No item anterior, ficou claro que para um país crescer de modo consistente e acelerado é necessário o investimento em inovações tecnológicas. O comprometimento com a inovação auxilia o país e o direciona ao crescimento. Dificilmente um país irá se desenvolver sem investimento em tecnologia e inovação. Ainda que o mundo esteja vivendo a era do conhecimento, época em que a tecnologia encontra-se no coração dos processos de produção de riqueza, o Brasil tem investido muito pouco em inovação, cerca de 1% do PIB, contra 3% nos países centrais.
Apesar de insuficientes, são várias as políticas públicas de investimentos em empreendedorismo e em desenvolvimento tecnológico, sendo que os maiores estimuladores do empreendedorismo e da inovação, no Brasil, são: o Governo Federal, através de diversos programas dos Ministérios de Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Integração Nacional, Educação, Trabalho e outros; o SEBRAE; a FINEP; o CNPq; os Governos Estaduais, através das Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fundações de Apoio à C&T, Secretarias de Desenvolvimento e outros órgãos de âmbito Estadual. Em Minas Gerais, destaca-se a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG); os Governos Municipais, através das Secretarias Municipais de Ciência e Tecnologia, Secretarias de Desenvolvimento e outros órgãos voltados para o tema; as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), tais como as Universidades, os Institutos de Tecnologia, as Escolas Técnicas e outras Instituições de Ensino e Pesquisa; Confederação Nacional da Indústria (Sistema CNI), Federações de Indústria, SENAI e o IEL; as Associações de Classe, Organizações não governamentais, etc.
A fim de se estimular a inovação tecnológica nas empresas, foram criados, no Brasil, diversos instrumentos de financiamento. A FINEP, principal agência brasileira de apoio à inovação, destaca-se por ter um número de instrumentos variados de financiamento, que vai do não-reembolsável ao crédito reembolsável, passando pela subvenção direta de atividades de inovação nas empresas. Ela financia laboratórios universitários, projetos inovadores de grandes empresas e ideias simples que, embora não utilizem alta tecnologia, trazem em sua constituição algum tipo de inovação.
A partir do incentivo à inovação, a FINEP pretende elevar o grau de competitividade das empresas brasileiras nos mercados interno e externo, estimular o aumento das parcerias
entre o setor empresarial e as instituições de ensino e pesquisa e apoiar os projetos de relevância regional, inseridos em arranjos produtivos locais. Em seus programas, a FINEP motiva os desenvolvedores de tecnologia a continuarem buscando soluções inovadoras, promovedoras do crescimento tecnológico do País.
A parceria FINEP/SEBRAE prioriza o apoio a projetos de empresas inseridas em Arranjos Produtivos Locais. Esses parceiros, além de apoiar os setores de tecnologia de ponta, tais como biotecnologia, petróleo, tecnologia da informação, metal-mecânica, entre outros, prestigiam a inovação em áreas tradicionais da economia, como calçados, móveis, construção civil, confecções, fruticultura e ovinocaprinocultura. A parceira apoia também a indústria criativa, que inclui novas tecnologias para cinema, artes plásticas, audiovisual e artes cênicas.
Entre as várias iniciativas do Banco do Brasil para o crescimento do País está a Estratégia Negocial de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS). Esse programa, criado em 2003, trabalha para dinamizar as economias locais e melhorar os indicadores socioculturais e ambientais de populações de baixa renda. Até junho de 2009, foram desenvolvidos 5.900 planos de negócio em 4.752 municípios, e 5,5 milhões de reais em créditos foram comprometidos54.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem, entre os seus objetivos, o de gerar empregos, movimentar a economia e combater os desequilíbrios regionais.
O Brasil conta com o Plano de Ação de C,T& I para o Desenvolvimento Nacional (2007-2010), cujo ponto principal é a articulação de todas as áreas do Governo e instituições de pesquisa em torno de uma política de Estado para o setor. As ações estão divididas em quatro prioridades estratégicas: expansão e consolidação do Sistema Nacional de C,T&I; promoção da inovação tecnológica nas empresas; pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas estratégicas; e ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social. Outros objetivos são: ações de incentivo fiscal para a contratação de cientistas e para o desenvolvimento de novas tecnologias nas empresas brasileiras. A política para o setor tem o objetivo principal de integrar ações de governo, dos institutos de pesquisa e das empresas. Como resultado do referido plano, constatou-se que, entre 2006 e 2009, houve o crescimento de 54% da participação das pequenas e microempresas no volume de recursos públicos para incentivar a inovação tecnológica no Brasil, estimulando a competitividade e a produtividade
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL- Economia Popular. Mais Brasil Para Mais Brasileiros. junho 2009, p. 6.
desse segmento da economia, responsável por mais da metade dos empregos formais no Brasil55.
Outro instrumento criado, no Brasil, é o Subvenção Econômica à Inovação, lançado em 2006, cujos recursos não precisam ser devolvidos. Esse instrumento, que é um mecanismo de política pública utilizado há muito tempo por países desenvolvidos, tem como objetivo promover o aumento das atividades de inovação e o incremento da competitividade das empresas, via apoio financeiro, que permite a aplicação de recursos públicos não reembolsáveis diretamente nas empresas. O Programa de Subvenção Econômica 2009 destinou relevante quantidade de recursos para a área de desenvolvimento social, mais especificamente relacionados aos seguintes temas: soluções para o acesso à internet de banda larga em regiões carentes; equipamentos para produção agropecuária em pequenas propriedades; e produtos e processos para habitações de interesse popular e saneamento de baixo custo (FERREIRA, 2009a).
Para apoiar a execução de projetos de inovação desenvolvidos por empresas, principalmente de base tecnológica, cujas soluções apresentadas têm potencial mercadológico de impacto social e/ou comercial, foi criado o Programa de Apoio à Pesquisa em Empresa (PAPPE Subvenção). Em Minas Gerais o programa é coordenado pela FAPEMIG.
Um importante incentivo de aproximação entre as pesquisas acadêmicas e o mundo produtivo é o auxílio da FAPEMIG a partir do Edital Mestres e Doutores nas Empresas. Esse apoio garante uma oportunidade para as empresas atraírem profissionais qualificados para o desenvolvimento de novas tecnologias. Incentivos como esse melhoram as condições de competitividade e estruturação dos centros de P&D das empresas, promovem a aproximação entre o setor produtivo e a comunidade acadêmica, estimulam a cultura da inovação nas empresas, além de contribuírem para a inserção de mestres e doutores na iniciativa privada como promovedores de desenvolvimento e inovação.
Outro instrumento, o Primeira Empresa Inovadora (Prime), destinado às empresas nascentes de base tecnológica, foi lançado em 2008, numa parceria com dezessete
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incubadoras-âncora que têm atuado como parceiras do programa56. O Prime foi criado com o objetivo de dar o primeiro estímulo às empresas nascentes de base tecnológica e que se destacam pelo caráter inovador de seus produtos ou serviços. É exigido também que tenham até, no máximo, dois anos de vida e estejam formalmente legalizadas.
As empresas participantes são subsidiadas pelo Prime na estruturação de seus planos de negócio e no desenvolvimento de novos produtos e serviços, além de os empreendedores receberem capacitação para consolidação das novas empresas. Tais subsídios são ações imprescindíveis para que o Prime atinja sua meta: trabalhar para o desenvolvimento regional, para a inovação tecnológica e para a ascensão das pequenas empresas brasileiras.
Os projetos aprovados pelo Prime em 2009 receberam 120 mil reais de recursos não reembolsáveis, destinados à contratação de consultorias de gestão empresarial e aquisição de equipamentos. Três empresas com projetos pré-incubados na Nascente, incubadora do CEFET-MG, e, também, uma empresa já graduada pela Nascente foram selecionadas pela entidade coordenadora do Prime em Minas Gerais, a FUMSOFT Sociedade Mineira de Software.
A regionalização e a descentralização da pesquisa e do desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil contribuem para aumentar a capilaridade da política de desenvolvimento científico e tecnológico, implementando redes de pesquisa nos Estados e favorecendo a transferência do conhecimento científico.
Outro programa é o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), do Ministério da Ciência e Tecnologia, que já articula dezenove Redes Temáticas, voltadas para serviços tecnológicos. O objetivo principal desse sistema é proporcionar condições para o aumento da taxa de inovação das empresas brasileiras, contribuindo, assim, para elevar o faturamento, a produtividade e a competitividade nos mercados interno e externo. O Sibratec é um dos principais instrumentos de aproximação da comunidade científica e tecnológica com as empresas inovadoras.
Partindo do princípio de que tão importante quanto fazer ciência é torná-la acessível a todos, possibilitando que um maior número de cidadãos aproxime-se do universo do
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Cietec (SP), Fipase (SP), FVE/Univap (SP), Biominas (MG), Fumsoft Sociedade Mineira de Software (MG), Inatel (MG), Coppe/UFRJ (RJ), Instituto Gênesis (RJ), BioRio (RJ), Celta (SC), Instituto Gene (SC), PUC/Raiar (RS), Faurgs/CEI (RS), Cide (AM), Parque Tecnológico da Paraíba (PB), César (PE), Cise (SE). Fonte: TELLES, Márcia. PRIME tem R$230 milhões para empresas nascentes. Inovação em pauta. Rio de Janeiro, nº 6, p. 32-40, jun./jul. 2009.
conhecimento, é que foram criados os Centros de Vocações Tecnológicas (CVTs), cujo objetivo é de qualificar pessoas menos favorecidas. Utilizando-se de programas de difusão e de popularização da ciência, promovem a educação científica e a formação de técnicos e profissionais na área científico-tecnológica57.
O setor da Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce) tem como prioridade o apoio aos núcleos de inovação tecnológica, à modernização dos institutos para prestação de serviços ao setor produtivo, ao programa de parceria universidade-empresa, ao programa nacional de incubadoras, ao setor de biodiesel e à Rede Brasil de Tecnologia e inovações em software.
Em Minas Gerais, a Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec) tem contribuído para a criação de um ambiente constituído de expressivo número de agentes e instituições de inovação em nível estadual e nacional, cujo foco é orientar e instruir os interessados em assuntos correlatos à inovação e motivar a interação, o relacionamento e negócios entre os participantes. Como resultado, essa iniciativa promove a interação, a troca de experiência e a transferência de tecnologia entre pesquisadores e instituições de ensino e pesquisa, inventores, órgãos públicos e empresas com a finalidade de gerar o avanço tecnológico e produtivo nos vários segmentos da economia brasileira.
O Programa de Incentivo à Inovação (PII), criado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES), em parceria com o SEBRAE-MG, instituições de ensino e pesquisa e governos municipais, tem o objetivo de fortalecer o relacionamento entre as universidades mineiras, a sociedade e o mercado. Esse programa vem se consolidando como uma ferramenta eficaz de apoio à inovação e ao empreendedorismo, pois, por meio de uma metodologia inovadora transforma projetos de pesquisa aplicada em inovações tecnológicas. Os projetos com potencial inovador são contemplados com um estudo de viabilidade técnica, econômica, comercial, de impacto ambiental e social. Os projetos que apresentam maior potencial de mercado recebem um aporte de recursos para o desenvolvimento do protótipo comercial e a estruturação das informações, com a elaboração de Plano Tecnológico. O foco principal desse programa é promover a integração entre a academia e o setor produtivo, favorecendo o desenvolvimento tecnológico, e, consequentemente, a elevação da produtividade e da competitividade no mercado globalizado, contribuindo para o desenvolvimento de Minas Gerais.
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL- Economia Popular. Mais Brasil Para Mais Brasileiros. junho 2009, p. 39.
O projeto estruturador Rede de Inovação Tecnológica (RIT), criado pelo Governo de Minas Gerais, tem como uma de suas ações o fomento à cultura empreendedora com o fim de inserir, qualitativamente, jovens e adultos no mercado produtivo.
As incubadoras de empresas e os parques tecnológicos são os ambientes mais propícios para a realização de ações de empreendedorismo tecnológico e de criação de ambientes de inovação. Foi possível, no Capítulo II, conhecer informações atualizadas sobre o movimento de incubação no Brasil e em Minas Gerais.
Os parques tecnológicos do Estado de Minas estão sendo construídos para serem ambientes privilegiados para o fomento de inovação. Partindo de um novo paradigma de desenvolvimento, os parques tecnológicos têm sido instrumentos de estímulo à gestação de ambientes aptos a articular e fortalecer as interações entre os diversos agentes promotores da inovação tecnológica, potencializando as atividades de pesquisa e a introdução de inovações em produtos, processos e serviços. Em Minas Gerais, os parques tecnológicos estão sendo desenvolvidos com a participação da SECTES e do projeto estruturador RIT. Os parques foram elencados como instrumentos prioritários de estímulo e suporte à criação, ao aprimoramento e à atração de empreendimentos inovadores, induzindo o desenvolvimento tecnológico em conformidade com as vocações e competências regionais. Os parques tecnológicos representam uma estratégia alternativa à política industrial e de aceleração do desenvolvimento regional.
O Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec) terá como objetivo incrementar a produção científica das instituições de ensino e pesquisa e, ao mesmo tempo, fomentar empresas de base tecnológica, criando condições para o crescimento e atração da pesquisa acadêmica em segmentos estratégicos. Assim como se confia no apoio à pequena e média empresa e, também, às empresas de grande porte, espera-se que novos produtos, processos e serviços sejam criados por incentivo desse parque tecnológico.
O Parque Tecnológico de Viçosa terá a biotecnologia vegetal e o agronegócio como foco e reunirá segmentos de pesquisa da Universidade Federal de Viçosa (UFV), laboratórios de pesquisa, empresas de alta tecnologia e prestadoras de serviços correlatos.
O Parque Científico e Tecnológico de Itajubá visa promover a estruturação e a gestão sustentável de um ambiente de negócios capaz de potencializar as atividades de pesquisa científica e tecnológica, bem como a introdução de inovações e transferência tecnológica. Seu objetivo principal é a consolidação de empreendimentos de classe mundial com
desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica e de novas tecnologias, produtos e processos. O investimento em energias renováveis será seu foco.
O Parque Tecnológico de Itabira (I.TEC) é um ambiente de fomento ao empreendedorismo, desenvolvimento de produtos inovadores e aplicação de tecnologias avançadas. Ele abrange um sistema de pesquisa, conhecimento e cooperação voltado à produção de bens e serviços de alto valor agregado. O I.TEC possui condições adequadas para estimular o intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre as universidades, instituições de pesquisa, empresas e mercado consumidor. Tem o objetivo de alinhar a atuação das organizações de base tecnológica que desenvolvem produtos e serviços inovadores com as demandas do setor produtivo.
Como se vê, todos os instrumentos têm sido criados a partir da confiança que se tem na possibilidade de progresso e melhoria da sociedade, especialmente das comunidades locais, mediante o desenvolvimento tecnológico e o empreendedorismo inovador.
No que se relaciona às legislações pertinentes ao desenvolvimento tecnológico, aquelas desenvolvidas em outras épocas e situações, voltadas para outros propósitos, são confrontadas e/ou questionadas sistematicamente pelas atividades demandadas pelo desenvolvimento científico e tecnológico do País. Raupp (2009) oferece exemplos, tais como: a coleta de material biológico da biodiversidade, o uso de animais em experimentos científicos, a coleta e o uso de células-tronco embrionárias, as impropriedades legais na cooperação entre entidades científicas públicas e empresas privadas, o regime "ultrarrápido" nas importações de insumos científicos e muitos outros. Avanços têm ocorrido como a nova lei que regulamenta o uso de animais em pesquisa, a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre células-tronco, a Lei de Inovação (Lei 10.973, de 02 de dezembro de 2004) que, inclusive, foi o marco-regulatório para concessão de subvenção econômica, a Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005)58 e a Lei de Informática (Lei nº 8.248, de 23 de outubro de 1991)59, entretanto, é necessário uma revisão geral a fim de se identificarem gargalos, incluindo, nesse ponto, um estudo sobre o status institucional das organizações de pesquisa e o regime de contratação de pessoal, entre outros.
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A Lei do Bem prevê incentivos fiscais a empresas que desenvolverem inovações tecnológicas, quer na concepção de produtos quer no processo de fabricação e/ou agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo.
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A Lei de Inovação dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo visando à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do País. Seu objetivo principal é estimular a construção de ambientes cooperativos visando à inovação. De acordo com essa lei, tanto a União quanto os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e suas agências de fomento podem estimular e apoiar a constituição de alianças estratégicas e o desenvolvimento de projetos de cooperação envolvendo empresas nacionais, ICTs e organizações de direito privado sem fins lucrativos, voltados para atividades de pesquisa e desenvolvimento, que visem à geração de produtos e processos inovadores. O inventor independente, conforme consta nessa lei, após o depósito de pedido de patente, pode solicitar à ICT a elaboração de projeto para futuro desenvolvimento, incubação, utilização e industrialização pelo setor produtivo.
Conforme se pode observar, governos municipais, estaduais e federal estão dando incentivo ao desenvolvimento tecnológico. Talvez as políticas públicas estejam longe do ideal, ao contrário do que se vê em países desenvolvidos, mas já é um incentivo para quem acredita que esse seja o caminho. As empresas também têm exercido um importante papel no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologia.
O desenvolvimento tecnológico é interessante para todos os envolvidos. Enquanto as organizações de mercado buscam realizar negócios, as extra-mercados querem realizar suas contribuições para o ambiente social, como o desenvolvimento de novos produtos e novos processos, melhorando a condição de vida, a geração de empregos qualificados, maior arrecadação de tributos, etc.
O investimento de recursos privados no desenvolvimento de atividades empreendedoras e, especialmente tecnológicas, incentivadas pelas incubadoras faz-se necessário. No entanto, as políticas públicas sistematizadas são imprescindíveis, pois elas permitem o ingresso contínuo de investimentos públicos, principalmente para as pequenas e médias empresas, na forma de incentivos fiscais ou linhas de financiamento adequadas.
Uma atenção especial à Lei de Inovação permitirá ao Brasil uma elevação do crescimento econômico e social, gerando um valor agregado aos produtos e processos, aos negócios, além de empregos qualificados e um incremento nos impostos.
As empresas que ainda não investem adequadamente em inovação nem utilizam os diversos incentivos diretos e indiretos para os investimentos em inovação, tais como os fundos setoriais, as subvenções instituídas pela Lei de Inovação, os incentivos fiscais da Lei
do Bem e o estímulo dado pela Lei de Informática devem preparar-se para fazê-lo a fim de não perderem competitividade.
As empresas que se enveredam pelos caminhos do empreendedorismo inovador precisam de constantes soluções na área de subvenção, fomento, financiamento ou mesmo investimentos que abarquem o ciclo total de vida do empreendimento e se desenvolvam numa base de relacionamento de longo prazo, com acompanhamento e interação constantes. Somente assim é que os incentivos públicos, tanto ao empreendedorismo quanto ao desenvolvimento tecnológico serão realmente efetivos.