2.3. TÜRK VERGİ SİSTEMİNDE AMORTİSMANLAR
2.3.1. Yürürlükte Olan Yasal Düzenlemeler
2.3.1.1. Mevcutlarda Amortisman
A palavra “alternativo” tem origem latina, do prefixo alter, que significa “outro” ou “colocar-se no lugar de outrem”. A acepção utilizada pela comunicação, em especial pelo jornalismo, tem exatamente o sentido estrito do prefixo, por ser atribuído a meios de comunicação com diferentes perspectivas em relação aos meios de comunicação tradicionais, oficiais ou hegemônicos. Os meios alternativos seriam, portanto, outras opções tanto no que se refere ao conteúdo apresentado, quanto à plataforma estrutural do meio dito alternativo, mas sempre em contraponto a uma estrutura de poder dominante, em especial o Estado, a fim de reduzir o histórico monopólio na difusão de discursos por parte dos detentores do poder.
Grinberg (1987), ao discutir o conceito de comunicação alternativa naquele momento na América Latina, resume o que seria a proposta de comunicação alternativa no contexto em que esta imerso:
(...) não propomos uma alternativa aos media como tais, mas enquanto instrumentos do poder; e, inversamente, o meio não é em si o alternativo (ou não o é necessariamente) mas o instrumento de uma opção promovida por um grupo de pessoas ou por um setor social. (GRINBERG, 1987, pp. 19-20, grifos no original)
O autor faz uma interessante ressalva no que diz respeito às formas de tratamento das informações veiculadas como sendo “alternativas”, em especial ao que se refere às estratégias discursivas das experiências ditas alternativas, alertando sobre os problemas de uso autoritário dos discursos. O autor defende uma posição crítica contra os poderes, em suas vaiadas configurações existentes, já que estas pressupõem formas de dominação prejudiciais à sociedade. Nesse sentido, os meios de comunicação alternativos teriam essa posição crítica como norteadora. Define o autor:
Em que contextos, então, surge um meio alternativo? Surge da própria práxis social, quando se faz necessário para gerar mensagens que encarnem concepções diferentes ou opostas às difundidas pelos meios dominantes. Aparece então como parte de uma atividade que o transcende, vinculado sempre ao propósito de modificar em algum sentido a realidade, ainda que este propósito se encontre com os limites que o próprio contexto lhe impõe. (GRINBERG, 1987, p. 24, grifos no original)
A histórica definição de comunicação alternativa como sendo um contraponto aos grupos dominantes também pode ser observada nas discussões feitas especificamente no contexto brasileiro, conforme os apontamentos feitos no livro organizado por Regina Festa e Carlos Eduardo Lins da Silva (1986). Ou seja, como afirma Grinberg (1987), a imprensa alternativa em toda a América Latina, conserva sua essência na oposição aos meios de comunicação predominantes, enfrentando com sua própria circulação as informações e discursos hegemonicamente veiculados.
A íntima relação com os movimentos sociais e populares de reivindicação e pressão por mudanças sociais foi, portanto, uma marca da comunicação alternativa em toda a América Latina, fato que torna historicamente estreitos os laços que unem os conceitos “alternativo” e “popular”. No entanto esse delineamento não fica claro na literatura que versa sobre as diferentes experiências alternativas e/ou populares em comunicação.
Cicilia Peruzzo (1998) utiliza a ideia de popular como conceito-chave na definição das formas comunicativas configuradas na sociedade, dentre as quais a comunicação “popular alternativa” seria uma das correntes21 identificáveis em tal conceituação. Tal corrente estaria estreitamente ligada sob uma perspectiva aos movimentos sociais de reivindicação e resistência, opondo-se à comunicação de massa; e sob outro aspecto aos movimentos mais dialéticos da sociedade civil da última década do século XX, com atuação mais voltada a interferências na cultura e na democratização da comunicação.
Para diferenciar os termos “popular” e “alternativo”, a autora destaca o entendimento que tem sobre “imprensa alternativa”, baseada na conceituação de Festa e Silva (1986), segundo o qual a prática da comunicação alternativa se restringiu à oposição crítica ao governo ditatorial brasileiro a partir da década de 60, em defesa de interesses do país e também de grupos sociais específicos liderados por trabalhadores e/ou por parcela da burguesia que se opunham com ideias ao regime militar. De acordo com essa perspectiva, em
21 As outras correntes seriam a “popular-folclórica” e a “popular-massiva”, entendendo a primeira como manifestação culturais tradicionais (folclore), e a segunda como expressão da indústria cultural, como os programas populares nas redes de televisão, ou a apropriação da cultura popular (linguagem, religiosidade) pelos meios de comunicação massivos. Ver: PERUZZO, 1998, p. 118
determinada acepção a imprensa alternativa já teria deixado de existir, reconfigurando-se mais contemporaneamente no contexto popular e dos partidos políticos em disputa na sociedade.
No entanto, ao descrever essa nova prática comunicativa, a própria autora acaba por retomar conceitos utilizados anteriormente para caracterizar a chamada imprensa alternativa, como a preocupação com os interesses de grupos sociais alijados de seus direitos, por exemplo. Essa observação interessa num principal sentido: a conceituação da comunicação alternativa se situa em terreno essencialmente polissêmico, e está centrada no eixo da luta por mudanças estruturais da sociedade, tornando-a mais equalizada e efetivamente democrática.
Ao fazer uma radiografia dos estudos latino-americanos que se dedicam a refletir sobre as experiências alternativas e populares no contexto da comunicação, Beatriz Dornelles (2007) contribui para uma indicação sobre um possível parâmetro em meio a tantas definições no cenário polifônico da elaboração de conceitos de comunicação alternativa. Mesmo ressaltando a impossibilidade de generalizações, a construção feita pela autora leva à inferência sobre a importância de se localizar a comunicação alternativa a partir dos vínculos que estabelece socialmente com os sujeitos: “Propõe-se que sejam feitos estudos em maior profundidade, a partir dos jornais existentes em circulação, considerando a intenção dos produtores e dos receptores das diferentes publicações, além, é claro, do conteúdo divulgado” (DORNELLES, 2007, p.15).
A autora destaca, ainda, que um dos consensos que está se construindo em torno do conceito de comunicação alternativa é o fato de esta ser um contraponto à comunicação engendrada pelos meios de comunicação tradicionais e hegemônicos, a chamada grande mídia. Assim os meios alternativos representariam outras opções, alternativas a mais, em circulação na sociedade (DORNELLES, 2007, p.15). No entanto, essa segunda indicação de parâmetro para a comunicação alternativa, para além de ser uma simples aferição de um contexto de circulação dos veículos de comunicação, se caracteriza por reduzir a questão – que é complexa em sua origem, e se complexifica a cada dia pela ligação orgânica com a cultura e as estruturas sociais – ao entendimento liberal de livre concorrência de mercado, ignorando as relações desiguais que também pautam o contexto de circulação de informações e a existência dos meios de comunicação.
Ou seja, todo o dissenso em relação à conceituação de comunicação alternativa poderia ser transformado em consenso na medida em que as definições mantenham em sua perspectiva a ação da prática comunicativa em questão – alternativa – em sua relação com as práticas simbólicas hegemônicas na sociedade. E é a partir desse ponto de vista que se estabelecem na contemporaneidade novos delineamentos para a comunicação alternativa.