B. PERFORMANS BİLGİLERİ
2. PERFORMANS SONUÇLARI TABLOSU
No contexto social, a agricultura tanto afeta como é afetada pela sociedade. As decisões de produção do agricultor (Allen et al.,1991), determinam a diversidade e a qualidade dos alimentos disponíveis aos consumidores, o tamanho das propriedades, e as tecnologias que têm sido associadas ao vigor econômico e social das comunidades,ao mesmo tempo em que a sociedade determina o que é possível explorar a nível de propriedade.
Ademais, os agricultores têm um papel crucial no controle da qualidade ambiental, (Nkonya et al., 2011) através de sua dupla responsabilidade como produtor de alimentos e como guardião do mundo rural.
O funcionamento de uma empresa rural (Lourenzani, 2006) é resultado de uma estrutura complexa composta de diferentes variáveis interdependentes. Com relação à produção, destacam-se como fatores determinantes para a tomada de decisão, os recursos, as tecnologias e as informações. Dessa forma, a gestão da empresa rural, para o autor, compreende um processo de tomada de decisão que avalia a alocação de recursos escassos em diferentes possibilidades de aplicação, dentro de um ambiente de riscos e incertezas próprios da atividade agrícola.
Entretanto, a tomada de decisão sofre as influências de fatores externos à unidade de produção, ou seja, aquelas relacionadas ao ambiente institucional, às políticas públicas e, principalmente, as condições de mercado, e ainda (Santos e Marion, 1996) clima, preços dos produtos, políticas agrícolas etc. que apesar de apresentarem caráter incontrolável para o administrador (agricultor) deve-se conhecê-los para facilitar a tomada de decisões ajustadas às condições favoráveis e desfavoráveis.
As decisões sobre a alocação e o uso de recursos na propriedade agrícola (Kruseman, Rube e Kuyvenhoven, 1996) são efetuadas principalmente pelas famílias e o critério mais importante na tomada de decisões em âmbito doméstico na propriedade é a viabilidade econômica a curto e a longo prazo. Entretanto, as perspectivas em curto prazo referem-se à otimização das possibilidades para o consumo de matérias-primas e lazer como componentes domésticos. Em longo prazo, a decisão estratégica envolve a importância relativa da renda atual e das receitas futuras, e ainda, das possibilidades de substituição entre os recursos naturais e de capitais.
Em ambientes desfavoráveis como nos tópicos semiáridos, os objetivos das famílias agrícolas (FAO, 1995) nem sempre são fáceis de identificar, parece que a maioria deseja ganhar tanto quanto possível com menos esforço e risco.
Na visão da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO, 1995), a propriedade rural é o ambiente em que as famílias tomam as decisões envolvendo aí, elementos biofísicos e socioeconômicos. Os elementos biofísicos determinam o potencial físico e as restrições em termos de produção. Já os elementos socioeconômicos incluem os fatores endógenos e exógenos.
Os fatores endógenos (FAO, 1995), por sua vez, compreendem aqueles elementos que o agregado familiar gerencia até certo ponto, incluindo terra, trabalho e capital, ou seja: os fatores de produção. Esses fatores de produção e a capacidade gerencial são diferentes em cada propriedade e vão afetar de forma diversificada o desempenho do sistema agrícola.
A casa é ao mesmo tempo (Singh, Squire e Strauss, 1986) uma unidade de produção e de consumo.
Enquanto isso, os fatores exógenos, segundo a FAO (1995), são aqueles que estão fora do controle individual da família, tais como:
a) as instituições comunitárias, incluindo estruturas, normas e crenças e os serviços de suporte;
b) as políticas relacionadas à extensão, crédito; sistemas de distribuição de insumos; mercados e posse da terra e,
c) fatores não institucionais, compreendendo a densidade, localização e a infraestrutura da população.
Os fatores externos são ainda considerados (Zaccagnini, 2001), como modificáveis e não modificáveis. Os fatores modificáveis compreendem:
a) conflitos sociais, políticos e econômicos; b) dívida externa;
c) problemas ambientais globais , devido a mudanças climáticas globais que podem comprometer a produtividade dos recursos;
d) pobreza estrutural, que em muitos casos, sua dinâmica afeta a probabilidade de que os recursos naturais possam ser usados de forma sustentável.
Como fatores não modificáveis, incluem-se: desastres naturais, compreendendo inundações, furacões, terremotos, incêndios, erupções vulcânicas e todos aqueles que podem modificar drasticamente as condições em determinada área, a disponibilidade de recursos.
Nos países com grande instabilidade política, econômica e social e com forte impacto de fatores externos (Zaccagnini, 2001), o nível de incerteza é maior e, consequentemente, a possibilidade de alcançar a sustentabilidade é menor.
Por outro lado, a sustentabilidade é influenciada por inúmeros eventos (Zaccagnini, 2001), alguns destes estão sob o controle dos usuários dos recursos naturais, outros se encontram nas mãos dos gestores desses recursos e, ainda outros, sujeitos às forças de mercado, dentre muitos outros. Já que estes acontecimentos podem mudar com o tempo, recomenda-se a adoção de práticas de gestão flexíveis que possam ser adaptadas às mudanças. Outros estudiosos (Santos e Marion, 1996) consideram que as variáveis externas em nível de fazenda correspondem a fatores climáticos, a volatilidade de preços e a ocorrência de eventos catastróficos. Já os fatores internos, segundo esses autores, são aqueles ligados aos recursos humanos, ao planejamento da produção aos recursos financeiros, ao planejamento de
marketing, são diretamente controlados pelo administrador, através de procedimentos gerenciais e compreendem: disponibilidade de crédito, acesso aos mercados e a capacidade de armazenamento da produção.
Não obstante essas proposições, os seres humanos são os únicos (Ikerd, 2007) que tomam decisão deliberada, proposital que pode melhorar ou prejudicar a saúde dos ecossistemas. Por conseguinte, a questão da sustentabilidade deve considerar a natureza proposital, autoconsciente das ações humanas individuais e coletivas, que são movidas por motivos econômicos e sociais das pessoas.
No contexto nacional, são bastante escassos os estudos envolvendo o uso e a gestão de ferramentas gerenciais modernas voltadas à propriedade rural.
Nos países em desenvolvimento os problemas ambientais mais comuns (Veloso e Chaib Filho, 1999) dizem respeito aos desmatamentos mal conduzidos, desertificação, pressões demográficas, erosão dos solos, poluição de água, entre outros, sendo que alguns desses problemas decorrem diretamente de falhas na gestão da unidade de produção.
Ademais, as decisões envolvendo a má gestão (Dumanski et al., 1998), podem ocasionar a poluição por pesticidas, a infestações de pragas, a inadequada cobertura dos solos, ao cultivo intensivo, a adubação excessiva e a erosão excessiva dos solos.
Isso revela a necessidade de uma gestão bem conduzida de recursos para a agricultura, de forma a atender a demanda das necessidades humanas, preservando os recursos naturais.
Entretanto, existe uma carência em termos de desenvolvimento de técnicas de gestão conforme reconhecem (Batalha; Buainain e Souza Filho, 2004), que tratem as peculiaridades da agricultura familiar e as diferentes formas para sua inserção competitiva e sustentada no agronegócio brasileiro.
Os desafios gerenciais da agricultura familiar para estes autores abrangem dois níveis diferentes de atuação: a gestão de sistema e a gestão da propriedade. Na gestão de sistema, destaca-se a necessidade de desenvolver capacidade e ferramentas objetivando tratar as relações dos agricultores familiares entre seus iguais, e com outros atores das cadeias agroindustriais.
As dificuldades de gestão individual da propriedade (Batalha; Buainain e Souza Filho, 2004), estão relacionadas a alguns aspectos fundamentais, tais como:
a) uso inapropriado de instrumentos gerenciais; b) pequeno investimento em pesquisa;
capital;
d) baixo nível de escolaridade dos agricultores familiares;
e) falta de capacitação dos técnicos dos serviços de assistência técnica e extensão rural.
Por outro lado, a busca da sustentabilidade agrícola nos EUA, como em outros lugares, tem sido limitada (Schaller, 1993) quase inteiramente à investigação de práticas agrícolas potencialmente mais sustentáveis. Tal preocupação justifica-se porque segundo o autor, os agricultores são os principais gerentes das terras utilizáveis, entretanto, os impactos ambientais prejudiciais das práticas agrícolas são custos que não são normalmente mensuráveis e muitas vezes não influenciam o agricultor ou as escolhas sociais sobre os métodos de produção.Em função disso, o conceito de gestão sustentável da terra (Dumanski, 1997), vem sendo cada vez mais aplicado às decisões de gestão de terras e essa flexibilidade não compromete ou reduz o valor ou a qualidade da avaliação.
As boas práticas de gestão da propriedade podem melhorar a sustentabilidade, mediante o emprego de uma variedade de estratégias de gestão. Quando bem conduzidas as práticas agrícolas determinam o nível de produção alimentar (Tilman et al., 2002) e, em grande parte, o estado do ambiente global.
No entanto, quando utilizadas de forma incorreta, as práticas agrícolas (Tilman et al., 2002) podem reduzir a capacidade dos ecossistemas de fornecer bens e serviços.
As práticas de gestão sustentável (Gold, 2007), compreendem:
● rotações de culturas que reduzem as ervas daninhas, as doenças e outros problemas de pragas; além de fornecer ao solo, fontes alternativas de nitrogênio; reduzir a erosão do solo e o risco de contaminação da água por agrotóxicos;
● controles de pragas que não sejam prejudiciais aos sistemas naturais, aos agricultores e aos vizinhos e consumidores, envolvendo técnicas de gestão integrada de pragas e o uso de cultivares resistentes, e o controle biológico de pragas;
● aumentar o controle de plantas daninhas juntamente com mais práticas de conservação de solo e água e o uso estratégico de animais e adubos verdes;
● uso de insumos naturais ou sintéticos, que não ofereça risco significativo para o homem, os animais ou o ambiente.
Aliadas às práticas de gestão, os recursos financeiros são a chave da força motriz das ações dos agricultores (OECD, 2001), embora não estejam diretamente relacionadas ao desempenho ambiental. A disponibilidade de recursos financeiros, segundo a autora,
influencia as práticas agrícolas, favorecendo a capacidade de adquirir novas tecnologias, bem como o tipo, nível e intensidade de uso de insumos e de produção. Ao influenciar positivamente o nível e a intensidade da produção, os efeitos são expandidos para a elevação da produtividade e, consequentemente, da renda e da geração de emprego agrícola.
A gestão sustentável da terra (OECD, 2001) combina tecnologias, políticas e atividades que visam integrar os princípios socioeconômicos às preocupações ambientais e dessa forma, existe uma série de fatores que podem influenciar a sustentabilidade.