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2. BÖLÜM: HALK HİKÂYELERİNDE MİTOLOJİK TABİAT

2.3. Dağ ve Mağara

As teorias de deterioração dos termos de troca, bem como o pensamento cepalino de modo geral, sofreram críticas tanto de economistas liberais como de economistas marxistas. Para Jacob Viner (Viner, 1969), por exemplo, a lógica do mercado acabaria promovendo o desenvolvimento no longo prazo. Segundo ele, não existiria uma verificação empírica definitiva segundo a qual as relações de troca iriam piorar sistematicamente contra os países exportadores de produtos primários. Países que modernizaram sua agricultura conseguiram desenvolver-se a partir de uma base agrícola sustentada pelo dinamismo das exportações agrícolas em infra-estruturas econômicas para induzir o desenvolvimento do setor do mercado interno. Ao mesmo tempo, a pauta exportadora precisa ser gradativamente diversificada e administrada, a fim de evitar excessos de oferta que possam afetar os preços.

Segundo os economistas marxistas, o afluxo de capital do centro para a periferia ocorre em virtude da elevação da composição orgânica do capital no centro e que reduz a taxa de lucro. Os países pobres com baixa composição orgânica, mão-de-obra barata e abundantes recursos naturais atrairiam recursos externos, mas permaneceriam dependentes e atrelados ao imperialismo internacional. Nos estudos de Baran (Baran, 1964), reconheceu-se que gargalos do mercado limitam o desenvolvimento, o autor argumentou ainda que o excedente dos países pobres é mal utilizado pela ação das elites feudais, dos industriais conservadores e da classe média consumista. Os investidores estrangeiros, ao se associarem às classes menos progressistas desses países, agravariam as distorções no uso do excedente, que estaria desta forma, ainda mais sujeito à expatriação para países desenvolvidos. Em suma, ele entendia que o problema do subdesenvolvimento só pode ser resolvido por várias políticas, porque a questão não resulta da falta de capitais, mas do uso inadequado do excedente (Baran, 1964, p.310 e 355).

Emmanuel (1969) difundiu a teoria de troca desigual, proveniente das relações comerciais entre os países em desenvolvimento e os países ricos, nos mesmos moldes de Prebisch. Entretanto, muitos economistas marxistas entendem que a exploração origina-se das relações de produção, isto é, no mercado de fatores, tanto internas como externas, e não das trocas internacionais. A exploração existiria tanto nos países desenvolvidos como nos em desenvolvimento, em virtude das contradições das classes sociais (Cardoso, 1980, p.86).

Uma das críticas mais sérias efetuadas à tese de Prebisch/Singer é a de que, ao se estudarem novos períodos, não haveria mais deterioração das relações de troca contra os países exportadores de produtos primários. No que tange ao período de Singer (1950/1977), os críticos argumentam que os preços dos produtos primários estavam elevados na primeira metade da década de 1950, devido à guerra da Coréia. A queda posterior desses preços seria uma simples conseqüência da tendência do retorno ao equilíbrio.

Estudos realizados por Kravis e Lipsey e também por Balassa, para o período de 1953/77, indicam uma queda na relação de trocas contra os países ricos de 6% e 10%, respectivamente8. Os autores excluíram da amostra petróleo e

derivados em virtude do choque ocorrido em seus preços em 1973, o que desvirtuaria a análise. Constataram também que os preços dos produtos primários exportados pelos países pobres cresceram mais do que os preços dos produtos primários exportados pelo resto do mundo (Balassa, 1989, p,1657). Da mesma forma, o estudo de Michaelys para o período de 1952/1970 concluiu que o preço do conjunto dos produtos exportados cresceu 45% para os países em desenvolvimento, contra 19% para os países desenvolvidos. Assim, as relações de troca para o conjunto dos produtos exportados, nesse período, subiram 19% para os países pobres e caíram 15% para os países desenvolvidos (Balassa, 1989, p.1658).

Diante desses estudos empíricos mais recentes, conclui-se que a tese de Prebisch/Singer não se verifica para o período pós-guerra da Coréia. Pelo contrário, os preços dos produtos exportados pelos países pobres tenderam a crescer mais do que aqueles dos países desenvolvidos. De outra parte, o exemplo da Organização dos Países Produtores de Petróleo mostra que os países em desenvolvimento poderiam organizar-se em cartéis para manter estáveis os preços de seus produtos primários exportados. Podem ser objeto dessa cartelização alguns metais, como cobre e bauxita. No entanto, a redução da produção para elevar os preços poderá gerar substitutos no mercado. Podemos observar o ocorrido com o petróleo, quando o aumento do seu preço incentivou a pesquisa por combustíveis alternativos e a prospecção de petróleo em áreas não viáveis para um cenário de preços equilibrados.

Inúmeros outros trabalhos apresentaram críticas à análise de Prebisch/Singer no que diz respeito à não consideração dos custos de transportes, declinantes no tempo, e às mudanças na composição dos produtos agrícolas, representando, geralmente, cargas volumosas de baixo valor unitário, como algodão e cereais que possuem alto coeficiente de custo de transporte, em relação a produtos industriais de maior valor por unidade de peso. Desse modo, causar-se-ia uma oneração relativa maior em seus preços. Com a redução dos custos de transporte, os preços dos produtos exportados tenderiam a cair, afetando ainda mais os produtos primários. Observou-se também que as características dos produtos manufaturados variam substancialmente no tempo, com as inovações elevando seus preços. Enquanto o algodão, o cobre, o ferro e o trigo permaneceram os mesmos, produtos como o automóvel e rádio tornaram-se completamente diferentes devido às sucessivas inovações tecnológicas implementadas, o que explicaria a mudança de seus preços (Haberler apud Balassa, 1989, p.1656).

Os autores citados concluem que os países em desenvolvimento, que se fecharam ao exterior, perderam participação no mercado mundial de produtos

agrícolas, após a Guerra da Coréia, e deixaram de acumular divisas, fator este necessário para o desenvolvimento econômico. Desse modo, estes países teriam apresentando um crescimento econômico maior se tivessem deixado suas economias mais abertas ao comércio internacional.

Dessa maneira finalizamos a apresentação das teses de Prebisch e Singer e criamos embasamento para dar continuidade ao capítulo 2, que apresentará fatos marcantes da República Popular da China e sua economia, além de seus impactos sobre os níveis de preços dos termos de troca após sua definitiva inserção na economia global.

2.

A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA, TRAÇOS MARCANTES