1. Beden Eğitimi ve Spor
1.1. İlkokullarda Beden Eğitimi ve Spor Dersi Kapsamında “Oyun ve Fiziki
1.1.2. Oyun ve Fiziki Etkinlikler Ders Programının Yapısı
É tarefa do legislador o estabelecimento dos atos e respectivos prazos a serem realizados no processo: são os prazos legais. Além desses, classificam-se os prazos, ainda, como judiciais ou convencionais. Os judiciais são aqueles que podem ser fixados pelo próprio juiz, na medida em que se constata a omissão legislativa e de acordo com a complexidade da causa, conforme reza o art. 177 do CPC/1973. Na omissão legislativa e também na omissão judicial, aplica-se o prazo de cinco dias (art. 185, do CPC/1973). Essas regras foram sistematizadas pelo NCPC, em seu artigo 218:
Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei. §1˚ Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato.
§2˚ Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações s somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas. §3˚ Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.
144 Interessa-nos, aqui, os prazos convencionais, que são aqueles que decorrem da vontade conjunta das partes, em hipóteses especificamente permitidas tanto pela legislação de 1973 quanto pela próxima.
O CPC/1973 veda a redução ou prorrogação de prazos peremptórios, ainda que todas as partes estivessem de acordo. O art. 222, §1˚, do NCPC, alterou significativamente essa regra, passando a autorizar a redução dos prazos peremptórios pelo juiz, desde que anuentes as partes.
Vale a ressalva de que a novel legislação continuou proibindo a prorrogação dos prazos peremptórios. Evidencia-se, pois, que a intenção do legislador é privilegiar a celeridade processual, evitando a livre procrastinação pelos próprios sujeitos.
A teoria dos prazos subdivide-os, para os fins aqui tratados, em duas espécies: dilatórios e peremptórios. Os prazos dilatórios, conforme já estabelece o art. 181, do CPC/1973, dispõe que as partes podem, de comum acordo, reduzi-lo ou prorrogá-lo, desde que requerido antes do seu vencimento e fundar-se em motivo legítimo. Em resumo, a distinção entre prazos peremptórios e dilatórios está justamente na possibilidade dos últimos serem alterados pela vontade das partes. 331
A objetividade dessa conclusão, todavia, é alvo de crítica por Barbosa Moreira:
“Os dispositivos supracitados [arts. 181 e 182] não devem resolver-se em tautologias; lança-se ao Código uma pecha quase infamante se se faz dizer ao art. 181, tão-somente, que as partes podem, de comum acordo, reduzir ou prorrogar os prazos redutíveis e prorrogáveis, e ao art. 182 que lhes é proibido reduzir ou prorrogar os irredutíveis e improrrogáveis... Ademais, subtrai-se ao juiz qualquer possibilidade de tirar do texto um critério que lhe faculte distinguir na prática – e é o que acima de tudo interessa – as hipóteses de redutibilidade e prorrogabilidade e as de irredutibilidade e improrrogabilidade, sem mergulhar no mais baço casuísmo”. 332
331 Cf.ARRUDA ALVIM, José Manoel de. Manual de direito processual civil. Vol. 1. 12 ed. São Paulo: RT,
2008. p. 518.
332 BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito
145 Segundo o ilustre processualista, a peremptoriedade relaciona-se com a extinção do direito (ou faculdade), uma vez chegado o dies ad quem. Assim, os termini perentori não podem ser abreviados nem prorrogados, sequer por acordo das partes. A síntese conceitual de prazo peremptório estaria, pois no art. 183 do CPC/1973.333 Então,
seriam peremptórios, no sistema do Código, aqueles prazos dentro dos quais se há de praticar ato que corresponda ao exercício de direito (ou faculdade), ou que represente o cumprimento de dever.334
Já os prazos dilatórios seriam compreendidos como aqueles que devem transcorrer antes da prática de determinado ato e são redutíveis ou prorrogáveis mediante convenção das partes. Porém, somente terá eficácia (rectius: será válida) se requerida antes do vencimento do prazo e se fundar em motivo legítimo, a critério do órgão judicial.335
Sem a intenção de tangenciarmos ao debate doutrinário acerca da impropriedade da classificação, cumpre-nos ater à classificação legislativa para os fins aqui propostos, afinal, “nossa Lei Processual, ao dispor sobre prazos peremptórios e dilatórios, não se ateve a nenhuma dessas doutrinas, consideradas clássicas”. 336 Com
efeito, para o CPC/1973, “o que distingue um prazo peremptório do dilatório é a possibilidade de as partes poderem ou não prorroga-lo de acordo com a sua vontade”. 337
Os prazos peremptórios, são, em sua essência, fixos. Assim, tem-se o prazo de quinze dias para o réu apresentar defesa (art. 297 do CPC/1973); o prazo de quinze dias
333 Cf. BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito
processual. Segunda série. Saraiva, 1980. p. 52.
334 BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito
processual. Segunda série. Saraiva, 1980. p. 57.
335 BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito
processual. Segunda série. Saraiva, 1980. p. 58.
336 FERRAZ, Cristina. Prazos no processo de conhecimento. São Paulo: RT, 2001. p. 134. 337 FERRAZ, Cristina. Prazos no processo de conhecimento. São Paulo: RT, 2001. p. 134.
146 para interpor apelação (art. 508 do CPC/973) etc. Sob o trato do CPC/1973, é vedado às partes e ao próprio juiz alterá-los ou ampliá-los, prevalecendo o prazo fixado em lei. 338
Segundo Cândido Rangel Dinamarco:
“Variam os graus de imperatividade das normas que estabelecem prazos (prazos legais), como aliás variam os graus de imperatividade das normas jurídicas em geral. Algumas delas são cogentes, dotadas de imperatividade absoluta e portanto imunes a qualquer derrogação por ato de vontade das partes; outra, de caráter dispositivo, em certa medida comportam alterações pelo consenso destas. Os prazos legais absolutos, ditados por normas cogentes, dizem-se peremptórios; os que comportam reduções ou ampliações consensuais, dispositivos ou meramente ordinatórios”. 339
Podemos, pois, definir a redução de prazo peremptório como um negócio processual típico, formal, extrajudicial ou judicial, plurilateral, cujo objeto é eminentemente procedimental340. Ainda, em seu plano de validade, exige-se a condição de
haver motivo legítimo, conforme destaca Arruda Alvim: “para a validade deste acordo entre as partes é necessário: a) que seja feito antes de vencido o prazo legal; b) que se funde em motivo legítimo”. 341
a) É típico porque possui expressa previsão legislativa, no art. 222, §1˚, do NCPC:
CPC/2015 CPC/1973
Art. 222 (...)
§ 1º Ao juiz é vedado reduzir prazos peremptórios sem anuência das partes.
Art. 182. É defeso às partes, ainda que todas estejam de acordo, reduzir ou prorrogar os prazos peremptórios. O juiz poderá, nas comarcas onde for difícil o transporte, prorrogar quaisquer prazos, mas nunca por mais de 60(sessenta) dias.
338 Cf. BUENO, Cassio Scarpinella. Curso sistematizado de Direito Processual civil. 6 ed. São Paulo:
Saraiva, 2012. p. 480.
339 DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições de direito processual. Vol. II. São Paulo: Malheiros, 2001.
p. 556.
340 Segundo Cassio Scarpinella Bueno, “os prazos dos atos processuais são temas que se relacionam
intimamente à noção de procedimento”. (Curso sistematizado de Direito Processual civil. 6 ed. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 479).
341 ARRUDA ALVIM, José Manoel de. Manual de direito processual civil. Vol. 1. 12 ed. São Paulo: RT,
147 Conforme já mencionado, o art. 183 do CPC/1973 veda, além da prorrogação, até mesmo a redução dos prazos peremptórios. Segundo Barbosa Moreira:
“a proibição de acordo para prorrogar o prazo é fácil de compreender: se a limitação temporal fosse imposta exclusivamente para atender ao interesse da parte contrária, seria concebível que dele pudesse esta abrir mão, e já nada se teria que objetar à dilatação do prazo em que acordassem ambos os litigantes; como se notou, porém, está igualmente em jogo o interesse público na rapidez do feito, e desse nenhuma das partes tem o poder de dispor”. 342
Não é facilmente explicável, todavia, a vedação de acordo para redução do prazo, uma vez que isso não contraria o interesse público. Para Barbosa Moreira, é possível que se explique “menos em razão da inconveniência do que por motivo de inutilidade”:
“a proibição constante do art. 182 não impede que, na prática, se produza resultado equivalente ao que defluiria da redução convencional. Com efeito: se o titular do direito (ou faculdade), que teria interesse na utilização do prazo inteiro, se dispõe a sacrificá-lo, nada lhe incumbe fazer senão praticar o ato antes do termo final, sendo desnecessária qualquer manifestação formalizada de vontade. E, se disse se fizer questão, sempre se poderá renunciar (parcialmente) ao prazo, com base no art. 186. Supérflua será, em todo caso, a concordância dos outros litigantes, e portanto a celebração do acordo”. 343
Finaliza, asseverando que “a proibição é, de certo modo, inócua, mas não traz inconveniente algum”. 344
Parece-nos que o substrato trazido pelo NCPC altera significativamente a interpretação que pode ser aplicada aos negócios jurídicos que alterem os prazos processuais. Em nosso sentir, é possível a redução dos prazos peremptórios até mesmo em fase pré-processual (extrajudicial). Nesse caso, mostra-se de absoluta utilidade a previsão legislativa. Por exemplo, os sujeitos podem fixar extrajudicialmente que, em eventual
342 BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito
processual. Segunda série. Saraiva, 1980. p. 54.
343 BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito
processual. Segunda série. Saraiva, 1980. p. 54.
344 BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito
148 litígio, o prazo para contestar será de cinco dias. Sobrevindo o litígio judicial, o autor pede desde logo a homologação do acordo procedimental e consequente citação do réu para que apresente defesa no prazo convencionado de cinco dias. É essa a essência da alteração legislativa.
b) é formal, porque segue a regra geral estipulada pelo art. 190 do NCPC. Deve ser expressa, escrita e homologada pelo juiz. Não há possibilidade de redução tácita do prazo.
c) pode ser extrajudicial ou judicial. Embora seja possível a convenção extrajudicial sobre redução dos prazos, somente terá eficácia após a sobrevinda do litígio e consequente homologação judicial.
d) É plurilateral, porque, além da anuência de ambas as partes, depende de homologação judicial. Por expressa disposição legal, não se permite a redução de prazos peremptórios unilateralmente pelo juiz (art. 222, § 1º, NCPC). A prorrogação de prazos dilatórios ou nas excepcionais hipóteses de prorrogação dos peremptórios (art. 222, caput, e art. 182, do CPC/1973), deverá o juiz agir com cautela, sob risco de prejudicar a própria tutela jurisdicional. Nesse sentido, leciona Cândido Rangel Dinamarco:
“O juiz só tem o poder de prorrogar prazos dentro dos limites estabelecidos em lei e quando isso for da estrita conveniência do serviço jurisdicional, ou angustiosamente indispensável ao efetivo exercício do amplo direito de defesa, também assegurado constitucionalmente”. 345
Barbosa Moreira refuta a possibilidade de modificação de prazo que envolva terceiro:
“Em se tratando de terceiro, como candidato à remição, no caso do art. 693, não parece curial que às partes seja dado, mediante acordo, modificar o prazo, quer
345 DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições de direito processual. Vol. II. São Paulo: Malheiros, 2001.
149 para mais, quer para menos, pois estão em jogo interesses alheios, dos quais não podem elas dispor. Afigura-se acadêmica, aliás, a hipótese de pretenderem fazê- lo; se ocorrer, porém, o órgão judicial usará do poder, conferido pela lei, de recusar eficácia à convenção, por falta de ‘motivo legítimo’”. 346
e) Tem como objeto matéria processual: forte nos conceitos e definições apresentadas no capítulo anterior, concluímos que os prazos peremptórios envolvem matéria de índole processual, somente disciplinável por intermédio de lei federal, dado a importância e o relevo para a sistemática processual, funcionando muito mais como um meio para se atingir os fins do processo (tutelando e protegendo efetivamente o direito material controvertido), do que como um mero invólucro ou aspecto externo do processo, com caráter procedimental.347