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KURULUŞ DOSYASI OCAK – ŞUBAT

GENEL MÜDÜR

10. MB PORTFÖY YÖNETİMİ A.Ş PERSONEL GÖREV TANIMLAR

O objetivo do trabalho foi verificar a influencia da substituição de parte do agregado pelo resíduo de borracha sem tratamento. Foram analisadas algumas propriedades mecânicas e térmicas da argamassa de cimento Portland no traço em massa 1:5 de argamassa cimento e areia. Para análise das propriedades mecânicas foi adicionado resíduo de borracha, nas proporções de 10%, 20% e 30% em massa em relação à massa do cimento. Quanto às propriedades térmicas optou-se por analisar mais duas outras porcentagens (40% e 67,5%), substituindo o agregado. Por fim, seria foi obter uma argamassa com boa resistência mecânica e térmica, com baixo custo financeiro, reduzindo o uso do agregado natural e que tivesse destino adequado para o resíduo de pneu.

Algumas conclusões no desenvolvimento deste trabalho seriam:

(1) Considerando-se que há realmente influência na adição do resíduo e percentual, notou-se diminuição do abatimento do tronco de cone para o acréscimo da borracha. Também ocorreu redução relativa no peso dos corpos-de-prova que apresentaram 4,66%, 5,12%, 5,63% de redução. Respectivamente para amostras com percentuais de 10%, 20% e 30% de resíduo de borracha.

(2) No ensaio de resistência à compressão determinou-se que houve uma redução da resistência quanto mais borracha é inserida na mistura. A composição com a quantidade de resíduos de 10% em massa de cimento apresentou redução de 21,10% em relação à amostra controle sem adição de borracha, enquanto que as proporções de 20% e 30% contendo resíduo apresentaram quedas de 26,01% e 41,55%, respectivamente para 28 dias. (3) A resistência ao esforço de tração também teve redução após adição da

borracha, porém de forma mais suave, e que quanto mais borracha é adicionada mais a resistência tende a diminuir. O importante é que ao incluir o resíduo serviu para acrescer a capacidade de tensão dos compósitos, aumentando o tempo de resistência até a ruptura por completo do material.

Enquanto a amostra controle (sem borracha) suporta até 11% da tensão total, a capacidade de tensão suportada pelas amostras com percentuais de 10%, 20% e 30% de resíduo de borracha são respectivamente de 94,5%, 105% e 62%. Comprovando os resultados observados na bibliografia.

(4) No ensaio de resistência à flexão houve uma melhora relativa, pois resistiu bem à fratura total e teve tensões maiores que a amostra controle. A amostra com adição de 10% de partículas de borracha apresentou um acréscimo na resistência à flexão correspondente a 56,02%, enquanto a amostra com 20% de resíduo teve aumento de 23,08%. Já a amostra com 30% apresentou redução de 2,31% na resistência final quando comparadas com a amostra controle.

(5) O peso médio das amostras com teores de borracha contendo 10%, 20% e 30% reduziu respectivamente em 1,83%, 4,96% e 5,11% em relação à amostra controle. A absorção de água por capilaridade aumentou em relação à amostra de controle, mas a quantidade de água absorvida diminui a medida que se aumenta o percentual de resíduo de borracha na amostra. As curvas dos gráficos que identificam a absorção de água mantêm uma certa proporção que permaneceu constante até o final do ensaio. Com o aumento da porosidade e conseqüentemente maior circulação de ar, dificultou a ascensão capilar da água.

(6) O aumento da quantidade de borracha resulta numa maior quantidade de ar nos compósitos, e sabe-se que o ar é péssimo condutor de calor, proporcionando a redução de peso que consequentemente reduz a condutividade térmica. Sabe-se também que a borracha possui baixa condutividade térmica, então de posse dessas informações esperava-se a redução da condutividade. A redução da massa específica foi comprovada, então o aumento do volume de vazios dentro das amostras seria ocupado por ar, o que dificulta a condução, com o aumento da quantidade de poros, pois há uma redução do contato entre as moléculas que compõem o compósito. A minimização da condutividade térmica é expressa em percentuais de 0,66%, 4,26%, 9,77%, 24,52% e 45% respectivamente para as adições de resíduo de

borracha a 10%, 20%, 30%, 40% e 67,5%. A difusividade térmica diminui bastante apresentando redução de 11%, 23,7% e 42,5%, respectivamente para 30%, 40% e 67,5% de adição de adição de resíduo. Isto demonstra que a utilização e o consequentemente aumento da quantidade de resíduo diminui a velocidade de propagação de calor. Porém a capacidade calorífica apresenta-se praticamente a mesma independente da quantidade de resíduo. Comprovando que seu uso provavelmente proporciona conforto ambiental e também pode conter os movimentos da dilatação térmica e consequentemente o surgimento de fissuras.

Materiais compósitos representam o desenvolvimento de novos materiais, um avanço no melhoramento de certos materiais existentes, certo de que atrela as potenciais características de cada componente ajustando de modo que o produto final seja adequado ao uso buscado, com melhor desempenho e prováveis novas aplicações. Por fim, o uso do resíduo de borracha na argamassa pode baratear o custo final do novo produto, beneficiando o novo material com suas boas propriedades. Ressaltando que entre as grandes vantagens que esse reaproveitamento proporciona, como redução do consumo de energia e de custos, está o benefício de que esta atitude permite diminuir o impacto gerado pelo manuseio e deposição inadequados do pneu no meio ambiente, como minimização da poluição (geração de resíduos para entulhos, e queima que contribui para liberação de gases tóxicos), além de conservar matérias primas não renováveis e melhoria da saúde, com a minimização de locais para produção de insetos e outros vetores.

Argamassas com adição de borracha em substituição ao agregado podem desempenhar razoável resistência mecânica, e quando se deseja algo com baixa condutividade térmica, é bem satisfatório, apresentando bom isolamento.

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