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3.2. ROMANLARINDA YAPI VE TEMA

3.2.1. Kasaba Kadınları

3.2.1.2.1. Olay Örgüsü

No que se segue, referimo-nos a alguns aspectos importantes do desenvolvimento do campo educacional, com base no trabalho de Silveira e Colares (1995). Segundo as autoras (p.38), “um grande passo para o progresso da cidade foi a criação da Escola Normal, pelo Presidente da Província, em 1879”. Contudo, seu funcionamento foi interrompido de 1905 até 1915 (pelo Decreto nº 1788, de 31/01/1905 do presidente do Estado – Francisco Antônio Sales).

Em 1915, a escola foi reaberta, com o nome de Escola Normal Norte Mineira, sem amparo oficial, por um grupo de professores, tendo como diretor Olintho Martins da Silva. Por meio do Decreto nº 6.170, de 29/01/1925, foi equiparada às instituições similares de âmbito estadual, passando a denominar-se Escola Normal Melo Viana (SILVEIRA; COLARES, 1995).

O presidente do Estado, Antônio Carlos, determinou, pelo Decreto nº 8.245, de 12/02/1928, o financiamento da escola pelo governo estadual e ela foi denominada Escola Normal Oficial de Montes Claros.

Em 1938, a escola foi novamente suprimida pelo governador Benedito Valadares, por meio do Decreto nº 63 de 15/01/1938, ficando fechada de 1938 a 1952. Em 05/01/1953, a escola foi reaberta por iniciativa do deputado federal Plínio Ribeiro, que se tornou seu diretor. Em 1964, foi transferida do casarão da Rua Cel. Celestino para a Av. Mestra Fininha da Silveira, no prédio denominado Darcy Ribeiro.

Compreendemos que a Escola Normal se constituía, não somente para o povo norte mineiro como para todo o povo brasileiro, em um símbolo do progresso, uma oportunidade singular de formação, uma possibilidade de construção de uma cidade alfabetizada e civilizada.

Eu fiz a prova de admissão na Escola Normal, naquela época era pior do que passar no vestibular de Medicina. Você tinha que fazer prova escrita e prova oral de todas as matérias: Português, Matemática... Português e Matemática eram eliminatórias. Do outro lado Geografia, História e Ciências. A dificuldade era que pra você entrar na Escola Normal... Era a elite cultural da época (Excerto do depoimento da Professora Rosa

Terezinha Paixão Durães).

Em 1968, a Escola Normal foi transformada em Colégio Normal Estadual Professor Plínio Ribeiro, por ato do Governador do Estado, com os cursos: Ginasial, Colegial Secundário e Colegial Normal. Em 1973, houve uma nova mudança de nome da instituição, que passou a se chamar Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro de 1º e 2º Graus (SILVEIRA; COLARES, 1995).

Em 1965, o casarão da antiga Escola Normal foi cedido para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Norte de Minas (FAFIL), que oferecia os cursos de Geografia, História, Letras e Pedagogia, mantidos pela Fundação Educacional Luiz de Paula (FELP) até 1965, quando foram transferidos para a Fundação Norte Mineira de Ensino Superior (FUNM).

As fotografias a seguir (Figuras 5 e 6) nos mostram, respectivamente, o antigo prédio da Escola Normal, instalada num casarão amplo, localizado nos fundos da Igreja Matriz, bem no centro da cidade, e o novo prédio, de maior amplitude, localizado a uma distância considerável do centro. O antigo prédio representa um marco para o campo educacional da cidade, pois nele funcionou o primeiro grupo escolar, depois, o primeiro estabelecimento de ensino médio e, posteriormente, a primeira escola de nível superior da região norte de Minas.

Figura 5: Sobrado em que funcionaram o Ginásio e a Escola Normal de Montes Claros

Fonte: Centro de Pesquisa e Documentação Regional – CEPEDOR. Pesquisa da autora em julho de 2014.

Figura 6: Prédio atual da Escola Estadual Prof. Plínio Ribeiro (antiga Escola Normal)

Fonte: Arquivo do Centro de Referência Virtual do Professor. Disponível em: http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema. Acesso em: 04 ago. 2013.

Outro educandário que figura no cenário educacional do norte de Minas é o Colégio Berlaar Imaculada Conceição, onde seis colaboradoras (de um total de oito mulheres entrevistadas) de nossa pesquisa fizeram os cursos Ginasial e/ou Normal e duas delas fizeram, também, o curso técnico em Contabilidade.

Cursei o primário e o Ginasial (Ensino Fundamental) em Montes Claros no Colégio Imaculada Conceição (Professora Isabel Rebello de Paula).

Em 1950, iniciei o curso primário e terminei em 1955. Naquela época, era necessário passar por um curso de admissão para entrar no ginásio. Estudei no Colégio Imaculada Conceição. Depois do ginásio fiz o magistério e o curso técnico em contabilidade (Professora Maria de Lourdes Ribeiro Paixão).

Minha formação básica foi no Magistério. Estudei no Colégio Imaculada Conceição (Professora Rosa Terezinha Paixão Durães).

Fiz o curso normal em Montes Claros, no Colégio Imaculada Conceição

(Professora Dilma Silveira Mourão).

Cursei o Ensino Médio, que à época se chamava Curso Normal, no Colégio Imaculada Conceição, terminando em 1972 (Professora Rosina Rabelo Nuzzi Ribeiro).

A história de criação do educandário em Montes Claros foi registrada por Pereira65(1999), que ressaltou que quatro mulheres da Congregação das Irmãs do Sagrado Coração de Maria de Berlaar (com sede na Bélgica) vieram para o Brasil, especificamente para Montes Claros, onde fundariam a primeira sede da instituição no Brasil. As irmãs iriam trabalhar na Santa Casa de Montes Claros e criar o Colégio Imaculada Conceição, inaugurado no dia 05 de setembro de 1907. No educandário eram ministradas aulas de Português, Francês, Aritmética, Geografia, Desenho e trabalhos manuais.

De 1917 a 1926, as atividades do Colégio foram interrompidas66, sendo retomadas em 1927. Em 1928, por meio do Decreto 8.895, publicado no Diário Oficial da

65Aramita Martins Pereira, “Irmã Dulce”.

66 Conforme Borges (2013, p. 45), “para alguns memorialistas e historiadores, os motivos que colaboraram

para o fechamento do Colégio Imaculada em Montes Claros/MG somam-se a três. O Primeiro foi devido aos problemas internos da Irmã Superiora Berchmans com a autoridade religiosa local. O segundo está ligado ao

União, o colégio foi autorizado a oferecer, também, o curso Normal, alterando sua denominação para “Escola Normal Imaculada Conceição”. Com a supressão da Escola Normal Mello Vianna de 1938 a 1953, o Colégio Imaculada Conceição tornou-se o único educandário para escolarização feminina em Montes Claros, nos modelos de internato e externato, atendendo a um público estudantil de sessenta e cinco cidades dos estados de Bahia, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo67. Ainda se faz necessário destacar que, de 1942 a 1957, o Colégio ofereceu o curso de Contabilidade ao se anexar à Escola Técnica de Comércio Abgar Renault. Nesse período, muitas alunas cursaram, concomitantemente, o Magistério e o Técnico em Contabilidade (BORGES, 2013).

Considerando a breve trajetória da Escola Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro de 1º e 2º Graus e do Colégio Berlaar Imaculada Conceição aqui registrada, podemos inferir que a escolarização e a formação de profissionais para o exercício do Magistério se deu, essencialmente, nas salas de aula desses dois educandários.

3.4.3 A Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário

Benzer Belgeler