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Okuma Parçası: Osmanlı Dönemi Tecvid Literatürü (Devam…)

Belgede KUR AN OKUMA ve TECVİD I (sayfa 136-147)

B) Medd-i medîd, medd-i aslî’nin çekme miktarını artıran meddir

83. Her şeyin hükümranlığı elinde olan Allah’ın şanı yücedir! Siz yalnız O’na döndürüleceksiniz

1.4. Okuma Parçası: Osmanlı Dönemi Tecvid Literatürü (Devam…)

consumidor 3) CONSULTA 2) CONVERSAÇÃO

Para o autor, a “trasmissional”, “cons quádrupla ajuda a perce

comunicação mediada, não podendo ser classificada de uma única maneira por existe um

continu

, percebemos que os processos de mobilização, mesmo aqueles

Figura 7 – Tipologia de Interatividade (Jensen)

Fonte: GONÇALVES; THURLER (2006, p. 100)

interatividade em determinadas situações comunicativas pode ser: ultacional”, “conversacional” e “registracional”. A classificação

ber a interatividade através “da influência na forma ou no conteúdo da

um” (GONÇALVES; THURLER, 2006, p. 100).

Tendo como parâmetro as últimas palavras dos autores e como exemplo uma hipotética mobilização

instaurados apenas através dos dispositivos midiáticos digitais interativos não serão, necessariamente interativos, porque o dispositivo assim os moldou. Através da internet, têm- se interatividade conversacional, no caso do chat, assim como interatividade meramente

o uma comunidade.

Atualizando o debate, podemos dizer que, com as comunidades virtuais e as atuais redes sociais de ciberespaço, seus membros compartilham um espaço telemático e

idiáticos “massivos” e “pós-massivos” são opções, em

trasnmissional, típica da função massiva, no caso da página41. Percebe-se, então, que os dispositivos midiáticos interativos, também são utilizados em situações comunicativas menos interativas, numa clara confirmação de que os usos realmente os definem melhor do que suas qualidades técnicas.

Quando tratam das agregações eletrônicas, Lévy e Lemos (2010) também não exigem troca mútua e interatividade total por essas estarem imersas na rede mundial de computadores. Segundo os autores a princípio, existem dois tipos de agregação eletrônica na rede, as comunitárias e as não comunitárias. As comunitárias se dão quando há, expressamente, afinidade entre os participantes por um tempo contínuo, formando uma comunidade virtual, com atividades como grupos de discussão, blogs coletivos e wikis42. Já as não comunitárias

ocorrem quando os indivíduos participantes agregam-se na comunidade apenas para compartilhamento de informações durante um curto espaço de tempo, a exemplo de uma lista de difusão de conteúdos por e-mail, não podendo ser consideradas, assim, com

simbólico (mensagens instantâneas, blogs, softwares sociais, microblogs, websites) mantendo certa permanência temporal e fazendo com que seus participantes sintam- se parte de um agrupamento de tipo comunitário, diferentemente de outros que podem se dar no mesmo espaço telemático sem, no entanto, guardarem qualquer vínculo afetivo e/ ou temporal. Não se pode generalizar para toda forma socialmente agregadora da internet o rótulo comunitária ou não, a depender da forma de integração de seus usuários e do pertencimento simbólico e temporal (LÉVY; LEMOS, 2010, p. 102).

Assim, da mesma forma que dispositivos m

um espectro de possibilidades em processos de mobilização; “interação mútua” ou “reativa”; interatividade “trasmissional”, “consultacional”, “conversacional” ou “registracional”; quando se trata da relação entre os membros de uma mobilização e seus conteúdos; e agregação “comunitária” ou “não-comunitária”; quando se trata da organização de seus membros, também o são.

      

41 Para completar a exemplificação da classificação de Jensen (apud GONÇALVES; THURLER, 2006), temos

como interatividade consultacional, aquela do video on demand, no qual se têm mais de uma opção em um sistema controlado; e como interatividade registracional têm-se os guias inteligentes, capazes de registrar informações do usuário e responder às suas necessidades e ações.

42 Wiki, “palavra de origem havaiana que significa “rápido”, permite que um número ilimitado de usuários crie e

edite tex

significatos em uma única página da Web. Ainda melhor, um wiki mantém o registro de todas as edições, o que que todo mundo que acessar a página pode ver quais mudanças foram feitas e quem as fez” (HOWE, 2009, p. 51).

inseriram-se em nosso atual espectro midiático e modificaram a relevância dos problemas para além do nível nacional43. As “macromídias de comunicação” (satélites de televisão e

       

Em relação aos tipos de agregações eletrônicas, Lévy e Lemos (2010, p. 102) percebem que “para o debate sobre a ciberdemocracia, ambas as formas de relação social serão importantes, pois, de uma forma ou de outra, elas colocam as pessoas em contato, coletivizam idéias e pensamentos, fazem circular a palavra e criam uma esfera política”. Incluímos nessa reflexão também as formas de relação com os conteúdos e assim perceberemos que os processos de coletivização comunitários e interativos representam, portanto apenas uma parte do espectro. Uma parte com responsabilidades maiores em relação ao movimento, mas ainda assim, apenas uma parte, o que não exclui, em importância, os outros

ularidade, é a de que o indivíduo não é obrigado de forma

o, o “pertencer”, além de fluido, é “não- obrigatório”, por que a autonomia, presente nos atuais processos comunicacionais permite que o interesse pessoal se s

Mas nem sempr universo rodeado pelas

nível de nação. Segundo Tehranian (apud CARDOSO, 2007, p. 113) imprensa, cinema e difusão

tados em uma solenidade via televisã

fenômenos, menos interativos e comunitários, para a execução da mobilização.

2.3.3 Problematização através da inteligência coletiva

Uma característica muito forte das comunidades virtuais, a qual foi de extrema importância para a sua crescente pop

alguma a fazer parte destas agregações; ele é quem irá determinar, voluntariamente, de quais deseja participar e qual a forma que deseja interagir com os demais integrantes, de acordo com seus interesses. No ciberespaç

obreponha a lógica grupal.

e os interesses individuais foram colocados em primeiro plano. Em um mídias de massa, as problemáticas eram colocadas e desenvolvidas ao

de rádio e televisão, ou “mesomídias de comunicação”, estão em busca de um denominador comum, funcionando perfeitamente como “agentes de integração nacional e mobilização social”. Um hino e uma bandeira de um país apresen

o, por exemplo, são fatores de publicização e coletivização de uma “causa” verticalizada e, de certa maneira, imposta como relevante para o todo. É o pertencer “obrigatório”, em oposição a um pertencimento por interesse.

Atualmente, porém, duas outras tipologias, também trazidas pelo autor já citado,

 

43 Para Castells (2003, p.116), “o segundo traço que caracteriza os movimentos sociais na sociedade em rede é que eles têm de preencher o vazio deixado pela crise das organizações verticalemente integradas da Era

ultrapassam mera v

os através da lógica das “micromídias” (telefone, fotocopiadoras, gravadores de vídeo e áudio, cassetes e CD de música, computadores e a internet), “instrumento

CARDOSO, 2007, p. 1 ativamente nas questõe Santaella (2003

dispositivos apresentad ídias”.

A autora caracteriza esse m

ionais mais individualizados (SANTAELLA, 2003, p. 18).

internet), atuando como agentes da globalização, projetam como relevantes “causas” tão distantes como a independência no Timor Leste ou o luta contra a homofobia nas forças armadas americanas44, porque o importante não são as fronteiras regionais, mas as fronteiras de interesses que delimitam tais causas. “Ser a favor da democracia” ou “ser contra a homofobia” são “bandeiras” que se disseminam de forma horizontal, porque

inculação por “localização espacial” e implicam, àqueles que compõem a mobilização, uma vinculação por “julgamento”.

Já a “ação”, “coesão”, “continuidade” e“co-responsabilidade”, por conseguinte, são, muitas vezes, trazidas aos moviment

s de poder para as forças na periferia do poder” (TEHRANIAN apud 13), ou seja, ferramentas disponíveis para que o indivíduo posicione-se s que o aflige.

), apesar de não utilizar a expressão “micromídias”, classifica os os por Tehranian (apud CARDOSO, 2007) como “cultura das m

omento como um:

processo progressivo de convivência da televisão com novas máquinas, equipamentos e produtos midiáticos que apresentam uma lógica distinta da que é exibida nos meios de massa: fotocopiadoras, fax, videocassete, videogame, segmentação de revistas e programas de rádio, TV a cabo, etc., ensejando novos processos comunicac

Tanto estes dispositivos que representam a “cultura das mídias”, quanto aqueles só pertencentes “cibercultura”, produzem os fatores que minam a centralização e, no caso das mobilizações, permitem que causas diversas ganhem relevância.

A “sociedade reticular de integração temporal”, para utilizar uma expressão de Santaella (2003), seria o principal elemento definidor dos atuais os processos de coletivização e participação, como anteriormente abordados. Mas, no caso dos processos de

       Industrial”. Partidos Políticos, Sindicatos e Associações cívicas formais, para ele, já não estariam mais intrinsecamente ligadas às motivações dos atuais movimentos sociais.

44 O se ingresso

Não Pergunte, Não Diga"), que obriga os militares gays americanos a esconder de serem expulsos da corporação, isto tudo através da página pessoal da cantora no Twitter. O uso da ferramenta de microblog permitiu que fãs do mundo todo, não apenas dos Estados Unidos, aderissem a causa.

nado americano votou, em setembro de 2010 um projeto de lei que inclui a revogação da proibição do de homossexuais declarados no exército. Mas a pressão para que a medida fosse aprovada começou antes dos senadores postarem-se em seus púpitos, quando Lady Gaga decidiu mobilizar milhares de fãs em uma campanha pela internet. A cantora, musa da comunidade gay, pediu aos senadores que votem para revogar a norma "Don't Ask, Don't Tell" ("

O importante das 'wikirrevoluções' (as que se autogeram e se auto-organizam) é que as lideranças não contam, são puros símbolos. Símbolos que não mandam em nada,

problematização, ou se posterior busca por ob complicado nesse conte

rir problemáticas coletivas em um contexto de individualização?

der de comunicação da internet, a interação social on-line papel na organização social como um todo. As redes on-line,

Em texto escrito sete anos após o de Castells (2003), Wolton (2010, p. 56) parece reforçar esse papel do

blogueiro, o ator, ou refletindo que “ele se

aumenta o bombardeio de informação”.

ls (2003), por outro lado, não corrobora com esse posicionamento da “não-convivência” e da “

uestionado sobre o papel de líderes, de figuras como o executivo do Google, Weal Ghonim, na mobilizaçã

tal posição, ao afirma q

ja, de definição do elemento motivador de uma mobilização e sua jetivos norteadores e, obviamente, de soluções, não se tornariam mais xto em que todos têm autonomia para inserir suas problemáticas? Ou, pior, como inse

Para Castells (2003, p. 108), “o novo padrão de sociabilidade em nossas sociedades é caracterizado pelo individualismo em rede”. Como dito no começo deste capítulo as comunidades de interesse impelem um participar por opção. Tal fato coloca a vontade do indivíduo como preponderante, porém:

O individualismo em rede é um padrão social, não um acúmulo de indivíduos isolados. O que ocorre é antes que indivíduos montam suas redes, on-line e off-line, com base em seus interesses, valores, afinidades e projetos. Por causa da flexibilidade e do po

desempenha crescente

quando se estabilizam em sua prática, podem formar comunidades, comunidades virtuais, diferentes das físicas, mas não necessariamente menos intensas ou menos eficazes na criação de laços e na mobilização (CASTELLS, 2003, p. 109).

indivíduo, quando diz que “o receptor (que é também o internauta, o seja, aquele que interage) é o novo protagonista” e complementa torna mais crítico à medida que consolida sua emancipação e que

De todo modo, não poderíamos classificar ambos os pensamentos, o de Castells (2003) e o de Wolton (2010) como complementares, porque este último, acredita que tal protagonismo, apesar de referendar um reconhecimento de igualdades, não é totalmente benéfico porque seu contexto é o da busca pela liberdade individual e não a da convivência. Castel

não-interação” porque tal fato é contrário a própria noção de sociabilidade surgida através da internet e suas redes de contato. Não é, portanto o indivíduo o novo protagonista, se analisarmos com precisão a última citação de Castells (2003), mas sim os indivíduos em interação, daí a acepção “individualismo em rede”.

Q

o popular ocorrida no Egito, Castells (2011, on line) demonstra manter ue:

pois ninguém os obedeceria, eles tampouco tentariam impor-se. Pode ser que, uma vez institucionalizada, a revolução coopte algumas destas pessoas como símbolos de mudanças – ainda que eu duvide muito que Ghonim queira ser político.

iente onde “os atuais sistemas como blogs, wikis, podcasts, softwares am uma ampliação do processo comunicacional por conversação entre Só em um amb

sociais, microblogs, cri

as partes” (LÉVY; LEMOS, 2010, p. 233) é que revoluções como estas poderiam prosperar. Lévy e

7).

Um grupo humano qualquer só se interessa em constituir-se como comunidade

ligência coletiva constitui mais um campo de problemas do que uma solução. Todos reconhecem que o melhor uso que podemos fazer do ciberespaço é colocar em sinergia os saberes, as imaginações, as energias espirituais daqueles que estão conectados a ele. Mas em que perspectiva? De acordo com qual modelo? (...) Desejamos que cada rede dê à luz um “grande animal coletivo? Ou o objetivo é, ao

Lemos (2010), apesar de não se referirem claramente sobre a posição de indivíduos particulares nos processos de mobilização, colocam na interação, ou seja, no diálogo, a base da ciberdemocracia do futuro. “O ciberespaço e o futuro da internet apontam para essa noção de diálogo: o caráter comunicativo, conversacional e não apenas informativo das novas mídias” (LÉVY; LEMOS, 2010, p. 23

O próprio Lévy (1999, p. 130), em texto anterior, levantava tal problemática não apenas do ponto de vista da ciberdemocracia, mas sob o ponto de vista mais geral de promoção da “inteligência coletiva” 45:

virtual para aproximar-se do ideal do coletivo inteligente, mais imaginativo, mais rápido, mais capaz de aprender e de inventar do que um coletivo inteligentemente gerenciado. O ciberespaço talvez não seja mais do que o indispensável desvio técnico para atingir a inteligência coletiva.

O autor, trazendo o termo também para seus textuais atuais, reflete que a inteligência, apesar do senso comum fazer supor ser uma propriedade do indivíduo, é, na verdade, “o feito de um coletivo interdependente”. O adjetivo “coletiva”, ao fim da expressão, serve apenas, portanto, para “qualificar corretamente a potência de autocriação” (LÉVY; LEMOS, 2010, p. 221).

Na produção dos processos de mobilização atuais o coletivo inteligente, passa a ser mais importante do que aquele inteligentemente gerenciado, como se pôde aferir a partir de Lévy (1999), e como exemplificou Castells (2011) ao tratar da mobilização egípsia. Mas não que a “inteligência coletiva” apenas traga em si, traços de benefício:

A inte

      

45 Lévy (1999) não toma para si a originalidade do termo “inteligência coletivo”, para ele tal projeto foi

propagado pelos visionários da década de 60, do século XX, assim como também é defendido por gurus da ibercultura do final do século XX e início do século XXI.

contrário, valorizar as contribuições pessoais de cada e colocar os recursos do grupo a serviço dos indivíduos? A inteligência coletiva é um modo de coordenação eficaz na qual cada um pode considerar-se como um centro? Ou, então, desejamos subordinar os indivíduos a um organismo que os ultrapassa? (...) Essas alternativas que só coincidem parcialmente, definem algumas das linhas de fraturas que recortam por dentro o projeto e a prática da inteligência coletiva.

Essas questões também reverberam nos processos de problematização através da inteligência coletiva e levam ao surgimento de outras questões, mais específicas e pertinentes ao processo de mobilização. Como conectar elementos díspares em torno de um projeto

comum es individuais

contribuem para o objetivo comum? A problematiz

participação em rede “coalizões frouxas, m

anarquista” como Cast imentos da sociedade

em rede.

o de “salvem o pássaro Galvão”, um

       

? Como organizar um movimento que não tem centro? Como açõ

ação pela inteligência coletiva, para além da força advinda da e da coletivização comunitária e interativa, pode também remeter a obilizações semi-espontâneas e movimentos ad hoc46 do tipo neo-

ells (2003, p. 117) caracterizou alguns dos mov

A geração espontânea de alguns movimentos culturais atuais é exemplo prático desse tipo de mobilização, como pode ser visto no fenômeno multimidiático e global “Cala a boca Galvão”, em 2010. No momento em que iniciavam-se as transmissões da Copa do Mundo de Futebol na África, vários participantes do microblog Twitter resolveram demonstrar seu desagrado à narração do principal comentarista de esportes da Rede Globo, Galvão Bueno através da expressão “CALA A BOCA GALVAO”. Rapidamente a mesma ficou entre os assuntos mais comentados na ferramenta, o que instigou a criação da origem do termo para além das raízes brasileiras, passada para outros membros da rede como sinônim

a hipotética ave tupiniquim em extinção. Alguns internautas criaram vídeos de apoio à causa, e até o The New York Times buscou explicações para a expressão, que não saiu do topo da lista de assuntos comentados no Twitter durante mais de uma semana. No Brasil, vários artistas da Rede Globo usaram seus perfis na ferramenta para demonstrar apoio ao locutor, assim como o próprio teve que se pronunciar diante de tamanha repercussão (PAVÃO; SBARAI, 2010).

 

46 Ad hoc é uma expressão latina cuja tradução literal é "para isto" ou "para esta finalidade". É geralmente

A problemática seus intuitos, a não ser tal mobilização não nec propos

ial para vivificar a inteligência coletiva que emerge em modelos como a competição do Netflix, mas a existência da diversidade não é gundo o autor, é necessário um problema real; em particular que gerou tal mobilização não tem nada de cívica em apenas o intuito de ser uma imensa “brincadeira em rede”. Obviamente essita de organização, ou de uma comunidade unida em torno de uma ta. Ela alimenta-se das contribuições de cada inter-ator, que contribuem com cada tweet no microblog, com cada vídeo no YouTube, com cada reportagem em jornal ou entrevista na TV; em um processo tão espontâneo, que nem seu problema-foco pode ser completamente delimitado.

Castells (2003, p. 117) observa que tais mobilizações espontâneas são:

Movimento emocionais, muitas vezes desencadeados por um evento de mídia, ou por uma crise de vulto, parecem muitas vezes ser fontes mais importantes de mudança social que a rotina diária de ONGs zelosas. A internet torna-se um meio essencial de expressão e organização para esses tipos de manifestação, que coincidem numa data hora e espaço, provocam seu impacto através do mundo da mídia, e atuam sobre instituições e organizações (empresas, por exemplo) por meio das repercussões de seu impacto sobre a opinião pública.

Tais mobilizações podem atestar o vazio dos atuais movimentos na sociedade em rede, mas, por outro lado, devem ser colocados apenas como exemplos diante da infinidade de motivadores que podem levar um indivíduo ou organização a se manifestar. Na dinâmica da contribuição em rede, aos motivadores sociais e políticos, que arregimentaram grandes massas em torno de suas causas nos séculos passados, adiciona-se motivadores culturais, como o repasse de uma piada coletiva, até os motivadores econômicos, como a busca por um melhor sistema de recomendações para o site de locação de filmes, Netflix47. A diversidade de

motivação é o que também caracteriza os atuais processos de mobilização.

Ao analisar os processos de contribuição das multidões a projetos específicos, Howe (2009, p. 124), percebe que “a diversidade é essenc

suficiente. Deve ser mantida”. Par isso, se

qualificação da multidão para resolvê-lo; algum método para agregar e processar as contribuições e, por último, precisa ter participantes escolhidos ante uma concentração suficientemente grande para que haja variabilidade de abordagens.

      

47 De forma a melhorar seu sistema de recomendações de filmes, um reconhecido recurso falho, a empresa on

line de locação de filmes, Netflix, fez, em 2006, uma proposta de $ 1 milhão a quem conseguisse uma melhora de 10% neste sistema. O concurso tornou-se muito popular entre profissionais de estatística e todo tipo de nerd amador, arregimentando mais de mil sugestões após o início do concurso (HOWE, 2009).

ing, o qual significa “um novo

meio p

a “caixa de sugestões em massa” da IBM chamada “Innovation Jam” 48, a previsão de venda de produtos HP feita pela diversidade de seus funcionários49, ou o modelo de financiamentos pela mu

força dos coletivos inte Para o autor, os das contribuições, pode coletivo específico têm que a diversidade impo

como utilizado pela HP; o “crowdcasting”, também conhecido como solução de problemas, “mecan

Entender a diversidade é imperativo para compreender a inteligência coletiva e a inteligência coletiva é um ingrediente essencial no crowdsourcing a tentativa de atrelar os conhecimentos de muitas pessoas a fim de resolver problemas, predizer resultados futuros ou ajudar a dirigir a estratégia corporativa (HOWE, 2009, p. 116).

A inteligência coletiva aplicada à problematização, se seguirmos as palavras de Howe (2009), precisa também de método e organização. Isso acontece porque o autor aborda a questão a partir do ponto de vista do uso da força dos coletivos inteligentes relacionada às dinâmicas empresariais, que o autor nomeia de croudsourc

ara obtenção de mão-de-obra barata: pessoas no dia a dia usam seus momentos ociosos para criar conteúdos, resolver problemas e até mesmo trabalhar em projetos de pesquisa e desenvolvimento” (HOWE, 2009, p. 1). Ações como o melhoramento do software da empresa

Netflix,

ltidão organizado pelo Kiva.org50, são exemplos do uso comercial da

Belgede KUR AN OKUMA ve TECVİD I (sayfa 136-147)