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Sanal Mimari Tasarım Stüdyosunun Yapısı

Já existem na literatura diversos sistemas para o apoio a aprendizagem e a elaboração

de artefatos cooperativamente – Belvedere e disCourse9, respectivamente (SUTHERS et al.,

1995) e (LID & SUTHERS, 2003), e os sistemas destacados no Quadro 1 são exemplos de aplicações nesse sentido. Muitos destes sistemas usam, juntamente com o paradigma da a- prendizagem cooperativa, a aprendizagem baseada em projetos (ABP ou Pedagogia de Proje- tos). Nesse sentido, a elaboração de artefatos (como textos, projetos gráficos, diagramas, etc.) é, muitas vezes, realizada paralelamente às interações entre os aprendizes e entre estes e o mediador em espaços de trabalho compartilhados. Assim, os participantes de um projeto po- dem visualizar e manipular o objeto que está sendo construído simultaneamente - a exemplo do sistema CRETA (TOGNERI et al., 2003). Além disso, ambientes que trabalham com esse enfoque, em geral, possibilitam o acesso às ferramentas necessárias para o desenvolvimento do projeto, assim como ferramentas de comunicação (TOGNERI et al., 2003, pp. 3 e 4).

Vale ressaltar o uso de ferramentas como essas na prática. É o caso do Belvedere (Figura 9) que tem sido usado no contexto de investigação científica colaborativa (TOTH; SUTHERS; WEINER, 1997; SUTHERS, 1998). O Belvedere é um ambiente que oferece su- porte a discussões críticas de teorias científicas (SANTORO; BORGES; SANTOS, 1999).

Esse groupware possibilita a construção de representações de relações lógicas e retóricas em

torno de debates, onde elementos gráficos que representam formulações de idéias e suas rela- ções são modelados de forma colaborativa. Esse ambiente combina três abordagens de apren- dizagem: aprendizagem colaborativa, aprendizagem guiada e aprendizagem baseada em pro- blema.

A equipe responsável pelo sistema Belvedere10 disponibiliza um conjunto de propos-

tas de estudos de investigações para desenvolvimento de pesquisas científicas de estudantes envolvendo o uso dessa ferramenta (Figura 10). Tais propostas sugerem debates e investiga- ções científicas em torno de temas variados, como: problemas da área médica que envolve doenças neurológicas, estudos paleontólogos que investigam a extinção em massa de formas de vida pré-históricas, estudos relacionados à biologia como o estudo da teoria da evolução nas ilhas de Galapagos (Figura 11), causas de acidentes aéreos, etc.

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Estes podem ser consultados no endereço: http://lilt.ics.hawaii.edu/lilt/software/index.html

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Usando o exemplo da pesquisa da evolução nas ilhas Galapagos da Figura 11, vê-se do

lado esquerdo da janela um conjunto de links que guiarão o estudante em suas atividades de

investigação (Guides for Inquiry, Guias para a investigação). Cada item ajuda o estudante em

uma fase de sua investigação e é acompanhado de uma explicação de como utilizar o Belve-

dere na fase em questão. O link “Explore”, por exemplo, indica como iniciar a exploração. O

link “Hypothesize” indica como os estudantes devem formular suas hipóteses para os proble-

mas no contexto de sua pesquisa (Figura 12). No link “Investigate” indica ao estudante como

ele deve proceder na fase de investigação. No ponteiro “Evaluate” é mostrada uma página

com dicas para o estudante avaliar o andamento e a conclusão da sua pesquisa. Por último, quando o estudante finaliza o seu trabalho e entra na fase de geração do relatório de pesquisa, o link “Report” aponta para dicas de como gerar o relatório e inclusive apresenta um modelo (report template) (Figura 13).

Um exemplo do uso do Belvedere, no caso de uma pesquisa em paleontologia que in- vestiga a extinção dos dinossauros, pode ser visto na Figura 14. A construção dos artefatos de pesquisa pode ser paralelamente trabalhada com a discussão entre os participantes, isso é veri- ficável nessa figura observando o seu lado esquerdo. Na janela que está atrás da janela princi-

pal, pode-se visualizar parte de uma discussão usando o chat e no restante visualiza-se a cons-

trução do objeto.

Suther et al (1995) apresentam uma avaliação do uso do Belvedere por estudantes en- gajados em discussões críticas de temas de ciências. Uma das discussões se deu em torno do tema relacionado às iguanas das ilhas de Galapagos (Figura 11), utilizando uma versão antiga

do Belvedere. Nesse estudo exploratório os estudantes utilizaram o software em três seções

diferentes. Na primeira seção os estudantes trabalharam individualmente, mas com a presença

de avaliadores, que indicou revisões realizadas na interface do software.

Na segunda seção, os estudantes que participaram da seção anterior trabalharam em pares por computador. A cada par foi solicitado que se tentasse uma hipótese para uma apa- rente anomalia na pesquisa de Darwin nas ilhas Galapagos. Os estudantes tiveram acesso a uma base de dados e fragmentos de informações para suas pesquisas e formulação de idéias. Nesse estudo exploratório não foi fornecida nenhuma dica ou aviso.

A terceira seção foi parecida com a segunda, mas com o apoio de monitores individu- ais que acessavam um espaço compartilhado para desenho e se sentavam lado a lado aos pes-

Figura 9: Interface do Ambiente Belvedere (PADILHA, 2005)

Figura 11: Proposta de investigação em torno do mistério da evolução na ilha Galapagos (SUTHERS, 1998)

Figura 13: Modelo de relatório de pesquisa

Figura 14: Um exemplo de construção de hipóteses relacionadas à extinção dos dinossauros no Belvedere

Figura 15: Diagrama dos estudantes em relação ao tema HIV/AIDS (SUTHERS et al., 1995)

Esse mesmo artigo apresenta outro estudo que foi realizado com o uso do Belvedere envolvendo uma discussão em torno do tema AIDS (Figura 15). Os autores detectaram com

esse estudo que os estudantes, ainda que sem experiência prática com o software, não tiveram

grandes dificuldades de manuseá-lo. Porém alguns equívocos no uso de diagramas e relações para a modelagem das idéias foram identificados, o que foi considerado natural pelos autores, em vista que não foram apresentadas explicações iniciais deliberadamente. Apesar dessas di- ficuldades iniciais e algumas relacionadas à rede de computadores, os estudantes foram capa- zes de representar suas idéias sobre o assunto sem grandes dificuldades.

Esses estudos em cima de experiências práticas de uso da ferramenta levaram a avalia- ção quanto à necessidade de aprimoramentos da interface de modelagem, assim como a ne-

cessidade de uma avaliação dos recursos do software em termos de quão bem eles estimulam

o tipo certo de atividade em um sistema focado na relação homem-máquina.

Vale destacar que esses estudos foram realizados em uma versão do software anterior à exibida na Figura 14. Por isso a aparência é diferente entre essa figura e a Figura 15.