1.5. Enfeksiyöz Hastalıklarda Modelleme
1.5.3. Modellerin Sınıflandırılması
Foge aos propósitos deste trabalho realizar uma revisão exaustiva, sobre Economia solidária. Destaque-se apenas o que é considerado como material rico e profundo para uma compreensão deste modo de produção alternativo à economia de mercado em razão de ter um lugar importante no desenvolvimento econômico do Brasil.
Dentro da Nova Sociologia Econômica, encontra-se a discussão de aspectos da economia solidária no que se refere a “mobilizar um esforço maior do que aquele realizado na economia capitalista, pois, devido a sua tripla natureza (teoria, movimento social e objeto), há flexibilidade e ausência de consensos para uma definição última de economia solidária capaz de abarcar todo o fenômeno, teoria e movimento que se analisa.” (Vieira, 2005, p.14). Assim, o movimento da economia solidaria defende o potencial de inclusão social e propõe a cooperativa popular como modelo de organização capaz de emancipar o trabalhador e desalienar o trabalho, ainda que operando em contexto capitalista (GONÇALVES, 2009, p. 33).
No campo da Economia Solidária, Singer (2002), apresentá-la como um modo de produção alternativo ao capitalismo, fundamentada na “propriedade coletiva ou associada do capital, e no direito à liberdade individual”. Aplicados estes princípios na reprodução desta outra economia, solidariedade e igualdade é o “resultado natural”. (SINGER, 2002 apud GONÇALVES, 2009, p. 96).
Na França, por exemplo, a estrutura organizacional é um fator particularmente importante para uma cooperativa, que é o tipo organizacional típico da economia social, pois define não apenas os cargos, os tipos de vínculos que os membros terão com a cooperativa ou associação e suas respectivas responsabilidades, mas também "garante" entrosamento entre os aspectos econômicos e sociais de cada organização (VIENNEY, 1994), sendo, portanto, o fator organizacional que melhor materializa que o econômico esta imerso no social. A estrutura organizacional de uma cooperativa é o ente que assegura a governança pautada em solidariedade e democracia representativa, pois define o funcionamento e as responsabilidades da assembléia geral, dos conselhos de administração e fiscal e da diretoria e demais gestores. Ao estabelecer cargos, responsabilidades e funcionamento a estrutura organizacional também favorece relações de solidariedade e participação, como quer o ideal cooperativista.
No Brasil, por sua vez, a cooperativa é um tipo organizacional que esta dentro da economia solidária, e não da social, como na França onde a estrutura organizacional como fator importante para a cooperativa encontra-se no arquétipo organizacional da ES. Menciona-se a França, devido a que foi ali onde o termo "economia solidária" foi forjado, através do trabalho de Bernard Eme e Jean-Louis Laville (1994).
Para Gonçalves et al., (2012, p. 09):
Ao empregar esse termo, os autores visavam dar conta da emergência e do desenvolvimento de um fenômeno de proliferação de iniciativas e práticas socioeconômicas diversas, chamadas na Europa, de iniciativas locais. Na maioria dos casos, essas iniciativas assumem a forma associativa e buscam responder a certas problemáticas locais específicas. Assim, a expressão "economia solidária" vem, em um primeiro momento, indicar, de um lado, a associação de duas noções historicamente dissociadas, isto é, iniciativa e solidariedade; e, de outro lado, sugerir com essas experiências a inscrição da solidariedade no centro da elaboração coletiva de atividades econômicas. Eme e Laville trabalharam com um referencial teórico inspirado em Polanyi para compor um quadro de referências sobre este fenômeno (EME e LAVILLE, 1994).
Para Laville (1994, p. 34) a separação entre economia social e solidária ocorreu na transição do século XIX ao século XX, devido à maior proximidade ocorrida entre organizações capitalistas e da economia social. O autor descreve a Economia Solidária como o conjunto de atividades econômicas de forma comunitária de propriedade, cujo objetivo é organizar-se a partir de fatores humanos, favorecendo as relações onde o laço social é valorizado através da reciprocidade. (LAVILLE, 1994, p. 211).
Historicamente, bosquejos da Economia Solidária aparecem há muitos anos atrás e de maneira intermitente na Europa com os primeiros idealizadores e socialistas utópicos como Karl Marx, e nos EUA, com as cooperativas criadas no século XIX do movimento sindical inglês. A finalidade da Economia Solidária é ser autônoma na gestão com processos democráticos onde o lucro é coletivo, primazia das pessoas e do trabalho sobre o capital na repartição de resultados.
A Economia Solidaria traz questões da Economia Social e Plural. Esta última está presente nas práticas associativistas, empresas sociais e iniciativas da sociedade civil, dentro do campo da economia atual, assumindo formas institucionais diversas. (GONÇALVES, 2009, p. 95). A Economia Plural vai à direção da Nova Sociologia Econômica, pois, mistura o social e o econômico principalmente. Constitui pluralidade de princípios (troca mercantil, reciprocidade e redistribuição) e recursos econômicos (mercantis, não mercantis – ajuda financeira dos poderes públicos-; não mercantis e não monetários – voluntariado -). Emerge de iniciativas de voluntariado e doação, mas para se perenizar devem mobilizar recursos oferecidos pelos poderes públicos.
No Brasil a discussão sobre economia solidária tornou-se mais presente a partir do fechamento de empresas e a demissão em massa de trabalhadores durante os anos de 1980-90. As expressões da economia solidária multiplicaram-se rapidamente, em diversas formas: coletivos de geração de renda, cantinas populares, cooperativas de produção e comercialização, empresas de trabalhadores, rede e clubes de troca, sistema de comércio justo e finanças, grupos de produção ecológica, comunidades produtivas auto-cines, associações de mulheres, serviços de proximidade, entre outros (LAVILLE, GAIGER, 2009).
Alguns autores denominam esses setores sócio-econômicos de economia informal, social, popular ou até mesmo de terceiro setor, mas o autor representativo deste movimento no Brasil é Paul Singer (2002, 2003), quem apresenta o fenômeno da Economia Solidária como um modo de produção alternativo ao capitalismo. Na acepção de Singer, trata-se de opor ao modo de produção capitalista, centrado na competição econômica, um “outro modo de produção” que se realiza por relações sociais solidárias.
Segundo Singer (2002) a questão crucial da economia solidária está em levar aos trabalhadores a ideia de se unirem em empresas em que todos são donos por igual, cada um com direito a um voto, empenhados solidariamente em transformar um patrimônio coletivo em um empreendimento sustentável.
O desenvolvimento do Brasil sempre se caracterizou pela forte presencia do governo na vida social do país. Corporações industriais se viram beneficiadas no processo de industrialização, mas isto não foi suficiente para desenvolver uma economia sólida e uma comunidade empresarial independente que liderara e direcionara uma distribuição da riqueza equitativa no país, além de gerar soluções aos problemas sociais.
Os empreendimentos sociais se restringiram às iniciativas individuais, não sendo comum dentro da comunidade empresarial. As crises financeiras desacreditaram o Estado como ente provedor de soluções sociais e junto com a globalização se incrementaram os problemas econômicos e sociais. Nesse contexto, aparece o terceiro setor, como agente impulsionado pela sociedade brasileira. Inicialmente estava composto por organizações privadas sem fins lucrativos e procuravam resolver as necessidades básicas públicas. Hoje há uma variedade de organizações que fazem parte deste setor, cumprindo o papel que não difere muito do inicial, mas que variam em tamanho, forma de operar, captação de recursos e objetivos institucionais.
Los principales componentes del sector sin fines de lucro norteamericano, que se usan con frecuencia como parámetro para analizar al mismo sector en otros países, se pueden encontrar también en el tercer sector brasileño. Según la definición “estructural- operativa” de Salamon/ Anheier utilizada por Landim, estas organizaciones son privadas, sin fines de lucro, formales, independientes y dependen de algún tipo de trabajo voluntario. No obstante, la idea de que dichas organizaciones constituyen un “sector” específico del tejido social, en vista de sus características comunes, no es suficientemente entendida en el ambiente académico ni en el ámbito de las prácticas civiles, asociativas y solidarias. Hasta el nombre que se le ha dado a este sector constituye un factor de discordia, en el que compiten distintas visiones, valores, identidades e ideologías, más que conceptos académicos.
Logo após o processo de redemocratização, as ONGs e as outras organizações do terceiro setor, tiveram que buscar formas inovadoras para fazer cumprir seus objetivos. Isto levou ao desenvolvimento de novas competências para poder manter seu lugar e garantir a sua diferenciação; habilidades que incorporaram conceitos como eficiência, eficácia e resultados, tão usuais no mundo corporativo.
A comunidade empresarial se abriu à ideia de ação social, inicialmente sob os conceitos de Responsabilidade Social Corporativa e hoje na busca por otimizar recursos que viabilizem missões sociais.
Para Fisher (2006, p. 222):
Esta nueva visión, presente en la actualidad en el discurso de los ejecutivos y los accionistas de las empresas privadas, es el resultado de un proceso largo y complejo de acercamiento entre las corporaciones y la sociedad civil. En el pasado, las compañías solían apuntar exclusivamente a generar ganancias para sus accionistas, mientras que su función social se limitaba a la creación de empleos, al pago de impuestos y al cumplimiento de la ley. En este contexto, los dueños de las empresas realizaban donaciones a título personal y demostraban una actitud caritativa personal, desvinculada de las compañías.