,41 5,64 52,73 8 0,71 2,84 71,82 0,71 2,84 71,82 1,36 5,42 58,16 9 0,67 2,69 74,51 0,67 2,69 74,51 1,22 4,86 63,02 10 0,62 2,47 76,98 0,62 2,47 76,98 1,19 4,77 67,79 11 0,59 2,36 79,34 0,59 2,36 79,34 1,16 4,63 72,42 12 0,54 2,17 81,51 0,54 2,17 81,51 1,14 4,55 76,97 13 0,48 1,93 83,45 0,48 1,93 83,45 1,05 4,19 81,16 14 0,46 1,83 85,28 0,46 1,83 85,28 1,03 4,12 85,28 15 0,44 1,74 87,02
Extraction Sums of Squared Loadings Rotation Sums of Squared Loadings Initial Eigenvalues
Extraction Method: Principal Component Analysis. Rotation Method: Varimax with Kaiser Normalization.
Quadro 13(4) – Componentes retirados da análise confirmatória dos dados
Fonte: Dados da pesquisa ( extraído do sistema SPSS) , elaborado pela autora
Os resultados presentes no quadro 13 demonstraram que não houve uma adequação do “Modelo de competências para o ensino”, com relação às referidas competências. Visto que houve também imbricamentos entre variáveis.
As próximas análises foram com base nessa confusão conceitual, resultante da percepção dos alunos. Na percepção dos mesmos apenas oito competências do ensino foram identificadas realmente como apresentadas no Modelo de Pereira (2007), enquanto às seis restantes não.
É importante ressaltar que foi mantido o critério de análise com base na variável substituta. Ou seja, o item de maior carga fatorial representado pelos componentes resultantes da análise.
O primeiro componente mostrou que a competência de ensino “planejamento” foi percebida pelo aluno como a mais relevante. Porém houve um imbricamento com as variáveis de “comunicação”.
Extraction Method: Principal Component Analysis. Rotation Method: Varimax with Kaiser Normalization.
a Rotation converged in 25 iterations.
Quadro 14 (4) – Carga fatorial dos itens retirados da análise confirmatória do “Modelo de competências individuais para o ensino”
Fonte: Dados da pesquisa ( extraído do sistema SPSS) , elaborado pela autora
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
Planejamento 2I item17 0,758
Comunicação 2G item16 0,757 Comunicação 2G item18 0,649 Flexibilidade 3N item15
Relac. interpessoal 2C item07 0,651
Flexibilidade 3N item06 0,649
Ética 3K item11 0,525
Didático Pedagógico 1B item19 0,791
Proatividade 3L item20 0,690
Empatia 3M item22 0,725
Comprometimento 3J item23 0,651
Domínio da área 1A item08 0,669
Visão 2F item12 0,660
Empatia 3M item10 0,786
Relac. interpessoal 2C item24 0,555
Criatividade 2E item01 0,814
Liderança 2H item02
Didático Pedagógico 1B item14 0,687
Domínio da área 1A item03
Ética 3K item25 0,937
Trabalho em equipe 2D item04 0,762
Planejamento 2I item13 0,825
Liderança 2H item05 0,921
Planejamento 2I item21 0,855
Visão 2F item09 0,704
Component
O item 2I17 (planejamento) aborda a questão de saber preparar material de apoio às aulas, e esse entendimento se mostrou interligado, na percepção do aluno, com os itens 2G16 (comunicação) e 2G18 (comunicação). Parece que o aluno associa a preparação do material como uma forma de “comunicar” o que se deseja. Onde, o saber preparar com qualidade os recursos didáticos, seria uma forma de mediar a comunicação, de se fazer entender melhor. De gerar mais condições ao processo de aprendizagem, ou seja, de alcançar o resultado proposto ao contexto de sala de aula. O quadro 15 ilustra a relação.
Esses resultados se sustentam na literatura através dos estudos de (Abreu, 1998; de Turner,1973; Perrenoud,1977) que afirmam que o professor precisa ter múltiplas habilidades para transmitir o conteúdo e que precisa se utilizar dos mais variados recursos em prol da apreensão desse conteúdo pelo aluno.
Competências Ensino Atributos Carga Fatorial
Planejamento (2I17) Saber preparar material didático de apoio às atividades de um curso.
0,758
Comunicação (2G16) Expressar-se bem, em especial, de forma oral, de tal modo que possa ser facilmente compreendido pelos seus alunos.
0,757
Comunicação (2G18) Estar disposto a rever o processo de ensino com base em resultados de avaliações efetuadas.
0,649
Quadro 15 (4) – Descrição dos atributos das competências de ensino relevantes ao componente 1 (Análise Confirmatória)
Fonte: Dados da pesquisa , elaborado pela autora
A variável com maior carga fatorial no segundo componente da análise foi Relacionamento Interpessoal (2C07); porém também houve uma mistura quanto aos
conceitos, por parte dos alunos. Pois essa competência também aparece associada com os itens 3N06 (Flexibilidade) e 3K11 (Ética). O quadro 16 apresenta as questões relacionadas.
Os resultados apresentaram que a habilidade de administrar conflitos é considerada pelos alunos como relevante ao bom desempenho do professor. E que essa habilidade está relacionada à capacidade do professor em saber se adaptar as situações novas mantendo o respeito aos alunos e as suas colocações.
Perrenoud (1977) cita entre as dez competências para o ensino, a capacidade de resolver situações-problema e de colocar como referência no contexto de sala de aula. Capacidade esta, que o autor atrela a questão do docente se colocar no lugar do aluno e assim entender sua fala, possibilitando um direcionamento do mesmo para um entendimento amadurecido dos problemas. O que implicitamente está associado a respeitar o outro, seus posicionamentos e percepções do mundo.
Competências Ensino Atributos Carga Fatorial
Relacionamento Interpessoal (2C07)
Administrar de forma equilibrada os eventuais conflitos que possam surgir na relação com seus alunos.
0,651
Flexibilidade (3N06) Adaptar-se a novas situações quando necessário frente a novos desafios nos processos de ensino nos quais atua.
0,649
Ética (3K11) Demonstrar respeito por todos os alunos. 0,525 Quadro 16 (4)– Descrição dos atributos das competências de ensino relevantes ao componente 2 (Análise Confirmatória)
A análise do terceiro fator tem como variável substituta (em função da maior carga fatorial) a competência do ensino “Didático – pedagógico”, item 1B19. Esse componente também apresentou uma confusão conceitual por parte dos alunos, visto que aparece relacionada à competência do ensino “proatividade”, item 3L20. No quadro 17 foram apresentadas as assertivas relacionadas.
O resultado sugere que o aluno relacionou o fato dos professores participarem de cursos e capacitações com a iniciativa dos mesmos em dar feedback com fins ao desenvolvimento educacional.
Esse achado respalda o pensamento de (Gage,1978; Joyce, Saltis e Weil,1974; Fink, 2003; Perrenoud, 2000) quando os autores discutem que é necessário para formação da competência docente, um aprimoramento e alinhamento com o pensamento atual. Eles abordam a temática com a idéia da “formação contínua”, onde o professor precisa constantemente está confrontando com as novas pedagogias, a fim de adequar à prática docente com as novas posturas dos alunos e da sociedade.
Competências Ensino Atributos Carga Fatorial
Didático-pedagógico (1B19) Participar (ou já ter participado) de cursos específicos na área didático-pedagógica.
0,791
Proatividade (3L20) Ter a iniciativa pessoal de praticar ações concretas que contribuam para o aprimoramento do processo educacional de uma forma geral.
0,690
Quadro 17 (4 ) – Descrição dos atributos das competências de ensino relevantes ao componente 3 (Análise Confirmatória)
A competência do ensino “empatia” item 3M22, representa o fator 4 da análise extraída fatorialmente. Onde também apresentou relação com outra variável, o “comprometimento” item 23. As assertivas relacionadas a esse entendimento estão no quadro 18.
O entendimento do aluno expressa que o mesmo avaliou que quando o professor compreende as limitações do aluno, pode auxiliá-lo com maior facilidade. Conseqüentemente estará comprometido com esse apoio, já que identificou como pode colaborar com esse processo de ajuda.
A Unesco (2000) apresentou quatro pilares para competências educacionais, e um deles fundamenta a relação percebida nessa questão pelo aluno. É a competência do “Aprender a conhecer (competência –cognitiva)” que Delors (2001) fundamenta como a competência que aborda a compreensão, a afetividade, a motivação.
Dessa forma quando o professor compreende os problemas, as limitações dos alunos, e se sensibiliza, passa a atuar como parceiro, como amigo. E dessa forma se empenha em colaborar para que a aprendizagem do aluno e as deficiências sejam conseqüentemente facilitadas e resolvidas. Ou seja, ele também assume a causa, se compromete.
Competências Ensino Atributos Carga Fatorial
Empatia (3M22) Colocar-se no lugar do aluno e tentar compreender o seu comportamento pessoal,
visando poder auxiliá-lo a ser mais produtivo no seu aprendizado.
Comprometimento (3J23) Comprometer-se com a obtenção de resultados positivos nas atividades de ensino sob a sua responsabilidade.
0,651
Quadro 18(4) – Descrição dos atributos das competências de ensino relevantes ao componente 4 (Análise Confirmatória)
Fonte: Dados da pesquisa , elaborado pela autora
O componente 5 traz que o “domínio da área de conhecimento”, item 1A08, é o mais relevante, porém também está associado à outra variável. Ele apareceu juntamente com “visão”, item 2F12. O quadro 19 mostra as questões colocadas.
Com esse resultado foi percebido pelos alunos a relação inerente à pesquisa e sua aplicação. Ou seja, como disse Lewin apud Freire (1977), “nada é mais prático do que uma boa teoria”. A reflexão gerada através das pesquisas situa os alunos sobre os aspectos globais da sociedade e suas inter-relações.
Competências Ensino Atributos Carga Fatorial
Domínio da área do conhecimento (1A08)
Realizar pesquisas em áreas relacionadas com as disciplinas ministradas.
0,669
Visão (2F12) Refletir com seus alunos sobre a relação entre aquilo que estão aprendendo e aspectos globais da ciência e/ou da sociedade como um todo.
0,660
Quadro 19 (4)– Descrição dos atributos das competências de ensino relevantes ao componente 5 (Análise Confirmatória)
O último imbricamento conceitual ocorreu com o fator 6, onde “empatia” item 3M10, apareceu relacionado a “relacionamento interpessoal” item 2C24. As assertivas para avaliação foram colocadas no quadro 20.
O entendimento desse resultado corrobora com os estudos de vários autores (Delors, 2001; Fink, 2003, Perrenoud, 2000; Abreu,1998; Tardif, 2002; Freire, 1996) onde para que o processo de ensino-aprendizagem tenha fluidez, é necessário que o professor esteja aberto a “aprender a aprender”.
Ser professor é mais do que estar apto a ensinar conteúdos, a registrar aulas, ou preparar material. Visto que, mesmo sem material didático, ele pode através dos seus conhecimentos teóricos, vivenciais e das suas habilidades relacionais mediar a troca de informações de tal forma que a aprendizagem aconteça de forma efetiva. A fala é o principal agente de comunicação, e o “como se fala” se configura como principal agente de apreensão.
Competências Ensino Atributos Carga Fatorial
Empatia (3M10) Criar uma relação de confiança e harmonia com seus alunos que conduza a um maior grau de abertura deles para aceitar conselhos e sugestões.
0,786
Relacionamento Interpessoal (2C24)
Estabelecer um relacionamento harmônico e saudável com seus alunos.
0,555
Quadro 20 (4)– Descrição dos atributos das competências de ensino relevantes ao componente 6 (Análise Confirmatória)
Fonte: Dados da pesquisa , elaborado pela autora
O Modelo proposto por Pereira (2007), apresenta quatorze competências para o ensino. Após as análises realizadas, os resultados apontaram que em seis competências
houve um entendimento confuso por parte dos alunos. Ou seja, não houve uma adequação às definições operacionais propostas pelo autor para seis variáveis.
Os achados indicaram que os alunos mesclaram a compreensão em relação a diversas competências, isso ficou claro com os imbricamentos resultantes da análise. Já os componentes 7,8,9,10,11,12,13 e 14 demonstraram adequação quanto as definições operacionais das competências para o ensino. Todos esses fatores apareceram como únicos, representando os componentes. Ou seja, houve uma adequação do entendimento por parte dos alunos quanto ao que se pretendia analisar com tais competências presentes no Modelo de Pereira (2007). O quadro 21 apresentou os atributos relacionados às mesmas.
Competências Ensino Atributos Carga Fatorial
Criatividade (2E01) Criar soluções inovadoras nas atividades de