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E. Araştırmanın Yöntemi

II. BÖLÜM

2.2. Mezhep Öğretimi ve Farklı Uygulamalar

2.2.2. Mezhepler Üstü Din Öğretimi

Uma característica importante do MTV é a sua natureza de “ligação”, o MTV não se desliga, não tem feriados nem férias. Está sempre a “bombar” música e a sacudir as imagens com “videoclips” que não pára de passar, mas apesar de ser tudo muito explosivo e novo, há no MTV algo de perecível porque o que o espectador compra são apenas conceitos, ideias, esquemas estéticos e estilos de vida. O MTV é imagens a passar, um fluxo imparável de dados, seduções e música. As imagens são expressivas como a música e a música tão expres- siva quanto as imagens. É difícil dizer onde começa a música e terminam as imagens e vice-versa. No entanto, o espírito MTV está sempre omnipresente, desde os ténis e o penteado dos apresentadores (“VJs”) até aos programas de música mais nostálgicos. Tudo é promocional no MTV, começando pelo logotipo do canal até aos concertos ao vivo do MTV.

O que leva a que no MTV se explorem tantos formatos de fazer TV ba- seados em música que flui, (e onde os discos nunca acabam!) é que a MTV autopromove-se incessantemente, em roupa, música, colectâneas de artistas, eventos próprios, concertos, reportagens, filmes, etc. Desta forma os “marke- teers” do MTV conseguem constantemente ampliar o estado de espírito MTV e elevar sempre a fasquia das audiências. Uma das estratégias mais recentes dos responsáveis pelo MTV é colocar produtos de forma explícita em cena (“product placement”) onde algo está a ser filmado, ou mesmo ter patrocínios para os “videoclips”. O que eles pretendem é que toda a actividade promo-

cional do MTV faça parte da vida do espectador. Na mira está um tipo de espectador que viva intensamente coisas que já são MTV. É nesta senda que podemos visionar concursos e outro tipo de programas forjados em que os “concursantes” se juntam às “stars”. Também não deixa de ser curioso é que os “videoclips” sejam um instrumento de promoção, de “artistic statement” para os próprios realizadores e criadores, dado que prove os seus feitos téc- nicos mais criativos. Em geral, os “videoclips” vendem tudo, todas as como- didades, desde roupa, “merchandise”, discos, acessórios, moda e corpos. As imagens de comodidades são em si mesmas comodidades, anúncios de todo o tipo de comodidades, promoções sem interrupção.

No MTV a estética baseada em objectos eleva a escrita “eletrográfica”6

ao seu expoente máximo, não existem imagens que não sejam “chic”, há toda uma autópsia desconstrutiva do grafismo e da imagem que é bem desenhada e editada, catalogada e acelerada. Um sistema de fluxo promocional ininter- rompível como o do MTV consegue revender todas as imagens de dissensão e rebelião de novo com uma definição cada vez maior. O êxtase tensional entre palavra e imagem atinge o seu cume, o seu estado de clímax, a tipografia no seu ponto de abstracção.

6Expressão que BALLARD emprega em “Hello, America” para se referir aos néons de Las

Capítulo 7

A Imagem na Era Digital

O Constante Videogáfico

"Há alguns anos nasceu uma máquina, glória do nosso tempo, que diariamente ê o assombro dos nossos pensamentos e o susto dos nossos olhos. Mesmo antes que um século tenha passado, esta máquina será o pincel, a paleta, as cores, a habilidade, a experiência (...), o colorido, a transparência, o ídolo, a perfeição, o extracto da pintura...que não se acredite que a daguerreotipia mata a arte..."(Antoine Wiertz Cit in BENJAMIN, 1992)

7.1 O Imaginário e as Possibilidades

A arte digital oferece um verdadeiro reservatório de formas impossíveis de imaginar de outro modo, uma quantidade ilimitada de formas representando, por exemplo, objectos em três dimensões a partir de equações complexas, ou de imagens fractais bi ou tridimensionais geradas unicamente por simulação gráfica. O computador pode permitir traçar as figuras mais inimagináveis, onde poderosas equações possuem uma pluralidade de parâmetros funcionais, capazes de satisfazer o nosso inconsciente óptico. Deste modo, na paleta cro- mática electrónica, a relação forma-cor é intimamente presente, tanto na esté- tica da fotografia digital como na do cinema de síntese. Enfim, a tecnologia de informação autoriza todas as explorações, todos os ensaios, todas as ex- perimentações criativas, toda uma tecnoscopia, tanto por “scannerização” ou

por transferência de documentos visuais a partir de uma câmara de vídeo, captando-se assim as cenas ou objectos concretos no filme de forma directa.

A codificação numérica permite o controle dos documentos visuais já constituídos, quer a partir de filmes cinematográficos, videográficos, de ne- gativos fotográficos ou de fotografias em papel, de dispositivos coloridos ou até simples texto. Fica uma transposição de formas que estica as tecnologias manipulatórias e que efectiva o reino de representações, dos simulacros. PE- TER GABRIEL, dono da “Real World”, uma reputada empresa de software multimédia, realizou um projecto que se efectivou apenas enquanto simula- cro, estou a falar de “EVE”1 (“Extended Virtual Environment”). Recorde-se

que foi McLUHAN quem defendeu que a tecnologia eléctrica havia criado um novo ambiente poderoso cujo conteúdo seria o velho ambiente.

Trata-se de uma cultura da Técnica que dispõe de formas de realização neoestéticas, justamente porque permitem a concepção de formas de beleza totalmente novas, mesmo quando os novos ideais de belo são influenciados pelas técnicas clássicas, pelos procedimentos e métodos de aproximação da arte museificada, agora compartimentados pela ciência de informação e pelos métodos de armazenamento de dados. O que permite dar-se asas a imaginação é exactamente esse “stocking” e tratamento numérico de informação2, alfanu-

mérica3ou icónica; quer se trate de uma imagem já existente4ou se sintetize

essa mesma imagem mediante o cálculo integral de “pontos elementares”5.

Em todo o caso, a informação é ramificada em sequências ordenadas de “bits” representando a quantificação das formas visuais.