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Düzeltme: Eğer ses doğru telaffuz edilmezse öğretmen dilin durumunu göstererek ya da gerektiğinde tahtaya şekiller çizerek doğru sesin nasıl

BULGULAR VE YORUM

5. Düzeltme: Eğer ses doğru telaffuz edilmezse öğretmen dilin durumunu göstererek ya da gerektiğinde tahtaya şekiller çizerek doğru sesin nasıl

Est e est udo, realizado por m eio de ent revist as descrit as adiant e, analisa o discurso de m etalúrgicos e m úsicos sobre a im port ância que at ribuem à audição e sua preservação. Nest a direção, dent re as várias técnicas propostas e utilizadas para analisar discursos, opt am os pela abordagem qualit at iva de análise de cont eúdo, ut ilizando o m ét odo da cat egorização conform e propost o por Bardin ( 2004) , que nos possibilit ou apreender e ent ender as percepções dos ent revist ados, na busca da com preensão dos significados por eles at ribuídos à im port ância da audição e sua preservação.

Quanto à form a utilizada para obtenção dos discursos, escolhem os a entrevista sem i- est rut urada com quest ões abert as, por considerarm os que ela possibilit a a análise das respost as na dim ensão subj et iva, levando- nos a com preender nosso obj et o de pesquisa.

Para que o est udo pudesse ser realizado e obedecendo a princípios éticos na realização de pesquisa com seres hum anos, todos os part icipant es receberam um a cart a de inform ação a respeit o do obj et ivo e m ét odo do t rabalho e assinaram t erm o de consent im ento livre e esclarecido quant o à realização da ent revist a e uso para fins cient íficos ( anexos 1 e 2) . Os docum ent os, bem com o o m ét odo dest a pesquisa foram encam inhados ao Com itê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e aprovados pelo parecer núm ero 0019/ 2006 ( anexo 3) .

Ant es do início da colet a de dados, foram realizadas ent revist as- pilot o a fim de adequar o léxico e as expressões a serem ut ilizadas, bem com o verificar a efet ividade da t écnica escolhida.

As ent revist as foram gravadas em gravador digit al, da m arca Panasonic, m odelo RR- QR160, sendo posteriorm ente transcritas em ort ografia regular, com a aut orização dos suj eit os, para post erior análise.

Os entrevistados tiveram liberdade de discorrer sobre o t em a propost o e explorar as inform ações, na profundidade ou int ensidade que j ulgaram m ais enriquecedoras, m esm o os dados ext rapolando os obj et ivos da pesquisa.

As quest ões propost as foram as seguint es:

1) O que é a audição para você?

2) Você acha que ouve bem ?

3) O que é um som agradável e um desagradável para você?

4) Que efeit os você sent e quando expost o ao ruído?

5) Que efeit os você sent e quando expost o à m úsica?

6) Depois do trabalho com o você se sente física e audit ivam ente?

7) Acha que você pode t er um a perda audit iva?

O que m udaria na sua vida se t ivesse?

O que você faz para isso?

9) Quando eu falo em prot eger o ouvido o que lhe vem à cabeça?

10) Qual a sua opinião sobre avaliação de audição?

Quant o ao núm ero de suj eit o t em os que a pesquisa qualit at iva não se baseia no critério num érico para garant ir sua represent at ividade. É considerada um a boa casuíst ica aquela que possibilit a abranger a t ot alidade do problem a investigado em suas m últiplas dim ensões ( Minayo 1994) . Assim , busca os suj eit os que possuem os atribut os que o pesquisador pret ende conhecer e considera- os em núm ero suficient e quando perm it e cert a reincidência das inform ações. Percebem os que com doze suj eit os havia fart a reincidência, o que det erm inou o núm ero de part icipant es dest a pesquisa. Estes doze suj eit os foram divididos em dois grupos, seis m et alúrgicos de um a indúst ria de m édio port e e seis m úsicos int egrant es de um a banda de rock and roll.

Os part icipant es foram escolhidos ent re aqueles expost os ao ruído há m ais de 10 anos, com base no bolet im n° 1 do Com it ê Nacional de Ruído e Conservação Audit iva ( 1994) . A variação do t em po de exposição ent re os suj eit os foi de 10 a 18 anos.

Foram est abelecidos alguns crit érios para a escolha, com o:

• Serem t odos os suj eit os do gênero m asculino, um a vez que no grupo dos m et alúrgicos não poderíam os encont rar m ulheres;

• Não possuírem hist órico de alterações ot ológicas;

• Estarem dispost os a colaborar com a pesquisa e responder às pergunt as;

• Residirem em Espírit o Sant o do Pinhal – SP, pois ent endem os que suj eit os de out ras regiões poderiam apresent ar diferentes pontos de vist a.

• A idade não foi usada com o crit ério de exclusão porque não influi no que invest igam os e variou de 28 a 41 anos.

• A função exercida dent ro de suas cat egorias profissionais t am bém não influiu na escolha, j á que t odos são expost os ao ruído, independent em ent e do t ipo de t rabalho realizado. Os suj eitos desta pesquisa foram 03 m ecânicos funileiros, 02 soldadores, 01 eletricista, 01 baterista, 01 guitarrist a, 01 percussionista, 01 baixista, 01 tecladista e 01 vocalista.

Ent re os m et alúrgicos, com o form a de afirm ar seu acesso à inform ação, escolhem os aqueles que est iveram em , ao m enos, t rês edições da SI PAT ( Sem ana I nt erna de Prevenção de Acident es de Trabalho) realizadas pela indúst ria. Com o inform ação adicional, podem os relat ar que a em presa possui um a CI PA por ela considerada “ at iva” e invest e em cam panhas educat ivas que cont am com gincanas, palest ras e m at erial didático sobre diversos tem as de saúde e segurança. Todos são funcionários de um a única indúst ria, classificada com o de m édio porte de acordo com a Norm a Regulam entadora – NR- 4 ( Brasil 2000) , que at ua no ram o de

produção de m áquinas agrícolas e cont a com um quadro de 410 funcionários. Cum prem um a j ornada de 40 horas de t rabalho sem anais, divididas em 8 horas por dia e 05 dias por sem ana, passíveis de hora ext ra.

Entre os m úsicos, com o form a de negar seu acesso à inform ação, escolhem os aqueles que nunca part iciparam de nenhum a at ividade relacionada à audição. Todos pert encem a um único conj unt o m usical, form ado há 12 anos por set e int egrant es ( que cont inuam sendo os m esm os) , que executa m úsicas no estilo pop/ rock. Os m úsicos não possuem horários de t rabalho fixos, em bora sigam um a rot ina sem anal que cont a com 01 hora/ dia de est udo, um ensaio e um a apresent ação fixa sem anais de aproxim adam ente 03 horas cada um a, de dois a t rês shows com 02 horas de duração ( m ais 01 hora/ show para a “ passagem de som ” ) , t ot alizando aproxim adam ent e 20 horas de t rabalho, passíveis de variações.

Os dados relativos à caract erização dos suj eitos estão sum arizado no quadro 1.

Quadro 1 . Caract erização: Gênero, idade, profissão, função e t em po t ot al de exposição a ruídos e t em po de exposição sem anal.

Tem po t ot al Exposição

Suj eit o Gênero I dade Grupo Profissão exposição sem anal

Suj eit o1 Masculino 30 anos Met alúrgico Mecânico funileiro 10 anos 40 horas Suj eito 2 Masculino 29 anos Metalúrgico Soldador 10 anos 40 horas Suj eit o 3 Masculino 34 anos Met alúrgico Mecânico funileiro 14 anos 40 horas

Suj eito 4 Masculino 38 anos Metalúrgico Soldador 18 anos 40 horas Suj eit o 5 Masculino 38 anos Met alúrgico Elet ricist a 18 anos 40 horas Suj eit o 6 Masculino 41 anos Met alúrgico Mecânico funileiro 16 anos 40 horas Suj eito 7 Masculino 28 anos Músico Percussionista 16 anos 20 horas Suj eito 8 Masculino 29 anos Músico Baterista 15 anos 20 horas Suj eito 9 Masculino 31 anos Músico Guitarrista 16 anos 20 horas Suj eito 10 Masculino 30 anos Músico Baixista 15 anos 20 horas Suj eito 11 Masculino 30 anos Músico Vocalista 18 anos 20 horas Suj eito 12 Masculino 30 anos Músico Tecladista 15 anos 20 horas

Tem os assim , para os efeit os da discussão dos dados, que os suj eit os de 1 a 6 são m etalúrgicos e os suj eit os de 7 a 12 são m úsicos, passando a ser designados com o Metalúrgico 1, 2, 3, 4, 5 e 6 e Músico 7, 8, 9, 10, 11 e 12.

Bardin ( 2004) ressalt ou que a pesquisa qualit ativa pret ende aprofundar a com preensão dos fenôm enos que invest iga a part ir de um a análise rigorosa e crit eriosa da inform ação.

Segundo a aut ora, a análise de cont eúdo é um conj unt o de instrum entos m etodológicos que se aplicam aos discursos. Utiliza procedim ent os sist em áticos e obj et ivos de descrição do cont eúdo das m ensagens. Seu int eresse não est á na est rit a descrição dest es cont eúdos, m as em conhecer o que est á por t rás das palavras, o que podem os apreender sobre a realidade m ais am pla do suj eit o e do contexto que o

cerca depois de t rat ados os conteúdos, buscar- se, assim out ras realidades at ravés das m ensagens. A int enção é a inferência de conhecim ent os relat ivos às condições de sua produção, um a vez que o t rat am ent o das m ensagens, desse m odo, perm it e ao analist a deduzir, de m aneira lógica, conhecim entos sobre o em issor da m ensagem ou out ros aspect os a ele relacionados.

A análise cat egorial t om a em consideração a t ot alidade de um t ext o, fazendo sua classificação e recenseam ent o, segundo a freqüência de presença ou de ausência de it ens de sent ido. A cat egorização é a classificação de elem ent os em conj unt o, por diferenciação e, seguidam ent e, por reagrupam ent o segundo o gênero, com os crit érios previam ent e definidos. As cat egorias são, segundo Bardin ( 2004) , um a espécie de gavet as ou rubricas significativas que reúnem elem ent os com caract eres com uns sob um título genérico e perm item a sua classificação. Têm com o prim eiro obj et ivo fornecer um a represent ação codificada dos dados brut os ( passagem de dados em brut o a dados organizados) , e é valido se puder ser aplicado ao conj unt o da inform ação e for produtivo no plano das inferências.

A cat egorização pode em pregar dois processos inversos. “ A priori” , quando de algum a form a é fornecido o sist em a de cat egorias e repart em - se dent ro delas, da m elhor form a possível os cont eúdos discursivos, à m edida que vão sendo localizados, e “ a post eriori” , quando o sistem a de cat egorias não é fornecido, resultando da classificação analógica e progressiva dos cont eúdos discusivos.

Ainda de acordo com Bardin ( 2004) , o crit ério de cat egorização pode ser sem ânt ico ( categorias t em át icas) , sint át ico, lexical e expressivo. Ent re as diferentes possibilidades, a análise t em át ica ou cat egorial é rápida e eficaz quando aplicada a discursos diret os e sim ples, funcionando por “ operações de desm em bram ent o do t ext o em unidades, em cat egorias

segundo reagrupam entos analógicos” .

Considera o t em a com o a unidade de significação que se libert a naturalm ente do texto analisado segundo certos critérios relat ivos à teoria que serve de guia à leit ura da t ranscrição e relat ivos ao obj et ivo da pesquisa. Fazer um a análise t em át ica consist e em descobrir os núcleos do sentido que com põem a com unicação, cuj a presença ou freqüência de aparição podem significar algo para o obj et ivo analít ico escolhido. Para classificar elem entos em categorias é necessária a invest igação da parte em com um existente entre eles.

Para a análise de acordo com Bardin, foi feit a a t ranscrição dos discursos, leit uras do t odo para fam iliarização e com preensão do discurso obt ido e releit uras desse m at erial em pírico, a fim de est abelecer os t em as subj acentes ao discurso, sendo esses tem as as nossas categorias de análise, por m eio das quais apresent am os e discut im os os dados no próxim o capít ulo.

Esta t écnica possibilitou a organização dos discursos em cat egorias t em át icas capazes de abranger a t ot alidade dos discursos dos ent revist ados. Para a definição das cat egorias, com o dissem os, os cont eúdos do discurso foram agrupados a part ir de sua pert inência a um

m esm o t em a, sendo que todas foram definidas a priori por nossas quest ões de ent revist a.

Por m eio da descrição das cat egorias, pudem os apreender a im port ância que m et alúrgicos e m úsicos atribuem à audição e sua preservação e t am bém det ect ar aspect os que perm eiam a quest ão.