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OYUNLAŞTIRMA (ROL PLAY): Öğrencilerin kendileri ya da diğer insanlarla ilgili olarak düş gücünü harekete geçirip yaptıkları eylemlerdir

Tip 3: İletişimsel Öğrenci: Bu öğrenciler seyreden, öğrenilen dili anadili olarak konuşan kimseleri dinleyen, arkadaşlarıyla İngilizce konuşup İngilizce

3. OYUNLAŞTIRMA (ROL PLAY): Öğrencilerin kendileri ya da diğer insanlarla ilgili olarak düş gücünü harekete geçirip yaptıkları eylemlerdir

Platão vivenciou, em sua juventude, muitos dos conflitos políticos resultantes da democracia ateniense.

Simone Manon (1992), ao estudar o pensamento de Platão, assim escreveu:

“(...) o platonismo é a memória do pensamento humano. E isso não se baseia na amplidão de sua obra, mas em seu espírito. Essa obra constitui uma espécie de cadinho em que se enfrentam as grandes tendências do espírito, num movimento que reconduz às opiniões preconcebidas fundamentais. Parmênides, Heráclito, Protágoras, Górgias, Sócrates não são apenas vestígios históricos reunidos numa obra tocada pela mesma historicidade São dimensões da consciência filosofante, às

vezes tentações, que Platão põe em cena num drama que é o drama do próprio pensamento humano”.151

O formato dos escritos platônicos é o diálogo, pois transcreveu, de forma espontânea o ensinamento oral e fragmentário de Sócrates. A filosofia, em Platão, teve caráter íntimo, inclinado aos questionamentos humanos. Descreveu sua angústia diante do mal e da desordem que se manifestava em especial no homem.

O corpo, para Platão, era um inimigo do espírito e a paixão, contrária à razão. Acreditava que, de um lado, os nossos conceitos eram universais, necessários, imutáveis e eternos, do outro, tudo no mundo era individual, contingente e transitório.

Existiria, além do mundo dos fenômenos, um outro mundo de realidades, objetivamente dotadas dos mesmos atributos dos conceitos subjetivos que as representavam. Estas realidades chamavam-seidéias.152

No dizer de BITTAR & ALMEIDA (2001), o platonismo é pautado pela busca ao ideal, ao idealismo e não pelo realismo.

Todas as idéias existiriam num mundo separado, o mundo dos inteligíveis, situado na esfera celeste.

151 Simone Manon, Platão, p.11.

152 Em Platão as idéias são formas, modelos perfeitos ou paradigmas, eternos e imutáveis, constituindo um mundo

transcendente, do qual os objetos concretos do mundo de nossa experiência sensível são cópias ou imagens imperfeitas, derivadas das idéias. (Hilton Japiassu; Danilo Marcondes, Dicionário básico de filosofia, p.135)

A existência desse mundo ideal seria provada pela necessidade de estabelecer uma base ontológica para o conhecimento humano, que necessitaria da justificação dos valores (o dever ser), de que este nosso mundo imperfeito participaria e a que aspiraria.

A idéia do “bem”, no sistema platônico, era a realidade suprema, da qual depreenderiam todas as demais idéias e todos os valores (éticos, lógicos e estéticos) que se manifestavam no mundo sensível.

Fundamentando-se no “mito da caverna”, Platão afirmou que o mundo material em que vivemos é meramente a aparência, uma sombra do mundo verdadeiro e real, ou seja, o mundo das essências imutáveis, “(...) sem contradições nem oposições, sem transformação, onde nenhum

ser passa para o seu contraditório”153.

Platão trabalhou com dois mundos distintos, ou seja, o mundo das essências, onde existiria a matriz fiel e perfeita de todas as coisas (o mundo das idéias) e o mundo das aparências (mundo material). O fundamento de toda verdade só estaria no mundo das idéias.

O mundo sensível não constituiria a autêntica realidade, seria um pálido reflexo de uma realidade superior, do mundo inteligível.

“As coisas materiais são meras aparências, sempre se transformando, e que não permitem por isso chegar a nenhum conhecimento verdadeiro. Para alcançar a

verdade, o homem deveria dirigir sua inteligência para as idéias, para além do mundo sensível”154.

Se aquele (mundo sensível) era o reino do mutável, relativo e contingente, este (mundo inteligível) seria o reino do imutável, absoluto e necessário.

Professor Marcelo Souza Aguiar (2001), ao tratar do assunto comenta: “Nos primórdios

do pensamento filosófico, o conhecimento pretendia abarcar todos os campos atingíveis. O filósofo discorreria tanto sobre Física como sobre Política”155.

Segundo AGUIAR (2001), Platão “(...) desenvolveu a teoria dos dois mundos,

ontologicamente fundada em uma concepção dualista da existência, da Natureza, ao mesmo tempo em que defendeu uma forma de organização política da sociedade, a sua A República”156.

Nos diálogos de Sócrates, escritos por PLATÃO (1999), podemos verificar que, em sua concepção, o conhecimento seria o diferencial da existência humana e só o filósofo seria capaz de efetuar a passagem do mundo sensível ao mundo inteligível. Para ele, somente por meio da filosofia seria possível a educação dos desejos, e somente através da educação construiria-se uma sociedade perfeita.

154 Gabriel Chalita, Vivendo a Filosofia, p.49.

155 Marcelo Souza Aguiar, Da complexidade do sistema jurídico: o direito compreendido na sua essência

filosófica, p.8.

Investigando o pensamento platônico, no que diz respeito à existência desses dois mundos, CHAUI (1998) destaca as seguintes indagações: como conhecer as essências separando- as das aparências? Como sair da caverna que nos aprisiona no mundo das aparências?

A filósofa oferece-nos, então, a seguinte resposta: “(...) através de um método de pensamento e de linguagem chamado dialética”157.

É o que passaremos a analisar, de maneira, rápida e simplificada.

7.2. Dialética

A obra de Platão estruturou-se a partir de diálogos, entre duas ou mais pessoas, munidas do procedimento socrático de perguntas e respostas. Assim, observamos que Platão acreditou que a filosofia não seria um assunto individual e privado, mas sim obra dos homens que vivem coletivamente. Ocupou-se também com a resolução de um problema, para ele fundamental, a superação do relativismo dos sofistas. Para isso, desenvolveu o método Socrático para a dialética, que conduziu à teoria das idéias. (TRUYOL Y SERRA, 1998).

A “dialética platônica” pode ser entendida como a arte do diálogo e da discussão, ou seja, a arte de chegar a uma definição geral, partindo de fatos concretos, e de a verificar, referindo-a a

outros fatos. Em Platão, a “(...) dialética é o processo pelo qual a alma se eleva, por degraus,

das aparências sensíveis, às realidades inteligíveis ou idéias”158.

Para Platão, como vimos, as verdades eram metafísicas (incorpóreas e imutáveis), provindas de fora do nosso mundo, sendo descobertas pelo pensamento, ou seja, por meio da dialética.

Estabeleceu, nos diálogos entre pessoas e sábios, o questionamento das concepções até então definidas pelo senso comum, levando o leitor a uma proposição essencial, pois, para ele, o fundamento de toda verdade estaria no mundo das idéias.

Acerca da “dialética platônica”, CHAUI (1998) ensina dizendo que esta caracterizou-se por ser um procedimento intelectual e lingüístico que, partindo das sensações, imagens, opiniões contraditórias sobre alguma coisa, separou-as em pares opostos procurando, nesse confronto, evidenciar as suas contradições e determinar qual dos pares era verdadeiro e qual era falso. Tal divisão processava-se quantas vezes fossem necessárias até que se chegasse a um termo indivisível. Superar os contraditórios e chegar ao que era sempre idêntico a si mesmo foi a tarefa da discussão dialética.

Os diálogos de Platão apresentaram muitas definições e tentativas de definições, que, para PEREIRA (1980), seriam hipóteses que tinham como função precípua a busca da essência daquilo que estava em discussão.