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39tekzib ve tezyif etmek üzre asrın ulema ve etkıya-yı benâmından

MEŞRUTİYET’TEN İSLAM DEVLETİ’NE, İSLAM DEMOKRASİSİ’NE

As atividades de multi-abordagens foram construídas segundo os ciclos de aprendizagem de Lawson (2001).

Neste trabalho apresentaremos uma intervenção composta por nove atividades que abrangem os três tipos de ciclos de aprendizagem: descritivo, empírico-abdutivo e hipotético-preditivo. As atividades obedecem a uma estrutura hierárquica de ciclos e sub-ciclos, na qual grupos de três atividades, constituídas com as três etapas do ciclo de aprendizagem (exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito), podem ser concebidos como atividades maiores de exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito (figura 3.1).

Figura 3.1: Diagrama do ciclo de Lawson nas atividades.

Acreditamos que os ciclos de aprendizagem de Lawson são mais adequados ao objetivo da intervenção, pois são compostos de fases (exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito) que permitem um processo de ensino-aprendizagem no qual o estudante constrói o conhecimento de forma crítica. Pesquisas têm dado respaldo a efetivação dos ciclos de aprendizagem em levar os estudantes a pensar criativamente e criticamente, bem como facilitar o entendimento dos conceitos científicos, desenvolvendo atitudes positivas em relação à ciência e, assim, desenvolvendo habilidades para observar processos científicos e argumentar sobre eles (LAWSON, 1995 apud MISHENO & LAWSON, 1999, p.24). Este ciclo envolve os

estudantes na investigação significativa, tendo como objetivo melhorar suas habilidades de reflexão e ajudar aos estudantes a construírem conceitos significativos, sempre seguindo o processo através de palavras chave como: se, logo, portanto (MUSHENO & LAWSON, 1999).

Segundo Lawson (1989), o ciclo de aprendizagem em si é um método de ensino que pretende ser coerente com a ordem em que as pessoas espontaneamente constroem o conhecimento e permite aos estudantes examinar e adequar seus conceitos prévios, a partir da argumentação e do teste. Os ciclos de aprendizagem são mais divulgados em aplicações de laboratório, entretanto Lawson (1989) afirma sua eficácia em explorações que envolvem leitura e outras atividades não-manipulativas.

O ciclo de aprendizagem se divide em três fases, obrigatoriamente consecutivas: exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito. Fizemos uma adaptação no original no que diz respeito a fase de “introdução do conceito”, pois Lawson utiliza “introdução do termo”. Deixamos claro que ao contrário de Lawson não tomamos a palavra conceito como um grau elevado de abstração ou dotado de um significado único, mas como algo que já tem um significado para o aluno em um determinado contexto. Nosso objetivo é ampliar o perfil conceitual deste conceito por meio da complexificação do conhecimento, ou seja, permitir que o aluno alcance a 3ª ordem de aprendizado (RODRIGUES & MATTOS, 2007). Acreditamos que obteremos êxito aplicando um conjunto de atividades que obedecem os ciclos de aprendizagem de Lawson.

3.5.3.1 As fases do ciclo

Na fase de exploração os estudantes aprendem através de suas ações e reações a uma nova situação. Nesta 1ª fase eles exploram novas situações com o mínimo de orientação, o que traz um aumento de questões ou complexificações, pois não conseguem compreende-la com seus caminhos habituais de pensamento e começam a identificar modelos de regularidade no fenômeno observado.

Na fase de introdução do conceito começa a introdução de um novo conceito ou de conceitos específicos quando são usados para referir aos modelos descobertos durante a exploração. O conceito pode ser introduzido pelo professor, pelo livro-texto, um filme ou outro meio. Este passo deve seguir sempre à exploração e ter relação direta

com o padrão descoberto durante a atividade de exploração. Nesta 2ª fase o estudante deve ser encorajado a identificar mais de um modelo como possível, antes de ser revelado à classe o modelo correto, mas devemos ter em mente que esperar que o estudante descubra todo o modelo da ciência é irreal.

Na fase de aplicação do conceito os estudantes aplicam o novo conceito ou os novos modelos de pensamento para adicionar exemplos. Nesta 3ª fase é necessário para alguns estudantes entenderem a dimensão da aplicabilidade do novo conceito. Sem inúmeras aplicações, o significado do conceito pode ficar restrito. Muitos estudantes podem abstrair os conceitos para diversas situações. Esta fase ajuda o estudante na reorganização conceitual.

Segundo Lawson (1989), o ciclo de aprendizagem em suas três fases pode ser classificado em: descritivo, empírico abdutivo e hipotético preditivo.

No ciclo de aprendizagem descritivo os estudantes descobrem e descrevem um padrão empírico dentro de um contexto específico (exploração). O professor fornece o nome (introdução do conceito), e o padrão é então identificado em contextos adicionais. Este ciclo é chamado de descritivo porque os estudantes e professores estão descrevendo suas observações sem atentar para explicação de suas observações. Neste ciclo respondemos a questão “Qual?”, mas não suscitamos a questão causal “Por quê?

No ciclo de aprendizagem empírico abdutivo os estudantes novamente descobrem e descrevem um padrão empírico em um contexto específico (exploração), mas caminham para generalização das possíveis causas deste padrão. Isto requer o uso de analogias (abdução) para utilizar os conceitos aprendidos em outros contextos para o contexto atual (introdução do conceito). Os conceitos podem ser introduzidos pelos estudantes, professores ou ambos. Com a orientação do professor, os estudantes analisam através dos dados obtidos durante a fase de exploração para verificar se as causas hipotetizadas são consistentes com estes dados ou com outros fenômenos conhecidos (aplicação do conceito). Em outras palavras as observações são feitas de forma descritiva, mas este tipo de ciclo vai além, pois busca generalizar e testar inicialmente a causa do fenômeno.

No ciclo de aprendizagem hipotético preditivo, apresentamos inicialmente uma questão causal, no qual os estudantes são questionados para gerar explicações possíveis ao fenômeno. É dado um tempo para o estudante deduzir as consequências lógicas destas explicações e explicitamente esboçar e realizar experimentos para testá-las (exploração). As análises dos resultados experimentais permitem que algumas hipóteses

sejam refutadas, algumas sejam descartadas e conceitos sejam introduzidos (introdução do conceito). Finalmente os conceitos relevantes e os padrões razoáveis são abordados e discutidos e podem ser aplicados em outras situações (aplicação do conceito). Neste ciclo temos a generalização e o teste das hipóteses alternativas através da comparação de deduções lógicas com os resultados empíricos.

Neste trabalho apresentamos a combinação dos três ciclos de aprendizagem de Lawson: o descritivo, empírico abdutivo e o hipotético preditivo. As atividades apresentam uma estrutura hierárquica de ciclos e sub-ciclos, na qual grupos de três atividades, constituídas com as três etapas (exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito), podem ser concebidos como atividades maiores de exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito, sendo que o ciclo maior que envolve os sub-ciclos são governados pelo ciclo hipotético preditivo (tabela 3.12). Em todos os ciclos inicialmente o professor identifica os conceitos a serem tratados e os fenômenos que envolvem o padrão sobre o qual o conceito está baseado e na fase de aplicação do conceito outros fenômenos são discutidos e explorados que envolvem o mesmo conceito.

O ciclo de aprendizagem hipotético preditivo governa o conjunto das nove atividades. Na fase de exploração os estudantes exploram o fenômeno levantado por uma questão causal dada pelos próprios estudantes ou pelo professor. Em uma discussão na classe, hipóteses são lançadas e ditas pelos estudantes para trabalhar em grupos para deduzir suas implicações e esboçar experimentos ou esta ação é feita em discussão em classe. Os estudantes conduzem os experimentos. Na fase de introdução do conceito os dados são comparados e analisados, conceitos são introduzidos e conclusões tiradas. Este ciclo, portanto possibilita aos estudantes adquirirem habilidades em formular questões, levantar as hipóteses, prever, colher dados e concluir, através de deduções (se...e...então), induções, inferências e comparações.

O ciclo de aprendizagem descritivo é aplicado nas atividades 1, 2 e 3, pois se enquadra nos seguintes passos dados por Lawson (1989): na fase de exploração o estudante explora o fenômeno e tenta descobrir e descrever o padrão. Na fase de introdução do conceito os estudantes informam os dados que eles obtiveram e eles/ou o professor descreve o padrão, o professor em seguida introduz o(s) conceito(s) para se referir ao padrão.

A partir da atividade 4 até a atividade 9, aplicamos duas vezes o ciclo de aprendizagem empírico abdutivo, pois se enquadram nos seguintes passos dados por

Lawson (1989): na fase de exploração o professor coloca uma questão descritiva e uma causal. Os estudantes coletam dados para responder a questão descritiva e os expõem no quadro negro. A questão descritiva é rendida e a questão causal é levantada. Hipóteses e alternativas são antecipadas para responder a questão causal e os dados já obtidos são examinados por um teste inicial. Na fase de introdução do conceito, são introduzidos os conceitos que dizem respeito ao fenômeno explorado e a explicação mais plausível é hipotetizada.

Observe que o ciclo de aprendizagem descritivo somente requer a descrição dos padrões (exemplo: seriação, classificação, conservação) enquanto o ciclo de aprendizagem hipotético dedutivo exige o uso de padrões de alta a ordem (exemplo: controle de variáveis, razões correlatas, razões hipotéticas dedutivas). O ciclo empírico abdutivo é o intermediário e requer a descrição dos padrões, mas geralmente envolve um modelo de alta ordem.

Como as atividades foram construídas para complementar o caderno de física do aluno do 1º ano do ensino médio – vol. 1 e 2, as atividades são intercaladas com as situações de aprendizagem propostas no mesmo (e algumas inserções de conteúdo feitas a critério do professor). Dentro das situações de aprendizagem há: experiências, lições de casa, pesquisas individuais, etc., que podem ser realizadas em casa ou na sala de aula, conforme a preferência do professor. Entre as fases do ciclo de aprendizagem de Lawson é permitido adicionar atividades que envolvam outras metodologias, contanto que obrigatoriamente seja seguida a ordem: exploração, introdução do conceito e aplicação do conceito. Enfim, as atividades não foram elaboradas para atrapalhar o currículo, mas para diversificar e auxiliar na aprendizagem dos conceitos de mecânica abrangidos por ele.

Dentro das situações de aprendizagem do caderno de física do aluno (vol. 1 e 2 – 1ª série do ensino médio) - que envolvem na maioria das vezes situações exemplificadas com carros - procuramos identificar os ciclos de aprendizagem de Lawson e entrelaçar com as atividades (tabela 3.11). Observe na tabela 3.14 que os ciclos associados ao caderno de física do aluno são empíricos abdutivos, pois a todo o momento analogias são feitas para relacionar o conteúdo de mecânica com aplicações no dia a dia, embora não seja na área de esportes, auxilia no ciclo de aprendizagem como um todo, pois intensifica a aplicação da mecânica em outras situações, dando uma visão mais ampla ao estudante, possibilitando-os a estabelecer mais conexões.

É dada liberdade para o professor selecionar dentro das situações de aprendizagem os tópicos que serão feitos em aula ou extra-classe, podendo também inserir outros tópicos que a seu critério sejam relevantes para o aprendizado do conceito em questão.

Salientamos que o tópico de hidrostática não foi tratado nas atividades, pois não faz parte do currículo do Estado de São Paulo, o que reduziu o número de esportes que puderam ser tratados nas atividades.