3. JOHN LOCKE
3.5. ONAY KAVRAMI, SİYÂSÎ TOPLUMUN KURULUŞU VE YÖNETİMİN
Quando o executivo retorna ao Brasil perde a maioria dos benefícios que possuía. Além disso, a política salarial adotada para esse executivo passa a ser a política do Brasil, e o repatriado volta a receber o salário referente ao posto ocupado no Brasil, sem os adicionais que recebia no exterior.
De vinte empresas participantes, oito relataram que possuem alguns benefícios na repatriação. Sete empresas oferecem algum tipo de beneficio relacionado à educação dos filhos dos repatriados. Cinco empresas oferecem algum beneficio relacionado a aluguel ou estadia logo no retorno do repatriado e dois entrevistados relataram que a empresa disponibiliza carro para os repatriados durante determinado período.
Em relação à escola para os filhos, em geral as empresas pagam durante um período a escola dos filhos dos repatriados quando há diferença de calendário entre as escolas brasileiras e a escola cursada pela criança no país da expatriação. As empresas também auxiliam, de acordo com as entrevistas, com o pagamento de aulas de reforço quando as crianças apresentam dificuldades de aprendizado ou aulas de português, quando a criança foi alfabetizada em outra língua.
Cinco entrevistados relataram que as empresas pagam estadia em hotel durante um determinado período, em geral trinta dias, até que o executivo encontre uma casa ou (re) organize a sua casa, que normalmente fica alugada durante a expatriação. Dois entrevistados afirmaram que as empresas pagam auxilio moradia para os repatriados, durante determinado período.
Alguns dos depoimentos dos entrevistados em relação aos benefícios oferecidos aos repatriados foram:
“O que a gente tem de política é, por exemplo, o filho está tendo dificuldade aqui porque foi alfabetizado na língua portuguesa e tem dificuldade de se adaptar ao português novamente, e ainda, perdeu história do Brasil, geografia, então está contemplado na política que a criança pode ter aulas de reforço para compensar essa perda. Agora o repatriado em si, passar por um processo de integração não tem”.
“Então quando o expatriado retorna, às vezes a criança não consegue entrar numa escola brasileira, normal aqui, então, por conta disso, foram abertos alguns casos em que a companhia fez o pagamento dessa escola pelo menos até que terminasse o ano para poder entrar numa escola normal, ou numa escola bilíngüe que siga o nosso calendário. É uma adaptação, na verdade o que a gente puder, o que a gente tenta é sempre fazer as transferências em épocas que não prejudiquem as crianças, né, mas não há um programa formal. O que a gente faz quando ele é repatriado, eventualmente a gente deixa a disposição nosso serviço de relocation que vai ajudar a procurar um imóvel, se ele vendeu o dele, vai ajudar a ver hotel para ficar nos primeiros trinta dias, a gente dá um auxilio para parte de mudança, mas não existe um programa formal”.
“O que a empresa tem é a manutenção de uma política de benefícios que perdura um tempo depois que a pessoa voltou. Então, por exemplo, aluguel, a empresa paga o aluguel para quem volta, durante um determinado período”.
“Na repatriação, a empresa paga por dois anos parte da escola internacional dos filhos dos expatriados que com ele tenham sido desmobilizados. Também concede auxílio moradia. Outros itens como auxílio na busca de imóvel/escola dos filhos, auxílio na recolocação do cônjuge, etc estão em estudo. Possui auxílio educação para os filhos, recebe incentivo de mobilidade de retorno e pode receber também auxílio moradia”.
“O que a gente oferece é, por exemplo, os filhos de um expatriado foram bem pequenos e foram crescendo e não tinham sido alfabetizados na língua portuguesa, quando eles voltam, a gente oferece um pacote de horas de português. Mas fora isso, busca de casa a gente só oferece se quando ele saiu era de uma cidade e quando voltou foi para outro lugar, a gente oferece hotel durante um período até que ele ache uma casa. A maioria mantém casa no Brasil, ou deixa alugando”.
“Sim, de encontrar casa novamente, porque muitos acabam vendendo a casa, tem direito a 90 dias no hotel, carro durante 60 dias até conseguir se estruturar novamente”.
Os entrevistados de todas as empresas disseram que a empresa não oferece nenhum apoio ao repatriado e à família do repatriado, além dos benefícios citados acima, por não haver necessidade. Alguns dos depoimentos a esse respeito foram:
“A gente tenta conversar muito, orientar, eu tive casos que foi uma paranóia. A pessoa ficou um tempo tão grande fora e quando voltou foi uma síndrome do pânico, uma coisa absurda. Mas volta a pessoa se recupera. Às vezes ai até em outro emprego, porque a pessoa foi contratada para ir para lá né”.
“Não, na volta não tem suporte. Essa questão da recolocação [do cônjuge no mercado de trabalho], por exemplo, aqui no Brasil não tem”.
“A pessoa tem sim, família também, algumas dificuldades na volta, às vezes até mais que na ida, mas como eu te falei a gente tá mais focado em mandar né, não em repatriar, então não temos ações pra isso”. “dependendo do país que a família estava, se é na Europa, por exemplo, o retorno pode ser difícil mesmo. O estilo de vida que a pessoa tem lá é muito diferente, então quando volta, ela estranha e os filhos também sentem. Lá até os valores das pessoas são diferentes. Às vezes demora pra acostumar de novo, mas acostuma, a gente não faz nada, mas porque a gente sabe que depois de uns meses volta ao normal”.
“às vezes as pessoas tem algumas dificuldades, sabe, lá entrava tal hora e saia às 18h, aqui não tem hora pra sair, tem um pessoal que sofre um pouco quando volta, que demora para se adaptar com o ritmo daqui. Mas nós não temos nenhuma política pra tratar com isso”.