3. MANYETİK REZONANS GÖRÜNTÜLEME
3.1. MRG’de Temel Fiziksel Prensipler
Explorando as condições de formação dos habitus docentes dos professores, antes de terem ingresso como agentes do campo acadêmico, perguntamos-lhes qual havia sido sua primeira experiência como professor, antes de ser docente do ensino superior. A maioria dos sujeitos (56,3%) teve sua primeira experiência docente como professor da educação básica. Discriminando o total de participantes por subgrupos, encontramos que o subgrupo da Dimensão Pedagógica das licenciaturas exerceu a docência na educação básica em proporções maiores do que o subgrupo da Dimensão Específica: enquanto o primeiro teve 70% de sujeitos com essa experiência, o segundo teve 48% com a mesma experiência.
Na trajetória profissional, afirma Tardif, quando os professores ingressam em uma carreira, qualquer que seja seu grau de estabilidade ou sua identidade, eles vão desenvolvendo seus saberes, realizando sua integração na ocupação e sua socialização na subcultura que a caracteriza (2002, p. 79), continuando na carreira seu processo formativo, que é de longa duração. Por conseguinte, a trajetória profissional descrita pelos sujeitos, antes do ingresso na Ufpi, deve ser considerada como importante referente da constituição dos habitus profissionais dos professores universitários, pois é possível que a variedade e quantidade das
experiências em todos os níveis e modalidades de educação formal, que caracteriza diferentemente os docentes da Dimensão Pedagógica e os da Dimensão Específica das licenciaturas, também tenham contribuído para forjar suas diferentes percepções sobre o objeto acerca do qual os interrogamos.
A experiência docente dos sujeitos das duas Dimensões da formação nas licenciaturas, antes do ingresso na Ufpi, está mais detalhada na Tabela 2.16:
Tabela 2.16 - Participantes do Questionário e do PCM: experiência docente antes de ser professor da Ufpi
Tipo de experiência Dimensão
Pedagógica (%) Específica (%)
Alfabetizador de adultos 13,3 8,0
Professor/monitor da educação infantil 16,7 8,0
Professor do ensino fundamental (séries iniciais) 43,3 28,0
Professor do ensino fundamental (séries finais) 33,3 46,0
Professor do ensino médio/profissionalizante 50,0 52,0
Professor/orientador de EJA 16,7 8,0
Professor de outra IES 46,7 34,0
Supervisor/diretor e outros similares 46,7 6,0
Fonte: Questionário
Analisando a tabela, percebemos que o conjunto de participantes tem um leque variado de experiências docentes, antes de ingressar na Ufpi, desde a alfabetização de adultos, passando pelos vários níveis e modalidades de ensino até o exercício de atividades técnico- pedagógicas. Enquanto alguns docentes da Dimensão Pedagógica das licenciaturas são provenientes de escolas normais ou formados em Pedagogia, habilitados a iniciar a vida profissional como professores de alfabetização, de educação infantil, das séries iniciais do ensino fundamental e como diretores ou supervisores de escolas, a maioria dos sujeitos da Dimensão Específica formou-se como professor de disciplinas específicas, dedicando-se, portanto, a ensinar uma das disciplinas do currículo da educação básica nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio e profissional. É onde se concentram as maiores proporções de sujeitos desse subgrupo com esse tipo de experiência docente na educação básica. Além disso, registramos que alguns dos docentes desse subgrupo não são licenciados, mas bacharéis, que não trazem experiência docente anterior ao ingresso na Ufpi.
Desse modo, o subgrupo da Dimensão Pedagógica tem, proporcionalmente, mais experiência em certos níveis e modalidades de educação formal, que costumam ser mais identificados com um ethos pedagógico (alfabetização de adultos, educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental e educação de jovens e adultos), sendo maior, também, a experiência desse subgrupo como professor do ensino superior, em outras instituições, e de
supervisão e direção de escolas. O subgrupo da Dimensão Específica tem experiências mais frequentes, em sua atuação anterior ao ingresso como professor da Ufpi, nas séries finais do ensino fundamental e no ensino médio e profissionalizante, nos quais prevalece um ethos disciplinar, relativo à disciplina específica ministrada; também é menor sua experiência no ensino superior, em outras instituições, e muito exígua em direção e supervisão escolar, como patenteamos na Tabela 2.16, acima.
Considerando apenas a experiência docente, na educação básica, dos dois subgrupos, encontramos 10% do subgrupo da Dimensão Pedagógica sem prática nesse nível da educação formal e 34% do subgrupo da Dimensão Específica nessa mesma condição, o que só reforça nosso questionamento sobre a natureza (bacharelesca) da formação ministrada aos licenciandos.
A respeito da socialização profissional do professor licenciado, ou secundário, Charlot e Silva mencionam sua identidade com o professor universitário, explicando a origem do que designamos acima como ethos disciplinar:
Por falta de censura entre o ensino superior e o secundário, a questão da formação do professor desse setor não era colocada. O professor universitário não recebia formação, senão aquela que ministravam os seus próprios professores; ao terminar sua formação universitária, recebia uma
licencia docendi, isto é, uma autorização para ensinar. Do mesmo modo, o
estudante do ensino secundário formava-se escutando as aulas dos seus docentes e, no fim desses estudos, sabia o que era necessário para ensinar; [...] Portanto, não é de se admirar que o professor do ensino secundário apresente características iguais às do professor universitário. É a fonte e o foco do ato de ensinar e cabe aos alunos acompanharem o seu ensino. Ensina uma disciplina. Considera-se um indivíduo livre, a quem compete o direito de decidir o que ensinar. [...] Formar-se, por quê? Conhece os conteúdos da sua disciplina e, já que ele é o foco do ato escolar, não precisa de pedagogia nenhuma (CHARLOT; SILVA, 2010, p. 49).
A propósito do que afirmam esses autores, é preciso lembrar que assim têm sido formados os futuros licenciados e que os sujeitos que participaram da presente pesquisa receberam o mesmo tipo de formação, nas suas licenciaturas e bacharelados.
2.5 Os formadores de professores em atos: razões práticas no campo acadêmico e no