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Merhaba ben Süleyman Demi rel Üniversitesinden Ebru Kılınç, öncelik-

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Konuk 4: Merhaba ben Süleyman Demi rel Üniversitesinden Ebru Kılınç, öncelik-

A evolução da administração pública é um processo de aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo Estado à população e pode ser representada através de modelos. Pode-se definir modelo de gestão pública, segundo Castro (2013), como sendo um conjunto de métodos administrativos executados pela direção de uma organização para atingir os objetivos traçados.

Ainda de acordo com Castro (2013), esses métodos administrativos tendem a se modificar de acordo com cada organização, atrelados às metas. Conceitualmente, os modelos de gestão pública aplicados no Brasil classificam-se em: patrimonialista, burocrático e gerencial, sendo este entendido por alguns autores, como, por exemplo, Bresser (1998), como a nova administração pública. O objetivo de cada modelo consiste em suprir uma deficiência do modelo anterior, introduzindo novos conceitos ou mudando outros ineficientes ou nocivos ao aparelhamento do Estado. Tais modelos evoluíram ao longo do histórico político-social brasileiro sem que nenhum deles tenha sido totalmente desconsiderado.

2.1.1.1 Administração Patrimonialista

A Administração pública patrimonialista é típica dos estados absolutistas europeus do século XVIII, nos quais o Estado era a extensão do poder do soberano e os seus servidores eram vistos como nobres que recebiam este título por indicação dos governantes. Essas indicações eram feitas como prova de gratidão e também como estratégia para defesa de seus interesses. Segundo Magalhães (2001), na visão patrimonialista a ideia de que a gestão pública deveria servir à população para satisfazer ou dar condições para que suas necessidades fossem atendidas era inadequada, ou seja, entendia-se que o Estado era uma entidade que deveria ter suas necessidades satisfeitas por meio do trabalho dos seus governados.

Marques (2008) explica que no período que vai do Brasil Império, entre 1822 a 1937, início do Estado Novo, o país tinha um regime político oligárquico em que o poder era

confiado a um número restrito de pessoas. O País era governado em função dos interesses de quem detinha o poder e em detrimento dos interesses da coletividade, e existia divisão de classes determinada pelo nascimento das pessoas. Na administração patrimonialista, existia confusão sobre a distinção, por parte dos governantes, do patrimônio público e do privado, sendo considerado muitas vezes como extensão do seu próprio patrimônio. Os cargos públicos eram distribuídos sem critérios definidos, sendo privilegiados os parentes e amigos do governante. Por isso, os cargos públicos administrativos centravam-se muitas vezes nas mãos de indivíduos isentos de competência para ocupá-los (HOLLANDA, 1997).

Como consequência desse pensamento, a corrupção e o nepotismo são inerentes a esse modelo. De acordo com Krull (2010), com o advento da Revolução Francesa, os ideais democráticos passaram a pressionar para que houvesse uma administração pública profissionalizada, atendendo aos princípios constitucionais. Junto com esse movimento e com o crescimento do pensamento capitalista, a sociedade e o mercado se distinguiram do Estado. É a partir dessa junção que a administração patrimonialista torna-se um modelo ineficiente e inaceitável.

2.1.1.2 Administração Burocrática

Com o capitalismo industrial e as democracias que surgem no século XIX, a administração patrimonialista torna-se impraticável, pois é primordial para o capitalismo a secção entre o Estado e o mercado, sendo que a democracia só poderia existir se a sociedade se distinguisse do Estado, controlando-o. Dessa forma, a administração pública burocrática foi adotada com o objetivo de suprir os problemas da administração patrimonialista, na qual o patrimônio público e o privado tinham sua utilização distorcida e embaraçada, com alta corrupção e nepotismo (BRESSER, 1998).

O modelo burocrático, segundo Costa (2008), buscou modernizar a máquina pública, baseando-se nos paradigmas tayloristas, fayoliano e weberiano, e também pautado na teoria administrativa importada dos países mais desenvolvidos. A burocracia inspirada nesses paradigmas foi constituída por princípios que enfatizavam a racionalização da administração pública em busca da eficiência através de profissionalização, formalismo, impessoalidade e hierarquia funcional (SECCHI, 2009).

No Brasil, de acordo com Bresser (2008), o Estado torna-se nacional desenvolvimentista no período que compreende entre 1930 e 1980, quando a classe dirigente era formada pela aliança entre burguesia industrial e a burocracia pública. Nesse período, o

País experimentava um grande desenvolvimento econômico, apesar de apresentar traços do patrimonialismo, que mantinha sua força no quadro político brasileiro (MARQUES, 2008).

Esse modelo está presente na Constituição de 1988 e em toda a administração pública brasileira. Por estar baseado no formalismo, na presença constante de normas e na rigidez de procedimentos, o modelo burocrático, diferentemente do que dele se esperava, não conseguiu combater o patrimonialismo do Estado. A hipótese de eficiência em que se baseava o modelo burocrático não se revelou autêntica, pois se constatou que a administração burocrática não garantia nem rapidez, nem boa qualidade, nem custo baixo para os serviços prestados aos cidadãos.

2.1.1.3 Administração Gerencial

Pode-se dizer que a necessidade de uma administração pública gerencial decorreu de problemas advindos não só do crescimento e das mudanças nas necessidades e exigências da população, como também das dúvidas a respeito da legitimidade da burocracia perante as demandas da sociedade.

Conforme Paes de Paula (2005), o modelo gerencial proposto implicava em adaptar e transferir os conhecimentos gerenciais desenvolvidos no setor privado para o setor público. O foco da administração gerencial seria o aumento da qualidade dos serviços públicos e a redução de custos, além do desenvolvimento de uma cultura gerencial nas organizações. Trata-se, portanto, de uma administração orientada para resultados e para o aumento de governança do Estado, ampliando a capacidade deste de gerenciar com efetividade e eficiência (BRESSER, 2008).

Nesse modelo, o cidadão passa de plateia a participante de todo o processo, como parte do Estado. O gerencialismo, como também é conhecida a administração gerencial, não é antônimo da burocracia, pois se apoia em vários dos princípios básicos desta, como a meritocracia e o profissionalismo (FADUL; SILVA, 2008).

Na administração gerencial já havia o foco na busca de instrumentos para melhorar os processos administrativos, propondo significativa mudança de perspectiva sobre a maneira de alcançar resultados no âmbito público. Uma das formas de buscar esse aperfeiçoamento é através da transição para a lógica do planejamento, segundo a qual prevalece a montagem de cenários que permitam flexibilidade necessária para eventuais mudanças do planejamento público.

Segundo Fadul e Silva (2008), o modelo gerencial visa contribuir de forma significativa para o aumento da igualdade no acesso aos serviços públicos. Para tanto, requer planejamento estratégico das ações a serem desenvolvidas pelo poder público, maior autonomia gerencial, elaboração de indicadores de desempenho e, sobretudo, a avaliação dos resultados obtidos. Além disso, com o advento desse modelo, a sociedade passa a atuar como observadora da utilização dos recursos de forma transparente, introduzindo os cidadãos no debate público, com o objetivo de garantir que os direitos da coletividade se façam valer.

Como visto anteriormente, os três modelos de gestão pública apresentados não foram totalmente descartados, havendo aperfeiçoamento dos métodos eficazes e descarte dos métodos ineficazes. As críticas mais conexas realizadas ao modelo gerencial não dizem respeito à volta ao modelo burocrático, mas sim à correção do managerialism no sentido de incorporar novos significados. Por conseguinte, surge uma tendência que agrega um conjunto de importantes ideias sobre a temática “Nova Gestão Pública (NGP)”.