2. HUGO GROTIUS
2.5. DOĞAL HUKUK – İRÂDEYE DAYALI (POZİTİF) HUKUK AYIRIMI VE
As respostas dos entrevistados das empresas brasileiras internacionalizadas sobre a área responsável pelo processo de expatriação e repatriação mostram que a maioria das empresas brasileiras não possui uma área que cuide especificamente do processo de expatriação e repatriação de seus funcionários, ou seja, a área de expatriados e repatriados está junto com alguma outra área da empresa. Foram entrevistadas onze empresas brasileiras internacionalizadas e apenas quatro possuem uma área destinada especificamente ao processo de expatriação e repatriação de funcionários. E as empresas que possuem um maior número de funcionários expatriados não são necessariamente as que possuem uma área específica para o processo. Em geral a área de expatriação e repatriação encontra-se junto com a área de remuneração, sendo, portanto o responsável pela área de remuneração o responsável também pela área de expatriação e repatriação de executivos.
Na maior parte das empresas brasileiras entrevistadas o número de funcionários que trabalham diretamente no processo de expatriação e repatriação de executivos é de dois a três funcionários. No entanto, nas empresas em que há uma área responsável especificamente por esse processo, os funcionários da área dedicam-se somente a essa atividade e nos casos em que a área de expatriação e repatriação está junto com outra área, essa não é a atividade principal dos funcionários da área.
Em uma das empresas em que o responsável pela área de remuneração é também o responsável pela área de expatriação, a seguinte explicação foi dada para o fato da área de remuneração ser também responsável pelo processo de expatriação e repatriação:
“No ano passado a gente tentou fazer com que a área inteira de expatriados ficasse com a administração de recursos humanos, mas a gente percebeu que não tinha muito a ver, porque acaba dando um gap de comunicação. Na verdade, essa área é uma área que tem a ver com tudo, com RH, remuneração, com plano de carreira, principalmente. Então estava dando problema, ai a gente deu uma pesquisada no mercado para ver onde colocar essa área, e a maioria das empresas coloca na parte de remuneração.”
Em relação às empresas multinacionais, as entrevistas demonstraram que das nove empresas entrevistadas seis empresas possuem uma área responsável especificamente pela expatriação e repatriação de seus funcionários, independentemente do número de expatriados da empresa, ou seja, mesmo empresas com um número reduzido de expatriados, normalmente possuem uma área específica para tratar do processo de expatriação e repatriação. O número de funcionários que trabalham na área, como no caso das empresas brasileiras entrevistadas, é de dois a três funcionários, em geral. Das empresas multinacionais entrevistadas, duas possuem o processo de expatriação e repatriação globalizado e gerenciado pela matriz. Nesses casos todas as expatriações e repatriações da empresa são coordenadas pela matriz e a área no Brasil é responsável apenas por acompanhar os funcionários expatriados para o Brasil ou os brasileiros expatriados e repatriados, conforme os relatos dos entrevistados:
“Durante muitos anos fui responsável por essa área aqui no Brasil. Hoje há uma plataforma de expatriação na matriz, que cuida de todas as expatriações do mundo, os RHs locais só passam as informações para a plataforma na matriz, mas eles que tratam com os expatriados. Então fica tudo concentrado na França. Qualquer coisa do Brasil, EUA, Ásia, da China, sempre tem que colocar a França no meio. Então se a pessoa tem um problema aqui no Brasil, ela tem que falar direto com o pessoal da matriz”.
“Antigamente fazíamos tudo aqui no Brasil, tinha uma pessoa dedicada ao expatriado, então ela verificava imobiliária, via escola, fazia todo o atendimento à família [...] mas em 2003 foi globalizado o processo e houve uma terceirização. Hoje temos um parceiro terceirizado [...] que tem vários consultores dedicados à regiões, que cuidam desses estrangeiros ou dos brasileiros que vão para fora. [o parceiro terceirizado] Cuida de todo o processo e ai esse fornecedor tem os parceiros em cada localidade para fazer a parte de relocation, parte de vistos, imposto de renda e tudo mais. A gente fica aqui mais como um conciliador, um influenciador desse processo. Tudo que foge da política, nós no Brasil não temos autorização para fazer nada, ai passamos para os EUA, que trata caso a caso”.
Em outras duas empresas multinacionais, os entrevistados relataram que a área de expatriados é centralizada por regiões, havendo uma área unificada para a América Latina; não há, portanto uma área específica para o Brasil. No caso das duas empresas, pelo fato do número de expatriados brasileiros corresponder a 50% dos expatriados da América Latina, as áreas estão fisicamente localizadas no Brasil, enquanto nos outros países da América Latina em que a empresa possui subsidiárias, há uma pessoa responsável por auxiliar a área localizada no Brasil. Abaixo os relatos dos entrevistados das duas empresas descritas acima:
“A gente tem um departamento da América Latina, não tem um específico pro Brasil, mas que fica aqui no Brasil, é um time que eu sou responsável, eu sou o team leader, e nos outros países a gente tem um contato, que não é dedicado ao processo de expatriação, mas a gente tem um contato dentro de RH pra ajudar no trâmite de vistos, documentações, desligamento. Aqui fica o centro da América Latina e a gente cuida de todos os processos daqui do Brasil”.
“Há um departamento da América Latina responsável por expatriação e que responde para área de remuneração, responsável também pelo Brasil e fica aqui. Nos outros países a [...] tem só uma pessoa que dá uma ajuda, né, mas é tudo feito aqui pelo Brasil”.
Todas as empresas da amostra, de acordo com os entrevistados, terceirizam a parte operacional do processo. Em geral, as empresas são responsáveis pela seleção dos futuros expatriados, determinação das diretrizes das políticas para expatriação e repatriação e acompanhamento dos expatriados. Mas a operacionalização do processo, como auxílio para retirada de vistos, contratação de empresa para realização da mudança, auxílio na procura de casa e na procura de escola para os filhos, regularização de documentos, etc., é realizada por empresas contratadas para executarem esses serviços. Em alguns casos as empresas contratadas executam os serviços globalmente, ou seja, executam os serviços em todos os locais que a empresa possui expatriado e, nesse caso a empresa que acompanha a saída do expatriado do Brasil é a mesma que o acompanha durante a expatriação e também no retorno. Em outros casos, a área de recursos humanos local, de cada país, é responsável pela contratação das empresas terceirizadas que executarão os serviços no país.
Os relatos obtidos nas entrevistas indicaram que apenas uma empresa brasileira internacionalizada e uma empresa multinacional possuem ex-expatriados como responsáveis ou trabalhando na área que cuida do processo de expatriação e repatriação. No entanto, os
entrevistados relataram que muitos dos executivos responsáveis pela indicação dos futuros expatriados, já ocuparam postos no exterior.