KOMİSYON RAPORLARI
PLAN SÜRECİ:
Refere-se o termo extinção a todas as hipóteses em que o contrato de franquia deixa de existir. Extingue-se o contrato pela sua execução. Cumpridas todas as obrigações, está executado o contrato e alcançado seu objetivo.
Algumas vezes, entretanto, o contrato se extingue anteriormente ao cumprimento das obrigações pelas partes, terminando, dessa forma, sem que seu objetivo final seja almejado pelos contratantes.
Segundo Lina Márcia Chaves Fernandes222, várias são as causas que podem extinguir o contrato não executado. Podem elas ser anteriores ou contemporâneas à formação do contrato, o que determina extinção do contrato por anulação.
Quando as causas de extinção forem supervenientes à formação do contrato, teremos a sua dissolução, que se verifica pelos seguintes modos: resolução, resilição e rescisão.
A relação contratual entre franqueador e franqueado termina, basicamente de cinco maneiras: a) pela denúncia por mútuo consentimento, a qualquer tempo; b) pela ocorrência do termo do contrato; c) pela resolução por iniciativa do franqueador, nos termos que lhe facultam o contrato (por exemplo, a falência do franqueado); d) pela resolução por iniciativa do franqueado, nos termos que lhe facultam o contrato (como exemplo, a falta de proteção adequada à marca, por parte do franqueador); e) pela resolução devida a violação contratual.
Seguem algumas considerações acerca da terminação do ajuste, que envolve complexo mecanismo de cessação de atividade, prestação de contas e composição de interesses.
6.10.1. Ocorrência do Termo do Contrato
Verifica-se que a causa de extinção mais comum é a expiração do prazo acordado entre franqueador e franqueado. Sendo assim, a execução é o modo natural de extinção dos contratos, ou seja, o contrato finda com o advento da morte natural.
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Apesar da Lei de Franquia não estabelecer qualquer prazo de duração, mínimo ou máximo, para os contratos, o Contrato de Franquia, via de regra tem sua duração limitada no tempo. O prazo, geralmente, é determinado variando de um a cinco anos. O estabelecimento de período mínimo para a duração do contrato é muito comum, de forma a possibilitar o retorno do capital empregado, o que é uma proteção para ambas as partes.
6.10.2 Resilição
Resilição é a forma de extinção dos contratos, antes de conclusos seus efeitos e satisfeitas todas as obrigações devidas, por vontade de uma ou das duas partes contratantes. Há, portanto, resilição unilateral e bilateral.
Apesar de o contrato ser negócio jurídico formado por acordo de vontades, admite nossa legislação a sua resilição unilateral. Trata-se de um direito potestativo de inciativa da parte contratante interessada.
É permitida a resilição unilateral do contrato por prazo indeterminado, pois presume a lei que as partes não quiseram se obrigar eternamente e, portanto, reservaram-se a faculdade de, a qualquer momento, resilir o contrato223.
Admite-se a resilição quando as próprias partes se reservam o direito de arrependimento do negócio contratado, estipulando, para tanto, o pagamento de uma multa, denominada penitenciai.
O fundamento da resilição pode variar de acordo com a modalidade do contrato firmado por entre as partes e, também em razão de previsão do tema e sua tratativa pelo instrumento contratual.
O poder de resilir se exerce mediante declaração de vontade, que deve ser feita através de notificação da parte a quem o contrato não mais interessa, produzindo efeito a partir do momento em que chega ao conhecimento da outra parte. É, dessa forma, uma declaração receptícia de vontade, às vezes designada genericamente como denúncia.
Por sua vez, resilição bilateral ou distrato é modalidade de revogação que se efetiva pelo consentimento das partes contratantes. As partes têm o direito de rescindir unilateralmente o contrato antes do decurso do tempo quando houver cláusula prevendo essa possibilidade e que fixe o período mínimo de prévio aviso à outra parte. Havendo esta cláusula, o rompimento do contrato por tempo indeterminado (ou por tempo determinado, contendo cláusula que permita renovação), se dá com a denúncia ordinária, ou seja, prevista
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contratualmente, e não havendo previsão no contrato, a rescisão se dá a partir de denúncia extraordinária.
Quanto ao contrato, as cláusulas referentes à possibilidade de rompimento da relação contratual sem o término do contrato, costumam ser agrupadas em seis espécies, que dizem respeito:
a) a concordata e a falência;
b) a matérias contratuais ou operacionais, como os parâmetros de desempenho dos franqueados ou suas obrigações contratuais;
c) ao fornecimento de relatórios gerenciais e contábeis e pagamentos; d) ao cronograma de implantação da rede, por parte do master-franqueado; e) a falhas no cumprimento das cláusulas contratuais;
f) ao uso indevido da propriedade intelectual, pertencente ao franqueador.
No entanto, nos contratos em que não haja cláusulas prevendo a possibilidade do rompimento da relação, podem ocorrer situações em que o procedimento de uma das partes inviabilize a manutenção da relação jurídica com a outra, e se torne inviável chegar ao termo do contrato.
A ocorrência de determinadas violações graves, que colocam em risco a relação duradoura e de sucesso existente entre as partes, dá ensejo a possibilidade de denúncia unilateral do contrato.
É frequente a ocorrência de negociação entre as partes a fim de evitar-se as graves consequências que a resolução do contrato acarreta. Assim, procuram as partes soluções para que se incremente o nível de suporte operativo, ou o retreinamento de pessoal do franqueado, até atingir os níveis de desempenho exigidos, o redirecionamento e/ou intensificação das ações de marketing, a viabilidade da venda do negócio a terceiros etc.
Além disso, é recomendável, de toda forma, que o contrato de franchising faça previsão de solução não judicial para caso surjam divergências entre as partes de modo, como tratado anteriormente, que a decisão do impasse se de forma célebre e economicamente menos invasiva às partes.
O Código Civil brasileiro possibilita a resolução unilateral com fundamento no princípio da boa-fé como base dos contratos. Aplica-se a regra estabelecida pelo Código Civil224 de 2002, no artigo 473, parágrafo único, para o caso de terem sido realizados
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Código Civil
Artigo 473 - A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita, opera mediante denúncia notificada à outra parte.
investimentos consideráveis por uma das partes, dispondo que a denúncia unilateral somente produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.
O motivo é que a denúncia do contrato pode ameaçar a própria existência econômica do franqueado, impedindo-o de buscar outro negócio, em substituição ao que havia assumido. Para que isso não aconteça, deve ser dado tempo suficiente.
O franqueador também sofre perdas quando um franqueado abandona a rede, já que: a) esta informação deverá constar da Circular de Oferta de Franquia, que será divulgada entre os próximos candidatos; b) no caso de ser procurado por outros interessados em se tornarem franqueados, o ex-franqueado normalmente não se refere elogiosamente à rede que abandonou; c) terá diminuição de receitas, pois os royalties devidos pelo ex-franqueado da rede deixarão de ser pagos, e d) correrá maior risco de ter os segredos do negócio revelados, apesar da existência de cláusula de confidencialidade no contrato.
6.10.3. Resolução
A resolução cabe nos casos de inexecução. Se o devedor não cumpre suas obrigações, poderá o credor exigir a execução do contrato ou o pagamento de perdas e danos, além da resolução.
Essa faculdade de requerer a resolução do contrato resulta de estipulação das partes ou de presunção legal. Quando estabelecida pelos contratantes, diz-se que estipulam o pacto comissório expresso, cujo fundamento encontra-se no princípio da força obrigatória dos contratos225.
Nesse caso, a faculdade de resolução cabe apenas ao contratante prejudicado com o inadimplemento, jamais ao que deixou de cumprir a obrigação.
6.10.4. Rescisão
Há casos em que o franqueador se aproveita da extinção do contrato, pois com sua ocorrência, ele recupera o ponto-de-venda que já se tornou conhecido, com uma clientela formada, para passar o ponto para um novo franqueado, que pagará nova taxa de entrada no
Parágrafo único. Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver feito investimentos consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.
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sistema, ou então passa ele mesmo a operar a unidade, sem uso da marca, o que pode ser mais lucrativo para ele.
Nestes casos, o franqueado pode pedir judicialmente a nulidade da cláusula relativa ao rompimento do contrato.
Outra possibilidade de rescisão pode ser relacionada a uma das obrigações impostas pela Lei de Franquias ao franqueador em entregar a Circular da Oferta de Franquia ao franqueado no prazo mínimo de dez dias antes da assinatura do contrato ou pré-contrato, ou ainda, do pagamento do franqueado ao franqueador ou a empresa ou pessoa ligada a este de qualquer tipo de taxa, de acordo com a Lei de Franquias determina:
Artigo 4 A circular oferta de franquia deverá ser entregue ao candidato a franqueado no mínimo 10 (dez) dias antes da assinatura do contrato ou pré- contrato de franquia ou ainda do pagamento de qualquer tipo de taxa pelo franqueado ao franqueador ou a empresa ou pessoa ligada a este.
Parágrafo único. Na hipótese do não cumprimento do disposto no caput deste artigo, o franqueado poderá arguir a anulabilidade do contrato e exigir devolução de todas as quantias que já houver pago ao franqueador ou a terceiros por ele indicados, a título de taxa de filiação e royalties, devidamente corrigidas, pela variação da remuneração básica dos depósitos de poupança mais perdas e danos.
Convém registrar que, às vezes, a linguagem forense e até mesmo a da lei emprega o temo '"rescisão" em sentido genérico de qualquer causa de resolução ou de resilição (por exemplo, o artigo 1.092 do Código Civil fala em rescisão do contrato não cumprido, quando a hipótese, tecnicamente, seria de resolução).226
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7. ASPECTOS SOBRE A INCIDÊNCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NOS