9. Osmanlı Döneminde Irak Eğitim Sistemi
9.14. Meslekî ve Teknik Eğitim
A respeito do conceito de resistência, Freud, em Inibição, Sintoma e Angústia, ([1925-1926] 1996) identificou que a resistência é manifestada a partir da transferência. De modo geral, a resistência é sempre responsável pelo impedimento da análise psicanalítica. Tendo em vista que a resistência é um mecanismo psíquico imposto pela satisfação pulsional, tem no recalque um mecanismo de defesa contra essa satisfação.
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“Na parte dos Estudos sobre a histeria dedicada à psicoterapia da histeria, o conceito de resistência é
fruto de uma autocrítica de Freud com relação ao uso de uma técnica catártica que envolvia o exercício de
uma pressão física exercida sobre o paciente: “Tendo feito assim um grande elogio”, escreve ele, “dos
resultados de meu procedimento auxiliar de pressão, negligenciando muito, ao mesmo tempo, as questões de defesa ou resistência (...).” ( KAUFMANN,1996,p. 457).
Por exemplo, o representante da lei, o Supereu26, inibe ou tenta inibir as manifestações
do eu. Sendo assim, a resistência impede o dizer do paciente em associação livre27 e, ao
colocar-se em associação livre, o analista percebe a marca de uma repetição que insiste para o sujeito um sentimento de culpa e da exigência de punição. Em relação a esse momento Freud afirma que,
O médico revela as resistências que são desconhecidas ao paciente; quando essas tiverem sido vencidas, o paciente amiúde relaciona as situações e vinculações esquecidas sem qualquer dificuldade. O objetivo destas técnicas diferentes, naturalmente, permaneceu sendo o mesmo. Descritivamente, trata- se de preencher as lacunas na memória; dinamicamente, é superar as resistências devidas ao recalque ([1914a] 1996, p. 163).
Nesse sentido, Freud formulou que as satisfações pulsionais28 do sujeito são sempre muito profundas e presentes no sintoma29. Sendo assim, cabe o analista estar atento aos indícios, para que ele próprio possa agir, ao oferecer para o analisando, elementos que demarcam uma presença de uma resistência, para que ele elabore saídas para estas resistências.
No entanto, também não deixamos de reconhecer a dualidade dos efeitos causados pela resistência, pois se por um lado pode impedir o andamento de uma análise, se bem pontuada pelo analista, pode proporcionar ao analisando que se mova em direção ao seu desejo. No texto de Freud ([1914]1996a), A dinâmica da transferência, ele considera que a resistência usa a transferência. Neste sentido, percebemos que a resistência é abordada em um contexto clínico, por vezes, como impossibilidade e em outras, como condição para análise.
Sobre as resistências, Freud ([1914] 1996b, p. 202) afirma ainda que, “só quando a resistência está em seu auge é que pode o analista, trabalhando em comum com o paciente, descobrir os impulsos recalcados que estão alimentando a resistência; e é este
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Há um caráter coercitivo no Supereu (Zwang) que se manifesta em um sentimento inconsciente de
culpa. “Esse sentimento inconsciente de culpa está presente em maior ou menor grau, em toda afecção
neurótica e determina sua gravidade de maneira decisiva” (LEMAIGRE, 1996, p.513).
27Citação de Freud, apud Kaufmann:“Quase sempre encontro, além da ação por contato, uma ação perturbadora que tem origem fora do discurso que se quer proferir; e esse elemento perturbador é constituído, seja por uma ideia única que permaneceu inconsciente, mas se manifesta pelo lapso e que, o mais das vezes, só pode ser levado à consciência após uma análise aprofundada, seja por um móbil psíquico mais geral, que se opõe a todo o conjunto do discurso” (KAUFMANN, 1996, p.53).
28“O conceito de pulsão terá por interesse, aos olhos de Freud, especificar como “pulsão sexual” a
energia própria da libido, distinta da pulsão do eu ou de conservação.” (KAUFMANN, 1996, p.437).
29“O sintoma só se constitui quando o sujeito se apercebe dele [...] Para que o sintoma saia do estado de enigma ainda não formulado, o passo a ser dado não é que ele se formule, mas que se desenhe no sujeito uma coisa tal que lhe seja sugerido que há uma causa disso” (LACAN [1962-63] 2005, p. 306).
tipo de experiência que convence o paciente da existência e do poder de tais impulsos”. Com isso, o objetivo do analista é revelar ao analisando como a resistência persiste como uma insistência do desprazer.
Porém, faz-se necessário justificar também, que a resistência pode se apresentar na análise, tanto pelo analisando, quanto pelo analista. Desse modo, cabe ao analisando uma elaboração de seu sintoma e, do analista, uma avaliação teórica sobre a técnica utilizada na condução do caso clínico. Ou seja, cabe ao analista debruçar-se sobre o caso e construir a partir dessa experiência um saber. Para isso, é preciso que o analista esteja atento às resistências que impedem a análise. Tomamos a experiência analítica como referência para compreendermos o que pode acontecer no processo de resistência da participante à escrita.
Em síntese, apresentamos o conceito de resistência na obra freudiana. O psicanalista buscou minuciosamente relatar as dificuldades por ele enfrentadas na criação da teoria psicanalítica e na condução da análise. Em nossa breve tentativa de sintetizar parte desse trabalho, vimos que a resistência apresentada na transferência é, para o analista, uma condição para o desenvolvimento do trabalho; por outro lado, pode servir também de impedimento para a análise do sintoma do sujeito, no fluir da análise. O papel do analista é, sem dúvida, dirigir a análise e preparar o analisando para todas as circunstâncias.
A seguir, acionaremos o conceito de Angústia para Freud e Lacan, e sua relação com o sujeito e seu próprio desejo. Temos a intenção de problematizar qual o papel do analista neste processo e em que medida o sujeito suporta a angústia enquanto permanece em busca do que lhe falta. Podemos dizer que observamos que a participante da pesquisa, por sua vez, é visitada pela angústia no processo de conquista da escrita autobiográfica.
Para Lacan ([1962-63] 2005, p. 88), “a angústia é aquele afeto que não engana”. Desta maneira, a angústia do analisando e seu atravessamento durante o processo de análise podem ser fundamentais para que o desejo do analisando advenha, assim como o desejo de escrever.