6. KURULUŞ YERİ FAKTÖRLERİ
6.2. Konum Faktörleri
6.2.1 Fiziksel Yerleşme Alanı
6.2.1.4. Meram Organize Sanayi Bölgesi Jeolojik Durum
Durante o puerpério, procedia à vigilância da eliminação vesical e intestinal da puérpera, uma vez que se conhecem alterações no sistema urinário e intestinal não só devido ao parto, mas também característico da própria gravidez.
Segundo Lowdermilk e Perry (2008) uma bexiga cheia provoca a deslocação do útero acima do umbigo e afasta-o da linha média, impedindo a sua contração normal. Assim, a mulher deve ser incentivada a urinar. Nesta fase, pode sentir medo de urinar por antecipar a dor ou o desconforto.
Após o parto, a mulher pode apresentar alguma dificuldade em restabelecer o transito urinário, não só pela analgesia pela via epidural (quando utilizada), mas também pelos processos fisiológicos da gravidez e puerpério.
Sabe-se que a diminuição dos níveis de estrogénio após o parto explica a reduzida função renal durante este período. A função do rim normaliza ao fim de um mês e são necessárias seis a oito semanas para que a hipotonia induzida pela gestação e a dilatação dos ureteres e pelve renal retomem o seu estado pré-gravídico (Torre, 2001).
Durante a gravidez, ocorrem alterações na estrutura renal e pélvica, devido às ações dos estrogénios e da progesterona. Por um lado, a ação da progesterona relaxa a musculatura lisa, o que provoca um relaxamento do tónus e consequentemente menos contratilidade da bexiga, podendo aumentar a capacidade vesical até 1500ml; por outro lado, a bexiga é comprimida pelo útero em crescimento, resultando na urgência em uri- nar, mesmo quando a bexiga contém apenas uma pequena quantidade de urina. Após o parto, o relaxamento dos músculos abdominais e a diminuição da pressão intra-abdominal leva a um aumento da capacidade da bexiga, podendo conter entre 1000 a 1500ml de urina sem complicações. A capacidade aumentada da bexiga, os seus traumatismos e os efeitos possíveis de analgésicos administrados durante o parto, podem contribuir para a diminuição da perceção para urinar. Os traumatismos pélvicos provocados pela presença
de ferida cirúrgica e/ou lacerações e edema da vulva e períneo podem diminuir o reflexo da micção (Torre, 2001).
Para prevenir complicações, como a retenção urinária, o enfermeiro pode ajudar a mulher da seguinte forma: promover a deambulação, logo que possível; aconselhar a puérpera a abrir a torneira do lavatório enquanto tenta urinar; estimular a micção durante o banho; caso permaneça a dificuldade em urinar, como último recurso pode ser necessá- ria a algaliação (Cabral, Medeiros e Santos, 2010). No HPH, quando existiam situações de retenção urinária, em que a mulher mesmo com as várias estratégias não conseguia urinar, procedia ao esvaziamento vesical.
Uma das intervenções implementadas durante o puerpério, prendia-se com o ensi- no e incentivo da prática de exercícios que promovessem o restabelecimento do tónus do soalho pélvico, prevenindo assim, a incontinência urinária e o fortalecimento da muscula- tura das áreas afetadas pela gravidez.
A incontinência urinária, após o parto por via vaginal, corresponde a outra compli- cação transitória que pode ocorrer. Os músculos após o parto, tornam-se mais laxos devido ao aumento do peso corporal materno e ao peso do útero grávido, que aumentam a pres- são sobre a musculatura do soalho pélvico, durante a gravidez. A incontinência urinária não põe em risco a vida da mulher, mas interfere na vida quotidiana, como no trabalho, na vida social e sexual, afetando de forma negativa a qualidade de vida. As perdas urinárias acontecem quando a pressão vesical é superior à pressão uretral (Santos e Pedroso, 2007). Os mesmos autores acrescentam que “muitas das alterações urogenitais surgem após o
parto, como as distopias da uretra, da bexiga e do colo vesical, bem como alterações do soalho pélvico, que concorrem para o aparecimento de disfunções urinárias, dentro das quais sobressai a incontinência urinária de esforço” (p. 55). Santos e Pedroso (2007) de-
fendem que o papel do enfermeiro é essencial no que diz respeito à orientação, observa- ção e acompanhamento da puérpera, no momento da realização dos exercícios – exercícios de Kegel - ainda no internamento, contribuindo para a prevenção da incontinência urinária após o parto.
A eliminação intestinal implica uma atividade de vigilância, no período de puerpé- rio, dado que existe risco de obstipação. No HPH, administrava laxantes até a mulher apresentar o transito intestinal regularizado, de acordo com prescrição médica.
Durante a gravidez, pela ação da progesterona existe um relaxamento da muscula- tura lisa do intestino, que atrasa os movimentos peristálticos e consequentemente dificul- ta a formação das fezes e a sua expulsão. Após o parto, a recuperação do tónus muscular do intestino é gradual, podendo ocorrer a obstipação. Além disso, a medicação analgésica administrada intra-parto pode contribuir para este problema.
Segundo César (2011), há estudos que demonstram que a manipulação vaginal e a episiotomia, realizadas durante o parto vaginal, constituem fatores de risco para as dis- funções do soalho pélvico no pós-parto. Trauma direto do esfíncter anal e neuropatias do
nervo pudendo são os dois eventos, mais frequentes, para a incontinência fecal. No entan- to, durante a prática clínica, não foram observados casos de incontinência fecal.
Um outro problema que pode advir do parto por via vaginal, relativamente a este sistema, é a obstipação devido, maioritariamente, aos traumatismos que podem ocorrer na região perineal e anal. Os traumatismos da região perineal, em consequência do parto vaginal – lacerações, episiotomia, ou ambas – provocam dor, o que constitui um dos maio- res problemas para a puérpera, pois afeta diretamente a sua capacidade para desempe- nhar as tarefas relacionadas com o exercício do seu papel maternal, bem como atividades da vida diária. Muitas mulheres referiram medo em defecar devido à presença de ferida cirúrgica e/ou lacerações. Num estudo realizado (Andrews et al. 2008, cit. por Ferreira, 2011) para avaliar a dor perineal, comparando um grupo de mulheres com ferida cirúrgica médio-lateral com um grupo de mulheres com lacerações espontâneas de segundo grau, os autores constataram que das 98 mulheres submetidas a episiotomia, em 42% delas houve atingimento do esfíncter anal, verificando-se que ao quinto dia após o parto, apresenta- vam níveis de dor superior ao das mulheres com lacerações de segundo grau. Desta forma, os esforços para expulsar o conteúdo fecal podem estar comprometidos pela dor perineal que a mulher apresenta, nomeadamente na presença de ferida cirúrgica. Essa dor, aliada ao medo, pode comprometer o restabelecimento do transito intestinal, pelo que é aconse- lhável a administração de laxantes.