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Nûn’u Sâkin ve Tenvîn’in Okunuş Şekilleri Hakkında Görüşleri

2.2. Tarih Boyunca Öne Çıkan Tecvîd Kaynakları

2.3.4. Eserin İncelenmesi

2.3.4.12. Nûn’u Sâkin ve Tenvîn’in Okunuş Şekilleri Hakkında Görüşleri

Com quase um século de história o rádio passa por várias e distintas fases. Algumas mais marcantes como a invenção do transístor, a ampliação da difusão radiofônica com a frequência modulada e o advento da televisão. Mas em nenhum momento sofre tantas mutações como na chegada da internet que atinge todos os meios tradicionais, o que alguns autores classificam como antigas mídias: imprensa, cinema, rádio e televisão, todos com base eletrônica e a convergência com as novas mídias com plataformas digitais como computadores, telefones móveis, banco de dados portáteis, satélites de transmissão, televisão a cabo, redes telemáticas e a internet fazendo a ligação.

O rádio sempre foi multifacetado, complexo e diversificado. Mas atualmente ele assumiu ainda novas formas variadas do multifacetado, complexo e diverso. [...] O rádio na era digital é necessariamente tão complexo e multifacetado com na era pré-digital. A diferença reside em grande parte no fato de que ele se contextualiza dentro de um ambiente tecnológico caracterizado por formatos digitais de mídia e por metodologias comunicacionais. [...] A maior parte das análises feitas sobre o rádio na era digital tem sido focadas especificamente na digitalização dos métodos de transmissão ou na digitalização do conteúdo transmitido. (DUBBER, 2013, p. 34)

Estes temas a partir da digitalização do conteúdo sonoro para armazenamento e métodos de transmissão serão analisados neste trabalho em emissoras de rádio de Porto Alegre, sendo o foco na questão como essas estão explorando os novos suportes. Importante refletir sobre estas transformações pelas quais tem passado o rádio, consequências e impactos provocados pelo uso dessas novas tecnologias no sentido também profissional, além de produção de conteúdos e transmissão sonora. Embora, Wolton (2012, p. 189) considera “preciso desmascarar a ideologia tecnológica que reduz a comunicação à técnica e que constrói uma falsa hierarquia entre novas e antigas mídias. As mídias generalistas e as novas tecnologias são complementares do ponto de vista de uma teoria da comunicação”.

Analisando a situação do rádio na Espanha, Balsebre (2013, p. 15) considera que, “para o rádio obter sucesso nesse novo cenário, deverá focar em sua condição de mídia exclusivamente sonora e numa nova audiência que considera que a mediação dos meios tradicionais já não é necessária”. O autor acredita também na primazia do investimento em conteúdo do que em tecnologia, mas salienta que a origem sonora deve ser preservada, como elemento fundamental na constituição dos novos parâmetros comunicacionais do rádio.

Se quiser chegar a ser uma nova mídia, o rádio nunca deverá esquecer essa questão: ele é apenas uma mídia sonora. Logicamente, entendo esse

apenas como algo positivo, não como uma limitação. [...] se o rádio quiser

chegar a converter-se numa nova mídia, terá que respeitar sua tradicional e particular estrutura comunicativa sonora. [...] O rádio tem que se dedicar mais a contar histórias com sons, em lugar de mostrar imagens digitais em uma página da web. E esse contar histórias com sons pode ser perfeitamente compatível com o fato de que, graças à imaginação, esses sons podem converter-se em imagens mentais tão fascinantes como as imagens que vemos na televisão. (BALSEBRE, 2013, p. 18)

Meios de comunicação e informação procuram se adaptar porque muda a forma de produzir, interagir e consumir texto, áudio ou vídeo. Lévy (1993, p. 10) não acredita em qualquer variante do determinismo tecnológico, “mas sim à ideia de que certas técnicas de armazenamento e de processamento das representações tornam possíveis ou condicionam certas evoluções culturais, ao mesmo tempo em que deixam uma grande margem de iniciativa e interpretação para os protagonistas da história”. Um ciclo de renovação e adaptação acontece com todo meio radiofônico, a exemplo das demais mídias.

A sucessão da oralidade, da escrita e da informática como modos fundamentais de gestão social do conhecimento não se dá por simples substituição, mas antes por complexificação e deslocamento de centros de gravidade. O saber oral e os gêneros de conhecimento fundados sobre a escrita ainda existem, é claro, e sem dúvida irão continuar existindo sempre. Não se trata aqui, portanto, de profetizar uma catástrofe cultural causada pela informatização, mas sim de utilizar os trabalhos recentes da psicologia cognitiva e da história dos processos de inscrição para analisar precisamente a articulação entre gêneros de conhecimento e tecnologias intelectuais. (LÉVY, 1993, p. 10)

O rádio viveu situações semelhantes de adequação e reconfiguração. A partir dos 1950, quando da chegada da televisão, soube encontrar uma nova identidade. Após a segunda guerra mundial, o rádio e o cinema eram grandes mediadores de cultura. Num país com grande desnível social, como o Brasil, só a radiodifusão era capaz de atingir a totalidade da população. Com o desenvolvimento da televisão, indústria fonográfica, telecomunicações, além do rádio e o cinema, na década de 1970, atendendo novas lógicas de acumulação destes meios de comunicação, os estudos de economia política da comunicação atualizam o conceito de indústria cultural, como explica Mattelart (1999, p. 113):

A partir de 1975, a economia política se encaminha para uma reflexão que não versa mais sobre a indústria cultural, mas sobre as indústrias culturais. A passagem do singular ao plural revela o abandono de uma visão demasiado genérica dos sistemas de comunicação. No momento em que as políticas governamentais de democratização cultural e a ideia de serviço e monopólio públicos são confrontadas com a lógica comercial num mercado em vias de internacionalização, trata-se de penetrar na complexidade dessas diversas indústrias para tentar compreender o processo crescente de valorização das atividades culturais pelo capital.

O rádio reage gerando mais notícias, busca aproximação e desenvolve conversas com ouvintes, além da veiculação de músicas. Durante duas décadas foi o canal ideal da indústria

fonográfica para promoção musical. Locutores mais populares e programação voltada para atualidades e caráter local, também foram estratégias para reposicionar o veículo.

Mesmo quando a televisão se converte num meio falado, com programas em que uma série de personagens se reúne ao redor de uma mesa para falar e só falar, o rádio não tem sabido tirar partido dessa influência. Porque uma parte significativa da programação televisiva, hoje, não é outra coisa senão rádio numa tela de televisão. O rádio perdeu anos 90 a oportunidade de erigir-se na principal referência enquanto mídia sonora: um setor importante do star system televisivo havia nascido no rádio, e esse star

system surgia na televisão fazendo programas de rádio. [...] esqueceram que

a virtude mais importante do rádio, até o presente, é a sua invisibilidade. E é na invisibilidade que está realmente a diferença. (BALSEBRE, 2013, p. 19)

Levando-se em conta as características do rádio da década de 1980, definidas por Ortriwano (1985, p. 23) nota-se que continuam as mesmas: “oito tópicos que sintetizam o modelo hertziano de transmissão radiofônica são linguagem oral, penetração, mobilidade, baixo custo, imediatismo, instantaneidade, sensorialidade e autonomia”. Praticamente todos os atributos permanecem distinguindo ou aproximando o rádio no meio digital e potencializando seu posicionamento. No entanto, carece uma nova investida à inventividade como comenta Cebrián Herreros, (2008, p. 346).

O passo da rádio analógica à digital reclama um novo impulso à criatividade. A normativa espanhola exige que por estas novas vias, em particular pela rádio digital terrestre, possam ser oferecidas conteúdos e serviços diferentes dos da rádio tradicional. Por isso torna-se fundamental não empregar a nova tecnologia como uma mera difusora de produtos pensados para outra modalidade. A aportação digital não deve ficar restrita a uma simples continuação da analógica. O mesmo que ocorreu com a FM, que incluiu outros conteúdos e a criação de outras modalidades de programação.

O radio on-line usa praticamente a mesma linguagem do antigo veículo, enquanto o meio passa por mudanças consideráveis no fluxo de programação. Enquanto segue o debate sobre o padrão a ser utilizado pela radiodifusão digital terrestre, vai avançando pela rede de computadores, mostrando fácil adaptação a convergência tecnológica, mas ainda precisando se adaptar a nova lógica em seu fluxo de programação, como comenta Kischinhevsky (2012, p. 61).

A lógica do broadcasting, da comunicação um-muitos, contudo, permanece mesmo sem transmissão em fluxo contínuo. O surgimento de serviços que facilitam a gravação e a postagem de arquivos de áudio, bem

como de novas ferramentas de blogs para a recepção de mensagens de voz, ajuda a alterar esta balança, mas a radiodifusão sonora ainda tem um longo caminho pela frente até chegar a relações mais próximas de uma horizontalidade com seus ouvintes. As mídias sociais de base radiofônica vêm de algum modo, mudar esta lógica, ao proporcionar novas ferramentas de circulação de conteúdos e de interação entre emissores e ouvintes.

Tendência contemporânea, seguindo a lógica de oferta constitui em modificar a grade de programação organizada linearmente. Nesse sentido pouco avanço observa-se no desenvolvimento do novo rádio. Praticamente são seguidos os mesmos modelos. Ferraretto (2013, p. 62) classifica em três tipos básicos de programação radiofônica.

(1) linear: a mais frequente nas grandes emissoras do país, com conteúdos mais homogêneos, que seguem um formato claro e definido, no qual as partes podem se diferenciar um pouco entre si, havendo, no entanto, uma harmonia entre elas; (2) em mosaico: usual em pequenas estações de formato eclético e localizadas em cidades de menor porte, englobando um conjunto de conteúdos extremamente variados e diferenciados, na prática, segmentados por horários; e (3) em fluxo: comum em emissoras de formato semelhante ao all-news dos Estados Unidos ou nas do segmento musical.

A forma de oferecer rádio estruturado em emissão constante – programação em fluxo – tem validade quando da transmissão ao vivo de eventos, serviços, interação instantânea com o ouvinte ou um noticiário que fala do presente. No restante, a veiculação em tempo real perde sua prioridade. O agendamento passa ser função do ouvinte, que quer ouvir quando pode e onde estiver. Tem-se a lógica do agendamento substituída pela lógica de disponibilização de tempo do ouvinte. Não só no rádio, mas também na televisão torna-se comum disponibilizar programas completos (até novelas) para download após a veiculação em tempo real.

A inovação técnica favorece este novo rádio que entra na era multimídia com valores agregados com outros sistemas expressivos, e segundo Cebrián Herreros, (2001, p. 28) “com capacidade para integrar tratamentos de voz e som pelos computadores, a edição digital e a entrada de novos sons; é a tendência de o rádio converter-se também em um rádio multimídia, se não em sua plenitude, pelo menos em uma aproximação que beneficie a melhoria da informação”.

O rádio contemporâneo passa a ter infinitas possibilidades até então limitado às ondas hertzianas, regulado diretamente através de concessão pelo Estado e tendo como base um

único receptor – o rádio. Agora, mesmo necessitando ainda de melhorias no acesso rápido a internet, encontra outros caminhos para difundir seu conteúdo. Kischinhevsky (2012, p. 137) chama de rádio expandido.

O rádio encontra-se hoje expandido. Transborda para mídias sociais e microblogs, que potencializam seu alcance e a circulação de seus conteúdos, muitas vezes substituindo a entrada no ar de ouvintes ao vivo por telefone e redesenhado as formas de apropriação pela audiência. Mais que isso, o rádio hoje não é mais privilégio apenas de concessionários – em geral, no Brasil, empresários amigos do poder – autorizados a operar em FM e Ondas Médias (AM). Diversos atores sociais, antes privados de acesso aos meios de comunicação, conquistam condições materiais de criação, produção e distribuição de conteúdos radiofônicos, graças ao avanço das plataformas digitais na internet.

O rádio com menor custo operacional que outros meios e sua mobilidade ampliada e ilimitada pela chegada de dispositivos como smartphones e tablets ligados a internet, mostra- se plenamente ajustado a esta convergência midiática, desde que entenda a nova lógica de produção, difusão e recepção de conteúdos sonoros, bem como a concorrência de mídias independentes, como explicam Lévy e Lemos (2010, p. 76).

Rádios, jornais, televisões publicam ou emitem hoje quase tudo na

web. Certas mídias (webzines, web tv, rádios on-line) estão disponíveis

apenas na web sem utilizar o canal hertziano ou o impresso. A primeira consequência dessa nova situação é que todas as mídias podem ser captadas, lidas, escutadas, ou vistas de qualquer canto do planeta onde uma conexão à internet é possível, com ou sem fio. [...] A partir do computador ou do

smartphone conectado à internet, temos hoje a escolha entre todas as rádios,

todas as televisões, todos os jornais disponíveis no formato massivo. Mas não só. Temos também a potência das mídias independentes como blogs,

wikis, podcast, microblogs, softwares sociais que oferecem informações para

além da transposição das mídias de massa.

Este novo cenário cria o que Harvey chama de “compreensão do tempo-espaço”. Tendo em vista a quantidade de conteúdo disponibilizado em todos os lugares a qualquer momento a audiência sente-se envolvida nesse ambiente congestionado de opções. Conforme Harvey (1992, p. 257) trata-se da aceleração do tempo de giro que provoca “acelerações paralelas na troca e no consumo. Sistemas aperfeiçoados de comunicação e de fluxo de informações, associados com racionalizações nas técnicas de distribuição (empacotamento, controle de estoques, conteinerização, retorno do mercado etc.), possibilitaram a circulação de mercadorias no mercado a uma velocidade maior”. Para o autor (1992, p. 259) são inúmeras as consequências que tem influencia nas maneiras pós-modernas de pensar, de sentir e agir.

A primeira consequência importante foi acentuar a volatilidade e efemeridade de modas, produtos, técnicas de produção, processos de trabalho, ideias e ideologias, valores e práticas estabelecidas. A sensação de que tudo o que é sólido se desmancha no ar raramente foi mais pervasiva (o que provavelmente explica o volume de textos sobre esse tema nos últimos anos). [...] a volatilidade torna extremamente difícil qualquer planejamento de longo prazo. Para falar a verdade, hoje é tão importante aprender a trabalhar com volatilidade quanto acelerar o tempo de giro. Isso significa ou uma alta adaptação e capacidade de se movimentar com rapidez em resposta a mudanças de mercado, ou o planejamento de volatilidade.

O desenvolvimento técnico, para Lévy e Lemos (2010, p. 21) sempre nos “coloca na vertigem do futuro e na urgência do presente, criando utopias e distopias que podemos apreender pelos discursos publicitários, acadêmicos, jornalísticos ou artísticos. Devemos diagnosticar o presente e tencioná-lo com o passado para pensar o futuro”. Bianco, (2012, p. 32) considera a sustentabilidade financeira um grande desafio para as emissoras de rádio.

Exige das emissoras construírem estratégias não somente para vender espaços de inserção de spots de 30 segundos, mas também fazer projetos customizados para atender a necessidade do patrocinador. E nesses projetos é preciso ter um mix de soluções para ações que, invariavelmente, são do tipo cross media. Está se tornando cada vez mais comum campanhas que envolvem lançamento de hotsite, veiculação de spots e testemunhais em rádios veiculados, às vezes, em duas ou três na mesma cidade, a inclusão de

banners e links patrocinados na Internet, e uma ação de cross media com

torpedo de voz e SMS gratuito. [...] As combinações de suportes digitais, internet, telefonia e meios tradicionais são inúmeras, constituindo-se num novo paradigma para a publicidade.

Mas para Cebrián Herreros, (2008, p. 337) o “rádio atua como mero transmissor com o objetivo de respeitar com a maior fidelidade possível o que ocorre no local dos acontecimentos. Nesse sentido, não cria uma obra artística, apesar de ser possível”. Para o autor (2008, p. 337) o rádio segue a sua missão informativa muito mais que a criativa. “São transmissões que pertencem à essência informativa do rádio no momento que dão notícias de fatos de interesse geral, nesse caso com os melhores recursos disponíveis como ocorre no tratamento de uma entrada ao vivo.”

A rede participativa de produção de informações e contexto da cultura da convergência em que o webcasting radiofônico se insere modifica as modalidades de produção e difusão de conteúdo, assim como altera os hábitos de escuta da audiência. A rede radiofônica integra agora características e comportamentos que prevalecem na internet. Este fenômeno pode criar estruturas organizacionais diferentes da tradicional vertical. As

estruturas são agora horizontais, como nós nos apresentamos on-line, com redes de produtores de conteúdo e de ouvintes. Elas são descentralizadas e flexíveis e seu formato é definido pela atividade coletiva de seus membros. (NORBIER, 2012, p. 64)

O rádio tem seu papel de mediador, no passado determinante como veículo de massa, agora com valor não tão contundente. E mais, considerando os limites de cada mídia Lévy e Lemos (2010, p. 77) afirmam que “a partir do momento em que as informações são publicadas em um sítio web intrinsecamente multimídia, adaptado à edição de texto, de som, de imagem fixa ou animada, não existe mais nenhuma razão para distinguir a imprensa, o rádio e a televisão da forma como a indústria cultural massiva fez por no mínimo um século”. Aquela exclusividade física que o receptor de rádio possuía na emissão de toda programação, desaparece e até pode com o tempo não mais existir. Lévy e Lemos (2010, p. 77) “velhos formatos midiáticos foram reconfigurados (TV, rádio, jornais, revistas) e novos surgiram desde meados dos anos 1990. As distinções devidas aos antigos suportes são levadas ao desaparecimento progressivo e serão substituídas por distinções de competências e de comunidades de interesse”. Os autores (2010, p. 77) aceitam que “dois sistemas continuam a existir com mútua influência, apontando para uma evolução do sistema midiático em um modelo mais complexo onde coexistem funções massivas e pós-massivas”.

A mobilidade que o tradicional receptor de rádio teve a partir do transístor, no momento em que é substituído não só pelo computador, mas por dispositivos móveis como smartphones e tablets torna-se desafio para a transmissão de rádio via internet e redes sem fio (Wi-Fi, Wi-Max, 3G, Bluetooth), ampliar ainda mais os sinais e as formas de produção e circulação jornalística da informação em mobilidade.

É imprescindível, segundo Norbier (2012, p.54) o rádio on-line “tornar-se tão ubíquo quanto o rádio em broadcast é. Isso significa transmitir através de todos os aparelhos que oferecem conexão à internet. [...] porque a escuta radiofônica é parte da experiência global de entretenimento que ocupa a internet, é importante seguir e integrar-se aos hábitos dos ouvintes”. Para Lévy e Lemos (2010, p. 157) ”com a potência do ciberespaço e das tecnologias móveis e portáteis, os cidadãos podem também produzir e distribuir testemunhos em primeira mão com a ajuda dos dispositivos portáteis e móveis. Essas são as novas formas do mobile journalism e do citizen journalism”.

Essa variedade de experiências radiofônicas ou não radiofônicas desenvolvidas no momento na rede de computadores, para Cardoso (2007, p. 266) “torna uma tarefa muito difícil a definição exaustiva dos formatos do rádio. Os formatos constituem a identidade da rede de rádio e representam a organização da estrutura de fluxo da textualidade radiofônica (Colombo e Vittadini, 2006). Os dois grandes macro formatos dizem respeito ao rádio falado e o da música”. Para o autor (2007, p. 267) “a diversidade de formatos no rádio é também produto da sua estrutura de custo. [...] No entanto, o faturamento para o rádio é extremamente baixo quando comparado com a televisão”. (CARDOSO, 2007, p. 267)

Com a nova prática de consumir mídia sem pagar pelo conteúdo, este aspecto de sustentabilidade financeira exige ainda mais criatividade por parte dos produtores. Cabe lembrar, que o rádio já usa este procedimento de gratuidade. O que muda no momento é o ouvinte além de não pagar pelo conteúdo, não quer mais escutar o comercial que financia todo sistema. Existem variáveis determinantes para o rádio desempenhar, entre elas alcançar uma geração em transição que não se sabe como se comportará em relação às antigas mídias. Outra é a variável demográfica que apresenta ciclos diferentes de adaptação. Nesse segmento, nota- se o que o rádio terá vida longa em regiões interioranas em que a programação local prevalece de importância para o ouvinte.

A rádio local é uma emissora de programação especializada dentro de uma concepção generalista de enfoque geral sobre tudo o que concerne à localidade em que está situada. Uma rádio que atende aos interesses, responde aos gostos e necessidades de serviços de comunicação. Está centrada na vida social, econômica, política e cultural de sua área de abrangência e também em tudo o que ocorre em seu exterior e que tenha repercussões na vida da comunidade. (CEBRIÁN HERREROS, 2001, p. 146).

O conteúdo que mostra o ambiente em que o ouvinte está sempre causará um interesse diferenciado. Até porque, consumidores de mídia que num primeiro momento se empolgam com o cenário tecnológico global, logo passam a buscar a maneira mais simples e mais conveniente. Criam um novo hábito de escolher o que querem, quando querem e onde querem consumir um conteúdo midiático. Entender estas mudanças de comportamento é complexo.