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2.3. Türklerde Giyinme Kültürü

2.3.3. Osmanlı Dönemi Giyinme Kültürü

A execução orçamentária e financeira da FHEMIG tem três fontes de financiamento: Tesouro do estado, Receita Diretamente Arrecadada e Convênios. O Tesouro do estado fornece recursos para a realização dos investimentos, tais como compras de equipamentos e realização de obras. A Receita Diretamente Arrecadada, também chamada de “Recursos Próprios”, refere-se ao ressarcimento do SUS pelos serviços prestados, como cirurgias e tratamentos. Já os recursos de convênios podem se referir a alguns tipos de investimentos, como os do Hospital Regional Antônio Dias, feitos em parceria entre a Secretaria Municipal de Patos de Minas e a Secretaria de Saúde de Minas Gerais.

É importante ressaltar que o pagamento de pessoal também é realizado com recursos do governo do estado. Como os gastos com pessoal são fixos – ou seja, mesmo que possam variar de um mês para outro, em virtude de aumento ou redução do número de funcionários –, os gastos com folha de pagamento ocorrem independentemente da produtividade ou do número de pacientes atendidos. Em outras palavras, como os salários não variam em função do atendimento prestado, quanto mais pessoas forem atendidas em um mesmo mês, maior a

receita diretamente arrecadada e melhor para a população, uma vez que, quando se trata de saúde, é fundamental que o atendimento seja realizado o mais rápido possível.

Os recursos vão primeiramente para a administração central da FHEMIG e depois são repassados para as demais unidades. Por se tratar de órgãos públicos, não é repassado dinheiro para as unidades, e sim uma quota orçamentária, em que cada hospital da rede tem autonomia para realizar seus gastos. Enquanto as unidades não atingirem o limite orçamentário, as compras são realizadas mediante empenho emitido pela Contabilidade e finalizadas com a ordem de pagamento emitida pelo Departamento Financeiro.

Os hospitais da Fundação têm competência para fazer compras e pagamentos. Existe um setor administrativo em cada um, de modo a viabilizar os atendimentos. Entretanto, eles só podem efetuar compras dentro de seus limites orçamentários, pois é necessário que o sistema emita um empenho que garanta ao fornecedor o pagamento após a liquidação da compra ou serviço. O controle do valor orçado versus do valor realizado é feito por todas as unidades, para não correr o risco de planejar uma compra e não ter verba orçamentária. Por sua vez, na Administração Central, a responsável pelo orçamento da FHEMIG, como uma rede, faz a consolidação do que foi realizado nas unidades.

No fluxo de caixa da FHEMIG, ocorrem primeiro as saídas e depois as entradas de recursos. Isso significa que primeiro a Fundação compra, realiza o serviço, faz a prestação para o SUS por meio das AIHs e recebe somente 90 dias depois. Portanto, o dinheiro do Tesouro estadual precisa ser utilizado até mesmo para evitar atrasos nos pagamentos. O ressarcimento do SUS é repassado para a prefeitura, que paga os hospitais, como a Santa Casa, o Hospital da Baleia e a FHEMIG. Entretanto, a Fundação não recebe o total dos recursos correspondentes aos serviços prestados, pois parte da produção apresentada é glosada e, mesmo do total aprovado, uma porcentagem não é paga integralmente. Isso gera um problema para a Fundação, uma vez que a compatibilização da oferta de serviços e o

pagamento da produção realizada são fatores imprescindíveis para o adequado equilíbrio das contas.

Com relação às fontes de financiamento, pode-se notar que o repasse dos valores pelo SUS feito pelas prefeituras, em que parte não é integralizada, leva a uma redução de gastos que poderia ser evitada. Por sua vez, os recursos do Tesouro do estado acabam sendo uma fonte de financiamento, também no sentido de cobrir alguns gastos de custeio. Essas informações são importantes para completar a resposta ao primeiro objetivo específico da pesquisa.

A FHEMIG tem conseguido pagar seus fornecedores e seus funcionários em dia, mesmo com o déficit que é gerado pelo não recebimento do total dos serviços prestados. Várias medidas foram tomadas nesse sentido, com destaque para a realização de cortes orçamentários e a alocação de recursos do Tesouro do estado para o pagamento de custos e despesas. Outras medidas, como a parceria com a Petrobras, em que a frota é abastecida sem ter que passar por postos de gasolina, como era feito anteriormente, a compra de medicamentos para a rede, e não para cada hospital separadamente, e a realização dos pregões de licitação também foram importantes para a redução de gastos.

É evidente que essa não é uma situação ideal, pois os hospitais reclamam quando têm de fazer cortes em seus orçamentos, o que resulta na diminuição de sua capacidade de atendimento. Além disso, a alocação de recursos do Tesouro do estado que poderiam ser utilizados para realizar investimentos, como a troca de equipamentos e a aquisição de outros mais modernos, para os gastos operacionais é uma medida necessária, mas que também prejudica o bom atendimento dos hospitais. Entretanto, a administração central da FHEMIG tem procurado reduzir gastos como os mencionados sem ter que cortá-los e, conseqüentemente, não atender a todos os usuários que necessitam de tratamento.

A FHEMIG tem como meta aumentar o atendimento à população, apesar dos cortes orçamentários que são feitos. Essa aparente contradição é explicada pelo fato de que tanto o pessoal efetivo dos hospitais quanto a infra-estrutura já instalada não sofrem com esses ajustes orçamentários. Portanto, é possível atender um número maior de pacientes, sobretudo nas especialidades que não demandam tratamentos muito onerosos e dependem mais do cuidado médico. Nesse sentido, foram adotadas gratificações para incentivar os funcionários por meio do programa de “eficientização”, no qual os funcionários recebem uma porcentagem a mais do salário com base no atendimento realizado.

Uma maneira de melhorar o resultado financeiro da Fundação está relacionada ao aumento de receita não proveniente do SUS. Os hospitais da FHEMIG, por serem hospitais públicos, atendem gratuitamente a população, independente se parte da mesma possui planos de saúde. Entretanto, como uma parcela dos acidentados tratados no hospital e pronto socorro João XXIII possue planos de saúde, seria cabível o ressarcimento por parte das agências particulares para a FHEMIG, pois os usuários pagam os planos periodicamente e essas agências teriam que cobrir o tratamento se os pacientes recorressem aos hospitais particulares. Outro ponto que merece destaque é o conceito de rede criado pela FHEMIG, em que os medicamentos podem ser comprados em conjunto para vários hospitais, de modo a obter maiores descontos. As unidades são agrupadas de acordo com as especialidades em comum. Além disso, isso facilita o controle, evitando perdas de validade quando um hospital compra demais.

É importante salientar que, apesar de ser comum os fornecedores oferecerem maiores descontos para compras em maior escala, há o risco da perda de validade caso os medicamentos não sejam consumidos no prazo. Em outras palavras, mesmo que seja recomendável evitar compras de grandes quantidades para um único hospital, a compra conjunta para vários hospitais acaba gerando mais descontos, sem aumentar o risco de perda.

O controle também fica mais fácil, evitando a sobra de medicamentos em alguns hospitais e a sua falta em outros.

Benzer Belgeler