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ÖNCELİK 1.12 Harmonize Edilmemiş Alan (Avrupa Topluluğunu Kuran Antlaşma - Madde 28-30) 1- Kısa Bilgi

3 Toplulukta malların serbest dolaşımını engelleyen ulusal önlemlerin bildirimine ilişkin 1 Aralık 1995

1.8 Diğer ürün grupları

1.10.2 Yasal Metroloji

Na análise da categoria “Educação”, não podemos romper, desvinculando-a do trabalho e das relações inerentes a ele. Sendo assim, podemos dizer que a formação do homem é um processo histórico-educativo e, ao mesmo tempo, dialético. Nas sociedades primitivas, organizações diferentemente e menos complexas em relação à sociedade de classes, a produção, a partilha e a apropriação dos meios de produção eram coletivamente trabalhadas. Desse modo, a Educação era um processo natural, já que os mais jovens aprendiam com os mais experientes. Conforme Saviani (2007, p. 155), “a educação identificava-se com a vida”.

Então, por que essa divisão do trabalho? O incremento do sistema produtivo teve como consequência a divisão do trabalho e das relações de produção, tornando possível a divisão de classes. Na visão de Frigotto (2010), o projeto burguês cria a divisão do trabalho e impera sobre a educação do trabalhador e sua subjetividade para valorizar o capital e reunir mais força à exploração sobre o trabalhador, equiparando-o a uma mercadoria.

Franco (1991, p. 17) denuncia a ideia de que o capitalismo, “desde o início, pode ser entendido como um processo que procura, entre outras coisas, dividir minuciosamente o trabalho, racionalizar ao máximo o processo produtivo [...]”. Para ele, há duas implicações ao organizar o trabalho por meio de hierarquias, normas rígidas e ao inserir o trabalhador em um campo onde não tem o domínio do processo de trabalho: “rígido controle sobre a produção e sobre o trabalhador e aumento da produtividade do trabalho e da mais-valia”. (FRANCO, 1991, p. 17). Vale ressaltar que a mais-valia corresponde à fração do trabalho e rendimento que não foi pago devidamente ao trabalhador.

A principal consequência da divisão e parcelamento das tarefas, decorrentes da forma de organizar o trabalho em uma hierarquia de crescente complexidade, é a ausência de controle do processo de trabalho pelo trabalhador. Este fica reduzido a uma pequena unidade participante de um processo relativamente complexo [...]. Isso o leva a desconhecer o processo de trabalho em sua totalidade. (FRANCO, 1991, p. 16).

No período da manufatura, a divisão do trabalho era de uma “divisão entre mão e cérebro, entre o pensar e o fazer. Assim, não só o trabalho se divide, mas ao se separar, cinde o próprio homem”, como destaca Machado (1991, p. 21). Compete citar que o desenvolvimento da divisão do trabalho tem uma pintura dialética, pois, à medida que eleva a potencialidade do gênero humano, desvaloriza o ser em particular, já que a apropriação da produção claramente é privada.

A divisão no trabalho “garante para o capital tanto a posse da técnica quanto do trabalho intelectual, impedindo que os trabalhadores deles se apoderem”. (FRANCO, 1991, p. 16). Além disso, essa transformação no campo de trabalho cria o estranhamento e a alienação do trabalhador, visto que o processo completo de produção que realizava é particionada e fragmentada, a tal ponto de perder o controle sobre o que produz, pois desconhece o processo como um todo. Desse modo, temos a dupla dimensão do trabalho, já que deixa de ser elemento de humanização e passa a ter caráter negativo.

E a função da escola? Sabemos que a escola moderna, tal como a conhecemos hoje, surge na sociedade dividida em classes e da necessidade da produção, pois o sistema de máquinas exigiu esse tipo de instrução. De acordo com Ramos (2011), o ensino que se realizava praticamente no ambiente familiar, passou a ser determinado pelos espaços escolares. Assim, esse feito do século XVIII coincide com o advento do Estado Moderno. “A educação da população é condição necessária para laicizar o saber, a moral e a política” (RAMOS, 2011, p. 29).

Logo, essa separação chega à Educação, antes naturalmente partilhada entre todos. Na acepção de Saviani (2007), a escola é um locus privilegiado do repasse do saber historicamente sistematizado. Por esse motivo, ela é conclamada e tem importância para essa função.

Se a máquina viabilizou a materialização das funções intelectuais no processo produtivo, a via para objetivar-se a generalização das funções intelectuais na sociedade foi a escola. Com o impacto da Revolução Industrial, os principais países assumiram a tarefa de organizar sistemas nacionais de ensino, buscando generalizar a escola básica. Portanto, à Revolução Industrial correspondeu uma Revolução Educacional: aquela colocou a máquina no centro do processo produtivo; esta erigiu a escola em forma principal e dominante de educação. (SAVIANI, 2007, p. 6-7).

A Revolução Industrial demandou uma revolução no âmbito da Educação para que os trabalhadores pudessem ter o conhecimento e fossem educados nos moldes determinados pelo sistema de produção.

Introduz-se, assim, uma cisão na unidade da educação, antes identificada plenamente com o próprio processo de trabalho. A partir do escravismo antigo passaremos a ter duas modalidades distintas e separadas de educação: uma para a classe proprietária, identificada como a educação dos homens livres, a outra para a classe não proprietária, identificada como a educação dos escravos e serviçais. A primeira centrada nas atividades intelectuais, na arte da palavra e nos exercícios físicos de caráter lúdico e militar. E a segunda, assimilada ao próprio processo de trabalho. A primeira modalidade de educação deu origem à escola. A palavra escola deriva do grego e significa, etimologicamente, o lugar do ócio, tempo livre. (SAVIANI, 2007, p. 155).

Nesse sentido, o rompimento entre trabalho e Educação foi se fortalecendo. Saviani (2007) declara que essa divisão refletiu a separação entre trabalho manual e trabalho intelectual, assumindo assim duplo viés. A escola como instituição ideológica ficou incumbida de formar “futuros dirigentes” da guerra, política, cientista etc., enquanto as funções manuais, desvalorizadas, eram destinadas aos que não tinham acesso à escola, tendo como espaço de formação a própria prática profissional.

Avançando no contexto histórico, continuamos com a divisão social do trabalho. Claro que esse feito é condição necessária para consolidar o modo de produção capitalista, uma vez que traz uma educação direcionada a preparar distintamente os homens. Com o estabelecimento do capitalismo, temos que a relação entre trabalho e Educação desvirtua ainda mais. No caso brasileiro, o sistema de ensino seguiu esse caminho contraditório (KUENZER, 1991).

Na esteira de Frigotto (2010), historicamente, o sistema de ensino, seguindo o desenvolvimento capitalista, estabeleceu-se sob a escola dualista para suprir as demandas do capital e preparar o trabalhador. Consequentemente, a ruptura entre trabalho e Educação foi se concretizando.

Enfim, pensamos que a escola de classe que se estabilizou na sociedade vigente veio contra o modelo de Educação que valorizaria o ser integralmente. Compreendemos os limites dessa instituição na Contemporaneidade, porque entendemos que a escola não dá conta de superar a clássica e ativa dicotomia entre trabalho manual e trabalho intelectual.12

12 A dicotomia entre trabalho manual e trabalho intelectual surgiu por meio da divisão do trabalho, por ocasião

3.2 Reestruturação Produtiva e Pedagogia das Competências delineando a formação do

Benzer Belgeler