4. BÖLÜM: HALK HİKÂYELERİNDE MİTOLOJİK SAYILAR VE
4.2. Renkler
4.2.4. Mavi
A hipótese adotada neste trabalho é que Edward Lee Thorndike conformou um novo padrão pedagógico para o ensino de Matemática nas primeiras décadas do século XX21. Desde o levantamento bibliográfico inicial, constatou-se que, entre os esforços
21 Não desconhecendo as implicações e o alcance do uso conceitual do termo padrão no ambiente em que
esta pesquisa está sendo desenvolvida, optou-se, para fim estrito deste trabalho e nos limites das questões teóricas que o conduzem, pela adoção do sentido etimológico da palavra, como sinônimo de modelo, arquétipo. Isso não implica no desconhecimento que um padrão pedagógico se constitui pela prática. Difere de modelo, por exemplo, que pode orientar práticas, mas que apresenta um componente prescritivo e distingue um modelo daquilo que a prática consagra, ainda que guiada pelo modelo. Padrão se expressa, firma-se, na prática, com base em modelo ou não (cf. Warde, 2003).
realizados pelo psicólogo para aplicar a Psicologia à Educação, destacam-se seus empreendimentos em dois componentes curriculares: a Matemática e a Língua Inglesa22. Supõe-se que, ao privilegiar esses dois componentes curriculares, o autor não o fez de forma ocasional ou por razões fortuitas. Por meio de investigações sobre o ensino de Matemática e de Língua Inglesa, Thorndike pretendeu alcançar um objetivo duplo: primeiro, por serem o ensino de Matemática e o ensino de Latim apontados como base do currículo organizado na teoria da disciplina mental, procurou tomar conteúdos correspondentes da Aritmética, Álgebra e da Língua Inglesa para quebrar a força e o controle dessa na organização curricular norte-americana. O segundo objetivo relaciona- se ao fato de Thorndike pretender, com a investigação dos dois conteúdos curriculares, mas especialmente do ensino da Língua Inglesa, equacionar as diferenças individuais no processo de ensino-aprendizagem, sobremaneira complexificado com o aumento e diversificação vertiginosos da população. Por meio do ensino de Matemática, tal como o entendia como o estudo dos números, das medidas e do espaço, poderia também fornecer instrumentos para a população escolar, imigrante ou não, tornar-se capaz de, por meio da contagem, medida e noções espaciais de distância e deslocamento, conhecer e dominar o ambiente inclusivo.
No caso dos conteúdos matemáticos, observa-se ainda que nas primeiras décadas do século XX, nos Estados Unidos, proliferam investigações com vistas a uma nova organização curricular, por meio de levantamentos dos problemas, objetivos e métodos de ensino em voga. Thorndike participou intensamente de pesquisas do gênero; assim, é provável que esses fatores tenham contribuído também para que Thorndike identificasse
22 Apesar de não ser tema deste estudo, os dicionários elaborados e editados por Thorndike são peças
fundamentais para a análise do modo como o autor usou e aplicou a Psicologia para o ensino da Língua Inglesa. Seu primeiro dicionário, Thorndike Century Junior Dictionary, publicado em 1935, depois de quase dez anos de trabalho, difere, na seleção, organização e apresentação de informações, radicalmente de todos os outros dicionários escolares (cf. Barnhart, 1950). Esse dicionário é iniciado com uma seção denominada “To the Pupil”, na qual o autor coloca uma mensagem: “esse livro foi escrito para você, para ajudar você a aprender o significado, a ortografia e a pronúncia das palavras. Se você encontrar alguma palavra que não seja útil, eu ficaria muito agradecido se você me escrevesse contando” (Thorndike, 1935, p. v). O propósito de um dicionário, para o autor, além de cumprir essas funções explicitadas, era fornecer ajuda com o mínimo de esforço visual e fadiga, e o máximo de conhecimento para ler, escrever e falar por minuto. “Para fazer um dicionário que atinja esse propósito não é necessário unicamente o conhecimento da língua inglesa, mas também conhecimento da mente da criança e de suas necessidades de leitura, audição, e uso das palavras. Também exige ingenuidade e cuidado para todos os detalhes sobre cada palavra” (Thorndike, 1935, vi). Para dar conta desse propósito, o autor contou a freqüência com que as palavras apareciam na literatura normalmente usada por crianças e, por isso, excluiu termos técnicos e palavras que o aluno nunca teria necessidade, ao passo que ampliou a explicação sobre outras por ter verificado o aparecimento com maior freqüência no cotidiano da criança (cf. Barnhart, 1950).
a possibilidade de transferir os instrumentos que já tinha domínio, da Psicologia para a Educação, de maneira que, pela mensuração e aplicação de instrumentos técnicos de controle da aprendizagem, tivesse uma base de argumentação científica para conformar um novo padrão de ensino.
Thorndike entendia que a palavra educação, apesar de poder ser utilizada com diversos significados, refere-se à “mudança”. No caso da educação humana, significa certas mudanças no intelecto, caráter e comportamento do homem. É nesse sentido que a Psicologia, por se tratar exatamente da “ciência do intelecto, caráter e comportamento dos animais, incluindo o homem” (Thorndike, 1910, p. 5), poderia contribuir para a Educação, definindo melhor os objetivos, o material, os meios e os métodos a serem utilizados para educar o homem.
Uma ciência completa da Psicologia pode contar cada fato sobre o intelecto, caráter e comportamento de todo ser humano, pode contar a causa de cada mudança na natureza humana, pode contar o resultado que cada força educacional – cada ato de cada pessoa que modifica o outro ou a si mesmo – pode ter. Pode nos ajudar, a usar os seres humanos para o bem estar do mundo com a mesma segurança dos resultados que agora temos quando usamos a lei da gravidade ou elementos químicos. Proporcionalmente, quanto mais nós compreendemos uma ciência, mais podemos nos tornar mestre de nossa própria alma como nós agora somos mestres do calor e da iluminação. Progresso em direção a uma ciência correta está sendo feito (Thorndike, 1910, p. 6).
Se educação é mudança, para Thorndike (1905, 1912) é mais que isso, “educação é a produção e o impedimento de mudanças” e o problema não estaria na escolhas de quais mudanças precisariam ser efetuadas e quais deveriam ser evitadas, não é apenas “o que?” ou “ o por que ?” mas “o como?”. Ensinar é para preservar e aumenta as qualidades desejáveis do corpo, intelecto e caráter e conseguir evitar as mudanças indesejáveis, para isso o professor precisa conhecer a natureza humana para poder adquirir condições de controlá-la, é fundamental conhecer as leis pelas quais as mudanças ocorrem.
A ciência da biologia, especialmente a fisiologia humana e higiene, fornece as leis da mudança na natureza do corpo. A ciência da psicologia fornece as leis de mudanças no intelecto e caráter. O professor estuda e aprende a aplicar as leis da psicologia ao ensino pela mesma razão que o fazendeiro progressista estuda e aprende para aplicar a botânica; o arquiteto, mecânica; ou o médico aprende a fisiologia e patologia (Thorndike, 1905, p. 7).
E, para Thorndike, só a Psicologia poderia fornecer ao professor o completo conhecimento da natureza humana. Ensinar seria, portanto, aplicar a Psicologia. Por isso, defende-se que Thorndike possuía o arsenal mental necessário para conformar um padrão científico para o ensino de Matemática. Para efetuar essa tarefa utilizou, a Psicologia como uma tecnologia para propor, experimentar e controlar mudanças de aprendizagem e de comportamentos, sobretudo, em ambiente escolar.