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Ne Quid Infamandi Causa Fiat’a İlişkin Beyanname

Belgede ROMA HUKUKU NDA INIURIA (sayfa 88-99)

B. Praetor Beyannameleri

5. Ne Quid Infamandi Causa Fiat’a İlişkin Beyanname

A segunda entrevista foi realizada com duas educadoras, pois uma não trabalhava mais na instituição quando essa foi realizada. Cabe ressaltar que uma das entrevistadas também já estava desligada formalmente da instituição, mas em função de um acordo com a Associação, continuaria com sua turma de jovens até o final do ano.

Nesse ambiente de ‘desligamentos’, senti que o clima estava tenso e foi muito difícil abordar os temas da pesquisa com essa educadora, pois a necessidade de falar sobre o que estava acontecendo, pelo que passava no momento era explícita e urgente! Foi necessário controlar as expectativas e acolher...

A seguir apresentarei, individualmente, uma síntese do que foi dito a respeito do período que se seguiu entre uma entrevista e outra, as mudanças e outros aspectos mais gerais que foram falados tendo em vista o longo intervalo, e, um segundo momento, um texto único, em que trago o que especificamente as educadoras falaram sobre participação e autoridade.

Roberta

Nossa segunda entrevista foi em uma sala pequena do Centro Comunitário (não disponibilizaram outro espaço), enquanto os jovens assistiam Tropa de Elite, depois desse filme não dá pra ver que o mundo é

rosa. Estava muito calor e barulho... Foi bem difícil!

Pedi para que ela retomasse os acontecimentos desde nosso último encontro no primeiro semestre. Para essa retomada apresentei a ela uma análise inicial que realizei sobre nosso primeiro encontro.

Ela fala que deveria falar do trabalho, mas que precisava compartilhar algumas questões pessoais que estavam perturbando sua vida: problemas financeiros envolvendo seu primeiro marido e com a mãe adotiva que interfere na criação de seus filhos.

Sobre a educação dos filhos e a educação no geral, fala que os valores são passados pela família e a responsabilidade da escola é o letramento, isto é, ensinar a ler.

Quem passa valor é a família, escola passa letramento, a escola tem que dar conta da leitura, da parte do letramento, não da educação de valor, isso quem tem que passar é a família. Mesmo ficando pouco tempo... Eu dou exemplo, eu não bebo perto dos meus filhos, não chego bêbada... Quem dá o modelo é a família, todos os outros têm importância, mas o maior valor quem passa é a família.

Nesse sentido, critica as mães que deixam seus filhos para irem trabalhar e que, com isso, não passam os valores fundamentais para as crianças e jovens.

Retoma alguns aspectos do que foi dito na primeira entrevista, detalhando novamente alguns fatos que foram significativos, explicando outros, até falar de sua situação atual, que estava se desligando da

comunidade, que fez muitas coisas, ficou sem dormir muitas noites pra resolver coisas do projeto, que deixou sua marca.

dessa experiência considerava-se preconceituosa e isso mudou. Relata as dificuldades que sentiu em pegar uma turma no meio do caminho, pois assumiu a sala da educadora que foi desligada da Associação.

Sobre o trabalho com os jovens reforçou algumas idéias já trazidas sobre sua prática pedagógica no primeiro encontro: que incentiva a participação dos jovens em outros espaços e, nesse sentido, procura estimulá-los a passeios, a freqüentar outros projetos sociais como, por exemplo, o projeto Criança Esperança realizado próximo à comunidade. Fala também sobre seu esforço em tentar mudar a motivação dos jovens sobre a participação nas atividades do próprio projeto.

Com a minha turma faço coisas para eles ‘saírem do projeto’, de se libertar ‘eu tenho que ir porque tem uma bolsa’, eu trabalhei pra mudar isso ‘eu tenho que ir porque eu vou conhecer outras pessoas’, porque eu vou conhecer coisas que vão ser um benefício para mim mesmo.

A partir dessas colocações fazemos uma reflexão sobre o sentido de participação e autoridade que apresentarei posteriormente.

Joana

Nossa segunda entrevista foi na sala de informática do Centro Comunitário. Assim como na primeira entrevista Joana estava com pressa porque tinha muitas coisas para fazer, mas diferente do primeiro encontro, falou que estava aliviada, mais leve e, muito feliz!

Apresento a análise inicial que fiz do primeiro encontro e peço que Joana retome o que aconteceu desde então...

Segundo relatou, o motivo pela melhora em sua situação foi ter saído da coordenação, embora tenha permanecido como responsável pela distribuição das bolsas e pela representação institucional na SAS. Para a equipe, no entanto, e para quem pergunta, ela diz que quem assumiu a coordenação foi o líder comunitário.

Joana relatou algumas dificuldades que tem enfrentado na educação de seu filho que não quer saber de nada e, nesse sentido, faz um ‘balanço’, da juventude atual. Em sua opinião, a juventude de hoje está mais liberal, que eles fazem coisas, como participar de algumas conversas, que eram inadmissíveis em sua época. Exemplifica com o que considera uma iniciação precoce das relações sexuais vivenciada pelos jovens.

Eu vejo que os jovens fazem parte do contexto, assim, a criação no Nordeste, meio do mato é diferente de criação na cidade, mas mesmo a criação na cidade naquela época tinha uma questão de respeito, que o pai fala e os filhos obedecem, de determinadas linhas que o jovem pode seguir, hoje a coisa foi ficando muito liberal. O jovem pode participar de todas as conversas, naquela época nas famílias tradicionais, a maioria não podia, não falava de sexo, de menstruação. E até essas coisas das meninas começarem a namorar cedo, de fazer sexo, então está mais cedo do que antes.

A partir dessas colocações iniciamos uma conversa sobre participação e autoridade que será apresentada adiante.

Joana retoma o inicio de nossa conversa falando que, com exceção dos problemas que tem tido com o filho, o resto de sua vida está tudo muito

bom! E que estava feliz com o rumo que as coisas do trabalho estavam

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