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Hipokampus-Amigdala Çevre Çizimi ve Hacim Hesabı

6. ALZHEİMER HASTALIĞI BEYİN ANALİZ PROGRAMI

6.7. Hipokampus-Amigdala Çevre Çizimi ve Hacim Hesabı

O prestígio, juntamente com outras noções como honra, reconhecimento, reputação, nome, é um objeto simbólico disputado em todos os campos sociais por todos os agentes. Entretecidos nele, o poder e a autoridade que conferem distinção social. Bourdieu trata o prestígio como capital simbólico, desde que ele possa ser percebido, isto é, reconhecido pelos outros os quais devem ser portadores dos esquemas culturais necessários a esse reconhecimento125, que é legitimação, como já destacamos no início deste capítulo. O reconhecimento, que confere legitimidade, portanto, se torna fonte de poder para os dominantes e de subordinação para os dominados.

125Segundo Bourdieu, “O capital simbólico – o outro nome da distinção - não é outra coisa senão o capital, qualquer que seja sua espécie, quando percebido por um agente dotado de categorias de percepção resultantes da incorporação da estrutura da sua distribuição, quer dizer, quando conhecido e reconhecido como algo de óbvio” (1989, p. 145).

Por meio do Questionário sobre habitus (Anexo E), propusemos aos participantes deste estudo perguntas sobre como percebem e classificam presumíveis fontes de prestígio acadêmico, considerando que, nos processos de classificação dos objetos do mundo, ou dos seus campos de atuação, os agentes o fazem a partir das diferentes posições que ocupam nesses campos (e subcampos), mobilizando seu senso prático e evidenciando as categorias de percepção e apreciação desses objetos cuja posse significa prestígio. Apuramos as respostas dos docentes, segundo a Dimensão da formação nas licenciaturas a que pertencem e as áreas de formação pedagógica e do currículo da educação básica em que se distribuem.

Apresentamos as perguntas acompanhadas de uma escala de quatro graus de prestígio (alto prestígio, médio prestígio, pouco prestígio e nenhum prestígio) para os professores indicarem sua posição quanto ao que significa determinado objeto, ou valor da profissão de professor universitário, traduzido em prestígio acadêmico. Para obter respostas mais precisas, tratamos cada aspecto do trabalho do professor que desejávamos investigar como um item dentro da pergunta mais geral e separamos as respostas à primeira pergunta pelos critérios:

perante seus pares e perante seus alunos.

Na Tabela 2.23, oferecemos os resultados das respostas obtidas dos formadores, segundo seu vínculo à Dimensão Pedagógica (DP) ou à Dimensão Específica (DE) da formação nas licenciaturas:

Tabela 2.23 - Participantes do Questionário e do PCM: fatores que conferem prestígio acadêmico ao professor

Fatores

Escala do prestígio acadêmico (%) Alto Prestígio Médio Prestígio Pouco Prestígio Nenhum Prestígio Não Respondeu DP DE DP DE DP DE DP DE DP DE P A R E S

O reconhecimento como bom

professor no sentido ético 93,3 52,0 6,7 28,0 0,0 18,0 0,0 2,0 - - O domínio dos conteúdos de sua

área/disciplina de especialização 76,7 76,0 23,3 18,0 0,0 6,0 0,0 0,0 - - O domínio da prática pedagógica 73,3 46,0 23,3 34,0 3,3 18,0 0,0 2,0 - - A capacidade como produtor de

conhecimento 66,7 52,0 26,7 36,0 6,7 6,0 0,0 6,0 - -

A clareza e sinceridade nos

posicionamentos 26,6 24,0 50,0 38,0 16,7 32,0 6,7 6,0 - - A L U N O S

O reconhecimento como bom

professor no sentido ético 83,3 76,0 13,3 14,0 0,0 8,0 0,0 0,0 3,3 2,0 O domínio dos conteúdos de sua

área/disciplina de especialização 70,0 76,0 20,0 22,0 10,0 0,0 0,0 0,0 - 2,0 O domínio da prática pedagógica 83,3 58,0 13,3 30,0 0,0 6,0 3,3 4,0 - 2,0 A capacidade como produtor de

conhecimento 53,3 44,0 13,3 42,0 26,7 12,0 3,3 2,0 3,3 - A clareza e sinceridade nos

posicionamentos 23,3 34,0 40,0 34,0 30,0 24,0 3,3 6,0 3,3 2,0 Fonte: Questionário

Analisando a tabela, notamos os efeitos das estruturas objetivas do campo acadêmico e do subcampo da formação de professores, bem como da posição dos sujeitos no subcampo orientando suas respostas, nas quais podemos captar projeções, reflexos do modo como estruturam o próprio pensamento. Assim, por exemplo, entre os pares, o fator mais valorizado

pelo subgrupo da Dimensão Pedagógica é um tema típico do discurso pedagógico, o “bom professor”, seja o que for isso; para o subgrupo da Dimensão Específica o fator mais

valorizado é o domínio dos conteúdos.

Comparando as respostas das colunas alto prestígio e pouco prestígio, perante pares, em relação ao reconhecimento como bom professor no sentido ético, 93,3% dos participantes da Dimensão Pedagógica atribuem alto prestígio a este fator e nenhum professor o avalia como de pouco prestígio. Essa avaliação contrasta com a do subgrupo da Dimensão Específica, em que uma proporção bem menor (52%) confere alto prestígio a esse fator e 18% o avaliam como de pouco prestígio.

Quando se trata do domínio da prática pedagógica, os subgrupos também se diferenciam na sua avaliação. Observamos um elevado número (73,3%) de sujeitos do subgrupo da Dimensão Pedagógica atribuindo alto prestígio a esse fator, enquanto apenas 46% do subgrupo da Dimensão Específica assim o avalia. Os mesmos subgrupos avaliam esse elemento como de pouco prestígio, respectivamente, nas proporções de 3,3% e 18%.

Ambos os subgrupos se aproximam ao atribuir alto prestígio aos fatores domínio de

conteúdos de sua área ou disciplina de especialização e capacidade como produtor de conhecimento, bem como ao desvalorizarem, relativamente, o item clareza e sinceridade nos posicionamentos, pois somente cerca de um quarto dos entrevistados de cada subgrupo

colocou esse item no topo da escala. No que toca a este elemento, aparece uma contradição dos docentes dos dois subgrupos, mas que confronta principalmente aqueles da Dimensão Pedagógica. Embora valorizem como de alto prestígio o primeiro fator (o reconhecimento

como bom professor, no sentido ético), pertence-lhes a menor proporção dos que avaliam com

esse mesmo grau o item clareza e sinceridade nos posicionamentos.

Trata-se de uma contradição apenas em certo sentido, isto é, na lógica do discurso teórico. Na lógica da prática, faz sentido tal posição. O funcionamento dos campos depende das regularidades objetivas dos habitus, das disposições dos agentes para adotarem as “[...]

condutas „razoáveis‟ do „senso comum‟, que são possíveis nos limites dessas regularidades”,

como afirma Bourdieu (2009, p. 92). As condutas que têm possibilidade de ser positivamente sancionadas são aquelas que estão

[...] objetivamente ajustadas à lógica de um campo determinado, do qual antecipam o porvir objetivo; ele tende consequentemente a excluir „sem

violência, sem arte, sem argumento‟ todas as „loucuras‟ („isso não é para nós‟), ou seja, todas as condutas destinadas a ser negativamente sancionadas

porque incompatíveis com as condições objetivas (BOURDIEU, 2009, p. 92).

O fato de que a maioria dos sujeitos tende a, relativamente, desvalorizar uma conduta ética (clareza e sinceridade nas posições que assume) que todos, em teoria, valorizam muito, não tem a ver com uma atitude calculista ou cínica, mas com a lógica de funcionamento dos campos sociais (e subcampos), onde os agentes, movidos pelo seu senso prático, desenvolvem estratégias126 de participação no jogo social. As estratégias são comandadas pelas regras do jogo nos campos sociais, onde há conflito e competição pela posse dos objetos de poder simbólico específicos desses campos. Os valores que permeiam tais campos, assim como suas regras de funcionamento, não sobrevêm absolutos, mas como resultados de uma negociação com outros valores e interesses que neles têm validade. Na chave alunos, verificamos que as proporções das respostas se mantêm de modo similar às respostas do quadro superior. Por essa razão deixamos de fazer uma análise mais detalhada dos resultados obtidos.

Em outra aproximação, confirmamos as tendências verificadas acima, produzindo outro cruzamento dos dados sobre prestígio e observando o vínculo dos sujeitos a sua área de conhecimento. Na Tabela 2.24, utilizamos dois dos conceitos da escala que propusemos no Questionário sobre habitus – alto prestígio (AP) e pouco prestígio (PP) – considerando que eles expressam os resultados mais significativos desse cruzamento de dados.

Tabela 2.24 - Participantes do Questionário e do PCM: fatores que conferem prestígio acadêmico ao professor, por área de conhecimento pedagógico e do currículo da educação básica, perante pares

Fatores

Áreas de conhecimentos e escala de prestígio (%) Ensino (15) Fundamentos (15) Linguagens (17) C. Humanas (14) C. da Natureza e Matem. (19) AP PP AP PP AP PP AP PP AP PP

O reconhecimento como bom

professor no sentido ético 93,3 0,0 93,3 0,0 70,5 5,8 42,8 28,5 42,1 21,0 O domínio dos conteúdos de sua

área/disciplina de especialização 73,3 0,0 80,0 0,0 58,8 11,7 85,7 0,0 84,2 5,2 O domínio da prática pedagógica 66,6 6,6 80,0 0,0 47,0 0,0 28,5 28,5 57,8 26,3 A capacidade como produtor de

conhecimento 66,6 6,6 66,6 6,6 35,2 5,8 50,0 14,2 68,4 0,0 A clareza e sinceridade nos

posicionamentos 13,3 33,3 40,0 0,0 29,4 47,0 28,5 14,2 15,7 31,5 Fonte: Questionário

126Bourdieu refere-se à noção de estratégia como “[...] o instrumento de uma ruptura com o ponto de vista objetivista e com a ação sem agente que o estruturalismo supõe [...] Mas pode-se recusar a ver a estratégia como o produto de um programa inconsciente, sem fazer dela o produto de um cálculo consciente e racional. Ela é o produto do senso prático como sentido do jogo, de um jogo social particular, historicamente definido, que se adquire desde a infância, participando das atividades sociais [...]” (2004b, p. 81).

Observamos que se repetem as avaliações do prestígio acadêmico, emitidas pelos professores quando separados por suas áreas de conhecimento. Constatamos o alto valor atribuído pelos professores das áreas de Ensino e Fundamentos da Educação a fatores que dizem respeito diretamente aos valores da própria especialização, ou seja, valores pedagógicos, atribuindo alto prestígio ao reconhecimento como bom professor, no sentido

ético; ao domínio dos conteúdos e ao domínio da prática pedagógica. Os professores das

outras áreas apresentam uma distribuição maior, conforme seus juízos, entre os graus alto prestígio e pouco prestígio.

Assim, percebemos que o fator reconhecimento como bom professor, no sentido ético, no grupo de Linguagens, tem índices mais próximos aos grupos de Ensino e Fundamentos da Educação, enquanto nos grupos de Ciências Humanas e Ciências da Natureza e Matemática os índices de alto prestígio caem e aumentam os de pouco prestígio.

O segundo fator de prestígio - domínio de conteúdos – é o elemento mais aceito por todos os grupos de áreas como indicador de alto prestígio do professor. Todos deram a ele elevada cotação, mas ressaltamos a alta avaliação desse fator por parte dos grupos de Ciências Humanas e Ciências da Natureza e Matemática, respectivamente, 85,7% e 84,2%, ao qual atribuem alto prestígio. Outro item no qual as avaliações se aproximam é a capacidade como

produtor de conhecimento a que as maiorias relativas de todos os grupos de professores

atribuem alto prestígio, exceto o grupo de Linguagens127. Nesse caso, reconhecemos os efeitos da política de valorização da pesquisa na universidade.

O domínio da prática pedagógica é valorizado como fator de alto prestígio para o professor pela maioria dos docentes ligados às áreas de Ensino, Fundamentos da Educação e Linguagens128, enquanto nas outras duas áreas os sujeitos se dividem em suas avaliações entre alto prestígio e baixo prestígio. Chama a atenção o grupo de Ciências Humanas que atribui a esse item o mais baixo índice na coluna alto prestígio e o mais elevado na coluna pouco prestígio.

Benzer Belgeler