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Mektuplarda Mevlâna’nın Pervâne’ye Yaklaşımı

2. MEVLÂNA’NIN ESERLERİNDE PERVÂNE MU’İNÜ’D-DÎN SÜLEYMAN

2.3. Mevlâna’nın Pervâne Mu’inü’d-Dîn Süleyman’a Gönderdiği Mektuplar

2.3.2. Mektûbât’a Göre Mevlâna Ve Pervâne Mu’înü’d-Dîn Süleyman

2.3.2.3. Mektuplarda Mevlâna’nın Pervâne’ye Yaklaşımı

Todos os lotes do Assentamento Banco da Terra possuem o mesmo tamanho de 8,9 hectares, sendo que a área de reserva natural é comunitária. A infraestrutura observada nos lotes pesquisados foram divididas em benfeitorias, máquinas e equipamentos.

A Figura 2 nos mostra as principais benfeitorias observadas, entre as quais destaca-se a casa de alvenaria, presente em todos os lotes pesquisados. A construção das casas, segundo depoimento de alguns agricultores, foi feita em forma de multirão com os recursos oriundos do próprio crédito fundiário, antes mesmo deles entrarem no Assentamento. É importante ressaltar que - além da aquisição de imóvel rural, que inclui os custos da documentação de transferência da propriedade e as despesas cartorárias de registro do contrato de financiamento do recurso - o Programa Banco da Terra (atual Programa Nacional de Crédito Fundiário) possuía um recurso voltado ao investimento em infraestrutura básica, como a construção ou a reforma de residência e disponibilização de água para consumo humano e animal (VARGAS, 2001). Foi durante esse mesmo período que foi construído o poço semiartesiano coletivo. Contudo, este poço não é capaz de fornecer água em quantidade suficiente para irrigação, sendo que se o agricultor quiser fazer este tipo de uso, terá que construir um poço em seu próprio lote, caso observado em apenas um estabelecimento.

Outra benfeitoria que apareceu como destaque foi o curral, presente em 56% dos lotes (Figura 2). Este resultado já era esperado, tendo em vista que a bovinocultura possui uma forte presença tanto na região como no próprio Assentamento. Em seguida, aparece o galpão e o depósito/tulha presente em 20% e 12% dos lotes, respectivamente. Como os assentados possuem uma quantidade muito restrita de equipamentos e maquinários, torna-se desnecessária a construção de locais específicos para esse fim.

Figura 2 - Principais benfeitorias observadas nos lotes pesquisados do Assentamento Banco

da Terra, Nova Xavantina, MT.

Fonte: Elaboração do autor.

Finalmente, tem-se o chiqueiro e o galinheiro, os quais estão presentes, ambos, em apenas 4% dos lotes (Figura 2). A baixa porcentagem de galinheiros, não significa que haja poucas galinhas. Ao contrário, tal fato justifica-se pelo fato dessas serem criadas de modo extensivo. Por outro lado, a pequena quantidade atual de chiqueiros nos remete a primeira atividade desenvolvida logo após a implantação do Assentamento: a suinocultura. O planejamento inicial do Assentamento era baseado na criação de uma grande pocilga, para servir como principal fonte de renda e de modelo aos outros assentamentos da região.

Segundo declarações dos próprios agricultores, o projeto da suinocultura foi realizado por um engenheiro agrônomo, o qual era responsável pelas ações de assistência técnica no início do assentamento. Originalmente, o projeto previa a compra de 125 matrizes, mas devido alguns problemas financeiros, compraram-se, efetivamente, 30 matrizes e 3 cachaços. Com o passar do tempo, o dinheiro para tocar a pocilga foi acabando, as lavouras plantadas para servir de alimento aos porcos não deram certo, as pessoas desanimaram e, como se não fosse o suficiente, devido à uma crise ocorrida em Santa Catarina, o preço da carne de porco caiu e o da ração aumentou. Esse embróglio culminou no abandono da atividade e na venda de toda a infraestrutura ali existente.

Ao ser questionado sobre esse assunto, o engenheiro agrônomo que prestou assistência na época afirmou que existiam discórdias, algumas pessoas que não concordavam com a atividade, ainda que já tivesse sido contratada e aceita em assembléia pela Associação de Produtores. Além disso, o engenheiro agrônomo ainda disse que faltou paciência aos assentados em aguardar os retornos econômicos, tendo em vista que a suinocultura só começa a dar lucro a partir de três anos após a implantação.

No que se refere aos veículos, máquinas e equipamentos (Figura 3), destacou-se os veículos (carros, motos, e caminhonetes) presentes em 80% dos lotes. Como a atividade leiteira é uma importante fonte de renda dentro do Assentamento, os agricultores utilizam esses veículos para levar o leite até o refriador do laticínio, o qual fica localizado do outro lado da BR 158. É comum observar pequenas parcerias entre os agricultores, no sentido do transporte do leite até o local designado pelo laticínio.

Em seguida, tem-se o triturador como o segundo equipamento mais presente nos lotes pesquisados, alcançando 36% do total (Figura 3). A sua utilização está relacionada, principalmente, ao preparo dos alimentos a serem destinados aos animais, com destaque para a cana-de-açúcar e o milho.

Figura 3 - Principais veículos, máquinas e equipamentos observados nos lotes do

Assentamento Banco da Terra, Nova Xavantina – MT

Destacam-se ainda o equipamento de irrigação, a farinheira e o minitrator/trator, ambos presentes em 8% dos lotes (Figura 3). Os equipamentos de irrigação observados restringem-se ao sistema de gotejamento, por serem fáceis de instalar/manuseiar e apresentarem um gasto reduzido de água. Uma das farinheiras funcionava de forma comunitária, contudo, após alguns desentendimentos, o empreendimento passou a ser exclusivo do dono do lote na qual a mesma estava. Já com relação aos tratores, enquanto um agricultor possui um de porte pequeno e bem antigo, outro possui maquinário numeroso e mais potente, característica que já foi citada anteriormente. Inclusive, este agricultor aluga seus serviços de máquinas dentro do assentamento, o que lhe trás uma renda extra.

Por fim, mas não menos importante, salienta-se o fato do pequeno número de máquinas e equipamentos presentes no Assentamento Banco da Terra. Este fato deve ser observado pelos extensionistas e pesquisadores, quando estes forem apresentar novos conhecimentos aos agricultores. Até porque, conhecimentos que demandem uma maior quantidade de equipamentos para serem implementados, provavelmente serão rejeitados pelos agricultores, a não ser que haja um subsídio econômico associado à ação.