C) Kolesterik (Kiral) Sıvı Kristaller
5. ARAġTIRMA SONUÇLARI VE TARTIġMA
5.2. Bileşiklerin Sıvı Kristal Davranışları
5.2.2. Polarize Optik Mikroskop (POM) Sonuçları
Os anos 1980 foram o oposto dos 1970 para os monetaristas. As proposições de Friedman passaram a perder aderência com a realidade e novas escolas começaram a questionar os monetaristas. De um lado a escola novo-clássica propunha novos modelos de expectativas. Do outro lado os novo-keynesianos questionavam algumas das proposições monetaristas. No lado prático da discussão, a idéia de se controlar o estoque de moeda deixou de funcionar, levando as autoridades monetárias a acreditarem que todo corpo teórico monetarista não era mais útil.
2.1. A desregulamentação financeira e as mudanças nos agregados monetários (anos 1980)
Para entender o que aconteceu com o monetarismo nos anos 1980 é interessante ver o que aconteceu com a Inglaterra nos primeiros anos de Margaret Thatcher no poder. Isso porque, segundo Bateman (2002), Thatcher foi a face pública da ascensão do monetarismo. Backhouse (2002) afirma que a primeira ministra inglesa tentou de todas as formas manter o monetarismo na Inglaterra e que esse só foi abandonado quando ela realmente percebeu que não era mais possível sustentá-lo politicamente, em 1985, já numa versão da política monetária bem distante da proposta por Friedman.
Dessa forma, ao assumir o poder em 1979, Thatcher logo tentou promover desinflação – primeiramente elevando os juros – o que levou a economia inglesa a uma recessão no início dos anos 1980. Logo depois a primeira ministra adotou metas de crescimento monetário e de controle do déficit público, com o objetivo de reduzir gradualmente a inflação. Ocorre que apesar de ter conseguido controlar o déficit, os ingleses não conseguiam alcançar as metas de crescimento monetário previamente estipuladas, forçando o abandono do monetarismo no Reino Unido. Tanto Backhouse (2002) quanto Bateman (2002) apontam para uma mesma direção para explicar por que a Inglaterra de Thatcher e o Fed de Volcker não foram capazes de controlar o crescimento do estoque de moeda: a desregulamentação do sistema financeiro. Esse processo fez surgir uma série de ativos de alta liquidez sob o qual os BCs não tinham controle, algo que os gestores da política monetária não esperavam, segundo Bateman
(2002). Sem poder pleno sobre a moeda tornou-se inviável uma regra baseada justamente no controle de agregados monetários, o que marca o fim do uso de uma regra do tipo monetarista, que durou de 1979 a 1982 tanto nos EUA e Inglaterra.
A visão de Backhouse e Batemam leva à conclusão de que a desregulamentação financeira afetou a regra monetarista por meio da dificuldade que as mudanças no setor financeiro e bancário trouxeram para o controle da oferta de moeda do BC. No entanto, autores como William Poole e John B. Taylor viram na desregulamentação financeira algo capaz de tornar a demanda por moeda instável e dessa forma afetar o funcionamento da regra monetarista. Poole (1970) – que depois seria resgatado por Taylor (1993, 2007) – afirma que se um choque tecnológico atingisse o sistema monetário de tal forma que fosse possível afetar a velocidade de circulação da moeda, tornando-a instável, tanto a proporção da renda nominal mantida sob a forma de moeda quanto aquela mantida sob a forma de outros ativos se tornariam instáveis, levando a instabilidade da demanda por moeda. Com a demanda por moeda instável, os efeitos de alterações no estoque de moeda no mercado monetário se tornam imprevisíveis, tornando o controle do estoque de moeda defendido pelos monetaristas impraticável. Se for assumido que as mudanças nos mecanismos de depósitos proporcionadas pela desregulamentação financeira representaram efetivamente um choque tecnológico, o argumento de Poole-Taylor acaba sendo uma explicação do lado da demanda por moeda para como o agregado monetário se torna difícil de ser administrado nessas circunstâncias12.
2.2. Expectativas racionais e crítica keynesiana (anos 1980)
Como já foi exposto, as expectativas adaptativas têm papel importante no monetarismo. Todavia o modelo de expectativas adaptativas assume que os agentes falham sistematicamente no curto prazo em suas previsões, por causa da falta de informação. Segundo Sheffrin (1983), nem todos os economistas estavam convencidos de que essa era a melhor forma de se modelar expectativas. Para eles as
12
Segundo Poole (1988) as quedas grandes nas taxas de juros nos EUA, nos anos 1980, também ajudam a explicar o aumento da demanda por moeda – pois mesmo que os monetaristas acreditem que a demanda por moeda é pouco sensível à taxa de juros, uma grande variação traria impactos visíveis a demanda por moeda.
expectativas adaptativas funcionaram bem, principalmente nos anos 1950 e 1960, porque nesse período a taxa de inflação era baixa, a oscilação das políticas era pouca, e com essa estabilidade a probabilidade de cometer um erro de previsão tornava-se menor. À medida que a economia foi se tornando mais instável, nos anos 1970, os agentes com expectativas adaptativas passaram a errar sistematicamente.
Dentre os economistas que duvidaram do modelo de expectativas adaptativas destacou-se Robert Lucas Junior, também da Universidade de Chicago e que acreditava na NAIRU tanto quanto os monetaristas. Lucas utilizou modelo de expectativas desenvolvido por Muth (1961): o modelo de expectativas racionais. Muth afirmava que os agentes, por meio de modelos individualizados que levavam em conta toda a informação disponível no momento da decisão, acertavam na média. Dessa forma as expectativas seriam iguais às previsões da teoria econômica. Se os agentes acertam na média a interpretação monetarista para o curto prazo do dilema entre inflação e desemprego estaria incorreta, pois seriam impossíveis erros sistemáticos causados por inflação inesperada que afetam o produto no curto prazo.
Lucas (1977) é importante para entender melhor as implicações do modelo de expectativas racionais para o monetarismo. Segundo o autor, como os agentes acertam suas previsões, ao menos na média, eles quase sempre antecipam as políticas monetárias e dificilmente seriam surpreendidos. O efeito macroeconômico dessa hipótese é que expansões da demanda agregada levam à redução da oferta agregada simultaneamente – a Figura 3 ilustra esse ponto. Isso significa que os trabalhadores perceberiam rapidamente que os preços subiram e exigiriam maiores salários eliminando um possível ganho real dos empregadores no curto prazo, hipótese que era defendida pelos monetaristas. Dessa forma, o dilema entre inflação e desemprego não é válido nem no curto prazo nem no longo prazo, tornando as políticas econômicas ineficientes e aceitando a existência de uma taxa natural de desemprego da qual não é possível desviar – atacando o keynesianismo de forma ainda mais forte do que fez o monetarismo. Essa visão de total ineficiência da política econômica – postulado da ineficiência das políticas econômicas –, capaz apenas de aumentar e diminuir o nível de preços sem afetar as variáveis reais, foi a ratificação da proposta liberal,
desenvolvida pelo monetarismo nas décadas anteriores 13. Dessa forma, Lucas criou uma nova escola: a novo-clássica. Antes de encerrar essa etapa, é importante ressaltar que embora os agentes tenham expectativas racionais eles não são imunes aos erros, pois não possuem informação perfeita.
FIGURA 3: MODELO NOVO-CLÁSSICO14
Fonte: gráfico produzido pelo autor dessa dissertação.
Apesar de acreditar que as expectativas adaptativas não funcionavam, que o dilema entre inflação e desemprego não existia nem mesmo no curto prazo e que as flutuações na atividade econômica são cíclicas (modelos de ciclos reais de negócio ou RBC, pela sigla em inglês), a escola novo-clássica herdou e aceitou propostas monetaristas. Dentre elas se destacam a existência da NAIRU, a idéia de que quem
13 Embora a proposta liberal dos monetaristas atribuísse ineficiência das políticas apenas no longo prazo.
14 O modelo novo-clássico da Figura 3 é o exatamente o mesmo dos monetaristas, exposto na Figura 1, com a exceção de que, graças às expectativas racionais, é impossível um equilíbrio de curto prazo com emprego superior ao da NAIRU. Dessa forma ao se expandir a demanda agregada, a oferta agregada se contrai ao mesmo tempo fazendo com que a NAIRU se restabeleça só que com preços cada vez maiores.
move a estabilidade de preços é a política monetária e a proposição de Friedman afirmando a necessidade de regras para política monetária como forma de evitar políticas intervencionistas discricionárias que atrapalhem o equilíbrio. Este último ponto é especialmente enfatizado por como Lucas (1980)15. Dessa forma, é possível afirmar que Lucas mais “reformou” o monetarismo do que o atacou. Porém pode-se associar o sucesso da teoria de Lucas – que recebeu o Prêmio Nobel em 1995 – a certo desgaste do monetarismo, algo que foi corroborado pelo fracasso na aplicação da regra monetarista no início dos anos 1980.
Os monetaristas contra-criticaram o modelo de expectativas racionais. Em uma entrevista concedida por Friedman, o autor afirmou:
“I have no basic disagreement with rational expectations. The question is, “how do you form your rational expectations”. Let me start over. You are talking about what’s going to happen tomorrow. The price is either going to up or insn’t. If goes up, the probability that it went up is one; the probability that it went down is zero.
What you are doing with rational expectations is to ask yourself, what is the probability that the movement tomorrow will be up or the movement tomorrow will be down. And now the thing that you have ask yourself is, “I have an expectation. How do I know after the event whether that expectation was fulfilled or not? I Said the probability that price was going to go up was 60%; now, it actually went up. Does that confirm it? I can’t tell. I have to have a lot of similar cases”. And so, the notion of “correct rational expectations” is a notion I find very hard to give much content to.
If the Idea that people try to predict what is going to happen tomorrow, then rational expectations, in the sense, certainly makes sense, but on what to they base their rational expectations? They base
15 Em relação a Lucas (1980) é bom ressaltar que o texto defende que as idéias de Friedman – principalmente nos textos de 1948 e 1960 –, apesar do questionamento sobre o funcionamento ou não de políticas econômicas monetaristas, passariam a ter destaque a partir daqueles anos. Em meio a essa discussão Lucas afirmou que acreditava que uma regra de crescimento constante do estoque de moeda geraria bons resultados econômicos, concordando assim com Friedman. Lucas (1980) também deixa claro que as proposições de Friedman sobre a necessidade de regras claras de política econômica foram não só ratificadas pelo próprio Lucas, mas também Lucas tentava defender o uso de regras como forma de diminuir o impacto da discrcicionariedade. Além disso, o autor afirmou que Friedman questionou os keynesianos em uma época em que a idéia geralmente aceita era a de que os governos deveriam ser intervencionistas, mas Friedman mostrou estar certo nos anos 1970, com a experiência da estagflação. Para Lucas (1980) a estagflação só ocorreu depois da aceitação pública de que existia uma relação estável entre inflação e desemprego. Ao ver os efeitos da estagflação a idéia de governos intervencionistas como forma de estabilizar a economia começou a ter menos aceitação pública.
it on past experiences; there is always going to be a lag in expectations catching up”. Taylor, 2000, p.125-126.
Em primeiro lugar Friedman ressaltou que existem contratos de trabalho que são válidos por anos o que inviabilizaria o ajuste sem custos de produto proposto pelo postulado da ineficiência de políticas novo-clássico; isto seria algo que, para Nelson (2008), aproxima Friedman da visão novo-keynesiana de que existe rigidez de preços e salários. Além disso, e ainda com mais ênfase que Friedman, o autor afirmou que mesmo que os agentes tenham racionalidade e que tomem decisões baseados nas expectativas relacionadas a um dado evento que está por vir, suas expectativas se formam olhando para trás e vendo o que eles (e outros) fizeram diante de situações parecidas. Assim, os agentes, a cada nova experiência, vão aprimorando suas expectativas, se adaptando à situação. Por isso é que Friedman acreditava mais em uma abordagem como a das expectativas adaptativas, que olha para o passado para saber o que ocorreu, do que em um processo de formação de expectativas que olhe exclusivamente para frente e que supõe que apenas com sua racionalidade esse agente não comete erros sistematicamente.
Voltando à discussão entre monetaristas e keynesianos, evidentemente a contra-revolução liberal (dos monetaristas e novo-clássicos) sofreu críticas do keynesianismo. Isso porque a tentativa do Fed e do Banco da Inglaterra de impor um controle do estoque de moeda através de restrição monetária (política monetarista), levou as economia americana e inglesa a recessões entre os anos de 1981 e 1982. Aliás, esses acontecimentos afetaram todas as economias do mundo, e podem ser considerados como parcialmente responsáveis pelas “crises da dívida” que afetaram o mundo todo no início dos anos 1980. Isso foi interpretado pelos keynesianos como uma prova de que a proposição monetarista era tão falha quanto o postulado da ineficiência das políticas econômicas, proposta pelos novo-clássicos.
As críticas keynesianas afirmavam que o postulado da ineficiência das políticas econômicas estava profundamente equivocado, dado que a política monetária americana havia afetado não só à inflação, mas também o produto, como afirmam Benjamin Friedman (1979) e Solow (1980). Os economistas novo-clássicos se defenderam afirmando que a teoria das expectativas racionais abre a possibilidade
para que políticas econômicas afetem o produto caso os agentes sejam surpreendidos. Se os agentes não acreditam no BC, se a política monetária não é crível, eles desconsideram esses elementos na formação de suas expectativas. Se tal política não crível acaba de fato sendo executada, os agentes são pegos de surpresa. Para os economistas novo-clássicos a falta de credibilidade do Fed ajudou a fazer com que a política restritiva tivesse efeitos reais.
Já os monetaristas contra-argumentaram os keynesianos basicamente através de Milton Friedman. Em meio aos crescentes questionamentos no sentido de que o monetarismo não funcionava como forma de conduzir a política monetária, Friedman, em 1983, escreveu um artigo para o Banco do Japão dizendo que o monetarismo praticado pelos EUA e Inglaterra era distante do que a teoria monetarista afirmava e que os resultados insatisfatórios observados eram fruto da discricionariedade, lembrando que o monetarismo prevê que o resultado de uma política monetária discricionária é insatisfatório. O autor lembrou que a primeira coisa que o BC deveria se preocupar é com a eliminação da incerteza. Isso significa que a política monetária deveria ser previsível e estável, o que na verdade sintetiza a idéia de que é necessária uma regra. No entanto o autor também lembrou que os operadores da regra sempre estão sujeitos a pressões externas – como a necessidade de maior crescimento em detrimento da estabilidade – o que torna a discussão de regra algo que vai além da esfera econômica.
Nesse sentido, Friedman (1983) se diz favorável a uma política de combate gradual à inflação, o que na visão do autor não ocorreu nos anos 1980. Naqueles anos viu-se um grande choque de ajuste recessivo que teria trazido efeitos danosos, pois tal choque surpreendeu os agentes e gerou efeitos de curto prazo, como previsto pelos monetaristas. Sendo assim, o que o Fed fez nos anos 1980 não pode ser visto como algo relacionado ao receituário monetarista de estabilização. O autor afirmou que a mudança feita por Volcker não chegou aos resultados esperados pelo Fed, mostrando que a política monetária dos EUA continuava não sendo estável nem redutora da incerteza, o que para ele não era nada monetarista16. Dessa forma, Friedman (1983)
16 Friedman (1983) mostra que entre 1960 e 1980 o Fed vivia de expansões monetárias, que levavam ao crescimento e depois à inflação; a cada inflação vinha uma contração monetária, que levava a recessão e depois queda na inflação; para cada recessão vinha uma nova expansão monetária, o que mostrava um comportamento errático do Fed, e que levava a inflações e taxas de desemprego cada vez maiores –
enfatiza que, embora concordasse com a mudança efetuada por Volcker, ela não ocorreu tal como o Fed disse que procederia – algo que segundo o autor já era esperado e que foi afirmado por já em 1979. O Fed continuou com expansões e contrações monetárias imprevisíveis – em um trimestre a moeda crescia 10% e no seguinte crescia só 3%, por exemplo, como mostrou o autor – o que mantinha a política monetária bastante errática. Essa volatilidade levou à recessão, o que levou o Fed a mudar novamente a sua política voltando a controlar os juros a partir de 1982.
Sobre a afirmação de Friedman (1983) de que a política do Fed não era monetarista, De Long (2000) lembra que em Friedman (1960) o autor propôs, além da implementação de uma regra de política monetária, a eliminação do multiplicador monetário dos bancos comerciais, algo que já foi ressaltado aqui. Ocorre que a desregulamentação financeira que atingiu os EUA no início dos anos 1980 foi no sentido oposto ao dessa proposição de Friedman, que segundo o próprio ajudaria a alcançar a estabilidade. A desregulamentação, como mostra o argumento de Poole- Taylor, dificulta o controle do estoque monetário. Sendo assim, a desregulamentação financeira, nesse contexto institucional, e a regra monetarista conduzida de forma discricionária, não fazem parte do receituário monetarista para estabilização.
Em relação à desregulamentação financeira, os monetaristas concordam que as mudanças institucionais que se sucederam dificultaram de fato o controle do agregado monetário. Porém eles também destacam o fato de que o ajuste recessivo via contração monetária do início dos anos 1980 derrubou de forma abrupta a inflação, fazendo com que o custo de se demandar moeda diminuísse, levando a um aumento na demanda por moeda e a um declínio na velocidade de circulação, como afirmam Friedman (1983) e Brunner (1988). Entretanto, os monetaristas acreditavam que tanto o choque anti-inflacionário que aumentava a velocidade de circulação da moeda quanto o choque causado pela desregulamentação eram fatos isolados, que provavelmente não se sustentariam no longo prazo, e por isso não poderiam servir de justificativa para descrença no monetarismo ou no poder da moeda, como afirma Froyen (2003). Pelo contrário, segundo De Long (2000) os monetaristas acreditavam que uma regra de crescimento do estoque de moeda – evidentemente aplicada de
o que mostra a estagflação vivida pelos EUA – uma vez que as expansões e contrações monetárias
forma diferente da feita pelo Fed no início dos anos 1980 – serviria para eliminar a instabilidade da velocidade de circulação da moeda.
2.3. Novos-keynesianos e novas regras monetárias (anos 1990)
Em meio à discussão entre monetaristas e novo-clássicos frente aos keynesianos surgiu uma nova escola: os novo-keynesianos (como Romer, Mankiw e Woodford). Essa escola acredita que as expectativas racionais são válidas, mas também acredita que a demanda agregada seja instável e que políticas econômicas, sobretudo no curto prazo, são eficientes.
Os novo-keynesianos formam uma escola que aceita o pressuposto das expectativas racionais, aceitam a crítica novo-clássica de que a escola keynesiana não tem microfundamentos (e acabam tentando construí-los por meio de idéias como concorrência imperfeita e rigidez real de preços e salários), porém acreditam que a teoria novo-clássica serve somente para o longo prazo, onde o custo de se obter informação, algo desconsiderado pelos novo-clássicos, e a rigidez são menores. A existência desse custo de obter informação, na visão novo-keynesiana, faz com que os agentes não consigam informações tão qualificadas e assim façam previsões com menor precisão. No longo prazo, quando a instabilidade é menor, a necessidade de novas informações é menor, diminuindo esse custo para os agentes. Para expor o argumento novo-keynesiano, pode-se usar como exemplo a NAIRU. Se há rigidez, os agentes não conseguem contrair a oferta de forma perfeita e proporcional ao aumento da demanda, fazendo que a economia não retorne ao seu patamar de equilíbrio de longo prazo – como mostra o gráfico abaixo.
FIGURA 4: MODELO NOVO-KEYNESIANO 17
Fonte: gráfico produzido pelo autor dessa dissertação.
Em relação a questões ligadas ao monetarismo, parte da economia novo- keynesiana simplesmente desconsidera o papel da moeda na economia, sendo absolutamente desnecessárias as perguntas a respeito da estabilidade da demanda por moeda, por exemplo. Segundo Woodford (2003) a moeda é um detalhe institucional e a grande preocupação do BACEN é estabelecer a taxa de juros que leve a economia ao patamar desejado. Evidentemente que os monetaristas não concordaram com essa