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A. YERLEŞME (İSKAN) POLİTİKASI VE KÖYLERDEKİ NÜFUS

II. MİMARİ YAPI

Esta fase incide na exploração do campo para seleção dos sujeitos. Registramos a participação de um número diferenciado de sujeitos. Na fase exploratória, participaram 14 professoras, enquanto, na fase do desenvolvimento da pesquisa, participaram três professoras.

Na fase exploratória, os critérios definidos para participação eram:

a) atuar na Sala de Recursos Multifuncionais em escolas públicas municipais; e b) acompanhar nesta sala alunos com deficiência.

Nessa etapa, foram enviados 40 questionários via e-mail aos professores das Salas de Recursos Multifuncionais, que atuavam em escolas das seis Secretarias Executivas Regionais de Fortaleza (SERs). Desse total, 14 foram respondidos, e os demais 26 não

3 A escala de observação foi inspirada no roteiro desenvolvido pelo Projeto Gestão da Aprendizagem na

Diversidade, da Universidade Federal do Ceará, sob a coordenação da Professora Doutora Rita Vieira de Figueiredo.

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retornaram, apesar dos insistentes contatos. Todos os questionários eram acompanhados de uma carta que explicava o objetivo da pesquisa (APÊNDICE A).

O questionário (APÊNDICE B) foi organizado em dois grupos de perguntas. O primeiro objetivava coletar informações acerca da formação para o trabalho do Atendimento Educacional Especializado na SRM, o tempo de atuação neste espaço e o interesse do professor de participar de um projeto de pesquisa. Na segunda, foram agrupadas questões relacionadas às características da SRM, o seu tempo de funcionamento e o perfil dos alunos acompanhados.

Os dados da primeira parte do questionário indicaram que, das 14 professoras que responderam ao questionário, 13 eram licenciadas em Pedagogia e apenas uma possuía licenciatura em Biologia e Fisioterapia. Quanto à participação em cursos de formação/aperfeiçoamento em AEE, quatro delas não realizaram formação em AEE, enquanto as outras 10 informaram formações diferenciadas. Sete delas participaram do Curso de Formação em Serviço para Professores do Atendimento Educacional Especializado, ofertado pela Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza. Já as demais professoras três fizeram o Curso de Formação a Distância para Professores do Atendimento Especializado da Universidade Federal do Ceará (180h). Posteriormente, essas três professoras realizaram a complementação da carga horária e obtiveram o título de especialistas em Atendimento Educacional Especializado pela mesma Universidade, em parceria com o MEC/SEESP/UAB.

No que diz respeito ao tempo de atuação na SRM, a maior parte das professoras oito exerce essa função há pelo menos seis e no máximo dez anos. Esse tempo refere-se também ao seu trabalho dessas professoras na Sala de Apoio Pedagógico (SAP)4. Cinco

docentes atuavam na SRM há pelo menos três e no máximo cinco anos, e apenas uma delas atuava há mais de dez anos. Quanto à indagação sobre a participação em um projeto de investigação, 13 professoras demonstraram interesse em participar da pesquisa.

O gráfico 1 ilustra os dados relativos ao tempo de atuação na Sala de Recursos Multifuncionais:

4 As Salas de Apoio Pedagógico atendiam alunos com deficiência e dificuldades de aprendizagem. Foram

redimensionadas em 2008 para o trabalho de Atendimento Educacional Especializado e passaram a funcionar como Salas de Recursos Multifuncionais.

50 Gráfico 1 – Distribuição de professores por tempo de atuação na Sala de Recursos Multifuncionais e Sala de Apoio Pedagógico

Fonte: Elaboração própria, com os dados da pesquisa.

A segunda parte do questionário apontou o fato de que das 14 professoras, nove delas atuavam em salas financiadas com recursos do Ministério da Educação (MEC), enquanto as demais cinco atuavam em salas equipadas com recursos da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF). Dentre as nove SRMs financiadas pelo MEC, sete são do Tipo I5 e 2 do

Tipo II6. A seguir, o gráfico 2 ilustra a quantidade de salas financiadas com recursos do MEC

e da PMF.

Gráfico 2 – Salas de Recursos Multifuncionais financiadas pelo MEC

Fonte: Elaboração própria, com os dados da pesquisa.

5Nas SRMs do Tipo I, são disponibilizados equipamentos e materiais tais como “[...] microcomputadores,

monitores, fones de ouvido e microfones, scanner, impressora laser, teclado e colméia, mouse e acionador de pressão, laptop, materiais e jogos pedagógicos acessíveis, software para comunicação alternativa, lupas manuais, plano inclinado, mesas, cadeiras, armário, quadro melamínico.” (RAPOLI et al, 2010, p. 31).

6 Nas SRMs do Tipo II, além de todos os materiais disponíveis na sala do Tipo I, ainda estão presentes “[...]

recursos específicos para o atendimento de alunos com cegueira, tais como impressora Braille, máquina de datilografia Braille, reglete de mesa, punção, soroban, guia de assinatura, globo terrestre acessível, kit de desenho geométrico acessível, calculadora sonora, software para produção de desenhos gráficos e táteis.” (RAPOLI et al, 2010, p. 32). 0 2 4 6 8

de 0 a 2 anos de 3 a 5 anos de 6 a 10 anos Mais de 10 anos

0 5 8 1 0 2 4 6 8 10 12

MEC PMF tipo I tipo II

9

5

12

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Em relação ao tempo de funcionamento das SRMs, a maioria funcionava pelo período de sei a dez anos. Até 2007, esses espaços eram estruturados no formato de Sala de Apoio Pedagógico. Em 2008, as SAPs foram redimensionadas e passaram a funcionar como SRMs, de acordo com as orientações da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva/2008. O gráfico 3 ilustra o tempo de funcionamento dessas salas.

Gráfico 3 – Tempo de funcionamento das SRMs

Fonte: Elaboração própria, com os dados da pesquisa.

Na questão relativa ao perfil dos alunos atendidos nas SRMs, identificamos maior quantidade de alunos com deficiência intelectual (151). Neste estudo, no entanto, não averiguamos se todos esses alunos realmente apresentavam o diagnóstico de deficiência intelectual. Nossa hipótese é de que haja um número significativo de alunos com dificuldade de aprendizagem sendo considerados como alunos que apresentam deficiência intelectual. Para a seleção dos sujeitos participantes na fase do desenvolvimento da pesquisa, consideramos a existência de um diagnóstico indicativo de que o aluno apresentava deficiência intelectual. A seguir, o gráfico 4, que ilustra o perfil e o quantitativo de alunos com deficiência em atendimento nas SRMs do Município de Fortaleza.

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 1 1 3 1 2 2 1 1 2

52 Gráfico 4 – Alunos em atendimento nas SRMs

Fonte: Elaboração própria, com os dados da pesquisa.

Após a fase exploratória, selecionamos três Salas de Recursos Multifuncionais e suas respectivas professoras de AEE, de acordo com os seguintes critérios:

a) Sala de Recursos Multifuncionais:  funcionar há pelo menos 1 ano;

 atender alunos com deficiência intelectual; e

 funcionar como Sala de Recursos Multifuncionais estruturada com materiais financiados pelo MEC.

b) Professores de Sala de Recursos Multifuncionais: ser professor da SRM há pelo menos 1 ano;  ter interesse em participar da pesquisa;

 atender alunos com deficiência intelectual com diagnóstico clínico comprovado; e

 ter participado da formação em Atendimento Educacional Especializado oferecido pela Universidade Federal do Ceará.

Dentre as 14 professoras e as respectivas SRMs identificadas na fase exploratória, sete atendiam aos critérios mencionados, sendo três da SER III, 2 da SER V e 1 de cada SER (V e VI). Desse total, uma professora (SER VI) não concordou em participar da pesquisa e justificou que atuava há pouco tempo na SRM. Do grupo de seis professoras que atendiam aos critérios definidos, selecionamos três delas (SER III, SER IV, SER V), de acordo com a proximidade geográfica das escolas, tendo em vista que a pesquisa exigiria constantes deslocamentos e tempo para o cumprimento dos procedimentos de investigação.

0 20 40 60 80 100 120 140 160 2 10 11 151 12 7 6 1 21

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Com o objetivo de preservar o anonimato dos sujeitos participantes desta investigação, identificamos as três professoras por meio das siglas: P1, P2 e P3, que correspondem respectivamente, às Salas de Recursos Multifuncionais; SRM 1, SRM 2 e SRM 3. As observações do trabalho desenvolvido pelas três professoras foram efetuadas durante os atendimentos realizados com três alunos que apresentavam deficiência intelectual. No presente estudo, os três alunos foram identificados como A1, A2 e A3. Delineamos na sequência seguir o perfil de cada professora, dos alunos observados e as características das salas selecionadas para o desenvolvimento desta investigação.

A P1 tem formação inicial em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú - UVA, especialização em Educação Especial e em Atendimento Educacional Especializado, ambas pela Universidade Federal do Ceará. Exerce a função de professora especialista há cinco anos, incluindo seu tempo de atuação na Sala de Apoio Pedagógico.

Na SRM1, observamos os atendimentos realizados de A1, que é do sexo feminino, tem 11 anos e diagnóstico de deficiência intelectual. Quanto às aprendizagens escolares, a aluna apresentava dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita, reconhecia os números, letras e cores. Em relação ao nível psicogenético da escrita, encontrava-se no nível silábico com valor sonoro. No momento da pesquisa, cursava o 2° ano do Ensino Fundamental no turno da manhã. Mora com os avós maternos, tios e uma irmã mais nova, que também apresenta deficiência intelectual. A situação sociofamiliar é pouco favorável.

P2 possui graduação em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú, especialização em Psicopedagogia pela Universidade Estadual do Ceará e em AEE pela Universidade Federal do Ceará. Exerce a função de professora especialista há dez anos, incluindo o tempo de atuação na Sala de Apoio Pedagógico.

Na SRM2, analisamos o trabalho dessa professora realizado com A2, que é do sexo masculino e tem diagnóstico de deficiência intelectual. Em relação às aprendizagens escolares, o aluno não era alfabetizado, reconhecia as letras de seu nome, mas apresentava dificuldades na sua escrita. A2 identificava cores, alguns numerais e formas geométricas. Ele tem 12 anos, mora com os pais e dois irmãos, sendo o segundo na ordem da filiação. O aluno faz uso de medicações e recebe carinho e cuidados por parte da mãe.

P3 teve formação inicial em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará e especialização em AEE pela Universidade Federal do Ceará. Atua há mais de dez anos como professora especialista, incluindo o tempo de trabalho na Sala de Apoio Pedagógico.

Observamos, na SRM3, os atendimentos realizados com a aluna identificada nesta pesquisa como A3, com 11 anos e, na época da pesquisa, estava matriculada no 2º ano do

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Ensino Fundamental. Ela tem deficiência intelectual associada ao distúrbio de comportamento e de atenção. Quanto às aprendizagens escolares, se encontrava em processo de alfabetização, conseguia ler e escrever palavras formadas por sílabas simples. Mora com os pais e 1 irmão mais velho. A mãe é costureira e o pai autônomo. A família experimenta situação financeira pouco favorecida.

As três salas selecionadas foram equipadas com os recursos do MEC e localizam- se, respectivamente, na abrangência das Secretarias Executivas Regionais (SER III, IV e V). A SRM 1, do tipo 2, funcionava há cinco anos como Sala de Recursos Multifuncionais. Anteriormente, era um espaço destinado ao apoio pedagógico. A professora dessa sala (P1) atende um total de oito alunos, sendo quatro com deficiência intelectual, dois com baixa visão e 2 com deficiência múltipla.

A SRM 2, do tipo 1, funcionava há sete anos, incluindo o tempo de Sala de Apoio Pedagógico. P2 atende 17 alunos com deficiência, sendo 12 intelectual, um transtorno global do desenvolvimento e quatro física.

A SRM 3, do tipo 1, foi implantada há três anos. A P3 atende 17 alunos, sendo 11 com deficiência intelectual, 1 com surdez, 1 com baixa visão e 4 com paralisia cerebral.

A descrição detalhada do ambiente físico e pedagógico das salas será realizada no capítulo 4, que procederá à análise dos dados.