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2.2. Tarih Boyunca Öne Çıkan Tecvîd Kaynakları

2.3.4. Eserin İncelenmesi

2.3.4.29. Lâhn Konusunda Görüşleri

Download e Streaming são as duas maneiras usadas para transporte de conteúdos digitalizados, como áudio, vídeo e texto, através da rede mundial de computadores. Importante, tanto para produzir como para consumir, conhecer as peculiaridades de cada uma, pois a mídia digital oferece muitas opções de usos nesse procedimento. Busca-se com auxílio de Avila (2008), Ferreira (2008) e Prado (2011), uma conceituação para entender aplicabilidade desses processos na transmissão de conteúdo digitalizado pela internet.

Download é ação de baixar um arquivo, ou seja, transferir dados digitalizados de um servidor remoto, para o HD do computador ou outros suportes como smartphone, tablet e televisão digital. Estes arquivos, de som ou vídeo, deixam o conteúdo permanentemente em seu aparelho para ouvir ou ver na hora que desejar, não sendo necessário estar conectado na rede. O contrário, enviar dados, é upload.

Diferentemente no streaming, o computador ou suporte recebe as informações ao mesmo tempo em que as repassa ao usuário. Nesta forma de transferência de som e imagens torna-se necessária conexão constante de internet. Ferreira (2008, p. 37) faz uma analogia: “o áudio streaming é como ligar o rádio e começar a escutar, e o download, como ir a uma loja, comprar um CD, e ouvi-lo somente depois que retornar a casa”.

O streaming40 pode ser realizado de duas maneiras: ao vivo ou sob demanda. No streaming ao vivo, os sinais de rádio ou televisão são transmitidos em tempo real, sendo que o usuário não tem controle nenhum sobre a apresentação. É como se estivesse ouvindo rádio ou vendo televisão. O streaming pode ser unicast (considerado modelo padrão) – conexão ponto- a-ponto entre cliente e servidor ou multicast – conexão onde todos os clientes compartilham

40 Não se usa, no streaming sob demanda, a transmissão via multcast, pois é raro que múltiplos usuários cliquem

no mesmo link ao mesmo tempo. Por isso, o unicast ainda é o modelo padrão de transmissão de streaming. (FERREIRA, 2008, p. 39)

do mesmo sinal. Estes novos sistemas de difusão sonora permitem novas maneiras de se ouvir rádio, como o caso da BBC41, conforme comenta Calvet (2008, p. 30).

Uma maneira de ouvir os programas da BBC, que cada dia consegue mais popularidade, é através de seu site. A BBC tem integrado a transmissão de rádio e outros serviços no IMP (Media Player integrado), uma aplicação para computador que permite aos usuários download de programas de rádio sete dias após sua emissão. O guia de programação está disponível uma semana antes e o consumo pode realizar-se uma semana após a emissão. A plataforma permite a transferência automática de cada um dos programas uma vez que tenham passado.

A transmissão de streaming sob demanda é a maneira de possibilitar que um determinado arquivo de áudio ou vídeo possa ficar à disposição do usuário sempre que ele quiser ter acesso ao conteúdo. Difere um pouco do download, pois neste caso o arquivo é somente assistido não ficando armazenado no aparelho do usuário como acontece no download. A transmissão sob demanda, explica Avila (2008, p. 85),

É muito utilizada por TVs Web e Rádios Web por todo o mundo, mas essa tecnologia pode ser aplicada em qualquer tipo de página web, pois esse processo dispensa a utilização de uma empresa prestadora de streaming, basta que o arquivo seja disponibilizado na página como se fosse um arquivo para download. [...] O áudio streaming é bem menos complexo do que o

streaming de vídeo, e em virtude disso, ele apresenta um resultado melhor

para seus ouvintes. Outro fator de diferenciação importantíssimo deste

streaming para o de vídeo é o fato que ele pode ser acessado por

equipamentos mais obsoletos, trocando em miúdos, seu streaming de áudio será satisfatoriamente acessado por um número maior de computadores.

Streaming (fluxo da transmissão), portanto, é a forma como o som é transmitido e o seu comportamento durante a transmissão. A propagação é continua, sem interrupções. Pode ser chamado de síncrono, quando está em sintonia com o tempo corrido, o tempo real ou assíncrono quando fica armazenado esperando a busca, não está em sintonia com o tempo real. A tecnologia de streaming segundo Avila (2008, p. 103) “vem se tornando uma das maiores tendências na rede mundial de computadores, isso ocorre por vários fatores, todos eles surgindo, ou de necessidades de exploração de novos meios de comunicação ou em virtude das novas tecnologias que permitem uma transmissão on-line cada vez mais livre de imperfeições”. Negroponte (1995, p. 54) acredita num fluxo de programação aleatório.

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A maioria dos programas de televisão, à exceção dos eventos esportivos e dos resultados de uma eleição, não precisa ser transmitida em tempo real, um dado que embora seja crucial para a TV digital é amplamente ignorado. Isso significa que ver TV é, em grande parte, como baixar um arquivo para um computador. Os bits são transferidos a uma velocidade que nada tem a ver com aquela em que serão vistos. E, mais importante, uma vez no computador, não há necessidade de vê-los na ordem em que foram enviados. De repente, a TV se transforma num veículo de acesso aleatório, mais parecido com um livro ou jornal: pode-se folheá-la, modificá-la; ela não depende mais do horário, do dia ou do tempo necessário para a transmissão.

Estas opções tecnológicas agregadas ao rádio (e televisão) tradicionais intensificam o fluxo de conteúdos. A vantagem do sinal via internet, ser emitido de qualquer parte do mundo, é o encurtamento de distâncias, redefinindo as barreiras geográficas enfrentadas pelas ondas hertzianas. O ouvinte, no caso do rádio, não é mais limitado pelo alcance das ondas eletromagnéticas ou mesmo por eventuais problemas técnicos. Neste caso a internet passa a ser exclusivamente uma plataforma para difusão da programação normal (streaming ao vivo) ou um depósito para recuperação de conteúdos (streaming on demand).

O espaço de armazenamento de conteúdos serve também para o rádio, como alternativa de veicular o conteúdo completo, que muitas vezes é editado por uma questão de tempo disponível na programação ou para desenvolver uma dinâmica mais abrangente dentro de uma lógica massiva. Lévy e Lemos (2010, p. 78) comentam esta transformação no acesso a conteúdos radiofônicos.

A estruturação horária e linear (o streaming, o ao vivo) da informação no rádio convive hoje com bibliotecas de arquivos de textos, de som e de imagens organizadas segundo as preferências do internauta e estruturadas pela escolha e navegação coletivas. [...] Não se trata mais apenas de colocar na grade o que vai ter sucesso para uma massa de consumidores, mas de colocar na rede toda uma riqueza cultural que se tornará acessível a qualquer momento para nichos e grupos específicos [...] O tempo real e único de acesso a uma emissão radiofônica transforma-se em tempos ampliados e diferidos, distintos, de acesso a qualquer informação, a qualquer momento, colocada em disponibilidade por qualquer pessoa em diversos sistemas.

Novos procedimentos de produção e de consumo com relação ao fluxo da programação de rádio e televisão são proporcionados pelo streaming, download e upload. Por ter arquivos bem menores o rádio leva vantagem neste primeiro momento, de internet ainda inadequada. Emissoras estabelecidas podem transmitir sua programação normal em tempo real ou não, e promover outros serviços na rede através de uma transmissão on-line.