2. ŞEM˘-İ ŞEBİSTÂN
2.3. ŞEM˘-İ ŞEBİSTÂN’IN TERTİP ÖZELLİKLERİ
Para as camadas da população com baixo poder aquisitivo ter o acesso a terra e a casa são garantias de possuírem seu lugar na cidade, mesmo em tempos difíceis. Para Silva (1997), um ponto crucial é a questão da segurança de possuir um teto e sua permanência na cidade. Desse modo, adquirir uma casa de conjunto habitacional, além de ser uma forma de acesso à casa própria, representa uma estabilidade política e econômica. A posse da casa não é apenas atrativa financeiramente, mas também expressa uma forma de ascensão social do indivíduo.
A fim de efetivar esta pesquisa, fez-se necessário uma visita in loco, ao conjunto habitacional Joaquim Noberto de Araújo, o qual foi construído na atual gestão municipal e edificado em parte do loteamento José Cândido de Morais, sendo cedido, pela prefeitura, a pessoas de baixa renda. O conjunto recebeu esta denominação através da Lei municipal nº 635, em 05 de junho de 2012, onde foi aprovada pela Câmara de Vereadores de São João do Sabugi.
Foi possível verificar que, esse conjunto habitacional é formado por 30 habitações unifamiliar térreas, com as casas construídas com blocos de tijolo, cimento, inseridas em um terreno de área total de 10m x 15m, sendo que a habitação construída em 6m x 6m. Essas unidades habitacionais estão distribuídas em 04 cômodos, dispostos em sala, quarto, cozinha e banheiro social, restando ainda terreno para futuras reformas ou ampliações.
Após escolhida a tipologia desse conjunto em São João do Sabugi, foi utilizada a mesma planta estrutural e repetida em todos os seus lotes. Portanto, a construção se deu através da edificação em seqüência, sendo as casas construídas lado a lado, formando uma fila de casas de cada lado das três ruas do mesmo.
149 | P á g i n a Os conjuntos de pequeno porte, ou seja, que tem poucas unidades habitacionais, como é o caso do conjunto habitacional ora analisado, podem mais facilmente ter uma boa localização, ocupando assim os vazios urbanos e contribuindo para a interação dos moradores do conjunto com os moradores do entorno existente (SILVA, 2001).
Aprofundando a discussão sobre o presente estudo, foram aplicados questionários a todos os 30 proprietários de residências no conjunto. Para o trabalho científico, a aplicação de questionário é um procedimento bastante utilizado, pois permite obter, durante a coleta de dados, o levantamento de questões, a vantagem de ser simultaneamente aplicado a um determinado número de pessoas, de facilitar a análise e comparação das respostas, além de verificar o ponto de vista dos investigados, no caso em tela, dos moradores do mencionado conjunto.
As respostas ao questionário serviram de base para a análise da apropriação e uso dos espaços desse conjunto habitacional, traçando um perfil do morador nas esferas econômica e social. Analisando, a partir de agora, as questões realizadas com todos os trinta proprietários de residências no conjunto Joaquim Noberto de Araújo, foi inicialmente perguntado a idade dos entrevistados, notando-se um perfil de proprietários jovens, com metade dos mesmos possuindo entre 20 a 40 anos.
No que diz respeito à escolaridade dos moradores do conjunto em questão, 43% dos moradores pesquisados não completaram sequer o fundamental completo, refletindo as dificuldades sociais encontradas pelos mesmos. E aprofundando tais dificuldades, nenhum dos trinta proprietários possui o ensino superior, demonstrando os baixos índices educacionais existentes.
Com relação ao último local de residência, quase todos os moradores já viviam em São João do Sabugi (86%), mas, em geral, não possuíam a posse de um imóvel, garantido a partir do recebimento das casas no conjunto. E sobre o tempo de residência no local anterior, boa parte dos entrevistados moravam no local anterior há mais de sete anos, correspondendo a outros espaços da cidade ou na zona rural, vislumbrando o conjunto como uma oportunidade para a propriedade de uma casa.
Sobre o número de membros da família, há uma média de 3 a 4 pessoas por residência. Entretanto, há 23% das residências com 5 ou mais membros (13% das mesmas com 5 a 6 membros e 10% com 7 ou mais membros), demonstrando as dificuldades de políticas de natalidade, conforme foi percebido ao visualizar, durante a aplicação dos questionários, proprietárias com mais de 3 filhos.
No que se diz respeito relacionado aos proventos, metade dos entrevistados recebem entre meio e um salário mínimo por mês, um número considerado preocupante. Além disso, tais indicadores demonstram a importância de um programa habitacional como o adotado em São João do Sabugi, reduzindo o déficit residencial atualmente existente no mesmo
E quando se levanta a relevância dos programas sociais, percebe-se que a metade dos pesquisados recebem auxílios governamentais, como a bolsa família. E ao buscar obter informações sobre as possíveis rendas extras realizadas pelos
150 | P á g i n a moradores, observa-se que estes mesmos 50% também não possuem uma ocupação fixa de trabalho, um índice considerável.
No que se refere à percepção que o morador possui do conjunto, 97% afirmam que gostam de morar no mesmo. E sem dúvida, esta percepção também reside na questão de todos possuírem uma casa própria desde meados de 2012, o que os torna mais facilmente “felizes” com esse ambiente urbano. E sobre os motivos que levam o morador a ficar satisfeitos, o fato de possuírem uma casa própria é apontado por uma notável quantidade de pessoas (60%).
Aprofundando a análise, percebe-se que também favorece o grau de satisfação dos moradores o fato do conjunto encontrar-se inserido na malha urbana existente e não tão longe do centro da cidade. Além disso, muitos apontaram que tal situação os aproximam dos possíveis empregos onde alguns moradores do conjunto trabalhem, ampliando a possibilidade de não dependerem exclusivamente dos programas sociais do governo. Dessa forma, conjuntos de pequeno porte, não muito comuns nas cidades brasileiras, podem afetar positivamente a percepção de território e, assim, o sentimento de pertencimento e o reconhecimento como parte integrante da cidade (LAY e REIS, 2005).
Nesta perspectiva, Harvey salientou o valor que tem a moradia, uma vez que ela é vista como uma necessidade básica do indivíduo – “Não posso existir sem ocupar espaço [...] e não posso viver sem moradia de alguma espécie” (1980, p. 135). Em São João do Sabugi a idéia de que a moradia torna-se um privilégio de poucos também é verificada, a casa se refletindo como o bem maior que um indivíduo de renda média e baixa possivelmente adquirirá durante a toda a sua vida. É com base nessa idéia que são justificadas as intervenções dos gestores públicos na questão habitacional da casa própria.
O vínculo de quem reside de aluguel com o lugar habitado são temporários porque dependem de um contrato com outra pessoa que é a verdadeira proprietária do imóvel. O indivíduo residente na sua casa própria pode nesta permanecer morando quanto tempo quiser, pois cria vínculos mais duradouros com o lugar que reside. Essa importância da propriedade da casa própria é exacerbada pela valorização que ela possui numa sociedade em que não se dispõe de mecanismo de acesso a uma moradia. Nela, a categoria de habitação-mercadoria prevalece, sendo a moradia comercializada como qualquer outra mercadoria.
No entanto, a habitação não é uma mercadoria qualquer; ela tem particularidades, no que concerne a sua complexa produção e consumo. A habitação é produzida no seu local de consumo, onde sua produção requer o trabalho de diferentes categorias de profissionais e a utilização de produtos de diversos setores da área industrial enfim, demanda um determinado espaço de tempo para ser construída. Dessa forma, esse conjunto habitacional de São João do Sabugi será mais um agente extremamente participativo no crescimento urbano da cidade, atuando diretamente na configuração urbana.
151 | P á g i n a As pesquisas sobre o processo de configuração do espaço urbano pelo capital imobiliário são de suma importância para compreender como se formou, como se expandiu e como funciona o processo de urbanização da cidade. O espaço urbano capitalista, como vimos, é expressão dessa lógica, promotora por excelência de uma distribuição geográfica da divisão territorial e da produção.
Durante a realização do estudo de caso ao Conjunto Habitacional José Noberto Araújo foi possível traçar um perfil da para a área do mesmo, evidenciando assim a importância dos conjuntos habitacionais no cenário urbano, sendo um dos principais elementos que compõem a dinâmica do crescimento urbano da cidade, pois são considerados responsáveis pela expansão do ambiente urbano.
Embora a reflexão aqui desencadeada não esgote o assunto, a discussão propiciou abordar as mais diversas modificações no espaço urbano da cidade como um todo. Nesse sentido, espera-se que esta pesquisa possa contribuir como fonte para futuras investigações acadêmicas, servindo de subsídio para possíveis debates nesta área representando dessa forma, um acréscimo a mais no mundo do conhecimento da geografia urbana.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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LAY, Maria Cristina Dias; REIS, Antônio Tarcísio. Análise quantitativa na área de
estudos ambiente-comportamento. Revista Ambiente Construído, Porto Alegre, v.
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MARICATO, Ermínia (org.). A produção capitalista da casa (e da cidade) no Brasil Industrial. São Paulo: Alpha Ômega, 1979
SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (org). Urbanização e cidades: Perspectivas Geográficas. UNESP, P. Prudente, 2001.
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152 | P á g i n a SILVA, Lenyra Rique da. A natureza contraditória do espaço geográfico. São Paulo: Contexto, 2001 (Coleção caminhos da geografia).
SOUZA, Marcelo José Lopes. Urbanização e desenvolvimento no Brasil atual. São Paulo: Editora Ática, 1996.
GT8 EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA
José Jadson dos Santos SILVA Universidade Federal do Rio Grande do Norte [email protected]
Aldaci da Silva SANTOS Universidade Federal do Rio Grande do Norte [email protected]
Maria Josiane da PAIXÃO Universidade Federal do Rio Grande do Norte [email protected]
RESUM O
Este artigo tem como objetivo principal subsidiar a da prática docente sobre novas metodologias de ensino, considerando que muitos professores têm dificuldade de trabalhar temas novos, buscando incentivar a transdisciplinaridade entre as ciências dentro da educação básica na busca de um processo de ensino e aprendizagem mais aberto e dinâmico. A Copa das Confederações de 2013, que ocorreu no Brasil, é considerada um campeonato onde representantes de cada continente disputam a taça desse campeonato que serve como preparação para a capa do mundo, grande evento esportivo, que em 2014 ocorreu no Brasil. Neste trabalho utilizou-se como metodologia uma pesquisa bibliográfica sobre a temática, aulas exploratórias em uma escola pública na cidade de Natal – Rio Grande do Norte/RN pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência - PIBID de Geografia da UFRN.
153 | P á g i n a
INTRODUÇÃO
Este trabalho surgiu das práticas de ensino dentro de sala de aula pelo PIBID Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A educação vem passando por grandes transformações nos últimos anos, os professores estão incorporando novas técnicas de ensino na tentativa de fazer com que suas as aulas tornem-se mais interessantes e dinâmicas. Por isso, cada professor procura introduzir em suas aulas metodologias de ensino que sejam mais atrativas para os alunos.
Refletir sobre essas metodologias e práticas de ensino são o que faz com que os professores incorporem nos conteúdos didáticos elementos presentes na vida dos alunos. O professor deve ensinar de forma que os alunos assimilem o conteúdo e, para isso, ele deve utilizar estratégias para os alunos se motivarem.
Conforme Zenti (2000), os especialistas no assunto afirmam que os professores devem mostrar aos seus alunos que estudar pode ser divertido. Porém, a maior dificuldade está em competir com os atrativos tecnológicos e os brinquedos que encantam as crianças, e que na escola não existem.
Na maioria dos encontros de professores, segundo Torre (1999) a queixa presente é com relação ao desinteresse dos alunos em querer aprender, no entanto acredita que "esse fato afeta diretamente professores e alunos em função das áreas de estudo, dos níveis do sistema educacional e das características socioculturais de quem aprende, entre outras variáveis" (1999. p. 07).
Por isso cabe ao professor incorporar essas novas metodologias e práticas mais inovadoras para poder chamar a atenção dos alunos para suas aulas. Segunda Lana (2002, p.12), “o ensino é um processo que contém componentes fundamentais e entre eles há de se destacar os objetivos, os métodos”. O ensino de Geografia está cada vez mais em constante discussão e o PIBID de Geografia da UFRN procura trabalhar sempre temas e levantar as discussões para a melhoria do ensino de geografia.
OBJETIVOS
Teve como objetivo principal fazer uma análise da introdução de temas mais presentes na vida dos alunos relacionando-os aos conteúdos de sala de aula, tendo como tema principal a aula que foi sobre a Regionalização do espaço mundial a partir dos países que participaram da Copa das Confederações no Brasil em 2013.
Mostrar neste estudo novas práticas e metodologias de ensino, que os professores de Geografia podem acrescentar em suas aulas. Parte-se da premissa básica de que da inserção de novos conteúdos geográficos a parte da vivência dos alunos.
154 | P á g i n a O presente estudo traz como aporte teórico-metodológico um levantamento bibliográfico acerca das discussões sobre o ensino de novas práticas e metodologias de ensino de Geografia alicerçado em autores os quais, sob uma perspectiva crítica, analisam as várias mais variadas formas de ensino.
Utilizou-se como principal metodologia um estudo da temática, depois uma aula expositiva dialogada com os alunos do 8º ano de uma Escola Estadual da cidade de Natal/RN, posteriormente, foi feito um relatório desta aula. P trabalho teve como metodologia, uma aula expositiva, pesquisa bibliográfica.