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1.9. Genel Kabul Görmüş Denetim Standartları

2.1.3. GAO (ABD Hesap Verebilirlik Kurumu) ve İki Yaklaşımlı Tanımlama

2.1.4.1. PCAOB Bağımsız Denetim Kalitesi Tanımı

Até aqui, passamos por teorias que falam sobre as formas do ser humano compreender o mundo em que vive e sobre carreira. Apresentamos nossos dados e agora é o momento de respondermos à principal questão deste trabalho: qual é a representação social de carreira para os alunos do último ano de graduação do curso de Administração de Empresas da EAESP-FGV?

Nos atreveríamos a responder que para estes alunos, suas representações sociais de carreira apresentam muitas das características do modelo das carreiras sem fronteiras do qual falamos anteriormente. Isso porque se representações sociais são fenômenos relacionados a um modo particular de compreender e comunicar fatos do mundo, fomos por meio dos questionários aplicados, comunicados do seguinte:

o O trabalho é um meio destes alunos crescerem como pessoas e se desenvolverem; é principalmente um meio de auto-realização.

o Com a replicação das duas questões de Covre (1991) notamos que a qualificação profissional é vista como sendo algo de interesse dos profissionais e não mais da empresa.

o Sucesso, para eles, é realizar um trabalho significativo, é ter satisfação pessoal e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

o Mesmo que a maioria dos alunos pesquisados já tenha presenciado a mobilidade de carreira por meio do histórico de seus pais, eles acreditam que suas carreiras estão acontecendo em um cenário mais conturbado, no qual as conquistas serão mais difíceis e as mudanças de emprego em maior número do que as de seus pais.

Enfim, a partir dos dados coletados, vimos que a carreira é algo pertencente ao indivíduo e não mais inerente à vida em uma empresa, tanto é que o modelo de carreira de sucesso que mais se destacou foi o do self made man; em que os “louros” do sucesso são atribuídos ao indivíduo e à sua persistência e perspicácia em aproveitar ou criar oportunidades. Dado que corrobora com o resultado encontrado por Ferreira (2002) cujos alunos pesquisados consideravam como maior trunfo suas características pessoais, naturalizando assim algo que hoje é visto como sendo individual.

Como dissemos na apresentação da teoria das representações sociais, Moscovici busca a diversidade, as transformações ocorridas a partir de problemas que surgem e que exigem novas respostas. Portanto, a partir dos dados de Covre (1991) podemos dizer que a representação social de carreira, anterior à esta que foi por nós pesquisada, tinha como uma de suas características as necessidades da empresa como a condição para a qualificação profissional. Isto é, a maioria dos alunos pesquisados em 1976 por Covre (1991) considerava que a Escola deveria prepará-los para analisar os problemas da empresa e treina-los para desempenhar funções em qualquer área da empresa. Assim, o problema enfrentado por estes alunos no mercado profissional era naquele momento a necessidade de competências técnicas.

Mas com as transformações ocorridas ao longo destes mais de vinte anos tanto na economia quanto nas organizações, maior competitividade e excesso de pessoas que tiveram como conseqüência os downsizings, transformaram-se também os problemas enfrentados por estes alunos, as relações de trabalho se tornaram mais flexíveis e assim novas soluções tiveram de ser encontradas. Estas transformações no cenário organizacional ficam evidentes nas comparações dos dados desta pesquisa com os de Covre (1991).

Um exemplo bastante claro foi o de que os alunos pesquisados por nós estavam praticamente divididos entre as grandes e pequenas empresas, enquanto que em Covre os alunos, em sua grande maioria, se encontravam nas grandes empresas. Este fato demonstra o resultado dos downsizings e das mudanças de segmentos de mercado ao longo destes mais de vinte anos. Isto é, na década de 70 a industrialização do país estava em seu auge e atualmente é o setor de serviços que apresenta um aumento maior do que os setores da indústria e do comércio. Também precisamos considerar que as empresas da nova economia (denominadas como “pontocom”) geralmente têm estruturas pequenas e fazem uso intensivo da tecnologia, o que exerce uma grande atração no público pesquisado.

Como é por meio das representações sociais que as pessoas de um determinado grupo elaboram comportamentos, se comunicam e apreendem seus ambientes, foi neste universo que intentamos pesquisar as carreiras. Aquele universo que Moscovici denomina de consensual e que é determinante na permanência das sociedades humanas. Porém devemos acrescentar que este

estudo tem suas limitações; os alunos pesquisados do período da manhã foram em número maior do que os do período da tarde, o que pode ter alterado os resultados. Outro ponto, que pode inclusive originar pesquisas futuras, diz respeito ao método utilizado: como sabemos que um questionário longo pode afetar os dados coletados, o uso de métodos complementares, como entrevistas, permitiria um maior aprofundamento das questões tornaria os resultados ainda mais interessantes. Além disso, como utilizamos os horários iniciais ou finais das aulas de professores da graduação, talvez nosso questionário tenha sido afetado por este fato, já que no início havia o constrangimento de ocupar uma parte maior do que tínhamos previsto da aula e no final porque os alunos já estavam cansados e ansiosos pelo intervalo. Assim, concluímos que para os alunos pesquisados, o meio de sobreviver neste novo ambiente econômico-organizacional foi mudar a idéia do que é uma trajetória profissional. Não mais pensa-la como restrita a uma ou duas organizações e ter como objetivo principal galgar níveis na hierarquia. Podemos dizer que o objeto da lealdade foi deslocado da empresa para o próprio indivíduo. Isso porque, a carreira deve ser vista como uma propriedade privada, em que cada empreendedor cuida de seu negócio (a carreira), qualificando-se da forma que considera necessária, transitando entre organizações quando vê seu empreendimento estagnando-se e, finalmente, compreendendo que a maior receita que este empreendimento deve produzir é a sua realização pessoal. Assim como em um negócio, a carreira é algo um tanto quanto imprevisível, pois cada dia surge um novo desafio e é preciso planejar, mas como em toda organização, este planejamento deve ser adaptado a cada dia e discutido consigo mesmo com os olhos voltados ao mercado de trabalho para ser refeito a fim de atingir o seu objetivo principal.

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ANEX0 1 – Divulgação da EAESP-FGV Fonte: Site AOL

Professores americanos trazem o espírito da FGV na bagagem

Em abril de 1954, oito professores da Fundação Getulio Vargas recepcionaram quatro colegas americanos, da Universidade de Michigan, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Eles chegaram num DC-3, um bimotor a hélice que havia sido usado na II Guerra, acompanhados de suas esposas e trouxeram na bagagem a metodologia de ensino de Administração dos EUA. Chefiados por Karl Boedecker, Ph.D. por Harvard, o grupo deu as primeiras aulas aos alunos do curso de administração, em duas salas da sede do Ministério do Trabalho, na rua Martins Fontes, no centro de São Paulo.

Conforme lembra Wolfgang Schoeps, que apesar do nome é um dos professores brasileiros da primeira fase da FGV, eles ajudaram inclusive a comprar os móveis das salas, pois não havia nada. Os brasileiros tinham de traduzir as aulas dos professores de Michigan, já que a maior parte dos alunos não falava inglês. Tinham também de verter, para o inglês, as perguntas dos alunos.

Até 1950, a Administração só era ensinada nos EUA. A primeira escola do país, Warthon, foi fundada em 1881. Em 1952, o México lançou um curso de administração no Instituto Tecnológico de Monterey. A Eaesp foi, portanto, a primeira escola de administração do Hemisfério Sul. A escola foi, também, a primeira do Brasil a adotar o regime semestral de aulas, já em seu primeiro ano de funcionamento.

Na FGV, o professor Boedecker incentivou os colegas brasileiros a adotarem os métodos da Harvard Business School, inclusive os estudos de caso e processos didáticos de participação. Para Schoeps, Karl Boedecker foi de certo modo o responsável pelo sucesso da escola, por introduzir a metodologia de ensino de Harvard. Não por acaso, o americano dá nome à biblioteca da Fundação. (Andreza Emília)

FGV S.A.

Conheça a história da Fundação Getulio Vargas, que se transformou em referência nas áreas de administração de empresas e economia e agora tem planos de se tornar uma universidade.

Por Andreza Emília, da Redação AOL

Em 1954, um grupo de professores da Universidade de Michigan desembarcou no Brasil com uma missão especial: os americanos deveriam criar as bases da primeira escola de Administração de Empresas do Hemisfério Sul, na Fundação Getulio Vargas. Passados 50 anos, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) transformou-se em referência no meio acadêmico e nos ambientes empresarias, e fez da FGV uma grife reconhecida mundialmente, como uma das boas escolas de negócios do mundo.

Não há estatísticas específicas, mas a maior parte dos executivos de empresas nacionais saiu dos bancos da GV. “O prestígio da profissão de administrador se confunde com o prestígio da FGV”, diz o diretor da Fundação, professor Fernando Meirelles. Apesar de ser uma entidade sem fins lucrativos, a GV transformou-se num negócio muito bem-sucedido ao longo deste meio século. Conseguiu uma parceria com empresários que garante a colocação de boa parte de seus alunos no mercado de trabalho – 75% dos alunos conseguem colocação profissional – e desenvolveu um currículo que mistura disciplinas técnicas da administração com as ciências sociais.

O diretor prefere ressaltar que “ter a educação como missão” é um dos pilares que faz o sucesso da FGV, e não gerir a escola como um negócio. Segundo o diretor, o curso de graduação é deficitário, apesar de a mensalidade para alunos novos custar R$ 1.600. O curso de Direito, que terá sua primeira turma em 2005 e custará R$ 2 mil por mês aos alunos, também será deficitário, revela o professor. Ele não esconde que o grande objetivo é transformar a FGV numa universidade, mas com isso não haveria mudanças no nome da instituição. "Ser fundação é muito melhor, permite manter uma estrutura mais enxuta", diz.

Ao longo deste meio século, a GV encontrou outras fontes de receita. Nos primeiros anos de atividade, verbas oficiais e doações feitas por fundações americanas, como a Ford e a Kellogg, ajudaram a escola a estruturar-se e a remunerar e capacitar o corpo docente. Em plena guerra fria, o governo dos EUA doou US$ 2,5 milhões para a construção do prédio da Avenida Nove de Julho, sede da escola em São Paulo, e US$ 1,5 milhão para a sede no Rio, na Praia de Botafogo. Do US$ 1 milhão doado pela Fundação Ford, metade foi destinado à formação de professores doutores brasileiros.

Nos anos 70, foi criada a GV Consult, consultoria que mescla professores e alunos da Eaesp e que é uma das unidades de negócio mais lucrativas da Fundação. É, também, uma forma de aumentar a remuneração dos professores – sem que haja repasse para as mensalidades. "É inviável cobrar mais dos alunos", justifica o diretor Meirelles. "Temos os melhores professores e isso custa caro. Gostaria até de remunerá-los melhor, mas por enquanto, não é possível." Um professor iniciante, com 8 horas/aula semanais, ganha R$ 6 mil na FGV.

Outra fonte de receita são os espaços patrocinados. As empresas firmam um contrato de dois a quatro anos para expor suas marcas e financiar o equipamento e a ambientação das salas de aula, auditórios e até lanchonetes. O patrocínio está na casa das centenas de milhares de reais, dependendo do espaço. A empresa patrocinadora tem o direito de expor sua marca na sala e fazer propaganda, mas uma equipe da FGV a orienta a fazê-lo com certa parcimônia, para que a publicidade não se torne ofensiva aos alunos. A empresa ganha, também “pontos”, que permitem ao patrocinador usar espaços da Fundação para eventos ou revertê- los em patrocínios de seminários da própria FGV.

O prestígio do curso de graduação em Administração de Empresas é tal que algumas empresas recrutam novos funcionários entre os formandos da FGV, como é o caso do Grupo Pão de Açúcar. Tudo porque Abílio Diniz, acionista majoritário do A fachada do prédio da Avenida Nove de Julho

grupo, formou-se na escola. "Temos preferência nas empresas em que os diretores ou presidentes estudaram na FGV", confirma Meirelles.

Manipulação de índices

Embora seja referência também no levantamento de índices econômicos – como o IGP-M e o IPC – a Fundação teve seu prestígio maculado durante os governos militares, quando seus dados foram manipulados. O caso mais grave, nos anos 70, virou tema de um relatório do Banco Mundial, que denunciava que o índice oficial de inflação divulgado pelo governo brasileiro representava cerca de metade do real. Um escândalo, que foi parcialmente corrigido pelo próprio ministro da Fazenda da época, Mário Henrique Simonsen, que era professor da FGV. Mas, durante anos, os critérios da Fundação foram colocados sob suspeita.

Nos seus 50 anos, a FGV-SP também enfrentou – e ainda enfrenta – uma briga velada com a co-irmã carioca. No mercado, há um consenso em relação à melhor qualidade de ensino da escola paulistana. Incomoda a massificação da marca GV, que a escola do Rio promove por meio do FGV Management, o programa de cursos de MBA executivo e extensão universitária que funciona num sistema de convênios. Os cursos são ministrados em diversos Estados do país – do interior de São Paulo ao Tocantins – e dão um certificado com a mesma “grife” FGV.

A rixa levou a Associação de Ex-Alunos da FGV-SP a não aceitar formados pela FGV Management. “Depois de muita briga, conseguimos fazer com que só alunos da FGV ‘de fato’ façam parte da associação", diz o presidente da associação, Benedito Fernandes Duarte, o Benê.

ANEXO 2 – QUESTIONÁRIO

Obrigada por colaborar com a nossa pesquisa!

Por favor, responda às questões sem comentar com seus colegas.

1. Idade: ________

2. 2. Sexo: F M

3. Renda familiar mensal: Até R$3.000,00

De R$3.001,00 a R$5.000,00 Acima de R$5.000,00

4. Exerce atividade profissional remunerada ou não? Não Sim

(Se sua resposta foi não passe à questão de nº 12)

5. Qual é esta atividade?

_________________________________________

6. Como conseguiu esta oportunidade?

__________________________________________

7. Há quanto tempo exerce esta atividade nesta mesma organização? Menos de 6 meses

Entre 6 meses e 1 ano Entre 1 e 2 anos

8. A empresa em que exerce tal atividade se enquadra em qual dos grupos abaixo?* 1 a 60 funcionários 61 a 100 funcionários 101 a 500 funcionários Acima de 500 funcionários 9. Esta empresa é:** Nacional Estrangeira Mista

10. Pretende mudar de empresa no próximo ano? Não

Sim Porque?_______________________________________________

11. A sua atividade atual significa para você? (Enumere por ordem de importância)*

Fonte de satisfação Obrigação econômica

Oportunidade de crescimento pessoal

Oportunidade de melhorar meus conhecimentos Oportunidade de crescimento profissional

Oportunidade de aumentar minha rede de relacionamentos

12. Já exerceu alguma atividade profissional remunerada ou não? (Para aqueles que exercem atualmente uma atividade profissional, considere a pergunta