“Inovação é um empenho humano que nos diferencia do resto do mundo animal.” Howard Rush
As economias dos países desenvolvidos demonstram que as vantagens competitivas atuais estão ancoradas na aplicação de novos conhecimentos, na inovação e na cooperação, esta no sentido de que passa a ser necessário compartilhar talentos, recursos financeiros, conhecimentos e tecnologia. Vantagens como grande disponibilidade de força de trabalho a baixo custo e de recursos naturais não são as mais almejadas no contexto da sociedade contemporânea.
Por tecnologia compreende-se todo um conjunto de relações, habilidades, conhecimentos e técnicas ligadas à execução de qualquer atividade, materializada em máquinas, equipamentos e processos que organizam a vida diária. A produção de tecnologia e de conhecimento pode conduzir-se por valores que promovam um modelo de desenvolvimento socialmente justo e ambientalmente sustentável, mas para isso é necessário que os vários atores sociais – a universidade, as empresas e a sociedade civil – estejam incluídos no processo.
O Brasil ainda não atingiu maturidade quanto à interação universidade-empresa. Tradicionalmente, o parque empresarial brasileiro tem sido formado por empresas multinacionais, cujos centros de desenvolvimento tecnológico estão situados em seus países de origem. As empresas brasileiras ainda não efetivaram relações com os centros de pesquisa universitários, já que no passado buscaram proteção do governo através da criação de reservas de mercado que impediam a importação em sua área de atuação, enquanto buscavam se atualizar através da compra de tecnologia de países desenvolvidos. Com a abertura do mercado nacional para o mundo globalizado, as empresas nacionais que estavam acostumadas a operar em um mercado protegido, foram obrigadas a competir internacionalmente, no entanto, sem ter uma preparação prévia e, pior, sem uma tradição na área tecnológica.
Em decorrência do fenômeno da globalização, as universidades, as empresas e o governo viram-se na necessidade de mudar sua cultura institucional. A crescente abertura do mercado nacional à competição internacional tem exigido das empresas expansivos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em inovação, pois o desenvolvimento tecnológico é fundamental para a inserção do setor produtivo no mercado globalizado, marcado pela velocidade de suas mudanças e volatilidade de seus processos. A saída é inovar para competir e crescer num mercado sempre mais exigente e sofisticado. As empresas, nos últimos anos marcados pela abertura comercial, pelos avanços da globalização e pela inovação tecnológica em todos os setores, têm enfrentado esse desafio.
As empresas que investem em inovação tecnológica, muitas vezes, são consideradas referência em suas áreas e se destacam no mercado. No caso do Brasil, o desenvolvimento industrial é frágil, principalmente, porque os investimentos em pesquisa tecnológica estão muito aquém do que se faz em países tais como os Estados Unidos e em alguns países da Europa, deixando a indústria brasileira dependente desses mercados. Urge-se um incremento das políticas que sustentarão a instauração de uma base tecnológica, que permita o desenvolvimento das tecnologias da informação e assegure o desenvolvimento das empresas brasileiras, mantendo-as no nível de competitividade mundial. Faz-se necessário um maior investimento na formação humana, no sentido de desenvolver potencialidades e habilidades voltadas para a criatividade, que gerem inovações tecnológicas, assim como também são necessárias políticas que atraiam os capitais financeiros que circulam no mercado global.
A pesquisa GEM 2008 demonstrou que o Brasil apresenta uma das mais baixas taxas de lançamento de novos produtos e de uso de tecnologias disponíveis há menos de um ano no mercado. Apenas 3,3% dos empreendimentos brasileiros teriam a capacidade de propor e
lançar novos produtos. Segundo a pesquisa, os especialistas consultados justificam os dados pela fragilidade do sistema brasileiro de apoio à inovação, da estrutura de apoio formal à elaboração, orientação e acompanhamento de projetos e da estrutura de financiamento às empresas (GARCIA, 2009).
Segundo resultado da última pesquisa GEM, divulgada em março de 2009 pelo SEBRAE, apenas 0,6% das micro e pequenas empresas brasileiras são inovadoras. O Brasil está entre as últimas posições no ranking dos 43 países pesquisados no estudo48.
De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), de 4,4 milhões de empresas em operação no Brasil, somente trinta mil consideram-se inovadoras e apenas seis mil realizam atividades de pesquisa e desenvolvimento49; por isso, a aproximação das empresas com as universidades ou centros de tecnologia, com capacidade de pesquisa e desenvolvimento, são importantes. Nesses ambientes são criadas as condições para que pessoas com perfil empreendedor identifiquem oportunidades para transformar uma ideia ou conhecimento num produto, processo ou serviço de sucesso.
O risco tem sido o fator de maior inibição dos investimentos em inovação por parte das empresas brasileiras. Os elevados custos, acima de tudo, pelas altas cargas tributárias incidentes nos gastos com inovação, pesquisa e desenvolvimento também têm desanimado os empresários, assim como, os altos custos dos financiamentos.
O objetivo do incentivo à inovação, que hoje é dado, é fazer com que o Brasil seja capaz de gerar soluções, produtos e serviços para certos nichos de mercados, baseados no conhecimento. Nesse sentido, as universidades, e aqui se incluem os CEFETs, os Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFETs) e as Universidades Tecnológicas (UTs), têm um papel muito importante, pois são responsáveis por estimular a criatividade, no processo educacional, a ponto de transformar o profissional brasileiro de mero leitor de manuais de técnicas originárias de outros países em desenvolvedores de tecnologia. O Brasil precisa demonstrar que seus trabalhadores têm potencial para ser não somente usuários de tecnologia, mas também inovadores e produtores de conhecimentos necessários para a transformação da sua realidade. Em função disso, é imprescindível a existência de políticas públicas que
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Outras informações podem ser obtidas no texto de Pollyanna Melo: Brasil poderá ter 80 mil pequenas
empresas inovadoras em 2 anos, cuja bibliografia completa consta no final do texto.
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Outras informações podem ser obtidas no texto Desafios da inovação, cuja bibliografia completa está no final do texto.
incentivem a capacitação gerencial e o desenvolvimento tecnológico, facilite o crédito e melhore a infraestrutura para comercialização e comunicação, entre outros apoios.
As empresas brasileiras ainda se mostram excessivamente preocupadas com processos de gestão comercial e financeira em detrimento do investimento e da gestão da inovação. Ao se privilegiar apenas os resultados imediatos, diminui-se a competitividade. Pesquisas como a GEM e o trabalho que é realizado pelas incubadoras de empresas de base tecnológica reforçam a importância da contínua criação e consolidação de políticas públicas em apoio ao empreendedorismo inovador, nascente no Brasil.
É imprescindível dar-se a devida importância para o investimento em Ciência & Tecnologia (C&T) na esfera das Universidades e Escolas Técnicas, como resposta às demandas e necessidades da sociedade e à necessidade de desenvolvimento do País. O apoio da C&T na construção de políticas públicas inovadoras e no desenvolvimento tecnológico, associado a elas, serão fundamentais para o combate à desigualdade social.
Um dos desafios é aproximar a C&T da Inovação. O conhecimento científico é um dos determinantes para uma intervenção econômica sustentável, necessitando, assim, da atuação do sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T& I). Outro desafio é o de aproximar o sistema universitário e as atividades de P&D das empresas, transformando não somente os recursos financeiros em conhecimento, mas também o conhecimento em riqueza. Mecanismos para isso já existem: incubadoras de empresas, parques tecnológicos congregando universidades, centros de pesquisa, escolas técnicas e fomentadores públicos ou privados com interesse em tecnologia e inovação, entre outros. O que é necessário é estimular esses mecanismos por políticas públicas, a fim de se criarem pontes de cooperação em benefício da economia local e nacional. Também os pesquisadores precisam ser estimulados em projetos de interesse não só da iniciativa privada, que naturalmente tem como principais objetivos o lucro e a competitividade, mas, sobretudo, de interesses econômicos e sociais, simultaneamente.
Uma empresa inovadora é aquela que constrói e mantém um ambiente voltado à inovação, tendo o conhecimento como diferencial competitivo. No Brasil, pode-se dizer que ainda são raros os exemplos de organizações que enxergam o conhecimento como recurso estratégico para competir no mercado e também para oferecer soluções para a sociedade. Um exemplo de que o conhecimento produzido na academia pode ajudar o mundo produtivo é a solução encontrada pela empresa São Domingos, localizada em Catanduva, interior de São Paulo. Ela inovou o processo de produção do setor sucroalcooleiro com o sistema de previsão
e otimização, utilizando-se de modelagem matemática. As empresas que trabalham em parceria com o mundo acadêmico desenvolvem metodologias de trabalho específicas passíveis de se transformar em um produto a ser oferecido para outras empresas do ramo. “Quando o conhecimento acadêmico cola na vida real e se mostra útil, um pequeno milagre acontece”, elucida o professor Aguinaldo Ricieri50 (apud FERREIRA, 2008, p. 40), ao explicar a importância de profissionais de diversos saberes trabalharem juntos com o mundo produtivo, objetivando a solução de questões que irão impactar positivamente na sociedade.
Outros exemplos positivos de investimentos em pesquisa e tecnologia podem ser citados. A região do Semiárido do Vale do São Francisco, onde está localizado o principal polo de fruticultura tropical do Brasil, transformou-se ao ponto de produzir frutas típicas de regiões temperadas, após incontáveis horas de trabalho científico e muito investimento de institutos de pesquisa, universidades, iniciativa privada e órgãos dos governos federal e estadual. A produção é caracterizada pela utilização de modernas técnicas de irrigação e manejo. O cultivo de manga, uva, mamão, limão, banana, coco, maracujá e de outras variedades gerou um elevado número de postos de trabalho. Os produtos são tão reconhecidos pela alta qualidade que as empresas do Vale do São Francisco estão em fase de estudos técnicos para embasar pedido de Indicação Geográfica, que vai funcionar como uma espécie de grife para os produtos, valorizando-os ainda mais no momento da comercialização. (GALVÃO, GODOI e SILVA, 2009).
O conhecimento gerado na academia precisa estar de acordo com alguma necessidade local, demonstrando haver interação entre a universidade e a comunidade. O Estado tem um papel muito importante no que tange à definição da agenda de P&D, especialmente à que é financiada, exclusivamente, com recursos públicos. Ele pode estabelecer prioridades e definir linhas de pesquisa estratégicas e orientadas à solução específica de problemas sociais locais, mas, também, a sociedade pode se transformar em um ator relevante na elaboração de políticas de C&T e no desenho e implementação de soluções tecnológicas concretas.
A Lei da Propriedade Industrial no Brasil (Lei nº 9.279/96) regula os direitos e as obrigações relativos à propriedade industrial. De acordo com essa lei, Patente51é um título de propriedade outorgado pelo Estado, que tem o objetivo de descrever e reivindicar uma
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O professor Aguinaldo Ricieri foi citado por Paula Ferreira no texto “Santo de casa faz milagre”, cuja bibliografia completa encontra-se na lista de referências bibliográficas.
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Weber (1980), ao traçar a linha de evolução do sistema capitalista na Inglaterra, destaca que as primeiras fábricas deram início às suas atividades em virtude de uma patente. A primeira lei de patentes, formulada pela Inglaterra em 1623, possibilitou ao setor da indústria têxtil do século XVIII patentear importantes inventos para o desenvolvimento do capitalismo.
invenção (ou modelo de utilidade), conforme condições determinadas em lei. A função da patente é conferir ao proprietário um direito limitado no tempo e no espaço para explorar a invenção (ou modelo de utilidade) reivindicada. A patente permite que terceiros sejam excluídos de atos relativos à matéria protegida. Por meio dela, o titular tem o direito de impedir terceiros, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto objeto de patente e processo ou produto obtido diretamente por processo patenteado.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) define como vantagens econômicas das patentes as seguintes questões: posição fortalecida no mercado; maiores possibilidades de retorno de investimentos; possibilidade de vender ou licenciar a invenção; instrumento legal de ação contra contrafatores; e o fato de a patente estimular a concorrência a desenvolver novas tecnologias ou aperfeiçoar as existentes. No entanto, o êxito não está no acúmulo de um número elevado de patentes registradas, mas sim, na absorção da tecnologia pela sociedade, ou seja, em uma maior democratização do acesso ao conhecimento tecnológico.
Existem dois tipos de proteção. Patente de Invenção é a concepção resultante do exercício de capacidade de criação do homem, que representa uma solução para um problema técnico específico, dentro de um determinado campo tecnológico. Os requisitos para a concessão de patente de invenção são: novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Modelo de Utilidade é uma nova forma ou disposição conferida em objeto que se presta a um trabalho ou uso prático, visando melhoria funcional, no que tange a questões de praticidade, comodidade e eficiência, no seu uso ou em sua fabricação. Os requisitos para a concessão de Modelo de Utilidade são novidade, ato inventivo, melhoria funcional e aplicação industrial.
Sobre o requisito novidade: Invenção ou Modelo de Utilidade são considerados novos quando não compreendidos no estado da técnica. Acerca do requisito atividade inventiva ou ato inventivo: considera-se que uma Invenção ou Modelo de Utilidade são dotados de atividade inventiva ou ato inventivo sempre que, para um técnico no assunto, não decorra de maneira evidente ou óbvia (Invenção) ou não decorra de maneira comum ou vulgar (Modelo de Utilidade) do estado da técnica. Sobre o requisito Melhoria Funcional: considera-se a introdução em um objeto, de uma forma ou disposição que acarreta comodidade ou praticidade ou eficiência à sua utilização e/ou obtenção. Uma invenção é considerada suscetível de aplicação industrial se o seu objeto for passível ou capaz de ser fabricado ou
utilizado em qualquer tipo/gênero de indústria. Inclui indústrias agrícolas, indústrias extrativas e indústrias de produtos manufaturados ou naturais.
A patente é a descoberta para a solução de um problema qualquer, não importando sua dimensão. A todo momento, no chamado “chão de fábrica”, são feitas adaptações ou soluções para situações que poderiam gerar propriedade industrial se houvesse a cultura da proteção da descoberta. Não geram, no caso do Brasil, porque, simplesmente, ignora-se essa possibilidade.
A inovação, que é a aplicação de uma ideia nova, não necessariamente original, para criar-se valor, seja para as pessoas, para as empresas ou para o país; pode vir a ser uma invenção oportuna que corresponda aos anseios do mercado. Enquanto a invenção compatibiliza-se perfeitamente no âmbito das ciências, a inovação está relacionada a uma invenção introduzida no mercado.
No Brasil, ainda não se tem a cultura de medir as inovações por patentes. Algumas razões podem justificar o número pequeno de registros: o processo de registro de patentes é muito lento e caro; as mudanças são tão rápidas que nem sempre vale a pena obter o registro; para se registrar o pedido é necessário detalhar a inovação e muitas empresas não se sentem seguras; e, por fim, em certas áreas em que o Brasil é inovador, a patente em si não é tão relevante.
A patente é um compromisso entre o governo e o inventor. De um lado, está o Estado que garante a exclusividade durante a vigência da patente, de outro, está o inventor que descreve a invenção de forma a permitir sua reprodução pela sociedade, depois de sua vigência.
Federman (2009)52 afirma que apesar de o Brasil já ter ocupado lugar de destaque no ramo da propriedade industrial, não é tão hábil na transformação de sua produção científica em tecnologia. Em 1809, o príncipe regente Dom João VI conduziu o País a ser o quarto no mundo a ter a própria lei de patentes. Mesmo com tal feito histórico, o número de patentes brasileiras registradas está muito aquém de países como Estados Unidos ou muitos outros asiáticos. Em 2007, com 385 pedidos, o Brasil estava atrás da China (4.422 pedidos), Índia (2.387) e Rússia (547). Ao que contrasta a essa insignificante atuação na área da propriedade industrial, o Brasil foi o responsável por 1,99% dos artigos publicados em periódicos científicos internacionais, com 19.436 artigos editados em 2007. Como se vê, é considerável o descompasso entre o número de patentes nacionais depositadas nos Estados Unidos e o número de artigos publicados. A examinadora explica que a patente é uma ferramenta
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estratégica de conquista mercadológica, de avaliação do nível de competitividade dos concorrentes e possíveis parceiros e de garantia do direito de luta pela autoria em caso de cópia indevida.
É perceptível que o Brasil tem capacidade científica e potencial tecnológico, entretanto, ainda não consegue gerar desenvolvimento condizente com o nível de conhecimento já alcançado, conhecimento que, na maioria das vezes, é obtido com recursos públicos. O caminho a ser seguido é o que países, tais como China, Índia, Rússia, Japão, Coreia e outros têm percorrido, ou seja, o da proteção da tecnologia nacional. Não é mais possível ser um país mero exportador de commodities, sendo o investimento em C&T essencial para aumentar o valor agregado das exportações brasileiras.
A Coreia do Sul, há cerca de vinte anos, tinha uma posição similar à do Brasil em vários aspectos econômicos, de desenvolvimento tecnológico e demográfico. Contudo, devido a um intenso esforço em educação tecnológica, os coreanos conseguiram um notável desenvolvimento tecnológico e industrial e, em 2006, ocuparam o 4º lugar entre os países com maior número de patentes solicitadas. Seguindo os coreanos, os Estados Unidos da América, o Japão, o Reino Unido, a Alemanha e a França somam cerca de 80% do número de pedidos de patentes no mundo. Essas atitudes atestam a importância da educação, do bom senso empresarial, do investimento e de uma boa formação profissional, reflexo que faz a diferença no mercado industrial e, realmente, promove oportunidade e mudanças no perfil de desenvolvimento de todo o País, ressalta Abreu (2007).
No ranking de inovação tecnológica feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil ocupou o 42o lugar entre 48 países, ficando à frente apenas do México, África do Sul, Argentina, Índia, Letônia e Romênia. Os motivos principais foram: baixo investimento público e privado em pesquisa, deficiências nas políticas de incentivo e qualidade ruim da formação educacional53. Por isso, as incubadoras de empresas brasileiras, de modo particular as de base tecnológica, têm uma importante função, que é de atuarem como estimuladoras do desenvolvimento tecnológico, contribuindo para a geração de uma variedade de novidades, de inovações técnicas e gerenciais.
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4.3. Principais incentivos públicos ao empreendedorismo e ao desenvolvimento