3. FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER
3.2 PERFORMANS BİLGİLERİ
3.2.2 Performans Sonuçları Tablosu
conteúdos, os educandos também demonstraram dificuldade para responder. Dos 12 (doze) entrevistados, apenas 01 (um) respondeu da seguinte forma: “Fala muito sobre comidas típicas, sobre o trabalho porque a gente já tem vivência no interior, já trabalhou bastante na roça, porque a gente já trabalhou muito na enxada (risos) só Deus sabe” (Maria Júlia).
A forma como os investigados se manifestaram permite entender que as vivências, experiências de vida dos alunos não são considerados pelos professores nas explicações dos conteúdos, ou seja, os mesmos não relacionam a aprendizagem com a realidade dos alunos. Com ela, a leitura da palavra, da frase, da sentença, jamais significou uma ruptura com a “leitura” do mundo. Com ela, a leitura da palavra foi a leitura da “palavramundo”.
Freire (2005, p.15) considera que:
Definição de um projeto político pedagógico para a formação do formador que leve em consideração a necessidade de habilitá-lo a conduzir processos educativos de construções de conhecimentos que entrelacem as vivências, os interesses e as potencialidades dos educadores aos dos educandos, materializados nos currículos.
Uma hipótese possível para explicar o fato de os educandos demonstrarem dificuldades para falar sobre a postura dos educadores em consideram suas vivências na explicação dos conteúdos, talvez seja a própria ausência da prática.
4.5 Incentivo da escola na continuidade aos estudos
Ao questionar os entrevistados se a escola tem promovido incentivos para que os mesmos dessem continuidade aos estudos na EJA, dos 12 (doze) educandos investigados, 11 (onze) responderam sim, como mostram os depoimentos a seguir:
Tem sim, porque eles vão na classe, conversar com a gente, o que vai ter aqui vocês venham participar, e que não falte porque senão a EJA vai fechar, e a gente fica triste porque a gente não quer que feche mais um incentivo pra gente. Se não tiver na sala o tanto de aluno que é pra ser, porque sempre falta né, eu só falto assim quando é caso de doença, Tem é o que eles falam mais, pra gente não desistir (Tereza);
Olha incentivam muito. E eu só tô aqui por causa da própria escola, porque ela abraçou a causa, na hora que eu tive coragem e bati na porta ela me aceitou
de imediato, eu vim na quinta feira e na sexta eu já tava estudando. Passam na sala incentivando, principalmente quando vai ter algum evento na escola eles passam (João);
Eu era uma que disse que não ia vir mais, ia desistir esse ano. Mas aí teve reunião, a gente conversou e a diretora disse você não vai desistir não! Já chegou até aqui continue! E ela continua passando na sala de aula pra falar pra gente continuar a estudar (Lucimar);
Tem incentivo, outro dia eu vi um rapaz - ele é míope - ele ia embora, aí a diretora pegou ele e fez ele voltar, e disse prof. passe no caderno o dever que ele possa ler, que ele não enxerga tirar da lousa, incentivaram ele né? (Nazaré).
Ao analisar os depoimentos dos educandos, é possível verificar a importância do incentivo das escolas para a continuidade dos estudos na EJA. As duas escolas têm usado formas de incentivo, como orientar os alunos a não parar os estudos. Para isso, têm utilizado o diálogo, a conversa de forma individual, como também no coletivo e as visitas da diretoria em sala de aula para reforçar esse objetivo da continuidade aos estudos.
Um aluno destacou a fala de uma coordenadora ao colocar exemplos de outras pessoas que, assim como eles, estão dando continuidade aos estudos, como podemos observar na fala de Rosa:
Incentivam. Ela conta o exemplo da irmã dela que é professora e que demorou muito tempo pra se formar, conta exemplos de outras pessoas pra gente se basear e ter noção pra poder continuar né, e todo mundo sabe que o tempo não volta e o amanhã não espera, então eu tô fazendo justamente isso hoje porque o amanhã eu não sei. Uma coisa que eu admiro é que eles já saíram de porta em porta atrás dos alunos isso eu admiro e isso me incentiva a permanecer porque eles têm interesse. Eu acho isso bonito, eles ligam pras pessoas que quiser estudar dizendo que tá tendo matrícula, incentivam, sabe? (Rosa).
Há, portanto, por parte das duas escolas a preocupação com a continuidade dos estudos dos educandos da EJA. O próprio PBA/PFA pensava nisso. Um dos seus objetivos era fazer visitas às residências dos alunos com o objetivo de trazê-los à escola, e após essa entrada manter um acompanhamento de suas frequências. Nesse sentido, a escola tem dado esse incentivo, realizando visitas aos alunos faltosos, procurando saber os motivos das faltas, bem como incentivá-los a retornar à escola e dar continuidade aos estudos. Um dos entrevistados confirma: “Sim, já falaram pra mim não desistir e continuar, na época que eu entrei aqui os professores foram lá em casa perguntaram porque eu não queria mais voltar, ai eu disse que não queria mais, mas ai graças a Deus voltei (Maria Júlia).
Importante ressaltar que as escolas, na busca de incentivar a continuidade dos estudos na EJA, têm procurado diversificar suas ações, promovendo eventos extra sala de aula, buscando utilizar o lúdico, ou seja a aprendizagem com o lazer, realizar bingos educativos, cujos eventos nos faz perceber que contribuem em elevar a autoestima dos educandos e que estes participam com alegria e satisfação dessas atividades. Os relatos de 10 (dez) educandos, dentre os quais se encontram as falas de Socorro e Joana, confirmaram esta questão.
A escola incentiva. Um dia desses teve até uma brincadeira, o diretor pediu pra fazer uma prova de soletrando. Eram cinco perguntas pra cada pessoa. Ele separava de cada classe duas pessoas que estavam mais adiantado que entendia um pouco mais, escolheram eu e outra lá. Perguntam como é que escreve as palavras aí a gente diz, eu me sai muito bem! Ah, foi tão bom eu ganhei até uma medalha (Socorro).
Eu acho que eles incentivam. Sempre eles fazem um bingo, uma coisa uma brincadeira pra gente aprender de jeito diferente (Joana).
Um educando declarou que a escola não incentiva e justifica que o interesse em dar continuidade parte de sua vontade: “Não, não tem incentivado não. Eles reconhecem que eu tenho interesse em aprender, nunca falaram pra mim nada não. Eu tô fazendo por minha conta eu é que estou interessado em aprender. Passei seis meses prostrado dei uma paradinha, depois voltei” (Pedro).
Indagados se o acesso aos materiais didáticos tem incentivado os educandos na continuidade dos estudos na EJA, 11 (onze) educandos declararam que sim, segundo os depoimentos, que seguem, ilustrando as respostas afirmativas:
Incentivam. O prefeito dá livro, caderno, lápis, farda e, quem quer, janta (Margarida).
Eu acho que sim, porque elas incentivam, dão materiais os livros, eu sei que é o governo que dá, mas assim elas vão lá ficam explicando e quando a gente precisa falar com elas, eles sempre tratam a gente bem (Joana).