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Osmanlı Mimarisinde Ah úap Tavan Göbeklerinde Uygulanan Teknikler

R. Arık, Batılıla úma Dönemi Anadolu Tasvir Sanatı, Ankara, 1976, s.86

4. DE öERLENDøRME

4.1. Osmanlı Mimarisinde Ah úap Tavan Göbeklerinde Uygulanan Teknikler

“Biomassa é todo material orgânico, não fóssil, que tenha conteúdo de energia química no seu interior, o que inclui todas as vegetações aquáticas ou terrestres, árvores, biomassa virgem, lixo orgânico, resíduos de agricultura, esterco de animais e outros tipos de restos industriais” (VIDAL & HORA, 2009).

Dentre as muitas tentativas de conceituar e classificar as diversas fontes de biomassa que existem na natureza sob os mais diferentes critérios, destaca-se a classificação apresentada em Nogueira (2005), que separa as biomassas em dois grupos gerais: as tradicionais (não sustentáveis) e as modernas (sustentáveis).

Essa distinção é bastante útil para que se possa marcar a diferença entre renovação e sustentabilidade das fontes energéticas. Um bom exemplo é a lenha, um recurso natural renovável que por vezes é retirada de forma tão intensa que não dá tempo para que o meio ambiente se recomponha – ou seja, sem sustentabilidade. Essa é a causa da maior parte dos processos de desertificação identificados em várias partes do mundo – em especial no semiárido brasileiro, que está em vias de desertificação devido ao desmatamento do Bioma Caatinga – único no Brasil e no mundo.

Biomassas tradicionais são aquelas obtidas de forma meramente extrativista, sem reposição. A sua exploração intensa acaba fazendo com que a demanda ultrapasse a oferta, tornando insustentável a manutenção do consumo nos mesmos níveis anteriores – tal como ocorre hoje nas regiões do Baixo-Açu e do Seridó – ambas no Rio Grande do Norte.

Já as biomassas modernas são obtidas de forma legal e certificadas, o que significa o uso de técnicas de manejo adequadas, de forma a garantir o suprimento futuro do combustível. A energia oriunda da biomassa tem sobre as demais a vantagem

de poder ser produzida através do aproveitamento dos mais diferentes resíduos e do plantio de espécies vegetais energéticas, mesmo em terrenos impróprios para a produção de alimentos. Essa versatilidade tem feito dos biocombustíveis à base de biomassa uma das alternativas mais sustentáveis de obtenção de energia renovável (ROSSILO- CALLE, 2004).

Entre as biomassas modernas (sustentáveis) incluem-se as primárias (produtos de reflorestamentos e resíduos agro-silvo-pastoris) e as secundárias, obtidas a partir do beneficiamento de biomassas primárias através de processos químicos, físicos e mecânicos (KAREKESI et al., 2004).

As biomassas secundárias (manufaturadas) podem ser líquidas (ex: biodiesel, etanol), gasosas (ex: biogás) e sólidas (briquetes e pellets). A produção de bioenergia a partir da biomassa de origem animal ainda é muito incipiente no mundo. De acordo com o Atlas da Energia Elétrica do Brasil (ANEEL, 2008), até 2008 existiam muito poucas usinas com razoável capacidade geradora de energia, o que já não acontecia com a produção energética à base da biomassa vegetal.

A participação da energia derivada da biomassa no consumo energético dos países em desenvolvimento varia de 90% em países como Uganda, Ruanda e Tanzânia, a 45% na Índia, 30% na China e a 15% no México e na África do Sul (HALL et al., 2005). No Brasil, de acordo com o relatório do último Balanço Energético Nacional (MME, 2012), o uso da biomassa (bagaço de cana, lenha e carvão vegetal) participa com 19,7% na matriz de consumo final por fonte de energia.

A larga utilização da lenha nativa pelas nações nesses e outros países subdesenvolvidos é responsável pela impregnação da imagem da biomassa como uma fonte de energia de uso eminentemente de nações mais pobres. Porém esta imagem vem mudando por três razões: os esforços que estão sendo feitos para o desenvolvimento de tecnologias mais adequadas para explorar o potencial das matérias-primas orgânicas; o reconhecimento dos seus benefícios sociais e ambientais e a crescente utilização das biomassas modernas nos países industrializados (HALL et al., 2005).

Contudo, são vários os motivos da ainda pequena representatividade que da biomassa na matriz energética dos países. O principal é que a grande maioria das tecnologias de obtenção de energia através da biomassa ainda não é lucrativa o bastante para que o mercado, por si só, a adote (HALL et al., 2005).

Por enquanto, mesmo nos países desenvolvidos e pioneiros na adoção dessas tecnologias, a consolidação da energia da biomassa depende de políticas públicas para

incentivar sua produção e consumo em grande escala, como acontece nos Estados Unidos e na Europa, onde há mais de 10 anos os governos vêm subsidiando o aprimoramento e a compra de aquecedores residenciais e comerciais a pellets; em outros países, como a Holanda, Bélgica e também a Suécia e Dinamarca, os incentivos governamentais são para a construção de termoelétricas a pellets; a estratégia da França, por sua vez, foi reduzir o imposto equivalente ao ICMS (VAT) de 19% para 5,5% para produtos relacionados a pellets, além de restituir metade dos custos de produção (RAKOS, 2007, apud SERRANO, 2009).

Essas e outras medidas foram tomadas para viabilizar o cumprimento das metas de redução das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) em 20% até 2020. Desde então, o mercado para as biomassas sólidas adensadas, sobretudo os pellets, pelas razões já enumeradas, tem aumentado progressivamente. De 2002 a 2010 o número de fábricas de pellets na América do Norte e na Europa passou de 70 para 623 – um aumento de 890% (CARASCHI e GARCIA, 2012).

A produção eficiente e sustentável de energia da biomassa traz inúmeras vantagens ambientais, econômicas e sociais se comparada ao uso de combustíveis fósseis: melhor manejo da terra, criação de empregos, uso de áreas agrícolas excedentes nos países industrializados, fornecimento de vetores energéticos modernos a comunidades rurais nos países em desenvolvimento, redução nos níveis de emissões de CO2, controle de resíduos, reciclagem de nutrientes, entre outros (HALL et al., 2005).

Nesse capítulo será analisado o potencial dos briquetes e pellets como biomassa para queima nos fornos da região do Baixo-Açu potiguar, cuja vulnerabilidade ambiental e econômica justifica a busca por alternativas energéticas que deem sustentabilidade às atividades industriais desenvolvidas no local.

5.2 ANTECEDENTES DO USO DE BIOCOMBUSTÍVEIS SÓLIDOS ADENSADOS