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2.3. Performans Kavramının Açıklanması

2.3.3. Performansla İlgili Çalışmalar

O Brasil, país economicamente classificado como em desenvolvimento, possui muitos contrastes em sua composição em diversas categorias que não são apenas de ordem econômica. Também há divergências nas categorias social, cultural, educacional, dentre outros; dessa forma, analisando as cooperativas solidárias há uma elucidação sobre o resultado das disparidades neste vasto território.

O país passa por momentos de reestruturação em diversos níveis, fato que pode ser percebido nos últimos anos com medidas do Governo Federal impulsionando um desenvolvimento econômico com abertura de mercado, expansão das redes de transporte, aliado a medidas paliativas contra a pobreza, haja visto, os sistemas assistencialistas à camadas pobres, com os programas Bolsa Escola, Bolsa Gás, etc.

Nesse processo, houve mudanças de ordem social, cultural, política e não apenas econômica, porém, afirma-se que mesmo com as medidas tomadas ainda possui desigualdade nos fatores descritos.

Neste cenário em construção, as cooperativas de trabalho, resurgem como meios de melhorias de grande parcela de pobres que sobrevivem a margem de um sistema contraditório e perverso.

Os catadores de materiais recicláveis, sejam em ações individuais na informalidade, seja nas cooperativas, se constituem em grupos que possuem organizações na divisão de trabalho buscando formas de inserção, especialização na forma de trabalho realizada e politização da categoria. Tal afirmação se consolida com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), que possui desde 1999 uma história de na luta pela emancipação dessa categoria, e que foi essencial para a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Com o intuito de se adequar a necessidades do país, em relação a banco de dados sobre as Cooperativas, assim como gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos, e com um viés de "controle", o Governo lançou a Lei nº 12690/2012 de 19 de julho de 2012, (Anexo 2),que,

Dispõe sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho; institui o Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho - PRONACOOP; e revoga o parágrafo único do art.44221 da consolidação das Leis de Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n° 5452, de 1º de maio de 1943 ( Lei 12690/2012).

No texto, a definição do que seja as cooperativas de trabalho, faz alusão a questão da autonomia e autogestão, e aos princípios da economia solidária como base de organização para estes empreendimentos, porém, coloca itens que devem ser seguidos por todas as cooperativas de trabalho ficando penalizada aquelas que não atender o formato exigido, além de colocar o Ministério do Trabalho como fiscalizador, para que haja relatórios sob o cumprimento das exigências.

Há um paradoxo nesse processo; que autonomia é essa, haja vista, o controle do Estado?

Em seu Art.2º, define:

Considera-se Cooperativa de Trabalho a sociedade constituída por trabalhadores para o exercício de suas atividades laborativas ou profissionais com proveito comum, autonomia e autogestão para obterem melhor qualificação, renda, situação socioeconômica e condições gerais de trabalho (Lei 12690/2012).

E no Art. 4º:

21 Art. 442. Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de

emprego. Parágrafo único. Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços daquela. (Parágrafo único acrescido pela Lei nº 8.949, de 9/12/1994). TÍTULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL

DO TRABALHO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Maiores informações em

http://www2.camara.gov.br/legin/fed/declei/1940-1949/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500- normaatualizada-pe.pdf. Acesso em 19/08/2012.

A Cooperativa de Trabalho pode ser:I - de produção, quando constituída por sócios que contribuem com trabalho para a produção em comum de bens e a cooperativa detém, a qualquer título, os meios de produção, e;II - de serviço, quando constituída por sócios para a prestação de serviços especializados a terceiros, sem a presença dos pressupostos da relação de emprego.

Nesses termos, as Cooperativas de catadores de materiais recicláveis, que nasceram pela necessidade de uma classe excluída do mercado formal, passa a ser definida por um órgão governamental legitimando a sua existência.

Esse é um aspecto positivo para as cooperativas, que, sendo reconhecidas legalmente passam a obter direitos, porém, deve-se tomar cuidado para que não haja confusão sobre o nascimento destas, pois esses empreendimentos não nascem pela ação do Estado, e sim, pela organização coletiva de categorias excluídas. Essa questão deve ser relembrada para que a luta dos trabalhadores não seja esquecida sendo o Estado um parceiro ativo na luta pela emancipação da categoria, porém, sem retirar a autonomia adquirida pela categoria.

Uma mudança importante para a fundação das cooperativas de maneira geral, é a reformulação da Lei nº 7.231/8422, que definia a política nacional de cooperativismo, instituindo o regime jurídico das sociedades cooperativas, em relação ao número de

associados para sua constituição como Cooperativa de Trabalho.

A antiga Lei previa número mínimo de vinte associados para que o empreendimento fosse classificado como Cooperativa, caso contrário era classificado como Associação. Com a promulgação dessa Lei (12690/2012), o número mínimo cai para sete associados. Esse item garante a inserção de mais empreendimentos na concorrência em editais públicos, que na maioria das vezes, excluía as Associações.

A Lei em vigor também aponta para a necessidade das Assembleias, instrumento que já é utilizado pelas cooperativas, e que é o elemento regulador e decisório das ações, ato democrático e de grande importância, pois, dá aos cooperados o direito do voto (um cooperado, um voto), independente do cargo ocupado e decide o formato e a direção que a Cooperativa dará em sua constituição e evolução.

No caso do Conselho de Administração previsto na lei, esse é colocado no Art.15 que diz,

O Conselho de Administração será composto por, no mínimo 3 (três) sócios, eleitos pela Assembleia Geral, para um prazo de gestão não superior a 4 (quatro) anos, sendo obrigatória a renovação de, no mínimo, 1/3 (um terço) do colegiado, ressalvada a hipótese do art.16 dessa Lei.

22 Maiores informações em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1980-1988/L7231.htm. Acesso em

A Cooperativa de Trabalho constituída por até 19 (dezenove) sócios poderá estabelecer, em Estatuto Social, composição para o Conselho de Administração e para o Conselho Fiscal distinta da prevista nesta Lei e no art. 56 da Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 197123, assegurados, no mínimo, 3 (três) conselheiros fiscais (Lei 12690/2012).

O artigo ressalta o que grande parte das cooperativas24 já realizam, ou seja, assembleias que definem por votação a diretoria.

Todas as mudanças ocorridas em relação ao reconhecimento do catador e das Cooperativas de materiais recicláveis são os resultados do trabalho dessa categoria, que depois de mais de três décadas, começa a ser reconhecida legalmente.

Porém, como poderá ser visto no Capítulo IV a questão dos resíduos, o trabalho precarizado informal nos lixões e a diversidade da divisão do trabalho nas cooperativas ainda são elementos que devem ser analisados de forma pontual, tendo em vista a formação histórica de cada município e Cooperativa.

23 Art. 56. A administração da sociedade será fiscalizada, assídua e minuciosamente, por um Conselho

Fiscal, constituído de 3 (três) membros efetivos e 3 (três) suplentes, todos associados eleitos anualmente pela Assembleia Geral, sendo permitida apenas a reeleição de 1/3 (um terço) dos seus componentes.§ 1º Não podem fazer parte do Conselho Fiscal, além dos inelegíveis enumerados no artigo 51, os parentes dos diretores até o 2° (segundo) grau, em linha reta ou colateral, bem como os parentes entre si até esse grau. § 2º O associado não pode exercer cumulativamente cargos nos órgãos de administração e de fiscalização. Maiores informações em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5764.htm. Acesso em 19/08/2012.

24

Fonte: CETESB- Inventário Estadual de Resíduos Sólidos 1997 e 2009.

Capítulo 2: