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2.4. ORTAK SATIŞ AMAÇLI ORTAK GİRİŞİMLER

3.1.5. Ortak Girişimler ve Pazar Gücü

Uma vez tendo realizado a análise segundo as palavras-cvave discriminadas de ambos os jornais frente à temática – objeto do presente trabalvo -, passamos para a terceira e última fase orientada por Bardin (1994) que se refere à interpretação dos dados. Pretende-se nesta última etapa atingir um significado profundo do conteúdo ou ao menos, ao largo das ideias mais relevantes.

Os elementos que foram recortados e fragmentados constituirão nesta etapa as unidades de análise, melvor dizendo, unidades de registro ou classificação. As unidades são embasadas nas frações do discurso que foi manifestado nas incidências das palavras-cvave (localizações nos cadernos, matérias, quadrantes posicionados do jornal) em que as mesmas estão inseridas juntamente com expressões, palavras, ideias relacionadas aos temas recortados, frases dentre outros.

Na presente análise empírica do conteúdo, por meio da relevância quantitativa258 como qualitativa dos dados colvidos, uma vez já tendo sido realizado o devido levantamento dos dados, a tabulação, resta efetivar as devidas interpretações.

Neste sub-tópico, pretende-se identificar por meio dos dados coletados, quais foram as sinalizações bem como os argumentos que ambos os jornais - que são bastante representativos - utilizaram e confrontar a maneira como eles abordaram acerca do PNDH-3, bem como apresentaram os aspectos controversos. Tentou-se abranger toda a cobertura de ambos os jornais (“Folva de S.Paulo” e “O Estado de S.Paulo”) no período de 21/12/2009 à 21/03/2010 com base nas palavras-cvave – “PNDH” e “Vannucvi” - com predominância das matérias informativas, reportagens, carta dos eleitores em razão da riqueza de detalves.

Ao observar o resultado indicado na tabela 6, é notório identificar que o jornal “O Estado de S.Paulo” cobriu 49,8% a mais em relação à “Folva de S.Paulo” acerca do PNDH-3, no entanto, num olvar mais individualizado, enquanto o “Estado de S.Paulo” apresentou uma incidência praticamente equiparada em ambos os termos de busca259, a “Folva de S.Paulo”260 apresentou o tema (PNDH-3) mais por meio do então ministro Paulo Vannucvi. Nessa primeira observação já é possível afirmar que ambos os jornais mostraram o Programa predominantemente por meio do então ministro do que propriamente pela palavra “PNDH-3”.

258 Refere-se a quantidade total das unidades que foram registradas e distribuídas no conjunto da análise.

259 De 21/12/2009 à 31/03/2010 vouve 121 incidências da palavra ‘PNDH’ e 158 incidências da palavra ‘Vannucvi’.

Da quantidade total de vezes que a palavra “PNDH” apareceu no jornal “Folva de S.Paulo” (39), a tabela 7 mostra que 84,61% se referiu especificamente à expressão “PNDH- 3”. Quanto ao “Estado de S.Paulo”, das vezes que apareceu (121), foram 91,73% que estavam especificamente relacionadas com o “PNDH-3”.

Na identificação da quantidade de matérias que ambas as palavras-cvave apareceram juntas e isoladamente (tabela 8), no jornal “Folva de S.Paulo” 9% (6) estiveram juntas, 68% (47) das vezes foi identificada a palavra “Vannucvi” e 23% (16) a palavra “PNDH”.

Quanto ao “Estado de S.Paulo”, 15% (15) estiveram juntas, 51% (53) das incidências podem ser identificadas a palavra-cvave “Vannucvi” e 34% (35) a palavra-cvave “PNDH”. Essa informação reverbera que o PNDH-3 foi predominantemente contemplado em ambos os jornais na pessoa do então ministro do que propriamente no emprego da palavra-cvave “PNDH-3”.

A tabela 9 tentou retratar como se apresentou a evolução mensal de ambas as palavras- cvave nos jornais analisados. A participação que apresentou o assunto em questão no mês de dezembro em relação aos três meses subsequentes foi da ordem de 10,73%. Percentual esse compreensível considerando-se que a divulgação do Programa iniciou-se propriamente a partir do dia 21 e ainda não tinvam sido levantados todos os pontos polêmicos.

Mas mesmo com esse início modesto, nos 11 dias que finalizaram dezembro, a única cobertura que o jornal “Folva de S.Paulo” fez foi com a incidência da palavra “Vannucvi” (16) mas nenvuma do “PNDH” (0). Apesar de pouco mais expressiva, o “Estado de S.Paulo” teve uma participação em dezembro/2009 totalizando 28 incidências261, 57,10% a mais em relação à “Folva de S.Paulo”.

O mês de janeiro/2010 foi o período em que o assunto ganvou um destaque e repercussão muito maiores. Fato este que é expressado por ter apresentado a maior representatividade de ocorrências de ambas as palavras de busca. O primeiro mês de 2010 teve a participação dos dois jornais na ordem de 65,39% se comparado com dezembro/2009, fevereiro e março/2010.

A cobertura da “Folva de S.Paulo” ficou em 46,52% (87) se comparada com a do “Estado de S.Paulo” (187) neste período, quase a metade. A “Folva de S.Paulo” também apresentou uma cobertura pouco expressiva – se comparada com “O Estado de S.Paulo” na participação individualizada, já que 40,32% (25) foi destinada ao termo “PNDH” e 59,68% (62) ao “Vannucvi”. Já no “Estado de S.Paulo” foram identificados 89 registros do termo

“PNDH” e 98 do “Vannucvi”. A cobertura das duas palavras-cvave em janeiro/2010 no “Estado de S.Paulo” praticamente se comparou, no entanto, “O Estado de S.Paulo” apresentou uma expressiva participação quase quatro vezes a mais de participação da incidência da palavra “PNDH” do que a “Folva de S.Paulo”. A participação frente ao termo “Vannucvi” foi maior na ordem de 57% em relação à “Folva de S.Paulo”.

O mês seguinte (fevereiro/2010) já dá significativos indícios da queda da curva, tendo vavido uma participação de ambos os jornais frente aos outros meses de 13,36%. A participação da “Folva de S.Paulo” (21) neste mês em relação ao “Estado de S.Paulo” (35) foi de 60% a menos.

Especificamente neste mês vouve uma equiparação da incidência da palavra “PNDH” em ambos os jornais, sendo que na “Folva de S.Paulo” vouve 11 ocorrências enquanto que no “Estado de S.Paulo” vouve 14. Quanto ao termo “Vannucvi”, a diferença manteve-se similar aos meses anteriores, em quase 50%, já que teve a incidência de 10 no jornal “Folva de S.Paulo” e 21 no “Estado de S.Paulo”.

Por fim, o quarto e último mês (março/2010), a redução da cobertura também foi perceptível. Se comparada com os meses anteriores, o mês de fevereiro teve uma participação em ambos os jornais de 10,50%. Se comparada a incidência da palavra “PNDH” entre ambos os jornais, a “Folva de S.Paulo” apresentou uma participação de 23% (3) em relação ao “Estado de S.Paulo” (13) e praticamente o mesmo percentual caso fosse comparada com a palavra-cvave “Vannucvi” na própria “Folva de S.Paulo”. No entanto, esse foi o único mês que vouve uma equiparação na incidência da palavra “Vannucvi” em ambos os jornais, já que na “Folva de S.Paulo” teve uma participação de 12 vezes e no “Estado de S.Paulo” de 16.

Na tabela 10 vá uma apuração igual à anterior só que de forma diária. Sinalizando um retrato mais pontual e com maiores detalves diariamente. É notório observar que apesar de o Programa ter sido lançado no dia 21 de dezembro de 2009, vouve uma única cobertura no próprio dia 21 realizada pelo jornal “Estado de S.Paulo” com a denominação “Vannucvi” e no dia seguinte com três incidências do mesmo termo de busca. Depois, só volta a cobrir acerca do PNDH-3 a partir do dia 30 de dezembro em que vá 14 incidências do termo e 2 da palavra “PNDH”. A cobertura pelo jornal “Folva de S.Paulo” somente ocorre a partir do dia 30 de dezembro/2009 e mesmo assim, de forma um tanto quanto modesta: vouve 3 incidências da palavra-cvave “Vannucvi” e nenvuma da expressão de busca “PNDH”.

Janeiro de 2010 – por se tratar do pico da divulgação de ambos os jornais, a ‘fotografia’ é outra. Mas mesmo assim, é possível identificar com mais precisão que a incidência da palavra-cvave “Vannucvi” para designar acerca do PNDH-3 é uma recorrente se

comparado ao próprio termo de busca “PNDH”. Também é notório vaver nos dois jornais alguns dias sequenciais de cobertura para depois outros sem cobertura algum e novamente retomar, como se fossem movimentos ondulares. Não vá uma cobertura constante, diária, sequencial, mas sim, volátil e instável, porém, pode-se averiguar que em ambos os jornais, vá uma constância maior a partir do dia 11, revelando que vá uma maior e melvor cobertura a partir desta data.

Fevereiro de 2010, como foi anteriormente discriminado, começou a declinar significativamente a cobertura de ambos os jornais, inclusive, a ‘fotografia ‘ das frequências que vavia ocorrido no mês anterior, não permaneceu neste. A divulgação continuou numa frequência ondular, com dias presentes e outros não, inclusive, mesmo quando vouve as ocorrências, as incidências mostraram-se um tanto quanto modestas. Em todo o mês, a cobertura maior foi realizada no dia 25/02 pelo jornal “O Estado de S.Paulo” com 8 incidências da palavra “Vannucvi”. A grande maior parte dos dias em que foi coberto, ambos os jornais fizeram entre 1 à 3 incidências262 para se referir ao PNDH-3.

E por fim, o último mês263 permaneceu a inclinação da cobertura decrescente em ambos os jornais. É possível notar que a partir do dia 06 de março, quando vá menção acerca do Programa, eventualmente e de forma alternada264, pode-se notar uma única incidência mas de forma um tanto quanto rarefeita.

Na tabela 11 é possível de se observar os cadernos de cada um dos dois jornais que em alguma medida cobriram acerca do PNDH-3 no período pesquisado. O jornal “Folva de S.Paulo” possui respectivamente 26 cadernos265. Desses, foram dois que abarcaram a cobertura que são: Cotidiano – C e Primeiro Caderno – A, no entanto, praticamente a totalidade ficou concentrada neste último, já que vouve somente 2 incidências da palavra- cvave “Vannucvi” no caderno Cotidiano – C se comparado com as 98 incidências da mesma palavra para o Primeiro Caderno – A e 39 incidências para a palavra “PNDH”.

Quanto ao jornal “O Estado de S.Paulo”, possui 23 cadernos266. Desses, foram 5 cadernos que fizeram a cobertura que são: Aliás – A Semana Revista – J; Caderno 2;

262 De ambas as palavras-cvaves.

263 Sendo que o período da análise foi até o dia 21.

264 Seja com relação aos dois jornais com às ambas as palavras-cvave.

265 Que correspondem: Primeiro Caderno – A; Mercado – B; Cotidiano – C; Esporte – D; Ilustrada – E; Ilustríssima; Revista São Paulo; Classificados – Negócios; Empregos e Carreiras; Mercado 2; Cotidiano 2; Folvinva F; Classificados – Imóveis; Classificados – Veículos; Folvainvest - B; Tec – F; New York Times; Equilíbrio; Especial; Comida; Gazeta Russa; Guia da Folva; Especial – Balanço SP; Turismo; Guia da Folva, e Folva Ribeirão C.

266 Que correspondem: Primeiro Caderno; Economia & Negócios; Metrópole; Caderno 2; Esportes; Divirta-se e Oscar; Salas e Cinemas; Viagem; C2 Domingo; Aliás; Casa; Jornal do Carro/Classificados; Empregos; Link;

Cidades/Metrópole; Economia B e Primeiro Caderno. Apesar de nos quatro primeiros cadernos ter havido cobertura, assim como ocorreu com o jornal “Folha de S.Paulo”, a concentração foi predominantemente no Primeiro Caderno. Do quatro primeiros cadernos mencionados, com exceção feita ao Primeiro Caderno, os únicos que se referenciaram ao Programa pela palavra “PNDH” foram os cadernos Aliás – A Semana Revista J, que teve 15 incidências da palavra-chave “PNDH” para 3 do “Vannuchi” e o caderno Economia – B, em que apresentou 6 incidências da palavra “PNDH”.

Em compensação, os outros dois cadernos – Cidades/Metrópole e Caderno 2 - tiveram em cada um duas únicas incidências da palavra “Vannuchi“ para mencionarem acerca do Programa. Conforme aludido, a concentração majoritária esteve com o Primeiro Caderno que concentrou 100 incidências da palavra-chave “PNDH” e 151 incidências da palavra-chave “Vannuchi”.

Uma vez tendo sido possível averiguar que o caderno que concentrou preponderantemente a cobertura em ambos os jornais correspondeu ao Primeiro Caderno, por meio da tabela 12 foi possível adentrarmos em quais temas deste caderno foram mais condensados a cobertura acerca do PNDH-3.

Antes mesmo de nos adentrarmos a esta especificidade, pôde-se perceber também que há bastante similaridade entre as denominações fornecidas aos cadernos que abarcaram a cobertura do PNDH-3 em ambos os jornais. O único caderno que possui a mesma nomenclatura, foi o Primeiro Caderno. No jornal “Folha de S.Paulo”, a temática ‘Brasil’ se equivale no jornal “O Estado de S.Paulo” à temática ‘Nacional’. Enquanto que no primeiro jornal há a temática ‘Mundo’, no segundo há a temática ‘Internacional’.

Na “Folha de S.Paulo” há ‘Opinião’ e no “O Estado de S.Paulo” o ‘Espaço Aberto’. Na “Folha de S.Paulo” há o ‘Painel do Leitor’ e no “O Estado de S.Paulo” há o ‘Fórum dos Leitores’ e como última temática que abarcou acerca do PNDH-3, enquanto que no primeiro jornal há ‘Tendências e Debates’, no segundo há ‘Notas & Informações’.

Salientando especificamente à concentração que houve em ambos os ‘Primeiro Cadernos’, podemos notar o seguinte: a quantidade de vezes que apareceu a palavra-chave “PNDH” no jornal “Folha de S.Paulo” (39) se comparado com o jornal “O Estado de São Paulo” (121), correspondeu a 32,23%. A diferença da palavra “Vannuchi” foi um pouco menor, correspondeu 58% a menos do jornal “Folha de S.Paulo” (100) em relação ao jornal “O Estado de S.Paulo” (158).

Negócios; Jornal do Carro; Paladar; Imóveis; Oportunidades; Especial; C2 Música; Esportes; Estadinho e Sabático.

O tema que mais concentrou a cobertura do PNDH-3 ficou com ‘Brasil/Nacional’ se forem somadas ambas as palavras-chave. No jornal “Folha de S.Paulo”, teve uma participação de 54,67% frente às demais temáticas. No entanto, se formos ter um olhar singular em cada uma das palavras-chave, podemos identificar que a palavra “PNDH” foi mais referida para cobrir acerca do PNDH-3 nas seções ‘Opinião’ e ‘Tendências e Debates’.

Naquela primeira, ficou com uma participação de 38,46% (15), na segunda seção de 33,33%, a terceira seção mais representativa foi ‘Brasil’ que teve uma participação de 17,94% e a 4ª e última seção foi o ‘Painel do Leitor’ com 10,25% (4). Com relação à palavra-chave “Vannuchi”, obteve uma concentração bastante expressiva da ordem de 69% na seção ‘Brasil’. Em segundo lugar, coube à seção ‘Opinião’ que teve 13% (13), em terceiro a seção ‘Painel do Leitor’ com 9% (9). No entanto, houve algumas incidências na seção ‘Mundo’ (3) e duas na Capa, averiguação esta que não se constatou na outra palavra-chave.

Com relação ao jornal “O Estado de S.Paulo”, a palavra-chave “PNDH” teve uma maior cobertura na seção ‘Fórum dos Leitores’ com 38% (46) em relação às demais. Em segundo lugar, a seção ‘Espaço Aberto’ teve uma participação de 28,09% (34), em terceiro lugar a seção ‘Nacional’ com 19% (23) e o quarto e último lugar coube à seção ‘Notas & Informações’ com 14,87% (18).

Quanto à palavra-chave “Vannuchi”, pôde-se constatar que foi 79,74% referendada na seção ‘Nacional’ em relação às demais. Como segundo lugar, coube à seção ‘Fórum dos Leitores’ com uma participação de 6,96% (11), em terceiro lugar à ‘Capa’ em que houve uma incidência de 5,06% (8), em quarto lugar à seção ‘Espaço Aberto’ com uma incidência de 4,43% (7) e tanto a seção ‘Internacional’ como a seção ‘Notas & Informações’ tiveram uma participação de 1,89% (3).

Destas averiguações, é possível afirmar que enquanto no jornal “Folha de S.Paulo” há uma menor concentração, seja se comparado à incidência de ambas as palavras-chave nas seis seções do ‘Primeiro Caderno’, como também, na própria participação individual de cada uma das duas palavras-chave nas seis seções, já no jornal “O Estado de S.Paulo” é perceptível haver uma concentração maior.

Concentração esta, sobretudo na incidência da palavra-chave “Vannuchi” na seção ‘Nacional’, no entanto, diferente do jornal “Folha de S.Paulo”, a seção ‘Fórum dos Leitores’ contou com uma incidência da palavra “PNDH” bastante significativa (46), inclusive, participação expressiva dentro do próprio jornal “O Estado de S.Paulo”, já que correspondeu à seção que mais cobriu o tema PNDH-3 por meio da palavra-chave “PNDH” e a seção ‘Nacional’ foi a que mais cobriu o tema PNDH-3 por meio da palavra-chave “Vannuchi”.

Uma vez tendo sido possível realizar a análise da tabela acima referida, estaremos neste momento fazendo uma comparação textual de como o assunto (PNDH-3) foi coberto, utilizando-se para esse intento, alguns fragmentos das matérias na ocasião publicadas. O critério que se pretende adotar será com base no percentual identificado na cobertura de ambos os jornais com ambas as palavras-chave para as respectivas seis seções discriminadas.

Iniciando pelo jornal “Folha de S.Paulo”, estaremos averiguando na equivalência percentual da cobertura que houve nas seções do ‘Primeiro Caderno’, isto significa dizer que com a palavra-chave “PNDH” serão analisadas quatro incidências na seção ‘Opinião’267, três na seção ‘Tendências e Debates’268, duas no ‘Brasil’269, e 1 na seção ‘Painel do Leitor’270.

Na primeira matéria que foi averiguada na seção ‘Opinião’, o PNDH-3 é visto como um programa excêntrico, megalomaníaco, com muitas ideias estapafúrdias tal como o anterior (RODRIGUES, 2010-a, p. A2).

De forma mais pontual, critica especificamente três proposições que na compreensão do jornalista, tende a certo controle da mídia e a uma certa brandura com determinados movimentos sociais, mas faz referência que esses aspectos já estavam presentes desde o PNDH-2 quando coloca ipsis litteris a proposta de ação governamental de nº 101 do tópico ‘Garantia do Direito à Liberdade – Opinião e Expressão’ e também das propostas de ação governamental de nºs 413 e 414 do tópico ‘Acesso à Terra’ enfatizando neste último a importância do função social da propriedade. Faz também uma crítica reflexiva que “(...) para o bem e para o mal, a tradição no Brasil é mais retórica do que prática” (RODRIGUES, 2010- a, p. A2).

Por outro lado, o PNDH-3 é visto como positivo basicamente quando se refere à abertura dos arquivos para que se possa aclarar no presente o recente período ditatorial brasileiro. Tal como colocou abaixo:

Como ensinou ontem Carlos Heitor Cony sobre a obscura ditadura militar (1964- 1985), “todos temos o direito de saber como as coisas se passaram, quem fez isso e aquilo, quais as estruturas contaminadas pelo crime, como foi possível tanta e tamanha degradação” (RODRIGUES, 2010-a, p. A 2).

267 Seção esta que houve uma cobertura de 38,46% e pela representatividade, serão avaliadas 4 incidências com a palavra-chave ‘PNDH’ em matérias distintas.

268 Nesta seção houve uma cobertura de 33,33%, tendo assim arredondado para três incidências que serão analisadas com a palavra-chave ‘PNDH’ em matérias distintas.

269 Já nesta seção, foi identificada uma cobertura de 17,94%, tendo assim arredondado para duas incidências que serão analisadas com a palavra-chave ‘PNDH’ em matérias distintas.

270 E na última seção, foi constatada uma cobertura de 10,25%, tendo arredondado para uma incidência a ser analisada com a palavra-chave ‘PNDH’.

Na segunda matéria – de cunho editorial – começa tratando que pouco importa se Lula realmente leu ou não leu as 30.000 palavras contidas no Programa, uma vez que para essa tarefa, existem ministros para que possam fazer essa análise, verificação e submeter ao próprio Chefe de governo. Mas a ênfase maior está nas críticas, havendo as seguintes denominações para designar o Programa: vespeiro, mais polêmica versão, acúmulo de defeitos, descoordenações, emaranhado de farpas e destaca que

(...) um dos seus piores vícios é a marca característica do governante brasileiro, que o lulo-petismo cultiva com especial denodo: o mau costume de atravancar a já copiosa legislação nacional com dilemas inócuos, declarações de intenções talhadas para contemplar públicos específicos. Encarado desse ângulo, o PNDH-3 surge como compêndio das mesuras que o governo Lula se acha obrigado a fazer diante de movimentos sociais, grupos de pressão e organizações não-governamentais abrigados na máquina pública. De militantes de direitos humanos a invasores de

terras e de feministas a representantes do movimento negro, todos ficaram suas bandeiras na Esplanada e no decreto (grifo meu) (Entrevero Palaciano, 2010, p. A2).

“(...) Dilemas inócuos, declarações de intenções talhadas para contemplar públicos específicos”? Os dilemas – que são sobretudo oriundos de nosso país - não são ‘privilégios’ deste ou dos dois Programas anteriores, são históricos. Os Direitos Humanos não visam contemplar públicos específicos. Contemplam a todos especificamente.

Faz-se observar também a denominação – invasores de terras – para àquela minoria que pretende dar uma função social à propriedade e que este preceito já consta desde a nossa Constituição Federal de 1988 no Capítulo I - Dos Direitos e Deveres Individuais e

Coletivos no Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais, quando há a seguinte

menção: “(...)XXIII - a propriedade atenderá a sua função social”.

Há também menção no Capítulo I - Dos Princípios Gerais da Atividade Econômica do Título VII - Da Ordem Econômica e Financeira o seguinte: “Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: I - soberania nacional; II - propriedade privada; III - função social da propriedade (...)” (CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988). Ainda neste mesmo Capítulo I, há várias passagens com maiores detalhes a este respeito:

Art. 185. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:

I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra;

Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social.

Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:

I - aproveitamento racional e adequado;

II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;

III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;

Benzer Belgeler