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I. BÖLÜM: DOĞUM

1. DOĞUM ÖNCESİ

3.12. Ninniler

As micrografias das amostras analisadas podem ser conferidas a seguir. As figuras 5.17 e 5.18 apresentam as microscopias da amostra que foi submetida à temperatura de 850 °C contendo 0 % de cinza. Nota-se uma superfície com pouca porosidade, fato este que pode ser confirmado através da análise de porosidade aparente.

Figura 5.17 – Amostra com 0 % de cinza na temperatura de 850 °C

Aumento de 100x

Figura 5.18 – Amostra com 0 % de cinza na temperatura de 850 °C

Aumento de 200x

Figura 5.19 – Amostra com 10 % de cinza na temperatura de 850 °C

Aumento de 100x

Figura 5.20 – Amostra com 10 % de cinza na temperatura de 850 °C

Aumento de 200x

As figuras 5.19 e 5.20 apresentam as micrografias da amostra contendo 10 % de cinza e que foi submetida a temperatura de 850 °C. Nota-se que com o acréscimo da cinza aumentasse também a quantidade de poros na amostra, isto se deve ao fato da liberação do CO2 durante a etapa de sinterização, que ocorre em aproximadamente 800 °C. Este aumento da porosidade está evidente no resultado obtido no ensaio de porosidade aparente.

Figura 5.21 – Amostra contendo 20 % de cinza e submetida a 850 °C.

Aumento de 100x

Figura 5.22 – Amostra contendo 20 % de cinza e submetida a 850 °C. Aumento de

200x

As figuras 5.21 e 5.22 apresentam as micrografias da amostra que contém 20 % de cinza e que foi submetida à temperatura de 850 °C. Nota-se que com o aumento da proporção de cinza aumentasse também a quantidade de poros. Este fato está associado à liberação de CO2 na forma de gás durante a etapa de sinterização.

As figuras 5.23 e 5.24 apresentam as micrografias da amostra contendo 10 % de cinza e submetida à temperatura de 1050 °C. Percebe-se que a esta temperatura, ocorre uma pequena redução da quantidade de poros devido a formação de fase líquida.

Figura 5.23 – Amostra com 10 % de cinza na temperatura de 1050 °C. Aumento de 100x

Figura 5.24 – Amostra com 10 % de cinza na temperatura de 1050 °C. Aumento de 200x

5.2.7.2 Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)

A análise microestrutural das amostras sinterizadas com a introdução das cinzas, em comparação ao observado na formulação sem cinza, evidenciou indícios de uma maior quantidade de fase líquida com o aumento da temperatura. Na temperatura de 850 °C verificou-se uma maior porosidade com a introdução da cinza. Este comportamento deve-se em princípio ao fato da não formação de fase líquida durante a sinterização na temperatura de 850 °C.

Na Figura 5.25 tem-se a microestrutura da formulação com 20 % de cinza (massa 3) sinterizadas a 850 °C apresentando uma porosidade devido a presença da cinza que se volatilizou formando poros.

Figura 5.26 a formulação com 20 % de cinza (massa 3), também sinterizadas a 850 °C verifica-se uma quantidade de poros menores com geometria irregular devido a sinterização, com presença de quartzo.

Figura 5.25 – Amostra com 20 % de cinza na temperatura de 850 °C Aumento de 400x

Figura 5.26 – Amostra com 20 % de cinza na temperatura de 850 °C Aumento de 5000x

Na figura 5.27 numa amostra sem cinza (massa 1) sinterizada numa temperatura de 1150 °C, com aumento de 3000x, têm-se a presença de mulita em forma de agulha. A precipitação de mulita se deve principalmente em função da sinterização, com melhora da resistência mecânica.

Na figura 5.28 tem-se o detalhe da mulita da amostra anterior (massa 1), sinterizada a 1150 °C num aumento de 20000X.

Figura 5.27 – Amostra com 0 % de cinza na temperatura de 1150 °C aumento de 3000x

Na figura 5.29 observa-se uma morfologia de fases diferentes com a inibição da precipitação da mulita pela presença da cinza.

Figura 5.28 – Amostra com 0 % de cinza na temperatura de 1150 °C aumento de 20000x

Figura 5.29 – Amostra com 20 % de cinza na temperatura de 1150 °C aumento de 1500x

Na figura 5.30 tem-se uma rede de poros formados pela quantidade excessiva de cinzas na amostra com 20% de cinza, sinterizada a 1050 °C com aumento de 5000X.

Figura 5.30 – Amostra com 20 % de cinza na temperatura de 1050 °C aumento de 5000x

6 CONCLUSÕES

A composição efetuada comprovou a viabilidade técnica da utilização de cinza na massa para cerâmica estrutural, com manutenção das suas características necessárias para os fins a que se destinam.

Das composições estudadas, a que apresentou melhor desempenho foi a massa 2 ( argilas com 10 % de cinza) na temperatura de 1150 °C, com a menor absorção de água, menor porosidade aparente e massa específica aparente pouco acima da massa 1 (sem cinza).

A maior resistência mecânica à flexão foi da massa 2 (argilas com 10 % de cinza) na temperatura de 1150 °C, com valores maiores do que a massa 1 (argilas sem cinza).

A composição com a massa 2 (argilas com 10 % de cinza) se enquadra em melhores condições para a confecção de blocos cerâmicos, na temperatura mais elevada que o usual para estes materiais de 1150 °C, possuindo uma melhor resistência mecânica à flexão, menor absorção de água, menor retração linear de queima do que a massa sem cinza, porosidade aparente menor do que as outras massas e massa específica pouco acima da massa que não contém cinza, com uma pequena diferença de 0,02 g/cm3.

Nota-se através da microscopia óptica e a microscopia eletrônica de varredura que com o acréscimo da cinza aumenta também a quantidade de poros na amostra, comportamento este devido em princípio ao fato da não formação da fase líquida durante a sinterização.

Sugestões para Trabalhos Futuros

Estudar as formulações de argilas com adição de cinzas nos percentuais de 5 %, 10 % e 15% nas temperaturas de 900 oC, 1000 oC e 1100 oC, pois os blocos cerâmicos são confeccionados, usualmente, na temperatura máxima de 1100 ºC.

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Benzer Belgeler