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2. Öz Yeterlik Algısı

2.3. Beden Eğitimi ve Sporda Öz yeterlik Çalışmaları

A suspensão do processo por convenção das partes já era matéria prevista no art. 265, II, do CPC/1973. Com a mesma redação, o NCPC dispôs em seu art. 313 que “suspende-se o processo pela convenção das partes”.

A suspensão convencional do processo é, pois, um negócio jurídico típico, formal, incidental, bilateral ou plurilateral, com objeto essencialmente procedimental.

346 BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Sobre prazos peremptórios e dilatórios. Temas de direito

processual. Segunda série. Saraiva, 1980. p. 57.

347 Nesse mesmo sentido, o escólio de Nelson Nery Jr.: “O CF 22 I estabelece a competência exclusiva da

União Federal para legislar sobre direito processual. Quando o texto constitucional menciona União Federal, quer referir-se, por óbvio, ao Poder Legislativo da união Federal, formado pelas duas casas: a Câmara dos Deputados (câmara baixa) e o Senado Federal (câmara alta). Os estados federados não têm, via de conseqüência, competência concorrente ou residual para legislar sobre o processo. Em virtude dessa proibição, não podem os estados criar novos recursos, ou restringir os já existentes, afrontando o texto da lei emanada do poder legislativo federal. Como o legislador federal tem atribuição para regulamentar o direito processual, integra essa competência a possibilidade de, por intermédio de leis extravagantes situadas fora do corpo do CPC, criar novos recursos, complementando o sistema recursal deste, e, até, se for o caso, alterando os já existentes e previstos naquele código”(NERY JUNIOR, Nelson. Teoria Geral dos Recursos. 6. ed. São Paulo: Editora Revistas dos Tribunais, 2004. p. 56).

150 a) É típico porque possui expressa previsão legal: art. 313, II, do NCPC, e art. 265, II, do CPC/1973.

CPC/2015 CPC/1973

Art. 313. Suspende-se o processo: (...)

II – pela convenção das partes; (...)

§ 4º O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II.

§ 5º O juiz determinará o prosseguimento do processo assim que esgotados os prazos previstos no § 4º.

Art. 265. Suspende-se o processo: (...)

II - pela convenção das partes; (...)

§ 3o A suspensão do processo por convenção das partes, de que trata o no II, nunca poderá exceder 6 (seis) meses; findo o prazo, o escrivão fará os autos conclusos ao juiz, que ordenará o prosseguimento do processo.

b) É formal porque exige forma escrita ou declaração reduzida a termo, com limite de prazo expressamente previsto em lei. Tanto o CPC/1973 quanto o NCPC determinam o prazo máximo de suspensão por seis meses em se tratando de acordo entre as partes. A única diferença encampada pelo NCPC é que, após decorrido o referido prazo, não mais se atribui ao escrivão a responsabilidade pelo encaminhamento dos autos ao juiz. O NCPC limitou-se a prescrever que cabe ao juiz, por impulso oficial, dar prosseguimento do processo (art. 313, § 5º, NCPC).

O limite temporal é uma condição necessária para se garantir a entrega da tutela jurisdicional. É, sim, um direito das partes a suspensão, mas pelo prazo máximo de

151 seis meses. Caso contrário, correr-se-ia o risco de perpetuar a demanda sem a correspondente resolução judicial.348 Segundo Leonardo Greco:

“A lei não quer que essa suspensão seja extremamente prolongada, porque a pendência do processo gera uma situação de insegurança no gozo dos direitos subjetivos e o interesse do Estado é o de que o processo se encerre com a maior rapidez possível e, então, a lei não permite que essa suspensão ultrapasse o prazo máximo de seis meses (CPC (LGL\1973\5), artigo 265, § 3.º), salvo no processo de execução (CPC (LGL\1973\5), artigo 792) em que a suspensão durará todo o prazo que o credor tiver concedido ao devedor para o cumprimento da obrigação”.349

Por esse mesmo motivo, não vemos possibilidade de as partes convencionarem mais de uma vez, ultrapassando o prazo legal. Seria ilógico que se permitissem convenções sucessivas, procrastinando indevidamente o processo e fraudando a lei processual.

Parece razoável, todavia, que se permitam convenções sucessivas, desde que somadas não atinjam o limite temporal exigido. Com efeito, se, por exemplo, as partes informem a suspensão pelo prazo de trinta dias, pois estão dialogando para composição extrajudicial, nada impede que, decorridos os trinta dias, venham as partes novamente suspender por mais trinta, sessenta dias ... até o limite de seis meses, somando-se todo o período suspenso.

348 Nesse sentido, é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça:

“PROCESSO CIVIL. SUSPENSÃO DO PROCESSO. CONVENÇÃO DAS PARTES. LIMITE TEMPORAL. ARTIGO 265 DO CPC.

1. Embora a lei confira o direito de as partes convencionarem a suspensão do processo, este é limitado pela disposição do §3º do artigo 265 do CPC e tal limite funda-se na necessidade de que as pendências judiciais não se perpetuem, sobretudo diante da garantia constitucional dirigida a todos (não exclusivamente às partes processuais) da razoável duração do processo e dos meios que garantam a celeridade de sua tramitação. 2. Encerrado o prazo de seis meses, imediatamente os autos devem ir conclusos para o magistrado para que este restabeleça o curso do procedimento.

3. Agravo regimental não provido.

(AgRg no REsp 1231891/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 07/02/2013, DJe 18/02/2013)”.

349 GRECO, Leonardo. Suspensão do processo. Revista de Processo. Vol. 80. São Paulo: RT, 1995. p. 90-

152 c) É incidental porque somente se suspende algo que já está em curso. Não há definição exata de qual o momento processual exato para a suspensão convencional, sendo viável a sua realização em qualquer fase, até mesmo na esfera recursal.

Não é possível a suspensão pré-processual, pois, como dito, apenas se suspende o que já teve início.

d) É bilateral porque depende unicamente do consenso entre os jurisdicionados, independentemente de homologação judicial, desde que obedecido o prazo legal. Segundo Leonardo Greco, “as partes podem formular um negócio processual ou um ato convencional bilateral, suspendendo o processo, por razões de sua exclusiva conveniência, que o juiz é forçado a aceitar”. 350

A suspensão convencional do processo é um direito das partes, ao qual o juiz não pode opor-se. Segundo Egas Dirceu Moniz de Aragão:

“O Código de 1939, em sua letra, apresentava subordinar a suspensão ao despacho do juiz, após lhe haver sido denunciado o fato, com o que seria tal despacho constitutivo.

Mas há aí, ao que tudo indica, um equívoco,: o juiz não suspende o processo, declara-o suspenso; a causa não está no despacho e sim no fato gerador da suspensão. O ato do juiz não tem efeito constitutivo mas declarativo; logo, retroage ao momento em que ocorrera o fato gerador”.351

No mesmo sentido, Arruda Alvim, Araken de Assis e Eduardo Arruda Alvim:

“As partes podem, também, acordar em suspender o curso do processo (inc. II do art. 265), hipótese em que o juiz deverá determinar a suspensão, pois trata-se de direito das partes. Tal suspensão, porém, segundo o que dispõe o §3˚ do art. 265, não deverá exceder a seis meses. Cuida-se, pois, de uma mitigação do princípio do impulso oficial do processo (art. 262), que retomará compulsoriamente o seu curso, após a suspensão convencional”. 352

350 GRECO, Leonardo. Suspensão do processo. Revista de Processo. Vol. 80. São Paulo: RT, 1995. p. 90-

102.

351 MONIZ DE ARAGÃO, Egas Dirceu. Comentários ao Código de Processo Civil. Rio de Janeiro: Forense,

vol. II, p. 404.

352 ALVIM, Arruda; ASSIS, Araken; ARRUDA ALVIM, Eduardo. Comentários ao Código de Processo

153 Mas, conforme observa Leonardo Greco, o juiz não é um estranho nessa questão. A ele cabe fiscalizar a validade e eficácia dos atos das partes e conduzir o processo em direção ao seu fim. Por isso, a convenção das partes necessariamente será comunicada ao juiz para que este verifique a sua legalidade e para que o juiz ordene aos seus auxiliares as medidas cabíveis em decorrência da suspensão do processo. A função do juiz é meramente declaratória. Não é o juiz que suspende o processo em razão da convenção das partes. O processo já está suspenso. O juiz simplesmente reconhece que o processo está suspenso e adota as providências daí resultantes. 353 Para o referido autor:

“A suspensão ocorre desde o momento da celebração do acordo, pouco importando quanto tempo demore o juiz para despachar a petição que o comunique. Mas as partes não podem guardar consigo o acordo de suspensão. Quod non est in actis non est in mundo. O acordo somente se torna eficaz como ato processual a partir do seu ajuizamento, da entrega do seu instrumento em mãos do juiz, no cartório ou no protocolo forense. Protocolado o acordo, o processo está suspenso com fundamento no artigo 158 do CPC (LGL\1973\5) e nenhum ato processual poderá ser desde então praticado e, se o for, não terá eficácia, devendo ser declarado nulo”. 354

e) Matéria procedimental: A suspensão do processo é a paralisação do curso do processo pela ocorrência de motivos legalmente previstos, dentre eles a suspensão convencional.

A suspensão tem por efeito o bloqueio para realização de qualquer ato. Impede, pois, o curso normal o processo, salvo os de caráter urgente. O ato indevidamente praticado durante a suspensão deve ser considerado ineficaz.

Segundo Barbosa Moreira:

“a suspensão do processo necessariamente adia o vencimento dos prazos que, na ocasião, estejam fluindo: conquanto o art. 180, ao tratar da suspensão de prazos, pareça excluir a hipótese do art. 265, n. II, não é possível supor que nesta

353 GRECO, Leonardo. Suspensão do processo. Revista de processo. Vol. 80/1995. p. 90-102. São Paulo:

Revista dos Tribunais, 1995.

354 GRECO, Leonardo. Suspensão do processo. Revista de processo. Vol. 80/1995. p. 90-102. São Paulo:

154 continue o prazo a fluir normalmente, de tal modo que dentro dele, ou logo após, venha a realizar-se o ato, apesar de ainda suspenso o processo. Tal suposição encontra óbice incontornável no preceito do art. 266, que proíbe de maneira categórica – com a ressalva final, aqui irrelevante – a prática de qualquer ato processual durante a suspensão”. 355

Por fim, considera-se impossível a suspensão convencional do processo enquanto estiver em curso qualquer prazo peremptório. Não se admite, por exemplo, a suspensão convencional enquanto transcorre o prazo para interposição de recurso, uma vez que o trânsito em julgado não pode sofrer adiamento pela simples vontade dos litigantes.356

Benzer Belgeler