1. ŞEMS OSMAN EFENDİ’NİN HAYATI VE ESERLERİ
1.1. ŞEMS OSMAN EFENDİ’NİN HAYATI
1.1.5. Mesleği ve Seyahatleri
A habitação tanto no contexto de São João do Sabugi como em qualquer lugar simboliza para o cidadão uma “fortaleza” na qual é possível se refugiar, ter proteção. Representa também um ponto de referência de onde sempre se pode partir e para onde sempre se deseja retornar, sendo um “sonho” de todo cidadão.
Assim, é bastante complexa a questão da moradia na sociedade capitalista,a questão da moradia é complexa, em especial em países como o Brasil, onde o que mais se evidencia na atualidade é o contínuo processo de negação de acesso às populações de menor poder aquisitivo.
Além de ser uma necessidade de todo ser humano, o acesso à moradia é um direito do cidadão, porém para as classes de menor poder aquisitivo, adquirir uma moradia está vinculada a uma série de dificuldades relacionadas a desigualdade social, a existência de políticas habitacionais excludentes, a questão de oportunidades de emprego, ao problema da má distribuição de renda, dentre outros.
146 | P á g i n a Nesse sentido, foram constatas através de pesquisas executadas por Maricato (1979, p.26), que nos países capitalistas os custos de habitação atualmente são cobertos pelo salário. Assim, é imprescindível salientar que, após os custos com a alimentação, os gastos obtidos com a habitação atualmente são cobertos pelo salário. Conforme ainda expõe Maricato (1979, p.28), o salário recebido pelo trabalhador brasileiro não cobre os custos da habitação neste sentido, os trabalhadores são obrigados a apelar para seus escassos recursos para suprir a necessidade de moradia, quando esses possuem trabalho.
Para Bonduki (1998 apud SPÓSITO, 2001), outra questão importante também se refere ao valor que é dado à casa própria, o significado que seus moradores atribuem à propriedade do imóvel, e que assume um caráter individual e pessoal. A razão dessa questão de moradia própria em nosso país, remonta às raízes históricas e culturais, pautado na questão de que para o trabalhador urbano, a casa própria simbolizava obter progresso material.
Possuir uma casa significa também que o indivíduo adquire status, o qual é obtido por tanto pelo lado social por significar uma conquista de posição, como também pela esfera econômica, por ser vista como um “bem de família”, representando, conseqüentemente, a liberação de parte do compromisso orçamental familiar que antes era uma parte destinada ao pagamento do imóvel alugado.
A habitação é uma necessidade básica, por exercer em primeiro plano a função de abrigo que a casa pode proporcionar, sendo inicialmente de abrigo corporal, necessário a qualquer indivíduo incluindo-se aí também o refúgio das intimidades inerentes ao ser humano; e em segundo plano por abrigar todas as outras necessidades relacionadas à questão social.
O déficit habitacional tornou-se um dos principais problemas urbanos nas últimas décadas, está relacionado diretamente à população de baixa renda. Entre alguns fatores que dificultam o acesso das famílias de baixa renda à habitação estão aqui elencados: as dificuldades econômicas, o desemprego, o baixo poder aquisitivo e a ausência de políticas públicas inclusivas. E no Brasil, tal tema continua sendo da maior importância, estando longe de ter sido ou estar solucionada, dado o crescente déficit por habitações de interesse social e às políticas públicas ineficientes.
O déficit habitacional deve ser entendido como a necessidade por parte da população de aquisição de novas habitações, de substituir as moradias consideradas inadequadas, devendo ser considerado como um dos principais problemas do espaço urbano. Na cidade de São João do Sabugi entre muitos problemas e necessidades que afligem a população de baixo poder aquisitivo é a falta de moradia. Para tentar minimizar a carência do setor da habitação, uma das estratégias adotadas pelo poder público é a construção de conjuntos habitacionais.
Porém, apesar das iniciativas estatais, o déficit habitacional ainda é considerado elevado, sendo observado principalmente nas camadas de baixa renda, onde se concentra grande crescimento populacional, uma vez que a demanda das habitações construídas são em número bem inferiores a atual necessidade.
147 | P á g i n a Até o momento, as políticas de habitação adotadas não conseguiram minimizar de forma efetiva o problema do déficit habitacional principalmente das populações de menor renda. Este atendimento não satisfatório tem conseqüências para a população carente que se encontram à margem dos programas públicos oferecidos pelo governo. As políticas públicas voltadas para garantir ao cidadão o acesso a dignas habitações, geralmente são excludentes insatisfatórias e não atendem a real demanda. A política habitacional brasileira tem por objetivo tornar realidade à ideologia da casa própria.
A intervenção do poder público em São João do Sabugi se faz necessária na questão da aquisição da moradia para a população de baixa renda, como comprar uma habitação custa muito caro e ela não dispõe de recursos financeiros suficientes para adquiri-la através das transações comercias vigentes, então entra em cena a política da casa própria, uma vez a moradia é um símbolo bastante desejado.
Contudo, para Azevedo (1982 apud SPÓSITO, 2001) o argumento defendido pela política habitacional é sustentado através do discurso referente à responsabilidade que teria o Estado de corrigir as “deficiências” do mercado, [...] protegendo os menos favorecidos, uma vez que todo cidadão teria o direito de viver condignamente. Entre esses atributos estaria o de morar em uma habitação adequada. [...] a resposta tem sido “suavizada” por órgãos públicos e governos [...] em virtude das dificuldades de levar a bom termo esse projeto.
Neste aspecto, o déficit da habitação no Brasil não será resolvido facilmente enquanto não houver uma melhor distribuição de renda, mais geração de empregos e uma política habitacional efetiva que realmente facilite o acesso à moradia para a população de baixo poder aquisitivo.
OS CONJUNTOS HABITACIONAIS E SUA LÓGICA DE FORM AÇÃO