• Sonuç bulunamadı

Menkul Kıymet Piyasalarında Bilginin Rolü ve Önemi

BÖLÜM 3: BİREYSEL YATIRIMCILARIN FİNANSAL RİSK ALGISINA

3.2. Menkul Kıymet Piyasalarında Bilginin Rolü ve Önemi

As técnicas utilizadas para a análise da atividade são as observações e as verbalizações.

A observação é uma representação total da atividade de trabalho no momento em que ele é realizado, portanto em condições específicas. Essa análise completa as análises indiretas, feitas fora da atividade efetiva do trabalho, como, por exemplo, entrevistas e análise de documentos.

A observação deve atentar para cinco grandes categorias observáveis. São elas:

equipamentos, materiais e informações do trabalho a realizar, porém um deslocamento pode esconder um segundo motivo, além do seu original, como uma informação visual no caminho.

As comunicações: podem ser verbais, gestuais ou por meios específicos. A importância dessas comunicações, na realização do trabalho, pode justificar sua gravação. É importante lembrar, ainda, que os trabalhadores usam uma linguagem profissional específica da atividade. Uma caracterização pode permitir uma quantificação das fontes de informação e aspectos coletivos da atividade.

As posturas: consistem num indicador complexo e dos constrangimentos da atividade. Estudar posturas numa observação sistemática coloca problemas técnicos muito diferentes, segundo o tipo de hipóteses e a natureza da atividade. Quando os movimentos são amplos e a variabilidade de posturas é grande, o observador pode limitar os elementos a um grupo de posturas mais crucial. Por outro lado em atividades com gestos pouco amplos, as dificuldades estão na discriminação de modificações da postura.

As observações em termos de ações ou tomadas de informação: as tomadas de informações são comportamentos elementares e seu recorte se faz em referência ao espaço, posições. Para a ação é preciso identificar os gestos, o contexto que faz sentido para o observador. Assim, dever-se-á definir de maneira explícita os indícios elementares caracterizadores de uma ação para o observador. Um problema é que uma ação se define geralmente por um objetivo para quem a realiza, sendo que este não é acessível para o observador. As ações podem ainda se sobrepor, tornando os recortes arbitrários do ponto de vista da lógica interna da atividade.

Observáveis relativos ao sistema técnico e ao contexto: o conhecimento do contexto no qual o operador desenvolve a atividade é indispensável para a compreensão do trabalho, mas muitas vezes a caracterização da situação fica muito difícil pela multiplicidade de parâmetros pertinentes. Por outro lado, as características do sistema técnico e do ambiente podem ser resultados da atividade e, portanto, conseqüências direta ou indireta das ações.

Essas observações têm por objetivo a obtenção de dados e de informações para que se possa realizar o projeto das instalações. As observações sobre deslocamentos fornecem informações necessárias sobre dimensionamento de

corredores, portas, etc. As informações sobre comunicações revelam as utilizadas para os trabalhadores realizarem a atividade, podendo também demonstrar erros de projeto que devem ser corrigidos, como salas muito barulhentas.

A análise em termos de posturas pode demonstrar espaços inadequados para os trabalhadores, forçando uma postura incômoda e prejudicial que não deve ser repetida em novos projetos. As observações sobre as ações e tomadas de decisão são importantes fontes de informação sobre os espaços demandados pelos trabalhadores e alunos e consequentemente para o correto dimensionamento das áreas necessárias para cada atividade. As observações sobre o sistema técnico podem revelar falhas, falta ou excesso de recursos necessários às atividades.

Realizada a observação, é preciso ficar atento aos registros, pois existe uma diferença entre a observação e o seu registro que corresponde a uma escolha de eventos percebidos pelo observador. Essa escolha é direcionada pelas hipóteses que o orientam.

Existem duas técnicas principais: os registros manuais em lápis e papel e as gravações em vídeo. A primeira é possível quando, a freqüência dos observáveis permite que sejam feitas anotações, possuindo a vantagem de exigir um mínimo de preparação prévia e resultar em dados descrito de acordo com a lógica cronológica. As gravações em vídeo têm a vantagem de permitir a diminuição das freqüências dos observáveis com recursos, como câmera lenta e pausa e permitir registrar vários observáveis ao mesmo tempo.

Depois de efetuado o registro da atividade, a próxima etapa é a de sua descrição, consistindo em expressar de maneira sintética o desenvolvimento temporal de uma. A descrição é, como o trabalho de registro, uma redução das múltiplas dimensões do trabalho.

Pode-se resumir a descrição da atividade em duas categorias: os indicadores estatísticos como a contagem de eventos para futuras comparações; e as descrições cronológicas que permitem sistematizar as informações coletadas na observação e são o suporte mais concreto, servindo posteriormente de material para entrevistas.

Existem alguns problemas ligados à observação, tais como a apreensão da variabilidade intrínseca à atividade de trabalho, podendo não ocorrer no período da

observação. Quando ela ocorre no período neste período, a observação é uma boa ferramenta para sua análise. Outro problema é que a técnica mostra-se insuficiente para compreender os motivos da atividade - raciocínios e conhecimentos - em que a atividade se baseia. São, portanto, esses problemas que tornam a verbalização indispensável.

A verbalização do trabalhador torna-se essencial, pois a atividade não pode ser reduzida ao que é observável. Os raciocínios, objetivos e planejamentos só podem ser apreendidos através das explicações dos trabalhadores. A verbalização, porém, não é obvia, pois não só contém os interesses e objetivos do interlocutor, mas também estão implícitas a aprendizagem e experiência dele, nem sempre mencionadas, e ainda porque nem tudo é facilmente verbalizado. É preciso ressaltar que é muito importante manter um contexto de trocas abertas com o trabalhador para que este possa enriquecer as informações dadas e assim as verbalizações permitirão apreender tudo o que é importante para o trabalhador.

Essas verbalizações podem ser feitas de maneira cronológica, com a descrição de um dia de trabalho; ou com referências espaciais das atividades, servindo para uma identificação das principais restrições do trabalho.

Para isso são utilizadas as verbalizações simultânea e consecutiva. A primeira é realizada durante a atividade de trabalho; a segunda preserva o desenvolvimento da atividade e consiste em uma descrição imediatamente posterior ao seu término.

É recomendado evitar a palavra “porque” nas perguntas feitas aos trabalhadores, pois essa expressão, às vezes, é interpretada como suspeita ou introduz uma confusão de causas e objetivos, devendo então ser substituída por perguntas mais gerais. É necessário também reconhecer as resistências do trabalhador em responder às perguntas, podendo isso ocorrer pelo uso de modos operatórios desconformes com a prescrição.

A análise do trabalho deve, portanto, utilizar-se da técnica de observação e de verbalização para que se consiga compreender todos os meandros contidos no trabalho, pois a utilização de somente uma das técnicas pode resultar num entendimento incompleto a respeito do objeto analisado.